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fevereiro 25, 2005
Excertos (1)
“…
- o futuro deixa-se levar para algum lado, devagar, como um rio;
- e desagua sempre nalguma foz?
- desagua; ou, seca e não há rio.
- não sei o que o futuro me reserva; não sei que "rápidos" desço.
- ninguém sabe com certeza…
- a idade permite-me ter o desaire por professor.
- a mim, a contrariedade verdadeiramente nova, continua a surpreender-me; foi talvez alguma variável da "função vida" que me escapou;
- tanto calculismo?!?
- tanta evitação...
- tanto tempo gasto com planos!
- o plano é não ter planos; sabe-se que as variáveis estão lá, alterando-se os seus valores a cada inspiração;
- isso é muita incerteza e mutação...
- só as variáveis mudam; a função em si, formalmente, é estática: absolutamente constante; o seu valor é que muda consoante o valor dos tempos - variáveis.
- no meu templo, não há lugar para tempos pequenos;
- emenda a mão.
- com o quê?
- com conselhos calmos a quem desespera;
- por exemplo?
- um dia, perante a tristezas da tua neta Margarida, diz-lhe que efectivamente, numa data tão longínqua na noite da tua memoria, conheceste alguém que te amava e te deu exemplos de vida daquilo a que ainda hoje os filósofos e os idealistas chamam de "amores apaixonados".
- verei se não me esqueço.
- anota. Nota.
Publicado por MatosB às fevereiro 25, 2005 12:32 AM
Comentários
Não desanimes. Combinamos mais um almocito nos antípodas desse mundo, aqui na Estefânia, mas temos de levar o Kim outra vez.
Publicado por: Nelson Lourenço às fevereiro 25, 2005 09:35 AM
'bora!
e bebemos ginjinha?
Publicado por: MatosB às fevereiro 25, 2005 05:30 PM
Consegues elaborar uma análise económica da vida?
Publicado por: indistinto às fevereiro 26, 2005 11:34 PM