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julho 20, 2005

Faróis de Portugal

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A Fortaleza do Cabo de S. Vicente é uma construção do séc.XVI, com reedificações nos séculos XVII e XVIII.
Consta que em 1520 existia já uma luz, “um pequeno Pharol, naturalmente muito rudimentar, em uma torre especial do convento da primeira capucha de S. Francisco, que o bispo do Algarve D. Fernando Coutinho, fundara no Cabo de S. Vicente.”.
Segundo Frei de Monfort, na sua Crónica da Província da Piedade “a torre serviria aliás ao refúgio dos frades que habitavam o convento, quando um dia foram atacados por soldados e marujos luteranos, conseguindo salvar a relíquia de S. Vicente”. O mesmo cronista refere ainda que “por isso mandou D. João III fazer uma torre mais avantajada e mais forte para resguardo do convento (...)”.
Não foram, no entanto, estas obras suficientes, pois em 1587, o corsário Francis Drake, tomou de assalto o convento, com tal violência que acabou por destruir a torre. Em consequência, o farol manteve-se apagado até 1606, altura em que Filipe II de Portugal terá ordenado a restauração da torre.
O farol do Cabo de São Vicente, tal e qual como hoje existe, tem o nome de D. Fernando e foi mandado construir por D. Maria II, tendo a comprová-lo uma lápide que lavra: “Este farol foi mandado construir por ordem de Snra. D. Maria II sendo Director dos faróis do Reino o Brigadeiro General A.C.C.P. Furtado em Outubro de 1846”.
O farol entrou em funcionamento em Outubro de 1846 e foi posteriormente votado ao abandono durante largos anos, tendo mesmo atingido um estado deplorável.
A dimensão e beleza do farol e a importância estratégica do local, que atrai milhares de visitantes por ano, ditaram que a Marinha Portuguesa aproveitasse para nele instalar um pólo museológico e criar condições de acolhimento do público, que assim poderá conhecer a sua história.

In, Revista da Armada nº374 de Abril de 2004

Publicado por joakim às julho 20, 2005 10:47 AM