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outubro 11, 2005

O espanto do ser-se assim

Os resultados oficiais parciais, emprestaram a relativa segurança para que se procedessem às costumeiras conferências de imprensa, que ameaçavam ser o costume:
adversários políticos que agradeciam o apoio às respectivas campanhas, cumprimentavam "o outro" e prometiam trabalho. Um ritual "enfadonho" de boa educação, misturado com a prova de que se é democrata, aceitando com humildade o resultado das eleições.

Carrilho salvou a situação: não foi assim. Ou eu estava muito desfocado, ou o que me pareceu, foi que ele disse que a sala das eleições estava torta e que os eleitores não souberam dançar.
O programa político dele era o melhor e os eleitores, os burros, votaram no partido da oposição, sinal evidente de que o não mereciam. E ele merecia mais porque fora alvo de calúnias.
E como toque final, ali se despedia dando por terminada a campanha.
E nem uma palavra aos adversarios políticos "locais": CDU, PP e naturalmente, PSD.

O "espanto" que me atingiu com aquele discurso não foi o filosófico. Eu pensava que, tal como com todos os outros derrotados, independentemente do quadrante político, a campanha estava ainda no início, a desenvolver pela positiva e pelo trabalho que se havia de iniciar nas Câmaras (e nas Juntas) para demonstrar que se é merecedor do voto recebido e de ocupar um cargo político num lugar público, para bem de todos os munícipes.

Se calhar, enganei-me; ora, isso faz concluir que os que não votaram nele, não se enganaram.

Publicado por MatosB às outubro 11, 2005 12:05 AM

Comentários

Vá lá, vá lá. Também não pode ser sempre.

Publicado por: ncp às outubro 11, 2005 03:44 PM

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