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janeiro 18, 2005

Fragmentos de elogios

"Dizei-me, pelos deuses imortais!, se há gente mais feliz do que aquela espécie de homens que o vulgo denomina loucos.

Esta afirmação parece a princípio estulta e absurda e no entanto é muito verdadeira.

Falta a tais homens o medo da morte, o que, por Jove, já não é pequeno benefício.

Não se envergonham, não temem, não ambicionam, não invejam, não amam."

Há por aí mais destes, mas que nem por isso são tão loucos, nem são "os loucos de Lisboa" como já foram por alguém cantados.

E afinal, quem é hoje o louco, quando pela vida "de mercado", artificializada compra e venda do tempo, se não tem tempo para amar, para ambicionar, para temer os estragos que se provocam todos os dias a alguém, ou simplesmente ter a humildade para se envergonhar.

Publicado por MatosB às janeiro 18, 2005 04:06 AM