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janeiro 31, 2006
INSOMNIA

É cedo ainda para os vadios
deixarem o veludo da noite, o bar
para fechar a última despesa
É ainda cedo para o salto mortal
fora do sono, da insónia
de olhos sensíveis aos ruídos
É muito cedo para todos que precisam
de trabalhar juntos
com o destino por um dia
os pedintes para encostarem sombras às paredes
e emprestarem a cegueira
nos corredores do Metro
Silhuetas de senhoras não passeiam
ainda os seus lulus, que bailarinas
a deslizarem o silêncio na crosta terrestre!
Aqui os que acordam antes do sol
são aqueles que não têm um alvo para o corpo
e de olhos na tristeza passam.
Publicado por nelourenco às janeiro 31, 2006 12:45 PM