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junho 17, 2005
Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca

Comemora-se hoje o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, é de facto um problema mundial, basta olhar para o nosso país, mais exactamente para o nosso Alentejo, onde se vê cada vez mais terrenos áridos e sem ponta de cultivo, afinal onde estão aquelas searas de trigo de perder de vista, de girassol, campos de tomate como eu vi há 20 anos atrás? Dizem os anciões que é do tempo que mudou, os mais novos acusam a politica agrícola comum. Na verdade, a culpa é do Homem e disso não há duvidas, cabe então ao Homem mudar esta situação, para que as gerações vindouras não tenham de ver nos manuais e nas fotos dos seus pais e avós como era o mundo e o nosso Alentejo antes da seca e da desertificação. Ah! Já me esquecia, adoro o Alentejo!
Deixo aqui uma mensagem especial publicada em 17 de Junho de 2000 pelo Secretário - Geral da ONU, KOFI ANNAN
DIA MUNDIAL DE COMBATE
À DESERTIFICAÇÃO E À SECA
(17 de Junho de 2000)
MENSAGEM ESPECIAL
DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU, KOFI ANNAN
“Em princípio, não há razão para que a terra não possa sustentar uma população muito maior do que a actual. Mas a distribuição de bons solos e de condições favoráveis de cultivo não corresponde à das populações. À medida que se regista uma degradação das terras, o problema torna-se cada vez mais difícil de resolver. Quase dois mil milhões de hectares uma zona cujo tamanho é igual ao do Canadá e dos Estados Unidos juntos são afectados pela degradação dos solos provocada pelo homem, que põe em risco os meios de subsistência de quase mil milhões de pessoas. Os grandes culpados são a salinização provocada pela irrigação, a erosão dos solos causada pelo pastoreio e desflorestação excessivos e a destruição da biodiversidade. Só os custos directos, em termos de rendimento anual perdido, foram estimados em mais de 40 mil milhões de dólares por ano.
Todos os anos, mais 20 milhões de hectares de terras agrícolas atingem um grau de degradação que impede a produção de colheitas ou perdem-se a favor da expansão das zonas de construção. No entanto, espera-se que, nos próximos 30 anos, a procura de alimentos no mundo em desenvolvimento duplique. Novas terras poderão e serão cultivadas, mas uma grande parte é constituída por terras de fraco rendimento e, portanto, ainda mais vulneráveis à degradação. As necessidades humanas, cujo aumento é inexorável, exigem que tomemos medidas vigorosas e imediatas para pôr termo se não mesmo para inverter as actuais tendências à destruição da terra arável.
Concentrando os conhecimentos globais e vantagens relativas dos seus organismos especializados e programas, o sistema das Nações Unidas pode desempenhar um papel fundamental na aplicação da Convenção para Combater a Desertificação, adoptada faz hoje seis anos.
A Convenção salienta que só em cooperação com as pessoas das comunidades afectadas podem ser concebidas acções eficazes de combate à desertificação e à seca. Muitos governos estão a trabalhar em parceria com organizações não governamentais e comunitárias, prestando especial atenção à voz das mulheres no que se refere à formulação dos seus programas de acção nacionais.
Hoje, reafirmemos o nosso compromisso de intensificar os esforços para vencer os obstáculos ao desenvolvimento sustentável para todos, nomeadamente para combatera degradação das terras áridas e todas as suas consequências -- ambientais, económicas, sociais e políticas.”
Publicado por ruisantos às junho 17, 2005 09:00 AM