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março 27, 2005
Concluindo
"... de onde resultava a conclusão de que o melhor e o pior era por ele gerado e sofrido, construído por si ao percorrer uma linha de tempo bi-dimensional (ele / outros) em que o que lhe era exterior, prenchia diversas categorias de variáveis não domináveis pela sua vontade.
Quando muito, elas apenas se demonstravam receptíveis à sua influência e mesmo assim, apenas na medida do que positivamente útil se lhes afigura-se.
A linha do tempo era por isso artificial e inexoravelmente rectilínea, em volta da qual se desenha uma espiral de vida que se desenrola em elos suficientemente próximos, de modo que quem os percorria, se apercebia da fase (elo) anterior e projectava, expectante, a posterior, em cada ponto do percurso individual.
Daí que o somatório destas individualidades em curso num determinado ponto da espiral correspondente à linha de tempo comum, permite a consciência histórica (colectiva) já presenciada mas irrepetível: apenas construível pela influência. Relativa.
É por isso que nem a vida singular, nem a colectiva, se repete: uma e outra apenas acontecem de forma diferente. E porque diferente, de forma única.
É por isso que quando se decide mal, se pode influenciar os seus efeitos negativos tentando minorá-los, mas não é possível emendar o que ficou mal.
Tão forte e certo, como percorrer rectiliniamente três posts em dois blogs: uma ideia escrita em três espirais em volta do tempo, que finalmente se tornaram um todo, perto do passado e expectante quanto ao futuro, sempre relativo.
Se isto não lhe fez sentido, ou foi porque falhou um post, ou porque começou a percorrer a espiral num ponto errado.."
in "Nenhures - crónicas de um bardo desafinado."
Publicado por MatosB às março 27, 2005 05:14 PM