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setembro 09, 2005

Where in the world is Portugal?

Quando devia estar sossegado, eis que de dois amigos me chega a notícia.
Entre um "ciça búrú" e "um gajo fica chateado", deu-me para atoleimar.

Parece mesmo que Portugal não existe, ou se existe, é só no "earth.google".
Não existe para os americanos e para os espanhóis, em cujos mapas (pelo menos até há pouco tempo) mostravam que a Península Ibérica era um só país - e não se chamava Portugal.

Hoje, fico a saber pelo "Público” que Portugal não existe porque os responsáveis portugueses pelas políticas criminais não estavam lá: nem falaram (ou não falam), nem promovem o debate interno, de
tão importante assunto. Portugal "não risca nada" em matéria comum da política criminal, também, da europa.

O tal fulano que ninguém conhece pessoalmente mas de que todos já ouviram falar (o legislador português) foi colonizado; já nem tem iniciativa; bom mesmo, é andar a reboque "da Europa": é politicamente correcto, não arranja confrontos internos e desculpa-se facilmente com a frasesinha típica da diminuição "a culpa é da Europa... são eles que exigem... convém esperar por motivos procedimentais comuns".
Ocorreu-me, mais uma vez nos últimos anos, a expressão "cobardia política".

Mas quem é que lhes disse, mas desde quando é que, para proteger o cidadão português, se tem de esperar pela "legislação da Europa"?

Leiam a notícia e fiquem a saber que não é a tecnologia que é dispendiosa, para assegurar a nossa defesa. São as estruturas (recursos humanos) de apoio jurídico e técnico que são dispendiosos e que no mercado das telecomunicações, as administrações têm tentado emagrecer como forma de contenção de custos, atingindo os poucos Quadros competentes (custos) que têm nesta área.

A medida legislativa em causa, seja ela nacional ou "europeia", aparece sempre como um contratempo às políticas de contenção.

Ainda por cima, os ditos ISP's são comercialmente cínicos, porque a curto prazo "as despesas que vão ter" vão ser trabalhadas pelo marketing e facturadas a empresas como "oferta de implementação e reforço de medidas de segurança à empresa e ao cidadão comum".
Lembram-se do SPAM? "era" um aborrecimento; o cliente queixou-se e foram introduzidos mecanismos técnicos (despesa) que agora vendem ao público como "Qualidade de Serviços".

O que o Estado podia fazer, era acabar com o "preço império" sobre a INTERNET e liberalizar totalmente as comunicações. Mas as consequências eram piores: nem todos poderiam aceder-lhe.

Mais mais giro, é que o MJ parece ter pedido a opinião a quem interessava: os operadores de comunicações.
Não foi preciso saber a opinião de mais ninguém; nem da OA. Para quê incomodar as pessoas, que já têm tanto que fazer, a protestar contra as acções paradas?

Ouço em tom de fundo, a música de um fulano, qualquer coisa Palma, de que só me lembra o referão: "... deixa-me rir!"...

Publicado por MatosB às setembro 9, 2005 10:03 AM

Comentários

Ai Portugal Portugal, o que é que tu estás à espera... tens um pé numa galera e outro no fundo do mar...

AAAAAAAAAAHHHHH

pronto já gritei

Publicado por: zudan às setembro 9, 2005 12:05 PM

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