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junho 30, 2005
Literalidades
Foi quase sem querer que o li, sem ter tempo de decifrar a anti-ressurreição que nos transmitia. Não é só por soar bem, é sobretudo por ter em si uma mensagem plenamente perceptível:
"a vida não é um parágrafo ... E a morte, julgo, nenhum parêntesis"
Cummings.
Publicado por MatosB às 06:34 PM
Zosia Zija

Zosia Zija é uma artista Polaca (actriz e fotógrafa), nascida em 1975.
Apresenta um excelente trabalho em fotografia a preto e branco.
Com uma simplicidade que muito valora, documenta a relação das pessoas com o meio onde vivem.
Publicado por nelourenco às 02:39 PM
Outdoors

Publicado por nelourenco às 12:07 PM | Comentários (1)
TAMPINHAS

Guarde as
TAMPAS DE PLÁSTICO!
Elas valem
CADEIRAS DE RODAS!
Veja aqui como!
Publicado por nelourenco às 11:57 AM | Comentários (1)
junho 29, 2005
bd sonora
Espero que antes de ver o "Sin City", não se esqueçam de o ler,
pelo mesmo traço a preto e branco de Frank Miller - "A Mulher Fatal".
Na nossa terra, pela mão da "Devir".
Publicado por MatosB às 11:00 PM | Comentários (2)
Porque há coisas que o tempo não muda…

Uma fotografia vai ser sempre uma fotografia e irá sempre deixar-nos maravilhados.
Afinal “…uma imagem vale mais do que mil palavras…”
Publicado por ruisantos às 04:12 PM | Comentários (1)
Bem colocado
Passem por a q u i
Publicado por MatosB às 02:00 PM | Comentários (2)
e-reflexões

Todos amam precisamente o que lhes falta.
A escolha individual, que se funda nessas considerações meramente relativas, é bem mais determinada, mais decidida e mais exclusiva do que a escolha que se baseie em considerações absolutas; é desses aspectos relativos que vulgarmente nasce o amor de paixão, enquanto os amores comuns e passageiros só são guiados por considerações absolutas. Nem sempre é a beleza regular e perfeita que dá origem às grandes paixões. Para uma inclinação verdadeiramente apaixonada é necessária uma condição que só nos é possível descrever através de uma metáfora tirada à química. As duas pessoas devem neutralizar-se uma à outra, tal como um ácido e uma base alcalina num sal neutro.
Arthur Schopenhauer, in 'Metafísica do Amor'
Publicado por sutenorio às 12:01 PM
junho 28, 2005
Livros (z) - obscurus sinais
Cheguei à conclusão que eles não lêem.
Um dia, quando compreenderem que não compreenderam a tempo, vão querer compreender quem e porque falhou a compreensão, daquilo que já havia sido compreendido, mas não interiorizado.
É pena saber-se com tanta antecipação (previsibilidade) que esse dia vai chegar, porque a recusa de ideias válidas, apenas porque partem de alguém "não alinhado" politicamente, é uma das principais manifestações da incompetência.
Curiosamente, houve quem tivesse compreendido:
"A burla informática e nas telecomunicações é a terceira tipologia de crime económico e financeiro."
"Fraude e corrupção em Portugal".
Maria José Morgado / José Vegar.
Publicado por MatosB às 02:15 PM
Nasceu no dia de hoje, no ano de 1712

Trata-se de um monumento a Jean-Jacques Rousseau exposto no museu do Louvre em homenagem a um dos maiores pensadores europeus no século XVIII. A sua obra inspirou reformas políticas e educacionais, e tornou-se, mais tarde, a base do chamado Romantismo. Rousseau nasceu em Genebra, na Suiça, em 28 de Junho de 1712, e faleceu em Ermenonville, nordeste de Paris, França, em 2 de julho de 1778.
Foi característico do Iluminismo, o pensamento de que a sociedade havia pervertido o homem natural, o "selvagem nobre" que havia vivido harmoniosamente com a natureza, livre de egoísmo, cobiça, possessividade e ciúme.
No seu Discours sur l'origine et les fondements de l'inégalité parmi les hommes (1755), ele dá uma descrição hipotética do estado natural do homem, propondo que, apesar de desigualmente dotado pela natureza, os homens numa dada época eram de facto iguais: eles viviam isolados uns dos outros e não estavam subordinados a ninguém; eles evitavam-se uns aos outros como fazem os animais selvagens. De acordo com Rousseau, cataclismas geológicos reuniram os homens para a "idade de ouro" descrita em vários mitos, uma idade de vida comunal primitiva na qual o homem aprendia o bem junto com o mal nos prazeres do amor, amizade, canções, e danças e no sofrimento da inveja, ódio e guerra. A descoberta do ferro e do trigo iniciou o terceiro estágio da evolução humana por criar a necessidade da propriedade privada.
Rousseau recebe críticas principalmente de Voltaire, que diz: "ninguém jamais pôs tanto engenho em querer nos converter em animais" e que ler Rousseau faz nascer "desejos de caminhar em quatro patas" mas o propósito de Rousseau é de combater os abusos e não de repudiar os mais altos valores humanos. A sua teoria política é sob vários aspectos uma síntese de Hobbes e Locke. Foi o ferro e o trigo que civilizaram os homens e arruinaram a raça humana....Do cultivo da terra, sua divisão seguiu-se necessariamente....Quando as heranças cresceram em número e extensão ao ponto de cobrir toda a terra e de confrontarem umas com as outras, algumas delas tinham que crescer às custas de outras... A sociedade nascente deu lugar ao mais horrível estado de guerra. Posteriormente Rousseau propôs que esse estado de guerra forçou os proprietários de terra ricos a recorrer a um sistema de leis que eles impuseram para proteger sua propriedade.
Os pressupostos básicos de Rousseau com respeito à educação eram a crença na bondade natural do homem, e a atribuição à civilização da responsabilidade pela origem do mal. Se o desenvolvimento adequado é estimulado, a bondade natural do indivíduo pode ser protegida da influência corruptora da sociedade.
Consequentemente, os objectivos da educação, para Rousseau, comportam dois aspectos: o desenvolvimento das potencialidades naturais da criança e seu afastamento dos males sociais. O mestre deve educar o aluno baseado nas suas motivações naturais. "Logo que nos tornamos conscientes de nossas sensações, estamos inclinados a procurar ou evitar os objectos que as produzem", diz ele.
Essencialmente o mestre deve educar o aluno para ser um homem, usando a estrutura provida pelo desenvolvimento natural do aluno, enquanto ao mesmo tempo mantendo em mente o contexto social no qual o aluno eventualmente será um membro. Isto somente pode ser conseguido em um ambiente muito bem controlado.
O ambiente em que o aluno vive deve ser tal que não haja nenhuma restrição física que não venha do próprio aluno, e depois que desenvolve cognitivamente, até os 15 anos não deveria haver qualquer restrição moral em seu ambiente. O objectivo é que o aluno desenvolva plenamente seu Eu natural. Obviamente, uma tal educação só seria possível se o aluno fosse totalmente isolado da sociedade e não tivesse contacto social, senão com seu mestre.
O aluno somente entraria na sociedade quando a tendência para a socialização surgisse como uma de suas necessidades naturais. Isto aconteceria na adolescência, após o desenvolvimento da razão. Diz Rousseau "Ele antes tinha apenas sensações, agora ele julga." Então o aluno experimenta um desejo de companhia e lhe será permitido desenvolver relacionamento pessoal. Então ele vai estudar história e religião.
Finalmente ele vai entrar "na sociedade educada de uma grande cidade". Ele agora poderá entender o que significa ser um cidadão.
No Du contrat social Rousseau desenvolveu os princípios políticos que estão sumarizados na conclusão do Émile.
Começando com a desigualdade como um facto irreversível, Rousseau tenta responder a questão do que compele um homem a obedecer a outro homem ou por que direito um homem exerce autoridade sobre outro. Ele concluiu que somente um contrato tácito e livremente aceito por todos permite cada um "ligar-se a todos enquanto retendo sua vontade livre". A liberdade está inerente na lei livremente aceita. "Seguir o impulso de alguém é escravidão, mas obedecer uma lei auto-imposta é liberdade".
Há uma diferença entre o pensamento de Rousseau e o de Locke que também afirmou a liberdade do homem como base de sua teoria política. Locke admite a perda da liberdade quando afirma que "o homem, por ser livre por natureza,...não pode ser privado dessa condição e submetido ao poder de outro sem o próprio consentimento"... enquanto para Rousseau o homem não pode renunciar à sua liberdade. Esta é uma exigência ética fundamental.
Rousseau considera a liberdade um direito e um dever ao mesmo tempo. "...todos nascem homens e livres"; a liberdade pertence-lhes e renuncia-la é renunciar à própria qualidade de homem.
O princípio da liberdade é um direito inalienável e exigência essencial da própria natureza espiritual do homem".
O contrato social para Rousseau é "Uma livre associação de seres humanos inteligentes, que deliberadamente resolvem formar um certo tipo de sociedade, à qual passam a prestar obediência mediante o respeito à vontade geral. O "Contrato social", ao considerar que todos os homens nascem livres e iguais, encara o Estado como objecto de um contrato no qual os indivíduos não renunciam a seus direitos naturais, mas ao contrário entram em acordo para a protecção desses direitos, que o Estado é criado para preservar.
O Estado é a unidade e como tal expressa a "vontade geral", porém esta vontade é posta em contraste e se distingue da "vontade de todos", a qual é meramente o agregado de vontades, o desejo acidentalmente mútuo da maioria.
Rousseau reforça o contrato social através de sanções rigorosas que acreditava serem necessárias para a manutenção da estabilidade política do Estado por ele preconizado. Propõe a introdução de uma espécie de religião civil, ou profissão de fé cívica, a ser obedecida pelos cidadãos que depois de aceitarem-na, deveriam segui-la sob pena de morte.
Rousseau conclui o seu "Contrato social" com um capítulo sobre religião. Para começar, Rousseau é claramente não hostil à religião como tal, mas tem sérias restrições contra pelo menos três tipos de religião. Rousseau distingue a "religião do homem" que pode ser hierarquizada ou individual, e a "religião do cidadão".
A religião do homem hierarquizada, é organizada e multinacional. Não é incentivadora do patriotismo, mas compete com o Estado pela lealdade dos cidadãos. Este é o caso do Catolicismo, para Rousseau. "Tudo que destrói a unidade social não tem valor" diz ele. Os indivíduos podem pensar que a consciência exige desobediência ao Estado, e eles teriam uma hierarquia organizada para apoia-los e organizar resistência.
O exemplo de religião do homem não hierarquizada é o cristianismo do evangelho. É informal e não hierarquizada, centrada na moral e na adoração a Deus. Esta é, com certeza, para Rousseau, a religião em que ele nasceu e foi baptizado, o calvinismo.
Cristandade não é deste mundo e por isso tira do cidadão o amor pela vida na terra. "O Cristianismo é uma religião totalmente espiritual, preocupada somente com as coisas do céu; a pátria do cristão não é deste mundo". Como consequência os cristãos estão muito desligados do mundo real para lutar contra a tirania doméstica. Além disso, os cristãos fazem maus soldados, novamente porque eles não são deste mundo. Eles não irão lutar com a paixão e patriotismo que um exército mortífero requer.
Do ponto de vista do Estado, e este é o aspecto que mais interessa a Rousseau, a religião nacional ou religião civil é a preferível. Ele diz que "ela reúne adoração divina a um amor da Lei, e que, em fazendo a pátria o objecto da adoração do cidadão, ela ensina que o serviço do Estado é o serviço do Deus tutelar."
Rousseau apresenta então sua proposta. Deveria ser concedida tolerância a todas as religiões, e cada uma delas conceder tolerância às demais. Mas ele quer a pena de banimento para todos que aceitarem doutrinas religiosas "não expressamente como dogmas religiosos, mas como expressão de consciência social". O Estado não deveria estabelecer uma religião, mas deveria usar a lei para banir qualquer religião que seja socialmente prejudicial. Para que fosse legal, uma religião teria que limitar-se a ensinar "A existência de uma divindade omnipotente, inteligente, benevolente que prevê e provê; uma vida após a morte; a felicidade do justo; a punição dos pecadores; a sacralidade do contrato social e da lei".
Opinião sobre as ciências e as artes. No "Discurso sobre as ciências e as artes" com que concorreu ao prémio da Academia de Dijon, Rousseau argumenta que a restauração das artes e ciências não contribuíram para a purificação do género humano mas para sua corrupção. Ao ser a obra publicada, a censura cortou vários trechos do original: muitas passagens contra a tirania dos reis e a hipocrisia do clero foram eliminadas. O subtítulo "Liberdade" foi retirado. Porém, ele ataca as ciências e especialmente as artes e literatura como escravisadoras e corruptoras e como instrumento de propaganda e fonte de mais riqueza nas mãos dos ricos.
Rousseau empresta um significado político ao patrocínio das artes. Ele escreveu: Príncipes sempre viram com prazer a difusão entre seus súbditos do gosto pelas artes e por supérfluos que não resultem em dispêndio de dinheiro. Portanto, além de facilitar essa insignificância espiritual tão apropriada a escravidão, eles sabem bem que as necessidades que o povo cria para ele mesmo são como cadeias que o une... As ciências, as letras, e as artes...atam flores ao redor das cadeias de ferro que o liga (o povo), sufoca nele o sentimento daquela liberdade original para a qual ele parece ter nascido, faz ele amar sua escravidão, e o transforma no que é chamado "povo civilizado".
Publicado por ruisantos às 09:00 AM
junho 27, 2005
Um ano de vida
Esta é uma curta nota para assinalar (ainda que tardiamente) o aniversário de um ano de vida de um blog que se transformou num fotoblog:
o A d v e r S i d a d e s.
Publicado por MatosB às 11:19 PM
A bd também sofre
A revista veio como opção de uma edição diária de um jornal, por apenas mais uma moeda.
Fiquei surpreendido por encontrar o velho "Capitão América" e pensei logo em oferecer o livrinho a dois leitores novitos, à laia de lhes mostrar uma parte do meu passado.
Mas lembrei-me de o folhear antes de concretizar a oferta; revi as cenas desenhadas que aparentavam uma constância entre passado e presente. Depois li as legendas.
O "cap" tornara-se um anti-super-herói e revelava-se ao mundo, oferecendo a sua identidade perante as câmaras de TV... estranho.
Prossegui a leitura admirado com a mensagem.
Percebi que o "cap" continuava a defender um ideal, mas também ele abandonou a luta contra o crime organizado e persegue agora a justiça e a liberdade a par do "espírito americano"... matando o inimigo terrorista em qualquer parte do Mundo, no caso, deslocando-se a Dresden!
Ele deixara de actuar só no seu país e lutava agora no estrangeiro, enquanto se repetiam alusões ao 11 de Setembro...
Nos quadradinhos coloridos, ele continua a sobreviver aos ferimentos, mas na realidade, o "cap" América que antes entregava os maus aos polícias, sucumbiu às mãos de uma técnica antiga (muito mais antiga que ele) a que os peritos chamam de propaganda.
Quando me perguntaram o que era, respondi apenas que não era nada de especial: apenas uma bd antiga, do tempo do pai; e deixei-os de volta ao seu "Potter".
Publicado por MatosB às 04:23 PM | Comentários (1)
junho 26, 2005
Aberratio ictus
Aberração.
É um erro na execução de uma acção.
Neste contexto, têm cabimento as decisões da AR, traduzidas em alguma da legislação que produzem?
Publicado por MatosB às 09:48 AM | Comentários (1)
junho 25, 2005
Puro erro
"Cada um é muita gente.
Para mim sou quem me penso,
para outros - cada um sente
o que julga, e é um erro imenso."
Pessoa.
Publicado por MatosB às 09:35 PM
O Amor, Quando Se Revela…

O amor, quando se revela...
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p' ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar ..
Fernando Pessoa
Publicado por ruisantos às 09:27 AM | Comentários (1)
junho 24, 2005
Tons de música (z) - ao vivo
Por acaso não posso ir - se não, estava lá caído...
São portugueses; e até cantam bem!
Passem pelos J o g r a i s
Publicado por MatosB às 05:34 PM
AS PALAVRAS

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
Publicado por nelourenco às 05:31 PM | Comentários (2)
eLUZtrace

Publicado por sutenorio às 12:22 PM
Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa
Publicado por ruisantos às 09:00 AM | Comentários (1)
ex certus - um atuladu e meio
- tu outra vez!?!
- eh pá! também 'tou muit'a feliz por te ver!
- pois...
- então estavas de saída?
- não pá! cheuguei agora;
- e a vida? vai bem?
- está a melhorar! está a "m e l h o r a r"! percebes?
- não...
- Primavera... tás a ver?
- não...
- tempo mais quente... sair com mulheres lindíssimas...
- pois... pois! e... tens saído muito?
- nem queiras saber! um sucesso pré-anunciado! usarei uma tática de um escritor antigo, sobre o amor!
- humm... Ovídio?
- não, pá! não foi em nenhum vídeo!
- hummm... não é "vídeo"! É "Ovídio", o roma... esquece! quem é o autor?
- o Allen; Woody Allen; acho que é o gajo dos livros "onde está o wally".
- aaarrggghhhh! como é que consegues... ser... tão...
- pá! a sério! vi numa revista a frase dele! e agora digo ao pessoal que sou bisexual!
- 'quê?!?
- pá! na revista dizia que ele disse que dizer que se é bisexual, duplica imediatamente as probabilidades de um encontro no Sábado à noite!
- ... !!!
- tás a ver?
- pois... boa... e que tal? o esquema funciona?
- se calhar, falta afinar uma coisita, porque 'tou com um ligeiro problema;
- sim? e...?
- para já, aos Sábados não dá, porque trabalho à noite; e depois, só me saem gajos pá!
(suspiro)
- se calhar, não precisas de afinar nada;
- não?!?
- não; se calhar precisas de ir 'prá américa...
Publicado por MatosB às 12:14 AM
junho 23, 2005
Barca D'Alva

Barca d'Alva, terra quente e de abundantes frutos, de onde se destaca a saborosíssima laranja, produzida nos quintais, está comodamente alapardada no fundo do vale do Douro, assomando a foz do Águeda. Os rios e o comboio foram as suas divisas e o seu orgulho. E diz-se foram, porque as locomotivas já deixaram de percorrer a via de ferro que bordeja o Douro e cruza o Águeda, penetrando em terras de Espanha. Sem o comboio Barca d'Alva é povoado ferido, amputado de uma sua parte. Lá resta a imponente estação fronteiriça, com os edifícios abandonados, e também a gloriosa ponte de ferro em apodrecimento. Dói a alma olhar o desamparo a que este glorioso burgo ribeirinho, onde cresceu o saudoso filósofo Agostinho da Silva, ficou votado.
De lugar de relevo Barca d'Alva passou a mero ponto de passagem para os cruzeiros do Douro e para os turistas que vêm admirar a amendoeira em flor. A escassa população envelhecida guarda em memória os momentos de esplendor da nobre vila. Conformados com o destino, os anciãos miram junto ao cais os barcos de cruzeiro que duas vezes por semana aportam e zarpam do pequeno cais. Algo confiantes aguardam agora pela revitalização do local, animados pela inauguração recente da nova ponte rodoviária internacional e pelo anuncio da próxima ampliação do cais fluvial. Porém, de seguro, apenas guardam a nostalgia dos tempos de outrora, quando Barca d'Alva era lugar altivo.
Texto de Paulo Leitão Batista
Publicado por ruisantos às 01:01 PM | Comentários (1)
Estórias curtas - sonhar acordado
Do cimo da montanha, olhava a paisagem em tom azulado, com a lua ao fundo.
Bem que se fartou de tentar encontrar justificações para ali não ficar mais tempus - tinha outras utilidades para perseguir.
Depois aconteceu (ainda está para saber como) que o que tinha em frente em tons de fundo cada vez mais escuro, se desvaneceu por completo, dando lugar às memórias que queria de um futuro por escrever.
Mesmo acordado, ou em transe, entrara de novo no mundo do "faz-de-conta", onde tudo lhe era permitido e percorreu lentamente com o olhar o espaço em volta, sem nada ver, com os olhos perdidos naquilo que não tinha, mas lhe enchia os sentidos e a mente.
Bastante atuladu (mas não crítico) in "Nenhures".
Publicado por MatosB às 12:05 AM
junho 22, 2005
bd
Foi só para um momento de relaxe; que se lixe a parte monetária da questão: edição de luxo...
O segundo e último volume vem aí, já na segunda semana de Julho, pela mão da "Devir"...
Publicado por MatosB às 05:32 PM
e-reflexões

Por vezes existe nas pessoas ou nas coisas um charme invisível, uma graça natural que não pode ser definida, a que somos obrigados a chamar o «não sei o quê».
Parece-me que é um efeito que deriva principalmente da surpresa. Sensibiliza-nos o facto de uma pessoa nos agradar mais do que deveria inicialmente e somos agradavelmente surpreendidos porque superou os defeitos que os nossos olhos nos mostravam e que o coração já não acredita. Esta é a razão porque as mulheres feias possuem muitas vezes encantos que raramente as mulheres belas possuem, porque uma bela pessoa geralmente faz o contrário daquilo que esperávamos; começa a parecer-nos menos estimável. Depois de nos ter surpreendido positivamente, surpreende-nos negativamente; mas a boa impressão é antiga e a do mal, recente: assim, as pessoas belas raramente despertam grandes paixões, quase sempre restringidas às que possuem encantos, ou seja, dons que não esperaríamos de modo nenhum e que não tínhamos motivos para esperar.
Os encantos encontram-se muito mais no espírito do que no rosto, porque um belo rosto mostra-se logo e não esconde quase nada, mas o espírito apenas se mostra gradualmente, quando quer e do modo que quer; pode esconder-se para surgir de novo e proporcionar essa espécie de surpresa que constitui os encantos.
Baron de Montesquieu, Ensaio Sobre o Gosto
Publicado por sutenorio às 10:00 AM
junho 21, 2005
e-reflexões

Parece paradoxal que o Zen, a escola de meditação do Extremo Oriente que mais enfatiza o irracional, atraia mais os intelectuais do que os não-intelectuais.
No entanto o Zen, como todas as escolas do buddhismo, tem uma base racional. Não depende nem da fé nem de dogmas petrificados, mas somente da experiência direta e da observação sem preconceito. Como uma escola buddhista, contudo, o Zen tem seu alicerce nos insights comuns a todas as escolas buddhistas, sem os quais o Zen não seria Zen. Essa base comum repousa na experiência, isto é, naquela área onde a ciência e o misticismo se encontram. A única diferença entre esse dois campos de experiência é que a verdade da ciência — sendo dirigida aos objetos externos — pode ser provada de maneira "objetiva", ou melhor, demonstrada, enquanto o misticismo, dirigido ao sujeito, pertence à experiência "subjetiva". O Zen, como todas as escolas buddhistas, se mantém à parte das opiniões pré-concebidas, dogmas e artigos de fé, juntamente com tudo que normalmente recebe o nome de "religião".
Lama Anagarika Govinda, O Budismo Vivo e o Mundo Contemporâneo
Publicado por sutenorio às 01:15 PM
Passional
"O homem é sempre homem!
E o pouco juízo que um possa ter a mais do que o outro nada pesa na balança quando as paixões se desencadeiam, ou quando são ultrapassados os limites prescritos à condição humana."
Goethe.
Publicado por MatosB às 01:13 AM
junho 20, 2005
Tons de músicas (z) - blues
"nights in white satin
never reaching the end
letter's i've written
never meaning to end..."
Publicado por MatosB às 05:13 PM
Desempregado

Com o final das gravações de STAR WARS III - The Revenge of the Sith, Darth Vader, Lord of the Sith and Servant to His Supreme Excellency the Emperor Palpatine, está na mó de baixo.
Se alguém estiver disposto a ajudar...
Já agora, se são fâs, aqui fica o blog do Darth Vader.
Publicado por nelourenco às 04:15 PM
Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD)

Este cartão pode ser obtido, conforme o caso:
- em Portugal Continental, junto do Centro Distrital de Segurança Social (ou Caixa de Previdência) onde reside ou para onde são canalizadas as suas contribuições, bem como seus Serviços Locais e Lojas do Cidadão;
- nas Regiões Autónomas, junto dos serviços dos Centros de Prestações Pecuniárias quanto à Região Autónoma dos Açores, e nos serviços do Centro de Segurança Social da Madeira, quanto à Região Autónoma da Madeira;
- junto do Subsistema de saúde (Instituição responsável pela protecção na doença, por exemplo, ADSE, SAMS...)
(não se destina exclusivamente a beneficiários da ADSE como, erradamente, o post anterior sobre o CESD indiciava. Agradeço o reparo que a este respeito foi feito e aqui deixo a devida rectificação.)
O Cartão Europeu de Seguro de Saúde (CESD) pode ser utilizado em todos os Estados da União Europeia, Espaço Económico Europeu e Suíça, e permite ao seu titular, quando se encontre temporariamente num destes territórios:
- a simplificação administrativa de identificação do próprio e da instituição financeiramente responsável pelos custos dos cuidados de saúde de que este possa vir a necessitar;
- a prestação de cuidados de saúde quando o seu estado os exija como clinicamente necessários, tendo em conta a natureza das prestações a conceder e a duração prevista da estada, de modo a evitar que o segurado tenha de regressar prematuramente ao Estado competente para receber os cuidados requeridos pelo seu estado de saúde.
Destaque-se o facto deste cartão não abranger as situações em que a pessoa segurada se desloca a outro Estado com o objectivo de receber tratamento médico.
O cartão tem validade definida (em princípio um ano, podendo haver casos de validades diferentes), é nominativo e individual, podendo ser seus titulares:
- os trabalhadores, inclusive os dos transportes internacionais, os pensionistas e seus familiares que se encontrem abrangidos por um regime de segurança social;
- os beneficiários de subsistemas de protecção social que tenham assumido a responsabilidade pelos encargos financeiros gerados com os cuidados de saúde prestados aos titulares do CESD.
O segurado de um Estado que se faça assistir clinicamente noutro Estado pagará apenas as taxas e ou comparticipações que os nacionais deste último Estado pagam para obter tais cuidados de saúde.
Se perder o seu cartão ou se este for furtado, deve comunicar esse facto imediatamente à entidade por conta de quem foi emitido - Centro Distrital de Segurança Social, Região Autónoma, Subsistema -, procedendo de seguida segundo as indicações que esta facultar.
Os 29 Estados que vão emitir o Cartão Europeu de Seguro de Doença são os seguintes:
- Alemanha,
- Áustria,
- Bélgica,
- Chipre,
- Dinamarca,
- Eslovénia,
- Estónia,
- Grécia,
- Espanha,
- Finlândia,
- França,
- Hungria,
- Holanda,
- Irlanda,
- Itália,
- Letónia,
- Lituânia,
- Luxemburgo,
- Malta,
- Polónia,
- Portugal,
- Reino Unido,
- República Checa,
- República Eslovaca,
- Suécia,
- Islândia,
- Listenstaina,
- Noruega,
- Suíça
Publicado por sutenorio às 01:30 PM
Fórum Gulbenkian de Saúde

A conferência decorre no Auditório 2 da Fundação, em Lisboa, às 10h00 do dia 22 de Junho, será moderada por Marcelo Rebelo de Sousa, Professor da Faculdade de Direito de Lisboa e comentada por Manuel Antunes, Professor da Faculdade de Medicina de Coimbra.
O ciclo de debates do Fórum Gulbenkian de Saúde, este ano dedicado ao tema geral “Saúde sem Fronteiras”, é uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, Escola Nacional de Saúde Pública e Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. A entrada é livre.
Per Gunnar Svensson será o próximo conferencista do Fórum Gulbenkian de Saúde, sendo um especialista em áreas como a saúde, as desigualdades e a saúde, e sistemas de saúde. Este conferencista abordará "O poder dos profissionais de saúde", tema no qual destaca como mensagens centrais a importância de enfrentar a mudança, a governabilidade dos sistemas, a preparação do pessoal hospitalar, bem como o recrutamento de gestores hospitalares actualizados na gestão do conhecimento e investigação em serviços de saúde.
Per Gunnar Svensson, doutorou-se em 1974 no Karolinska Institute em Stockhom, Suécia. Desde 1998 é Director-Geral da International Hospital Federation (IHF), Paris. Entre 1989 e 1998 dirigiu o Centre for Public Health Research, na University of Karlstad, Suécia, onde fundou e dirigiu o European Jounal of Public Health. Foi Health Research Scientist no Regional Office for Europe (Copenhagen, Denmark) da Organização Mundial de Saúde e, posteriormente, foi Professor de Public Health na Nordic School of Public Health em Göteborg (Suécia).
Publicado por sutenorio às 01:26 PM
enCANTOS

Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim
Meu coração
Sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vi
Dentro do meu coração
Hoje eu sei
Eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais
Muito além
Do tempo do vendaval
Dos desejos de um beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração
Ivete Sangalo
Publicado por nelourenco às 12:03 PM | Comentários (1)
eLUZtrace

Publicado por sutenorio às 10:41 AM
Dia Mundial dos Refugiados

Desde que existem as guerras, as perseguições, desde que reina a discriminação e a intolerância, há refugiados. Eles são de todas as raças, de todas as religiões e podemos encontrá-los em todas as regiões do mundo. Obrigados a fugir porque receiam pela sua vida e pela sua liberdade, os refugiados abandonam muitas vezes tudo o que têm - casa, bens, família - e o país rumo a um futuro incerto em terra estrangeira.
Conselho Português para os Refugiados
ACNUR- Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
Publicado por nelourenco às 09:26 AM
junho 19, 2005
comVERsos RImas

O mundo é grande
O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.
Carlos Drummond de Andrade
Publicado por sutenorio às 01:10 PM
Livros (z) - espaços de escrita pessoal
"And one gathers from this enormous modern literature of confession and sel-analysis that to write a work of genius is almost always a feat of prodigious difficulty."
Tirando a parte da genialidade, até podia ser sobre um blog, sei lá, por exemplo...
"A Room of One's Own".
Virginia Woolf.
Publicado por MatosB às 12:43 AM
junho 18, 2005
e-ventus (z)
Em 1815, 18 de Junho.
Napoleão foi derrotado em Waterloo.
Publicado por MatosB às 12:05 PM
enCANTOS

É p'rá Amanhã
É p'rá amanhã
Bem podias fazer hoje
Porque amanhã sei que voltas a adiar
E tu bem sabes como o tempo foge
Mas nada fazes para o agarrar
Foi mais um dia e tu nada fizeste
Um dia a mais tu pensas que não faz mal
Vem outro dia e tudo se repete
E vais deixando tudo igual
É p'rá amanhã
Bem podias viver hoje
Porque amanhã quem sabe se vais cá estar
Ai tu bem sabes que a vida foge
Mesmo que penses que estás p'ra durar
Foi mais um dia e tu nada viveste
Deixas passar os dias sempre iguais
Quando pensares no tempo que perdeste
Então tu queres mas é tarde demais
É p'rá amanhã
Deixa lá não faças hoje
Porque amanhã tudo se há-de arranjar
Ai tu bem sabes que o trabalho foge
Mesmo de quem diz que quer trabalhar
Eu sei que tu andas a procurar
Esse lugar que acerte bem contigo
Do que aparece tu não consegues gostar
E do que gostas já está preenchido
António Variações
Publicado por sutenorio às 10:49 AM
junho 17, 2005
Societas - II
Finalmente, uma linguagem comum:
"Se (...) o ciberespaço, como meio de transporte universal dos produtos dos mass media, for invadido e dominado pelos industriais dos media ... poder-se-á tornar o veículo de distribuição dos até agora mais sofisticados e extensivos meios de manipulação da opinião pública.
"Terrorismo".
Almedina.
Publicado por MatosB às 05:32 PM
BKAAAAAAAAA

(Tradução: Bom fim de semana)
Publicado por nelourenco às 04:54 PM
Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD)

O Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) é o documento que assegura a assistência médica no estrangeiro aos beneficiários da ADSE, certificando aos organismos que financiam o sistema de prestação de cuidados de saúde no país de estada que o beneficiário se encontra efectivamente segurado no seu país de origem e que serão portanto reembolsados pelos seus homólogos.
O CESD é emitido por um ano, dependendo da validade do cartão da ADSE. Garante o direito a cuidados de saúde em todas as situações, independentemente da sua urgência ou não. Os cuidados de saúde incluem todos os actos médicos imediatamente necessários em situações de doença, acidente (não cobre acidentes da responsabilidade de terceiros) ou maternidade. Garante, também, assistência médica nos casos em que os beneficiários residam temporariamente no estrangeiro (por exemplo estudantes em programas de estudo).
Deve ser solicitado apenas por beneficiários titulares (no activo ou aposentados) e familiares que se desloquem ou permaneçam por períodos de curta duração nos países referidos (excepto o Reino Unido, onde apenas precisam de se identificar com Bilhete de Identidade ou Passaporte e declarar que pretendem ser tratados no âmbito do Serviço Nacional de Saúde - National Health Service). Não deve ser confundido com o cartão da ADSE que é válido apenas em território nacional.
Para beneficiar da assistência médica, o beneficiário deverá solicitar que os cuidados de saúde lhe sejam prestados nos termos do Regulamento Comunitário e não em regime de clínica privada. O beneficiário, além de ser tratado como um cidadão local, pagará o mesmo que a este seria cobrado em iguais circunstâncias.
A responsabilidade pela totalidade dos encargos que forem debitados com cuidados de saúde imediatos e de maternidade serão da responsabilidade da ADSE. Serão da conta do beneficiário, sem direito a posterior reembolso, quaisquer taxas que, no âmbito da legislação do país de estada, sejam da responsabilidade dos utentes.
Mais informações em:
The European Health Insurance Card
ADSE
Publicado por sutenorio às 03:09 PM
com.s.ciência
As pessoas que usam piercings nos lábios estão muito mais propensas a ter retracção das gengivas, comparadas com as que não têm piercings. Este encolhimento pode causar a perda de dentes e também está associado a várias doenças nas gengivas.

O professor Jimmy Steele, da Escola de Odontologia da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, disse que aqueles que têm (ou estão a considerar fazer) piercings na boca deveriam ter em conta os resultados do estudo. «O metal do piercing entra em fricção com a gengiva, junto à parte mais fina dos dentes, fazendo a gengiva retrair», explicou às agências internacionais o professor, acrescentando que quando isso acontece, «a gengiva não volta a crescer, causando dificuldades para a limpeza. E, por isso, as pessoas ficam mais propensas a contrair doenças das gengivas.»
O efeito é bem localizado, apontou o especialista, e por isso só um ou dois dentes são lesados. «Mas normalmente os afectados são os dentes da frente, que as pessoas não querem perder.»
Investigadores da universidade de Ohio, Estados Unidos, descobriram que a profundidade média da retracção das gengivas nas pessoas com piercings é mais do que o dobro da profundidade de retracção naquelas que não os usam.
A equipa liderada por Dimitris Tatakis apresentou os resultados do estudo durante a conferência da Associação Internacional e Americana para Pesquisa Odontológica.
O professor ainda disse que o problema é maior para aqueles que usam piercings há muito tempo. Para minimizar os problemas, tirar o piercing durante a noite e ter certeza de que os dentes estão bem limpos pode diminuir o risco de complicações.
Em 2003, a Associação Odontológica Britânica emitiu um boletim oficial onde alertou para os riscos dos piercings nos lábios.
Cada vez mais populares, os piercings na boca podem causar infecções e reacções perigosas e possivelmente causar doenças que podem levar até à morte, segundo a associação.
MNI
Publicado por sutenorio às 11:23 AM | Comentários (1)
O MILAGRE
![logo_maior[1].jpg](http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/logo_maior%5B1%5D.jpg)
Quando os homens cegos começarem
a ver donde vem o silêncio, e as coisas
deixem de pairar no escuro
quando essa impenetrável floresta
da noite deixar de ser uma pedra
de tropeço
quando os homens cegos puderem abrir
o espanto no olhar, sacudir o cinzento
do sono ante as novas manhãs
quando os homens cegos libertarem
pelos olhos a diurna claridade
será o milagre.
© J.T.Parreira
Publicado por nelourenco às 10:32 AM
É Só Rir...

Ontem numa entrevista à RTP1, A Dra. Manuela Ferreira Leite dizia que o défice não era de 6,83% do PIB, que nunca foi e nunca poderá vir a ser, conseguiu mesmo comparar o apuramento do mesmo com uma situação futebolística.
Segundo esta ilustre, o estudo apresentado pelo Dr. Vítor Constâncio, era apenas uma previsão de quanto seria o défice se… e é aqui que fico indignado…e só se não houvesse um Ministro das Finanças e um Primeiro Ministro. Ora isto é mesmo de rir, só pode! Se não houvesse um Ministro das Finanças? Alguma vez se viu um governo sem um Ministro das Finanças para gerir a receita e a despesa pública? Seria possível um Governo actualmente não nomear tal figura? Alguns dos nossos políticos pensam que somos um país do terceiro mundo, em que se podem justificar perante os eleitores com argumentos deste género. A Dra. Manuela Ferreira Leite não deveria justificar sim, como foram apurados os valores do défice na sua legislatura? E porque é que a diferença é tão significativa? Ou estará a acusar indirectamente o Dr. Vítor Constâncio de falta de isenção no seu trabalho? A Dra. diz que não, mas…que esta nossa política é só rir lá isso é!
Publicado por ruisantos às 09:45 AM
Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca

Comemora-se hoje o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, é de facto um problema mundial, basta olhar para o nosso país, mais exactamente para o nosso Alentejo, onde se vê cada vez mais terrenos áridos e sem ponta de cultivo, afinal onde estão aquelas searas de trigo de perder de vista, de girassol, campos de tomate como eu vi há 20 anos atrás? Dizem os anciões que é do tempo que mudou, os mais novos acusam a politica agrícola comum. Na verdade, a culpa é do Homem e disso não há duvidas, cabe então ao Homem mudar esta situação, para que as gerações vindouras não tenham de ver nos manuais e nas fotos dos seus pais e avós como era o mundo e o nosso Alentejo antes da seca e da desertificação. Ah! Já me esquecia, adoro o Alentejo!
Deixo aqui uma mensagem especial publicada em 17 de Junho de 2000 pelo Secretário - Geral da ONU, KOFI ANNAN
DIA MUNDIAL DE COMBATE
À DESERTIFICAÇÃO E À SECA
(17 de Junho de 2000)
MENSAGEM ESPECIAL
DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU, KOFI ANNAN
“Em princípio, não há razão para que a terra não possa sustentar uma população muito maior do que a actual. Mas a distribuição de bons solos e de condições favoráveis de cultivo não corresponde à das populações. À medida que se regista uma degradação das terras, o problema torna-se cada vez mais difícil de resolver. Quase dois mil milhões de hectares uma zona cujo tamanho é igual ao do Canadá e dos Estados Unidos juntos são afectados pela degradação dos solos provocada pelo homem, que põe em risco os meios de subsistência de quase mil milhões de pessoas. Os grandes culpados são a salinização provocada pela irrigação, a erosão dos solos causada pelo pastoreio e desflorestação excessivos e a destruição da biodiversidade. Só os custos directos, em termos de rendimento anual perdido, foram estimados em mais de 40 mil milhões de dólares por ano.
Todos os anos, mais 20 milhões de hectares de terras agrícolas atingem um grau de degradação que impede a produção de colheitas ou perdem-se a favor da expansão das zonas de construção. No entanto, espera-se que, nos próximos 30 anos, a procura de alimentos no mundo em desenvolvimento duplique. Novas terras poderão e serão cultivadas, mas uma grande parte é constituída por terras de fraco rendimento e, portanto, ainda mais vulneráveis à degradação. As necessidades humanas, cujo aumento é inexorável, exigem que tomemos medidas vigorosas e imediatas para pôr termo se não mesmo para inverter as actuais tendências à destruição da terra arável.
Concentrando os conhecimentos globais e vantagens relativas dos seus organismos especializados e programas, o sistema das Nações Unidas pode desempenhar um papel fundamental na aplicação da Convenção para Combater a Desertificação, adoptada faz hoje seis anos.
A Convenção salienta que só em cooperação com as pessoas das comunidades afectadas podem ser concebidas acções eficazes de combate à desertificação e à seca. Muitos governos estão a trabalhar em parceria com organizações não governamentais e comunitárias, prestando especial atenção à voz das mulheres no que se refere à formulação dos seus programas de acção nacionais.
Hoje, reafirmemos o nosso compromisso de intensificar os esforços para vencer os obstáculos ao desenvolvimento sustentável para todos, nomeadamente para combatera degradação das terras áridas e todas as suas consequências -- ambientais, económicas, sociais e políticas.”
Publicado por ruisantos às 09:00 AM
junho 16, 2005
Porque o amor não é só receber...
Você é Linda (Maria João)
Fontes de mel
Nuns olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal
Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Caetano Veloso
Publicado por ruisantos às 01:07 PM | Comentários (1)
Cubismus
Estive a passear pelos weblogs ao lado e fui, sem qualquer visão crítica, notando pontos comuns e algumas dissintonias.
Dei comigo a pensar que o denominador comum consiste, nos uns e nos outros, nos darem versos, enquanto outros dão (ou ligam a) imagens, outros ainda rabujam, outros contam estórias semi-curtas, etc.
Sentía-me mais ou menos confortado com a ideia de que o "atuleirus" é um pouco disto tudo; é uma tela; e os "atuladus", os pintores.
Assim estava neste espírito, quando me deparei com isto:
"A pintura não se faz para decorar (...).
É um instrumento de guerra que serve para ataque e defesa contra o inimigo. Pablo Picasso.
Publicado por MatosB às 12:32 AM
junho 15, 2005
Eutanásia
A palavra eutanásia tem sido utilizada de maneira confusa e ambígua, pois tem assumido diferentes significados conforme o tempo e o autor que a utiliza. Várias novas palavras, como distanásia, ortotanásia, mistanásia, têm sido criadas para evitar esta situação. Contudo, esta proliferação vocabular, ao invés de auxiliar, tem gerado alguns problemas conceituis.
O termo Eutanásia vem do grego, podendo ser traduzido como "boa morte"ou "morte apropriada". O termo foi proposto por Francis Bacon, em 1623, em sua obra "Historia vitae et mortis", como sendo o "tratamento adequado as doenças incuráveis". De maneira geral, entende-se por eutanásia quando uma pessoa causa deliberadamente a morte de outra que está mais fraca, debilitada ou em sofrimento…
http://www.bioetica.ufrgs.br/eutanasi.htm
Publicado por ruisantos às 02:18 PM
Lei de Hagan
"O estado de disponibilidade de um computador é proporcional ao comprimento do seu cabo."
Murphy dixit.
90% dos "users" insistem em acompanhar a lei em causa.
90% dos "useres" corresponderá a uma pequena fatia do total de cidadãos - a maior parte são ainda "não users". Enquanto assim for, continua-se a e-viver à dsitância de um cabo.
Publicado por MatosB às 01:09 AM
junho 14, 2005
Atuleirus na bolsa
Fiquei agradavelmente surpreendido com este post do Carriço.
Da nossa parte aqui fica a garantia... vamos fazer todos os esforços por rentabilizar este investimento.
Publicado por nelourenco às 10:39 PM
Livros (z) - a importância das testemunhas
"E depois, lembre-se o colega daquele juiz de Braga muito religioso que, no exórdio final das suas sentenças, dizia sempre e a propósito, que decidira consoante os depoimentos prestados, e que se por isso fosse parar a sua alma ao Inferno, iria a cavalo nas almas das testemunhas.
"Casos de Tribunal".
Marques Vidal.
Publicado por MatosB às 12:31 AM
junho 13, 2005
Parabéns Fradinho Tropa

Publicado por nelourenco às 11:00 PM
ex certus - demonstrações de poder
- ...fiquem então com esta ideia de que a tecnologia influi hoje numa base de promiscuidade com a privacidade pessoal, mormente com os dados pessoais. Parece haver de facto uma relação de equilíbrio instável entre uma profunda devassa latente vs. utilidade económica.
Melhor seria, com regras de cautela na salvaguarda desses dados, torná-los invisíveis para o e-mundo que os quer comprometer.
Alguém me dá um exemplo de poder da informática sobre a dos dados, por forma a torná-los invisíveis?
- eu!
- diz aí...
- ...a tecla de delete?!?
- ...!!!
Publicado por MatosB às 01:03 AM
junho 12, 2005
High-Tech
Publicado por MatosB às 05:15 PM
comVERsos RImas

Ventura
Ventura é uma cor
De que se reveste
A coisa que o for.
Perdida essa cor,
Talvez já não preste,
Nem tenha sabor...
José Bruges
Publicado por sutenorio às 01:03 PM
junho 11, 2005
Registus
quod non est in actu non est in mundo
Logo, não há memória.
Publicado por MatosB às 04:14 PM
com.s.ciência

Aditivos alimentares
A lista dos aditivos alimentares, que se apresenta, inclui todos os aditivos autorizados presentemente, resulta da junção das três directivas comunitárias, sendo de notar que transformações nessa lista irão decorrendo ao longo do tempo, como resultado da aprovação de novos aditivos e da exclusão de outros que se tenham vindo a demonstrar menos inócuos do que até aí admitido.
A necessidade de harmonizar as normas da indústria alimentar em todo o espaço da Comunidade Económica Europeia tornou indispensável identificar de forma inequívoca os diversos aditivos alimentares de utilização autorizada, por serem considerados seguros do ponto de vista da saúde humana. Assim para referenciar cada um desses aditivos, foi-lhes atribuída a letra E associada a um número de 3 ou 4 algarismos. Os corantes são fáceis de identificar, pois os seus números E estão todos dentro da primeira centena. Embora para os restantes aditivos do mesmo tipo se tenha procurado numerá-los em sequência (p. ex., conservantes de E 200 a E 290 ou antioxidantes de E 300 a E 321) nem sempre esta regra pode ser mantida, particularmente ao fazerem-se novas adições ou eliminações.
É ainda de referir que para os corantes, além do seu número E, é utilizado um outro número, o número de índice (C. I. de colour index), que se indicará também, e que respeita ao número de referência que lhes foi atribuído pela «Society of Dyers and Colourists», na 3ª ed. da sua publicação Colour-Index de 1982 e subsequentes revisões.
Para ajudar a compreender a natureza de cada aditivo será feita referência às suas características químicas e, sempre que possível, aos efeitos exercidos sobre o organismo humano (de maior significado no caso dos produtos de síntese).
Nesta lista, os aditivos estão organizados por grupos para facilitar a consulta e depois por ordem alfabética.
Agência Portuguesa de Segurança Alimentar
Publicado por sutenorio às 02:55 PM
RE: não tem nada a ver
Respondo-lhe assim: não é de facto a mesma coisa, nem encontro nenhum paralelo entre as situações e os livros.
"E foi nesse preciso momento que me decidi.
Desde que estivesse vestida, desde que a minha barriga estivesse tapada, não havia marcas físicas que dessem a entender fosse o que fosse.
Se não se soubesse, e ali em Tóquio ninguém sabia, as pessoas olhavam para mim e diziam que eu era normal.
Conseguiria ser tão sensual como outra rapariga qualquer."
Mo Hayder. "Tóquio".
Em "Amanhã à mesma hora" não se trata de nada disso: Leila é uma stripper.
A protagonista de "Tóquio" era uma "acompanhante" e em mau português, "uma alternadeira".
As duas estórias (não necessariamente ficções) nada têm de semelhante.
O único paraleo que encontro, não é o pípedo, mas a vida real das autoras, que "conheceram a noite" numa perspectiva menos romântica.
Publicado por MatosB às 10:19 AM
Padrões de escrita
r nffvz fr srm abvgr: nf tragrf rapnybenqnf neenfgninz-fr cnen pnfn r neercraqvnz-fr qr gny nffvz dhr rageninz.
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Publicado por MatosB às 08:59 AM
junho 10, 2005
Percebeste mal
"- ... e então é por isso que foi o dia dos "cámónes"?
- ... o dia dos quê?
- dos "cámónes"! pá: Camões e das comunidades! p'ecebes?
- ..."
Publicado por MatosB às 11:01 PM
ex certus - prestação de vida
E lá estavam eles reunidos em assembleia, à beira da prestação devida, unilaterial, extremamente onerosa, comutativa, sem qualquer possibilidades de mandato, pensando como melhor usar as anotações à margem de estudos.
Era "a malta" que fazia frente aos problemas da vida que lhes colocavam de propósito, ficcionados só para os embaraçar, a par da obrigatoriedade de se papaguear uma ideia ou duas em que se não acredita, por se conhecer que não corresponde à vida real.
De repente as ideias em turbilhão toldaram-no quando menos o deviam fazer, como se uma dose excessiva de legislação aparecesse ali de rompante, como por milagre, só para diminuir a capacidade de reacção pela escrita.
Foi um mumentum de magia (negra) em que os artigos ganharam vida própria e fugiram do local assinalado, enquanto as remessas apontavam direcções sem sentido, deixando atrás de si um rasto de desorientação jurídica.
Longe dali, a mente deixou imaginar outros locais empoeirados, barrentos e secos, com árvores de fruto, sombras e risos de crianças alegres à sombra de um alpendre.
E foi assim que, pela primeira vez em muitos, muitos anos, lhe bateu uma saudade de um pôr do Sol num lugar concreto doutro Continente, de gentes humildes, alegres e bem dispostas, de canto morno e de dança nas praias quentes de areias brancas e finas, encurraladas entre àguas tépidas de um azul-esverdeado muito claro e uma linha de palmeiras que debitavam sombras, tudo ao som ritmado das suas folhas, em roçar calmo.
"A malta", queria era estar noutro lado - aqueles segundos de divagação, foram uma fuga ao peso de mais de cinco anos de noites diferentes de uma vida inteira.
"A malta", estava cansada.
Publicado por MatosB às 03:31 PM
Pensamentos ditos
"... e é sempre em momentos destes, em que a acalmia é grande, os pastos são verdes e sossegados, os oceanos calmos, o vento leve, que um pombo me caga em cima ...".
Por "certus e determinadus",
antes de "atuladus estadus".
Publicado por MatosB às 10:28 AM
junho 09, 2005
Não é capricho: é doença
Ainda há más línguas que dizem que a Lei não acompanha a vida do povo e que fica desadequada da realidade!
Em opinião contrária, vejam o caso da chamada "birra", que é uma das doenças de catálogo na venda de animais defeituosos - Decreto 16 de Abril de 1886 - ainda em vigor... é caso para dizer "que vigor"!
Mas esta doença é só relativa a alguns animais: cavalos, jumentos e mulos.
E para alguns conhecidos bípedes - interpretação extensiva minha.
E eu aqui a pensar, que a "birra" só dava nalguns daqueles...
Publicado por MatosB às 05:22 PM
junho 08, 2005
Cerveja e prevenção de doenças
eu sabia! yeeessssss! úiiiii! belo post!
por isso defendo os "varius barius nocturnus"!
PS: qual é o quantum de "moderado"?
Publicado por MatosB às 11:21 AM | Comentários (3)
com.s.ciência
Cerveja ajuda a prevenir doenças cardiovasculares...

...e não provoca barriga!
O consumo moderado de cerveja diminui o risco de doenças cardiovasculares e não contribui para a obesidade nem para a formação da chamada «barriga de cerveja», conclui um estudo britânico.
Uma equipa de investigadores do departamento de epidemiologia e saúde pública da University College de Londres descobriu que a cerveja ajuda a prevenir a ocorrência de enfartes do miocárdio e que os consumidores regulares desta bebida alcoólica têm menos probabilidade de sofrer de doenças cardiovasculares do que os abstémios.
O estudo, que concluiu que os benefícios da cerveja são semelhantes aos do vinho, foi realizado na República Checa, o país europeu com maior índice de consumo de cerveja por pessoa, junto de 945 homens e 1052 mulheres.
Os resultados alcançados mostram que as pessoas que consomem, em média, uma cerveja por dia estão mais protegidas contra as doenças cardiovasculares do que as que nunca ingerem a bebida.
No entanto, o estudo orientado pelo professor inglês Martin Bobak revelou igualmente que a protecção está associada apenas ao consumo moderado, já que as pessoas que bebem, em média, duas cervejas por dia têm maior risco de enfarte do que os abstémios.
A investigação, apresentada pelo docente britânico, analisou igualmente a relação entre a cerveja e a obesidade, obtendo resultados que desmistificam a ideia de que o consumo da bebida leva à formação da chamada «barriga de cerveja».
O estudo concluiu que, nos homens, há uma relação positiva mas não significativa entre a cerveja e a obesidade abdominal (medida pela proporção cintura-anca), enquanto nas mulheres o consumo moderado está até associado a um menor índice de massa corporal.
Para o nutricionista da Universidade do Porto Manuel Rocha de Melo, que também esteve presente na divulgação da pesquisa, existem estudos recentes que concluem que a obesidade não está relacionada com a cerveja, mas com os alimentos habitualmente associados ao consumo da bebida, como os fritos e os aperitivos salgados.
Segundo o especialista em nutrição, a cerveja apresenta um valor calórico inferior à generalidade dos refrigerantes e tem nutrientes importantes para uma alimentação equilibrada, como a vitamina B e a fibra solúvel, que esta bebida alcoólica fornece em tanta quantidade como o sumo de laranja.
Manuel Rocha de Melo salientou ainda que a cerveja é a maior fonte de silício na alimentação, um elemento fundamental à boa mineralização óssea e que ajuda a prevenir a osteoporose.
MNI
Publicado por sutenorio às 11:05 AM | Comentários (1)
Fogos Insubordinados

- Então Sr. Fogo, não sabia que a época de incêndios ainda não chegou? Mas que falta de disciplina é esta? Hem?
- Não sabe que só pode começar a queimar a partir do dia 16 que foi quando o Governo declarou época de incêndios e que só nessa data existem meios? Assim não dá, o Governo bem tenta, mas ninguém se esforça, nem os fogos!!!
Publicado por ruisantos às 09:06 AM
Tribuquê?
Mais uma ideia (do Governo?) já debatida pelo Bastonário da OA e pelo PGR, ontem, na RTP2: a criação de um Tribunal Central de Julgamento, que servirá o Ministério Público encarregue dos processos complexos – o DCIAP.
Um tribunal de julgamento “especial”, dedicado aos crimes complexos – os “mega-processos”.
E quais são os crimes dos “mega-processos”? Onde e onde se criam? Há outra forma de combater os problemas causados pelos mega-processos?
Um mega-processo descomplexiza-se a montante, com sólida e clara instrução, bom apoio em perícias (financeiras e claro que não só) e sobretudo com uma boa articulação entre o MP e os polícias, porque são eles que desde sempre instruiram 99% dos processos-crime.
Com medidas daquele tipo, parece-me é que os “colarinhos brancos” já não vão ter de responder na barra ao lado de um “borra-botas” qualquer: têm um Tribunal só para eles.
“A medida está em teoria...” pois está! e pois é de pura teoria que se trata: não me parece que tenham chamado os práticos, nomeadamente e de entre outros, os Procuradores e os Juizes, a pronunciarem-se sobre esta matéria – e não, não creio que viole a separação de poderes a audição da opinião, de entre outros, dos ditos Magistrados Judiciais.
Há quem diga (e quem o diga em sala de aula) que se tal tivesse acontecido na reforma do Processo Civil, teria sido melhor...
E já agora, não é a afirmar-se que já passaram 30 anos sobre o último regime não-democrático, como o fez hoje o PGR, que nos sentimos sossegados e que se evita o seu retorno: é a criar condições efectivas para que esse e outros regimes não democráticos de Direito, não possam efectivamente voltar.
No extremo, criar este Tribunal lembra-me outros tempos e não ajuda nesse sentido do sossego; nem vejo benefício nenhum para o sistema judicial, nem em teoria.
Não é dizendo que “temos de confiar nos Magistrados” que se está a salvaguardar a democracia, porque, se bem que passe por aí, há exemplos históricos de Juizes que julgavam só segundo a lei e na obediência a ela encontraram o refúgio para se sentirem menos mal na sua função.
Melhores leis com “menos buracos” e mais formação, deviam ser a resposta a médio prazo.
Fica seguramente mais um foco de discussão de competências entre Magistrados.
Os funcionários dos Tribunais (e os Juízes) têm é de existir em maior número, com mais meios e mais formação técnica – porque para já, estão como o País: à espera do tecnológico, porque o choque, esse, já todos o tivemos.
Publicado por MatosB às 12:01 AM | Comentários (1)
junho 07, 2005
Morta, mas não ainda enterrada
“For those who fancied that they were building a United States of Europe, a combined power with more people and a bigger economy than the United States of America…”
“… the dream of deeper political integration (...) is over.”
“… the EU Constitution (…) dead but not yet buried.”
São alguns dos miminhos deixados em “The Economist”, na edição de 4 a 10 de Junho.
Bastantes artigos do número são dedicados ao tema do “não” à Constituição Europeia.
Não o escrevem expressamente, mas só lhes falta dizerem que o próximo passo é o desmembramento da Europa.
E nem deixam de qualificar como irrealistas, Barroso e Josep Borrel.
O regozijo está latente. Grande amigo, este "amigo americano"...
Publicado por MatosB às 04:25 PM | Comentários (1)
Círculo de Apoio à Integração dos Sem-abrigo
Conduta do vendedor
1. É vendedor potencial da revista CAIS pessoas sem-abrigo: os que não têm tecto, bem como os que não têm lugar na nossa comunidade, nem laços com ela.
2. O vendedor deve ter idade superior a 16 anos e ser uma pessoa identificada, seleccionada e formada por uma instituição que se assuma como interface da CAIS.
3. Deve ser portador de bilhete de identidade, de um cartão com fotografia e nome próprio, deve vestir um impermeável da CAIS, e deve identificar-se sempre que necessário.
4. Deve cuidar da sua higiene pessoal e apresentação.
5. O vendedor não pode, em situação alguma, usar o nome da CAIS para mendigar ou pedir o que quer que seja do público.
6. Deve fazer uma encomenda mensal de cada número da CAIS, procurando depois vender todos os exemplares.
7. O vendedor recebe a revista CAIS no dia da sua publicação, directamente da instituição que o seleccionou.
8. O período de venda decorre entre a edição de um número e o próximo.
9. Por cada exemplar, e no momento do seu levantamento, o vendedor pagará à instituição distribuidora 30%.
10. É do vendedor 70% do preço de cada exemplar da CAIS.
11. O vendedor que não consiga vender todos os exemplares de um número da CAIS poderá depois trocá-los gratuitamente por outros novos.
12. O vendedor será chamado à atenção sempre que transgredir um destes artigos ou tiver um comportamento menos digno diante do público, sendo-lhe retirado o direito à venda da CAIS caso teime persistir na incorrecção.
13. O vendedor será convocado e obrigado às reuniões de avaliação e programação segundo a frequência estipulada pela sua instituição.
A Missão da CAIS
A CAIS é uma Associação de Solidariedade Social sem fins lucrativos.
Nasceu em 1994 e a sua missão situa-se no apoio à re-inserção social da população sem-abrigo em Portugal.
Com a publicação de uma Revista, vendida exclusivamente pelos sem-abrigo, e mais recentemente, com a Ponte Digital, a CAIS tem procurado re-introduzir no mundo das relações interpessoais e do trabalho, homens e mulheres à margem.
Com o objectivo de informar e sensibilizar agentes políticos e o público em geral, a CAIS, em parceria com outras Instituições no terreno, tem também promovido o estudo e o debate das questões sociopolíticas que afligem de momento o nosso país, tal como a imigração e sua relação com a exclusão social. São exemplo e líder no conjunto destas iniciativas, os Congressos e as Noites Anuais de Solidariedade (Night Out) para com grupos excluidos.
O Centro CAIS, proposto recentemente à CML e SCML, é um projecto que visa concretizar e alargar ainda mais o âmbito da missão desta associação.
O sucesso nos processos de recuperação de vidas deixadas ao abandono, à mendicidade, ao crime e ao desprezo de si, passa pelo investimento que se fizer nesta instituição. À CAIS nunca faltou um coração sensível e dedicado, mas os meios para o ser mais e melhor.
Publicado por sutenorio às 11:27 AM
junho 06, 2005

O Farol do Cabo Carvoeiro faz parte do grupo de seis faróis mandados edificar pelo alvará pombalino de 1 de Fevereiro de 1758 que criou o serviço de Faróis em Portugal. Entrou em funcionamento em 1790, sendo um dos mais antigos da costa portuguesa.
Junto da sua torre existiam alguns edifícios e uma igreja que em 1865 se encontrava em ruínas e era identificada como sendo a Ermida de N. Srª da Vitória, sobre a qual consta ter existido uma luz para guiar os navegantes.
A “Comissão de Pharois e Balisas” incumbida em 1881 de elaborar um “Plano de Alumiamento das Costas, Portos e Barras do Continente e Ilhas Adjacentes”, considerou o farol em muito mau estado e determinou a sua reedificação.
Um Aviso aos Navegantes de 1 de Fevereiro de 1886 indicava que o novo farol estava pronto. É um farol que serve apenas quem navega nas proximidades do canal entre as Berlengas e Peniche.
In, Revista da Armada nº371 de Janeiro de 2004
Publicado por joakim às 09:31 PM
Os sinais de Fernando Alves
Hoje, rematava assim o seu "A boca incontinente":
"Que uma televisão pública passe declarações de um Conselheiro de Estado com "pis" por cima é já do puro domínio da obscenidade. Da ofensa à moral pública. Do ponto sem retorno. E agora?"
Na TSF on-line.
Publicado por MatosB às 07:13 PM
Sexo em Lisboa

Controvérsia à parte vai realizar-se entre 30 de Junho e 3 de Julho o Salão Internacional Erótico na FIL. Este acontecimento já vem sendo realizado à 13 anos em Barcelona, embora se saiba que as mentalidades são diferentes esta será certamente uma feira que promete mexer com a opinião pública. Opiniões à parte…só vai quem quer, mas quem for vai ter de desembolsar 25€ para o bilhete diário.
Sexo, sexo e mais sexo. Será assim, entre 30 de Junho e 3 de Julho, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), local onde vai decorrer a primeira edição do Salão Internacional Erótico da capital. Os organizadores do certame são os mesmos que há 13 anos realizam, em Barcelona, uma feira idêntica e esperam ter uma afluência de 25 mil visitantes.
Lisboa, ao contrário de Barcelona, não terá cenas de sexo ao vivo, mas, em contrapartida, apresentará lutas de mulheres na lama, mostras de cinema gay, sadomasoquista e hetero. Contará com a presença de inúmeros realizadores e artistas porno, haverá shows eróticos e terá 70 expositores onde poderão ser apreciados e adquiridos objectos de uma das mais lucrativas indústrias mundiais.
Para se ter uma ideia do que poderá ser visto, basta referir que na zona dos shows eróticos haverá exibições de duos lésbicos, strippers e casais. Numa outra área, denominada Clube Bizarro, poderão ser satisfeitos os fetiches de cada qual.
Haverá uma zona gay, com espectáculos eróticos com homens, filmes e um sem-número de objectos relacionados com a respectiva orientação sexual. Uma área para troca de casais, a Avenida Erótica, onde se pode comprar banda desenhada, filmes, lingerie, roupa de couro, onde se fazem piercings e tatuagens e onde até se venderá pastelaria alusiva, claro está, ao sexo.
Mas não é tudo. O certame servirá ainda para falar sobre doenças sexualmente transmissíveis e até haverá uma exposição de arte erótica, da autoria do artista português DDACO, que, para além de exibir quadros, como faz regularmente em Barcelona, apresentará uma escultura especialmente concebida para este evento: o Rolls Royce Erótico.
As entradas, permitidas apenas a maiores de 18 anos, custarão 20 euros. Nos primeiros três dias as portas abrem às 14h00 e fecham à 1h00, enquanto no dia de encerramento o fecho está estimado para as 21h00.
Público
Publicado por ruisantos às 02:52 PM | Comentários (1)
úane móre taime:
Ponderadas as circunstâncias, os atuladus decidem dar-lhes mais uma oportunidade:
"Não é de pouca importância a eleição dos ministros (...)
A primeira conjectura que se faz acerca (...) de um (Ministro) baseia-se na verificação dos homens de que se rodeou;"
1514.
Maquiavel.
Publicado por MatosB às 02:39 PM
Medo

Desde os comuns medos aliados às aranhas, ao fogo, aos dentistas e ao casamento até ao medo de engolir ar, medo de carecas, de livros, galinhas, chineses, de dançar, de sexo, de joelhos e até medo de ouro.
Há para todos os "gostos"!
Descubra qual o seu medo aqui.
Publicado por nelourenco às 02:29 PM
Direito à Educação

Todas as crianças, qualquer que seja a sua situação perante as leis do país de acolhimento, têm o direito à educação e, portanto, direito a frequentar a escola e a usufruir de tudo como qualquer outra criança.
Todos os cidadãos estrangeiros menores, não legalizados, cuja idade é inferior à mínima permitida por lei para a celebração autónoma do contrato de trabalho, dependentes da economia do agregado familiar a que pertencem, têm acesso à Educação com os mesmos direitos que a lei atribui aos menores em situação regular no território nacional.
Este direito está regulado no DL n.º 34/2003, de 25 de Fevereiro.
Publicado por sutenorio às 10:57 AM
junho 05, 2005
Ke chilênchiú
Eles-je, andãoe aíe.
Eu chei que chim. Eu chei que estão.
Num fálãoe, ké como quem dije, num escrévem,
puque andãoe a istudare-je.
Chão, porventuraje, estudantejes.
Poije, poiche tãoje.
Humm.
Ric, onde estaje tu e as tuas velas? tens aí vento que emprestes?
Publicado por MatosB às 05:25 AM | Comentários (1)
junho 04, 2005
Causas
J á
v i r a m
e s t e
f i l m e ?
Não aumenta a "conta da net".
Não tem "efeitos secundários".
Sabe que no nosso país, são apenas 45 os "IP's" que aderiram à causa?
E tudo o que tem de fazer e instalar um pequeno programa no seu computador, seja "Windows", linux ou apple... pela sua saúde!
Publicado por MatosB às 11:09 PM | Comentários (1)
À ESPERA...
Continuamos à espera desde o 25 de Abril de 1974
Continuamos à espera da melhoria de vida
Continuamos à espera de nos igualarmos ao resto da Europa
Continuamos a eleger representantes que nos enchem de promessas
Que nos tentam convencer que é só mais um sacrifício
Que findo esse sacrifício tudo vai melhorar
Mas continuamos a ver que não é verdade
Que em cada legislatura que se segue continuam as mentiras
Que falham as promessas eleitorais
Que são sempre os mesmos erros
Que os sacrifícios cada vez são maiores
Que pouco ou nada melhora
Até quando seremos um povo de brandos costumes?
Que aceitamos calados e serenos os aumentos de impostos?
Que aceitamos calados e serenos o aumento do nível de vida?
Que acatamos e permitimos que os governantes e gestores públicos ganhem fortunas enquanto o povo faz sacrifícios?
Quando é que acaba a nossa espera?
Publicado por ruisantos às 09:00 AM | Comentários (2)
Livroz (z) - baixas políticas
"A manutenção da ordem é mais que uma função da polícia, é uma ideia da política."
"Alta Polícia Baixa Política".
Hélène L'Heuillet.
Publicado por MatosB às 04:30 AM
junho 03, 2005
Não: há outras formas de dar o exemplo
Não sou contra o facto de um Ministro arrecadar mensalmente receitas legais e obtidas dentro da legalidade. Espero é que sirva o País com lealdade e o seu melhor saber.
Apesar de discutível nem sou contra a CGD ser isenta pelo Governo de um imposto por dois ou três anos, atendendo "às ajudas" que aquele Banco tem dado aos Governos.
Mas,
sou contra a colocação meramente política de pessoas que nenhuma utilidade têm como Presidentes ou como Administradores de determinadas empresas públicas ou grupos económicos, independentemente do partido que as coloca (os visados deviam dar o exemplo e mostrar seriedade: recusando).
e contra a aquisição em milhares de euros, gastos em viaturas automóveis de luxo, para essas Administrações, ou Direcções Gerais, ou Tribunais.
e sou contra a isenção de impostos conferidas à Banca privada.
Publicado por MatosB às 10:40 PM
Martinho da Vila

Suco de Maracujá
Pra me casar com você
Eu vou ter que me cuidar
Contratar um personal
Treiner pra me acelerar
Também vou ter de fazer
Uma dieta alimentar
Catuaba no almoço e ostras antes do jantar
Quando a gente for deitar
Um bom pó de guaraná
Se a quentura tiver morna
Come um ovo de codorna
E se a noite for infinda
Aí só Pau de Cabinda
Se ela quiser bis no fim
Pimenta no amendoim
E depois pra me acalmar
Suco de maracujá
Martinho José Ferreira nasceu em Duas Barras, Rio de Janeiro, em 12 de Fevereiro de 1938. Filho de lavradores da Fazenda do Cedro Grande, veio para o Rio de Janeiro com apenas 4 anos. Quando se tornou conhecido, voltou a Duas Barras para ser homenageado pela prefeitura em uma festa, e descobriu que a fazenda onde havia nascido estava à venda. Não hesitou em comprá-la e hoje é o lugar que chama de “meu off-Rio”.
www.martinhodavila.com
Publicado por ruisantos às 03:49 PM
Antigos Barcos Portugueses - ZAMBESIA

FIM
Publicado por ruisantos às 10:45 AM
ex certus - transposição
"Andava ali sem
grandes movimentos
(o que lhe era natural)
sempre de trás para a frente
tropeçando naquilo que eram
as palavras dos outros
com notas de vida
deu ele nota que os mesmos
dois caracteres
juntos
de tão simples em si mesmos
significavam contudo
todo o contrário se colocados
em ordem diferente
ko e ok"
Variadíssimus.
Publicado por MatosB às 08:20 AM
junho 02, 2005
Antigos Barcos Portugueses - VERA CRUZ

Publicado por ruisantos às 10:45 AM
Publicado por MatosB às 09:32 AM
junho 01, 2005
uMomento

Publicado por sutenorio às 12:45 PM | Comentários (1)
Convenção sobre os Direitos da Criança
Adoptada pela Assembleia Geral nas Nações Unidas em 20 de Novembro de 1989 e ratificada por Portugal em 21 de Setembro de 1990.
Resumo não oficial das principais disposições

Preâmbulo
O Preâmbulo lembra os princípios fundamentais das Nações Unidas e as disposições precisas de vários tratados de direitos humanos e textos pertinentes. E reafirma o facto de as crianças, devido à sua vulnerabilidade, necessitarem de uma protecção e de uma atenção especiais, e sublinha de forma particular a responsabilidade fundamental da família no que diz respeito aos cuidados e protecção. Reafirma, ainda, a necessidade de protecção jurídica e não jurídica da criança antes e após o nascimento, a importância do respeito pelos valores culturais da comunidade da criança, e o papel vital da cooperação internacional para que os direitos da criança sejam uma realidade.
Definição de criança
A criança é definida como todo o ser humano com menos de dezoito anos, excepto se a lei nacional confere a maioridade mais cedo.
Não discriminação
Todos os direitos se aplicam a todas as crianças sem excepção. O Estado tem obrigação de proteger a criança contra todas as formas de discriminação e de tomar
medidas positivas para promover os seus direitos.
Interesse superior da criança
Todas as decisões que digam respeito à criança devem ter plenamente em conta o seu interesse superior. O Estado deve garantir à criança cuidados adequados quando os pais, ou outras pessoas responsáveis por ela não tenham capacidade para o fazer.
Aplicação dos direitos
O Estado deve fazer tudo o que puder para aplicar os direitos contidos na Convenção.
Orientação da criança e evolução das suas capacidades
O Estado deve respeitar os direitos e responsabilidades dos pais e da família alargada na orientação da criança de uma forma que corresponda ao desenvolvimento das suas capacidades.
Sobrevivência e desenvolvimento
Todas as crianças têm o direito inerente à vida, e o Estado tem obrigação de assegurar a sobrevivência e desenvolvimento da criança.
Nome e nacionalidade
A criança tem direito a um nome desde o nascimento. A criança tem também o direito de adquirir uma nacionalidade e, na medida do possível, de conhecer os seus pais e de ser criada por eles.
Protecção da identidade
O Estado tem a obrigação de proteger e, se necessário, de restabelecer os aspectos fundamentais da identidade da criança (incluindo o nome, a nacionalidade, e relações familiares).
Separação dos pais
A criança tem o direito de viver com os seus pais a menos que tal seja considerado incompatível com o seu interesse superior. A criança tem também o direito de manter contacto com ambos os pais se estiver separada de um ou de ambos.
Reunificação da família
As crianças e os seus pais têm o direito de deixar qualquer país e entrar no seu para fins de reunificação ou para a manutenção das relações pais-filhos.
Deslocações e retenções ilícitas
O Estado tem obrigação de combater as deslocações e retenções ilícitas de crianças no estrangeiro levadas a cabo por um dos pais ou por terceiros.
Opinião da criança
A criança tem o direito de exprimir livremente a sua opinião sobre questões que lhe digam respeito e de ver essa opinião tomada em consideração.
Liberdade de expressão
A criança tem o direito de exprimir os seus pontos de vista, obter informações, dar a conhecer ideias e informações, sem considerações de fronteiras.
Liberdade de pensamento, consciência e religião
O Estado respeita o direito da criança à liberdade de pensamento, consciência e religião, no respeito pelo papel de orientação dos pais.
Liberdade de associação
As crianças têm o direito de se reunir e de aderir ou formar associações.
Protecção da vida privada
A criança tem o direito de ser protegida contra intromissões na sua vida privada, na sua família, residência e correspondência, e contra ofensas ilegais à sua honra e reputação.
Acesso a informação apropriada
O Estado deve garantir à criança o acesso a uma informação e a materiais provenientes de fontes diversas, e encorajar os media a difundir informação que seja de interesse social e cultural para a criança. O Estado deve tomar medidas para proteger a criança contra materiais prejudiciais ao seu bem-estar.
Responsabilidade dos pais
Cabe aos pais a principal responsabilidade comum de educar a criança, e o Estado deve ajudá-los a exercer esta responsabilidade. O Estado deve conceder uma ajuda apropriada aos pais na educação dos filhos.
Protecção contra maus tratos e negligência
O Estado deve proteger a criança contra todas as formas de maus tratos por parte dos pais ou de outros responsáveis pelas crianças e estabelecer programas sociais para a prevenção dos abusos e para tratar as vítimas.
Protecção da criança privada de ambiente familiar
O Estado tem a obrigação de assegurar protecção especial à criança privada do seu ambiente familiar e de zelar para que possa beneficiar de cuidados alternativos adequados ou colocação em instituições apropriadas. Todas as medidas relativas a esta obrigação deverão ter devidamente em conta a origem cultural da criança.
Adopção
Em países em que a adopção é reconhecida ou permitida só poderá ser levada a cabo no interesse superior da criança, e quando estiverem reunidas todas as autorizações necessárias por parte das autoridades competentes, bem como todas as garantias necessárias.
Crianças refugiadas
Protecção especial deve ser dada à criança refugiada ou que procure obter o estatuto de refugiada. O Estado tem a obrigação de colaborar com as organizações competentes que asseguram esta protecção.
Crianças deficientes
A criança deficiente tem direito a cuidados especiais, educação e formação adequados que lhe permitam ter uma vida plena e decente, em condições de dignidade, e atingir o maior grau de autonomia e integração social possível.
Saúde e serviços médicos
A criança tem direito a gozar do melhor estado de saúde possível e a beneficiar de serviços médicos. Os Estados devem dar especial atenção aos cuidados de saúde primários e às medidas de prevenção, à educação em termos de saúde pública e à diminuição da mortalidade infantil. Neste sentido, os Estados encorajam a cooperação internacional e esforçam-se por assegurar que nenhuma criança seja privada do direito de acesso a serviços de saúde eficazes.
Revisão periódica da colocação
A criança colocada numa instituição pelas autoridades competentes para fins de assistência, protecção ou tratamento tem direito a uma revisão periódica dessa colocação.
Segurança social
A criança tem o direito de beneficiar da segurança social, incluindo prestações sociais.
Nível de vida
A criança tem direito a um nível de vida adequado ao seu desenvolvimento físico, mental, espiritual, moral e social. Cabe aos pais a principal responsabilidade primordial de lhe assegurar um nível de vida adequado. O Estado tem o dever de tomar medidas para que esta responsabilidade possa ser – e seja – assumida. A responsabilidade do Estado pode incluir uma ajuda material aos pais e aos seus filhos.
Educação
A criança tem direito à educação e o Estado tem a obrigação de tornar o ensino primário obrigatório e gratuito, encorajar a organização de diferentes sistemas de ensino secundário acessíveis a todas as crianças e tornar o ensino superior acessível a todos, em função das capacidades de cada um. A disciplina escolar deve respeitar os direitos e a dignidade da criança. Para garantir o respeito por este direito, os Estados devem promover e encorajar a cooperação internacional.
Objectivos da educação
A educação deve destinar-se a promover o desenvolvimento da personalidade da criança, dos seus dons e aptidões mentais e físicas, na medida das suas potencialidades. E deve preparar a criança para uma vida adulta activa numa sociedade livre e inculcar o respeito pelos pais, pela sua identidade, pela sua língua e valores culturais, bem como pelas culturas e valores diferentes dos seus.
Crianças de minorias ou de populações indígenas
A criança pertencente a uma população indígena ou a uma minoria tem o direito de ter a sua própria vida cultural, praticar a sua religião e utilizar a sua própria língua.
Lazer, actividades recreativas e culturais
A criança tem direito ao repouso, a tempos livres e a participar em actividades culturais e artísticas.
Trabalho das crianças
A criança tem o direito de ser protegida contra qualquer trabalho que ponha em perigo a sua saúde, a sua educação ou o seu desenvolvimento. O Estado deve fixar idades mínimas de admissão no emprego e regulamentar as condições de trabalho.
Consumo e tráfico de drogas
A criança tem o direito de ser protegida contra o consumo de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas, e contra a sua utilização na produção e tráfico de tais substâncias.
Exploração sexual
O Estado deve proteger a criança contra a violência e a exploração sexual, nomeadamente contra a prostituição e a participação em qualquer produção de carácter pornográfico.
Venda, tráfico e rapto
O Estado tem a obrigação de tudo fazer para impedir o rapto, a venda ou o tráfico de crianças.
Outras formas de exploração
A criança tem o direito de ser protegida contra qualquer outra forma de exploração não contemplada nos artigos 32, 33, 34 e 35.
Tortura e privação de liberdade
Nenhuma criança deve ser submetida à tortura, a penas ou tratamentos cruéis, à prisão ou detenção ilegais. A pena de morte e a prisão perpétua sem possibilidade de libertação são interditas para infracções cometidas por pessoas menores de 18 anos. A criança privada de liberdade deve ser separada dos adultos, a menos que, no superior interesse da criança, tal não pareça aconselhável. A criança privada de liberdade tem o direito de beneficiar de assistência jurídica ou qualquer outro tipo de assistência adequada, e o direito de manter contacto com a sua família.
Conflitos armados
Os Estados Partes tomam todas as medidas possíveis na prática para que nenhuma criança com menos de 15 anos participe directamente nas hostilidades. Nenhuma criança com menos de 15 anos deve ser incorporada nos exércitos. Os Estados devem
assegurar protecção e assistência às crianças afectadas por conflitos armados, nos termos das disposições previstas pelo direito internacional nesta matéria.
Recuperação e reinserção
O Estado tem a obrigação de assegurar que as crianças vítimas de conflitos armados, tortura, negligência, exploração ou sevícias beneficiem de cuidados adequados para a sua recuperação e reinserção social.
Administração da justiça de menores
A criança suspeita, acusada ou reconhecida como culpada de ter cometido um delito tem direito a um tratamento que favoreça o seu sentido de dignidade e valor pessoal, que tenha em conta a sua idade e que vise a sua reintegração na sociedade. A criança tem direito a garantias fundamentais, bem como a uma assistência jurídica ou outra adequada à sua defesa. Os procedimentos judiciais e a colocação em instituições devem ser evitados sempre que possível.
Respeito pelas normas estabelecidas
Se uma disposição relativa aos direitos da criança que figura no direito nacional ou internacional em vigor num Estado for mais favorável do que a disposição análoga na Convenção, é a norma mais favorável que se aplica.
Aplicação e entrada em vigor
As disposições dos artigos 42 a 54 prevêem nomeadamente os pontos seguintes:
1. A obrigação do Estado tornar amplamente conhecidos os direitos contidos na Convenção, tanto pelos adultos como pelas crianças.
2. A criação de um Comité dos direitos da criança composto por dez peritos encarregados de examinar os relatórios que os Estados Partes devem submeter dois anos após a ratificação e, em seguida, de cinco em cinco anos. A Convenção entra em vigor após a sua ratificação por 20 países, sendo então constituído o Comité.
3. Os Estados Partes asseguram aos seus relatórios uma larga difusão nos seus próprios países.
4. O Comité pode propor a realização de estudos específicos sobre questões relativas aos direitos das crianças. Essas sugestões e recomendações de ordem geral são transmitidas aos Estados interessados e levadas ao conhecimento da Assembleia Geral.
A fim de «promover a aplicação efectiva da Convenção e encorajar a cooperação internacional», agências especializadas das Nações Unidas (como a OIT, a OMS e a UNESCO) e a UNICEF podem assistir às reuniões do Comité. E podem – como qualquer organismo considerado «competente», nomeadamente as ONGs que gozem de um estatuto consultivo junto das Nações Unidas e órgãos das Nações como o ACNUR – apresentar informações pertinentes ao Comité e vir a ser convidadas a dar parecer sobre a melhor forma de garantir a aplicação da Convenção.
Publicado por sutenorio às 11:36 AM
Antigos Barcos Portugueses - UIGE

Publicado por ruisantos às 10:44 AM
O Mês da Verdade

Hoje é um dia especial, comemorar-se o dia Mundial da Criança, mas não é isso que me trás aqui. Hoje é o primeiro dia do mês em que os Atuleirus (ou quase todos) vão mostrar aquilo que valem no seu final do 4º ano de Direito, tenho a certeza que terão o sucesso dos últimos três anos que foram conseguidos graças à vossa excepcional dedicação e a um esforço comum do grupo e daqueles que vos são mais próximos nomeadamente da família. Desejo-vos a todos muito estudo, sim estudo, estavam à espera de quê? Sorte? Lembrem-se do nosso ilustre Prof. Pinto Monteiro "...a sorte a mim tem-me dado muito trabalho..."
Publicado por ruisantos às 10:21 AM
hojÉ
Dia Mundial da Criança

E uma mulher que trazia um menino ao colo disse:
Fala-nos das Crianças.
E ele respondeu:
Os vossos filhos não são vossos filhos, são filhos e filhas do chamamento da própria Vida.
Vêm por vosso meio mas não de vós e, apesar de estarem convosco, não vos pertencem.
Podeis dar-lhes o vosso amor mas não os vossos pensamentos porque eles tem pensamentos próprios.
Podeis acolher os seus corpos mas não as suas almas porque as suas almas habitam a casa de amanhã que não podeis visitar, nem sequer em sonhos.
Podeis esforçar-vos por ser como eles mas não tenteis fazê-los como vós. Porque a vida não vai para trás nem se detém com o ontem.
Sois os arcos, e os vossos filhos as setas vivas projectadas.
O Arqueiro vê o alvo no caminho do infinito e retesa-vos com o seu poder para que as setas possam voar depressa para longe.
Que a vossa tensão na mão do Arqueiro seja de alegria.
Porque assim como Ele gosta da seta que voa também gosta do arco que fica.
Khalil Gibran, The Prophet
Publicado por sutenorio às 10:07 AM | Comentários (1)
Livros (z) - considerações notáveis
Aqui
as fases
da vida
abrem como
flores
fecham como
feridas
"Pagar Para Ver"
Ana Roque.
Publicado por MatosB às 01:31 AM

