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maio 31, 2005

Morte anunciada para 100 milhões de pessoas

Dia Mundial sem Tabaco

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O tabagismo é considerado pela Organização Mundial de Saúde como a segunda maior causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável pela morte de cerca de cinco milhões de pessoas por ano, prevendo-se que em 2030 esse valor duplique.
Inclusivamente a OMS estima que mais de 100 milhões de pessoas irão morrer devido ao consumo de tabaco nas duas primeiras décadas deste século.
Relativamente à Europa, o tabaco é a primeira causa de morte evitável e faz mais de 650 mil vítimas por ano nos vinte e cinco estados membros.

Hoje, dia 31 de Maio comemora-se o Dia Mundial Sem Tabaco.

No nosso país, o consumo de tabaco atinge cerca de 20% da população, com predomínio de três homens e meio para cada mulher. No entanto, são as mulheres que mantêm os níveis de consumo, pois os homens presentemente fumam menos e as mulheres que até há cerca de trinta anos particularmente não fumavam começaram, a partir de então, a consumir cada vez mais.

Desta forma, o risco de acidente cardiovascular nas mulheres alterou-se, isto porque a utilização da pílula anticoncepcional associada ao consumo de tabaco torna-se num factor de risco acrescido.
O impacto negativo do tabaco está bem estabelecido, na medida em que afecta directamente a qualidade e "quantidade" de vida, ou seja a morbilidade e a mortalidade. É a população fumadora a que mais consome cuidados de saúde, e os seus elementos são os que apresentam maior absentismo por doença, sendo as faltas ao serviço superiores em mais de 25% nos fumadores. Os fumadores têm em média menos 10 anos de vida do que os não fumadores, isto porque as substâncias absorvidas danificam alguns órgãos importantes ao mesmo tempo que fragilizam o organismo em relação a microorganismos e doenças oportunistas.

A cardiopatia isquémica e o cancro do pulmão são os principais contribuintes para os indices de mortalidade relacionados com o tabaco. Investigações demonstram que fumar, mesmo que seja só um cigarro, pode trazer graves consequências à saúde do coração, podendo inclusivamente resultar numa diminuição da capacidade respiratória.

De acordo com dados da Fundação Portuguesa de Cardiologia, os fumadores de mais de um maço de cigarros por dia têm quatro vezes mais enfartes do miocárdio que os não fumadores, e estes quando têm enfartes têm-nos dez anos mais tarde do que os consumidores de tabaco.
No entanto, a doença mais vulgar associada ao consumo de tabaco é o cancro, que pode ocorrer não só nos pulmões como também na laringe, faringe, esófago, pâncreas, bexiga, boca e língua.

Mas existem outros problemas associados ao tabaco, nomeadamente;

. Envelhecimento precoce;
. Tosse crónica, que na maior parte dos casos indicia problemas respiratórios mais graves;
. Diminuição das capacidades olfactivas;
. Enfraquecimento dos dentes bem como alteração da sua cor e brilho;
. Aumento do risco de doenças reumáticas;
. Aumento do risco de infertilidade tantos nos homens como nas mulheres, ocasionando ainda outras doenças do aparelho reprodutor.

Mas não são apenas os fumadores que sofrem as consequências do consumo do tabaco.
Há que referir que aqueles que vivem rodeados de um ambiente de fumo, os chamados fumadores passivos, também são prejudicados na sua saúde.
O tabagismo passivo é susceptível de provocar igualmente o desenvolvimento de um cancro. O tabaco é tão perigoso que basta viver com alguém que fume para que a probabilidade de contrair um cancro de pulmão aumente extraordinariamente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o fumo do tabaco no ambiente é responsável por cerca de um quarto dos cancro do pulmão que afectam os não fumadores.
Um estudo publicado na revista British Medical Hournal de Abril de 2004, aponta os efeitos devastadores do fumo passivo. De acordo com os autores desse estudo, os adultos que estão diariamente em contacto com fumadores aumentam a taxa de mortalidade em 15%, mesmo que nunca tenham fumado na vida.

Apesar das inúmeras campanhas e constante informação sobre os malefícios do tabaco, muitos fumadores recusam acreditar nas evidências apresentadas, afirmando que ainda são muito novos e que se não morrerem de uma coisa será de outra.

Obviamente que há que respeitar aqueles que apesar de tudo optam por assumir os riscos e continuar a fumar. No entanto o respeito deve ser mútuo, para que os que escolheram não fumar e assim ter um estilo de vida mais saudável não sejam constantemente forçados a serem fumadores passivos.

Fonte:Correio dos Açores

Publicado por nelourenco às maio 31, 2005 10:00 AM

Comentários

Deixei de fumar já hà dois anos e não me arrependi nada.

Publicado por: jpalhe às maio 31, 2005 10:39 AM