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abril 26, 2005

A conjuntura... (ou o post tresloucado)

... foi alterada!
"Tens noção que isso é mais um ponto de transição na tua vida?"

O único ponto de transição relevante, daqueles que relevam mesmo, na minha vida foi há mais ou menos 7 anos.
7 anos faz lembrar superstições. A propósito de superstições aqui vai uma lista que tenta desmistificar as fontes de azar:
Partir um espelho - se for o único na casa é uma chatice, sai-se de casa despenteado, com a barba mal feita e as ramelas nos olhos;
Partir uma garrafa de azeite - tem que se comprar outra e o preço do azeite tá pela hora da morte ;
Tesouras abertas - enfim, não me lembro de grande mal por acontecer este acontecimento (passo o pleonasmo);
Facas cruzadas - pode ser um atraso fatal se tivermos um ladrão dentro de casa, uma pessoa precisa de uma faca para a legítima defesa, direito de necessidade ou isso, e atrapalha-se toda porque não a consegue desenvencilhar da outra... o lado positivo é que a probablidade de nos entrar um mauzão pela casa adentro no mesmo dia em que as facas estão cruzadas é remota;
Chapéu de chuva aberto indoor - dá um jeitaço para partir tudo quanto seja quiquilharia nos móveis, prateleiras e afins onde se arrumam potezinhos de barro, jarras-da-loja-dos-trezentos-mas-que-são-verdadeiramente-da-Distania-Ming, elefantes de vidro, castiçais demodé e afins;
Passar debaixo de um escadote - se for um de dois ou três degraus dá-se cabo das costas, é um martírio;
Ver um gato preto (sim, basta vê-lo) - não vejo azar nenhum nisto, os xanos são bastante catitas até!;
Entornar sal - se for na cama, no sofá ou num qualquer sítio onde seja comum uma pessoa deitar-se, recostar-se, atirar-se, enrolar-se é uma chatice... efeito similar ao da areia nas virilhas
Acabar-se a tinta da caneta - (Nem sabia que havia esta fonte de azar. Valham-me pessoas cultas e com grande conhecimento da vida para me alertarem deste flagelo...) Se for a meio de uma aula onde o docente fala depressa comó raio a coisa complica-se e é preciso pedir os apontamentos a quem tenha escrito a matéria com uma caneta decente que não falhou quando se estavam a escrever os 5.748.000 artigos necessários para se perceber, por exemplo, o Processo Executivo.

Concerteza me falha a memória para me lembrar de mais superstições, mas ainda bem, que uma pessoa já tem problemas que cheguem e cenas em que pensar e livros para estudar e trabalho para fazer, para ainda ter que se lembrar de uma lista infindável de coisas que podem piorar a vidinha, quando na realidade o que interessa é que vem aí a altura das sardinhas, do pimento assado, dos caracóis, das jolas e minuins, dos tremoços, do tempo quente e outras coisas boas para as quais também me falha a memória.

Publicado por rita às abril 26, 2005 12:26 AM