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março 24, 2005

Será este o País que temos?

Eu não quero acreditar que este seja o País que temos! Passo a tentar explicar a minha dúvida existêncial.
Os agentes policiais detém criminosos em flagrante delito e porque estes muitas das vezes oferecem resistência à sua detenção aqueles têm que usar da força para controlar a situação.
Resultado: os criminosos queixam-se de abusos à sua integridade fisica, são abertos processos contra os agentes e em troca os criminosos continuam impunes no meio de todos nós dando-se ao luxo de matar.
Quem? Agentes policiais claro!
Mais incrédulo fiquei quando, num artigo da edição de hoje do Correio da Manhã, li o seguinte: um agente, salvo erro da Brigada de Trânsito, autuou um condutor que infringiu uma regra do Código da Estrada quando circulava numa das auto-estradas portuguesas na companhia de sua mulher.
Até aqui tudo parece normal não é, só que, quis o destino que o condutor era um Tenente-Coronel da GNR que, incomodado com a situação, possivelmente por não ter sido alvo de tratamento priveligiado, mais tarde participou do referido agente porque este quando o abordou não lhe prestou continência. Em consequência foi aberto um processo ao agente que terá 20 dias para se defender.
Pergunto: será que um Tenente-Coronel ou qualquer militar com outro posto seja ele da GNR, do Exército, da Força Aérea ou de uma outra qualquer Instituição quando, ao volante de um automóvel em viagem de lazer, não é um condutor como qualquer outro sujeito ao cumprimento das regras que integram o Código da Estrada?
Há já uns anos aprendi nos meios militares que o exemplo vem de cima mas, com casos destes constata-se que, por vezes não é assim! Ou será?
Será que aquele agente, se for castigado pelo facto, alguma vez mais terá a veleidade de tentar cumprir bem as missões que ao longo da sua carreira lhe forem atribuidas?
Também me ensinaram na vida militar que, embora com o devido respeito, a segurança não conhece postos! Será que é assim?
Desculpem-me mas tenho ainda outra pergunta para a qual não encontro resposta: como queremos nós, cidadãos portugueses, que os nossos agentes cumpram a missão que lhes é atribuida quando, aparentemente, nem no seio das Instituições a que pertencem recebem força e incentivo?

Publicado por joakim às março 24, 2005 04:58 PM

Comentários

Boa Jo. Gostei, afinal andámos na mesma escola. XXX

Publicado por: Ana às março 24, 2005 05:34 PM

Nem mais, nem menos.

O exemplo tem que vir de cima. E tem de se cumprir a lei, que não pode ser diferente para uns e para outros.
Estou à procura no Código da Estrada de uma alteração de que me falaram, de que atribui privilégios a colunas de comitivas governamentais - aparentemente por força de casos que remontam a alguns acidentes rodoviários relacionados com aquele tipo de colunas de viaturas...

Publicado por: MatosB às março 24, 2005 06:56 PM