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julho 17, 2005
Inemizade sem rosto
(Recupero o tempo em que, condicionado, só podia ler sobre uma matéria.)
Em tempos, não era o actual terrorista o inimigo sem rosto, mas os espiões que serviam a manutenção do poder religioso na europa.
Em tempos, o informador foi inimigo da democracia.
Hoje pretende-se que o informador seja elemento da democracia.
"Não te consigo dar um rosto, és como uma sombra, um fantasma que desliza à margem dos acontecimentos e aguarda na escuridão. És o mendigo que pede esmola na viela e o mercador gordo que se hospeda no quarto ao lado. És aquela jovem puta e o miliciano que me agarra. Todos e ninguém, a tua raça veio ao mundo com Adão: desventura e Deus hostil."
É assim que num livro se pensa sobre o inimigo "Q" que se sabe existir mas não se consegue identificar. Voltarei a ele, em Agosto.
"O Espião do Vaticano".
Blisset.
Publicado por MatosB às julho 17, 2005 10:30 AM