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abril 28, 2005
Oceans 3 - o assalto
Qualquer dos três tinham um aspecto simultaneamente desprendido e agressivo, daquele tipo de delinquente que avança sem amor à vida: vai sem medos.
Serpentearam decididos por entre os espectadores do bar que, concentrados, assistiam a um jogo de futebol de clubes ingleses. Era perfeito: ninguém ia dar por nada.
A cumplicididade saltava a vista, pela forma como se moviam, trocavam olhares, tudo num "perto-longe" de cuidado na escolha da posição, enquanto se dirigiam, calma e determinadamente para um ponto do balcão.
Já tinham arquitectado o golpe; já tinham decidido. Iam cometer um ilícito. Kim, iria ficar de atalaia.
"Tomas", diria ao que vinham em voz grave e intimidante. Cabia ao "Neco" cilindrar o funcionário, com o mero olhar. Não havia de oferecer resistência: crime perfeito; eficácia plena.
Dirigiam-se à caixa, era mais que evidente. O empregado, pressentiu que havia naqueles três filhos do Inverno qualquer coisa de errado, mas incapaz de resistir ao apelo magnético daqueles olhares simultaneamente frios mas penetrantes, não foi capaz de fugir. Tremeu-lhe a voz quando, a custo, perguntou:
"- po... posso ser... útil?
- sim pá!
- fa... faz favor de... dizer!?!
- são três donuts; e sem favor;
- eu não quero;
- que se lixe: perdido por cem, perdido por mil!
Publicado por MatosB às abril 28, 2005 12:43 AM
Comentários
Eu tb os vi.
Foi terrível o modo como procederam ao ataque. Aquilo foi dentada após dentada... terrível... mas doce!
:)
Publicado por: Nelson Lourenço às abril 28, 2005 10:29 AM