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fevereiro 18, 2005

A uma ausência

"Sinto-me, sem sentir, todo abrasado
No rigoroso fogo que me alenta;
O mal, que me consome, me sustenta,
O bem que me entretém, me dá cuidado;

Ando sem me mover, falo calado,
O que mais perto vejo se me ausenta,
E o que estou sem ver mais me atormenta,
Alegro-me de ver-me atormentado;
...
Mas se de confiado desconfio,
É porque entre os receios da mudança
Ando perdido em mim, como em deserto.
"


Barbosa Bacelar.

Publicado por MatosB às fevereiro 18, 2005 04:45 AM

Comentários

Escelente... Ausência.

(para ti e para o Nelson que gostam de poesia, não deixem de dar uma vista de olhos num blog deveras interessante: http://sinkships.blogspot.com)

Publicado por: Sofia às fevereiro 18, 2005 05:18 PM

já fui;
já vi;
e gostei;

Publicado por: MatosB às fevereiro 18, 2005 08:47 PM