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março 24, 2005
intolerâncias de ponto
Porque se há-de sequer discutir com animosidade se as férias judiciais são ou não demasiado longas (se calhar são), quando de um Tribunal dizem a polícias em serviço urgente (o normal em polícias) que "o Tribunal hoje fechou às 12:00 horas" e não se podem aceitar mais pedidos de buscas?
Porque há-de um qualquer funcionário público, do MP ou não, Procurador ou não, dizer que o problema é da Polícia porque só essa entidade é que tem de estar disponível 24/7 ?!?
Depois pasmam-se quando se diz que nada percebem de investigação criminal!
Pensam que podem dizer ao interese público subjacente a uma investigação que "o programa segue dentro de momentos, logo a seguir ao feriado"? Pensam que os polícias não têm família, nem vida para além do "estar às ordens"?
Pensam mal e não estão preparados para dirigir sequer um Inquérito, quanto mais a "investigação criminal".
Isto não é uma questão de estatuto nem de regulamento legal de horários, nem de tolerâncias de ponto.
Isto é mais grave, porque não é uma questão de "bons e de maus": há um perigoso decaimento do interesse no "interesse público", em que a tradição (o sentido de responsabilidade) já não é o que era.
Naquele dia de "tolerância", haviam polícias a trabalhar em prol de um interesse superior e com sacrifício pessoal; e a "intolerância" falou mais alto.
Bom, seria estudar porque é que isto acontece na "Justiça".
Afinal, perde o lesado, o queixoso, o interesse público, o que contava com a rapariga dos olhos vendados e que por estarem tão vendados, não viu que quem ganhou foi o criminoso...
Publicado por MatosB às março 24, 2005 08:50 PM
Comentários
Também fico chateado, claro que fico chateado, pior. Fico muito chateado.
Publicado por: Zudan às março 29, 2005 09:12 AM