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julho 27, 2005

Só se com campo perto de si

Choveu.
Era noite.
Havia vento.

Já não me lembrava que tinha saudade daquilo: pequenas coisas que a cidade nos rouba (isso, rouba) pela violência de no dia a dia fazer esquecer outra natreza à nossa volta. Se fechar os olhos ainda sinto e ouço.

Primeiro veio de mansinho. Depois, o odor chegou intenso: aquela lufada que impregna o ambiente: o cheiro do chão molhado pela água do céu, enquanto se houve a bátega das gotas nas palhas secas.

Queria que logo acontecesse outra vez.

Publicado por MatosB às julho 27, 2005 12:45 PM