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maio 26, 2005
AVÓ LEONOR

Uma avó negra que tive em silêncio
avó de branco
riso que nunca poisou em mim
o algodão do seu olhar
avó de negros
olhos fazendo luz
entre a noite transparente
sob o luar dos fogos
Avó negra
que invocavas deuses
deuses fechados como os sons
que à floresta se reservam
toda a minha alma
é cruzada por ti
como a noite
traspassada pela chama.
© J.T.Parreira
Publicado por nelourenco às maio 26, 2005 10:51 AM