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janeiro 16, 2006
com.s.ciência
Investigadores canadianos descobriram uma proteína que desempenha um papel importante nas dores crónicas subsequentes a lesões de nervos, acidentais ou ligadas a doenças como a diabetes, zona ou cancro, escreve a revista Nature.

Esta descoberta abre caminho ao desenvolvimento de novos diagnósticos e tratamentos eficazes desta forma crónica de dor neurológica ("dor neuropática"), que algumas vezes medicamentos como a morfina não conseguem aliviar.
Sabia-se que a primeira etapa deste processo doloroso ao nível dos nervos periféricos (ramos nervosos saídos da espinal medula) passava pela activação de células, designadas por micróglias, mas ignorava-se como é que estas células comunicavam com os neurónios.
Uma equipa de investigadores dirigida por Yves De Koninck, da Universidade Laval, do Quebeque (Canadá), mostrou que as células microgliais, ao serem activadas, segregam e libertam uma proteína ou sinal químico, chamado BDNF, que altera as propriedades dos neurónios da dor na espinal medula.
A injecção desta proteína BDNF na espinal medula de ratinhos normais desencadeou uma "alodinia", ou seja uma dor causada por um estímulo que normalmente não a provoca, como por exemplo uma carícia.
Os investigadores procederam depois a manipulações para bloquear ou interceptar esta mensagem, a proteína BDNF, expedida pela micróglia até aos nervos feridos e conseguiram suprimir este excesso de sensibilidade dolorosa, a alodinia.
Lusa
Publicado por sutenorio às janeiro 16, 2006 09:05 AM