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julho 18, 2005
Facturas actuais de atrasos antigos
A revista Visão (n.º 645) dedica vários artigos aos acontecimentos de 7/7.
Um deles tem o título de "a luta continua" e refere-se a um
mundo orwelliano, com a biométrica ao serviço da identificação
individual e os registos de todas as comunicações (dados de tráfego)
como um atentado contra os direitos individuais do cidadão, deixando uma leve insinuação de que é o resutado nural dos atentados em Londres.
Nem uma nem outra forma de controle constituem novidade,
nem no plano internacional, nem no nacional.
E infelizmente, também não é novidade que os decisores políticos
portugueses estão mal acessorados; há demasiado tempo.
Nos outros países europeus "é costume" dar ouvidos a conclusões de grupos de trabalho internacionais; cá não: perguntam se as condições de alojamento eram boas e se conseguiram visitar pontos de interesse.
Desde 1992 que o acesso aos dados de tráfego são reclamados pela PJ, para identificar autores de crimes e como forma de de reforço da prevenção geral.
Entre 1992 e 1994, a biométrica, foi apontada por Quadros da polícia holandesa, como solução a médio prazo para "o furto de identidade", um problema hoje reconheco pelas autoridades dos EUA, mas na altura, uma medida ridiculisada e recusada.
Hoje, os EUA obrigam Portugal a implementar a inserção de medidas suplementares de identificação nos passaportes portugueses: a biométrica.
Agora, perante atrasos estruturais e da sensação de "falta de tempo", corre-se em busca do milagre do emprego das tecnologias de informação e de comunicação como panaceia para todos os perigos, não cuidando de que não há pior solução do que a informática, se implementada (onde quer que seja) sem um bom estudo prévio; em regra, os funcionários a servir um rograma, em vez de um programa servir o trabalho do funcionário.
Agora, os actuais decisores de políticas acordam para o pesadelo e percebem que herdaram o pesado fardo da falta de estudo e de implementação (atempada e faseada) de medidas estruturais com vista à segurança e chegaram a um ponto onde não podem deixar de enfrentar a situação (crítica) porque é sobre eles que recai a acusação pública de ineficiência se algo de grave para a seguança nacional acontecer.
Publicado por MatosB às julho 18, 2005 09:57 AM
Comentários
Sobre esta questão, acho que algo tem que ser feito urgentemente quanto ao nosso ridiculamente fácil de falsificar B.I. e falo por interesse próprio. Em 2000 (no meu dia de anos...) roubaram-me a carteira, e nela, o BI. Meses depois começaram a cair em casa cartas da PJ e da GNR sobre investigações contra mim em que eu era indiciado pela prática de vários crimes de uso de cheque sem provisão.
Cheguei ao ponto de ver na TMN uma fotocópia (de má qualidade) do meu BI adulterado. Nele, a fotografia tinha sido simplesmente sobreposta pela de um africano e o BI replastificado... Daquilo que sei (nunca terei a certeza) todos os processos foram arquivados, mas... nunca se sabe.
Tudo isto porque o nosso BI é uma treta. E é por isso que muitas mafias da emigração o usam para introduzir emigrantes ilegais na Europa.
Por isso defendo todas as medidas que tornem mais difícil falsificar um BI.
Publicado por: Rui Martins às julho 18, 2005 10:23 PM
Esqueci-me:
Para ver mais detalhes da minha "odisseia", queira ler:
http://grunho.weblog.com.pt/arquivo/2005/03/index.html#087398
Publicado por: Rui Martins às julho 18, 2005 10:23 PM
lá irei...
Publicado por: MatosB às julho 19, 2005 10:13 AM