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maio 18, 2006
João Paulo II

Papa João Paulo II nascido Karol Józef Wojtyła (Wadowice, Polônia, 18 de Maio de 1920 - Vaticano, 2 de Abril de 2005) foi o Sumo Pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana de 16 de Outubro de 1978 até a data da sua morte, e sucedeu ao Papa João Paulo I, tornando-se o primeiro Papa não italiano em 450 anos (desde o holandês Adriano VI, no século XVI).
Teve o 3.º papado mais longo da história do catolicismo. Seu funeral foi o maior de um Chefe de Estado em toda a história.
Karol Wojtyła nasceu em 18 de Maio de 1920 em Wadowice, Sul da Polónia; filho de um tenente do exército dos Habsburgos, de quem herdou o nome, também chamado Karol Wojtyla. Seu irmão Edmund, ao formar-se em medicina, transformou-se na esperança de sustento da família, uma vez que o soldo do tenente Wojtyła era insuficiente para tal.
Em 1929, perderia a mãe Emília, vitimada por uma doença nos rins. Em 1931, morreria o irmão, de escarlatina. Karol perderia o pai poucos dias antes de completar 22 anos. Nesta altura a Polónia enfrentava, juntamente com grande parte da Europa, as consequências da invasão alemã da Segunda Guerra Mundial. Assistiu, portanto, ao assassinato de vários dos seus amigos e colegas.
Manifestando interesse pelo teatro — cuja participação potenciava apoios à Resistência Polaca contra o nazismo —, pela música popular e pela literatura, a sua juventude foi marcada por intensos contactos com a então ameaçada comunidade judaica de Cracóvia, e pela experiência da ocupação nazi, durante a qual trabalhou numa fábrica de produtos químicos para evitar sua deportação à Alemanha nazista. Atleta (chegou a atuar como goleiro de futebol numa equipe amadora de Wadowice), Karol Wojtyła foi ordenado sacerdote católico em 1 de Novembro de 1946 pelo então Cardeal Arcebispo de Cracóvia, Adam Stefan Sapieha.
Foi docente de Ética na Universidade Jagieloniana de Cracóvia e posteriormente na Universidade Católica de Lublin. Em 1958 foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia e quatro anos depois chega ao cargo máximo na sua diocese. Em 30 de Dezembro de 1963 é apontado por Paulo VI como arcebispo de Cracóvia. Na qualidade de bispo e arcebispo, Wojtyła participa no Concílio Vaticano II, contribuindo para a redacção de documentos que se tornariam na Declaração sobre a Liberdade Religiosa (Dignitatis Humanae) e a Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno (Gaudium et Spes), dois dos mais historicamente importantes e influentes resultados do concílio. Foi elevado a Cardeal pelo Papa Paulo VI em 1967.
Eleição
Quando da morte de Paulo VI, que aconteceu no dia 6 de Agosto de 1978, esteve presente no conclave de 16 de Agosto de 1978, que escolheria Albino Luciani para um dos pontificados mais curtos da história. Trinta e três dias depois de votar no conclave, no dia 28 de Setembro de 1978, o então cardeal de Cracóvia Karol Wojtyła ficou sabendo da triste – e até hoje suspeita – morte de João Paulo I pelo aviso de seu motorista particular. De volta a Roma, ele foi escolhido Papa em 16 de outubro de 1978.
O conclave que se sucedeu ao inesperado falecimento do Papa João Paulo I foi dominado por duas correntes que tiveram como candidatos o conservador Arcebispo de Génova Giuseppe Siri e o mais liberal Arcebispo de Florença Giovanni Benelli. Crê-se que a eleição de Karol Wojtiła tenha sido uma solução de compromisso e constituiu uma surpresa. Adoptou o nome de João Paulo II em homenagem ao seu antecessor e rapidamente colocou-se do lado da paz e da concórdia internacionais, com intervenções frequentes em defesa dos direitos humanos e das Nações.
No fundo, foi o Papa mais novo desde Pio IX, porque ele foi eleito na época com 58 anos. No entanto, tornou-se o Papa cuja ação foi mais decisiva no século XX: as suas viagens ultrapassaram em número e extensão as de todos os antecessores juntos, reunindo sempre multidões; para muitos tem o carisma do Papa João XXIII; participou em eventos ecuménicos (foi o primeiro a pregar numa igreja luterana e numa mesquita, o primeiro a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém); procedeu a numerosas beatificações e canonizações; escreveu 14 encíclicas;
Pontificado
Com mais de 26 anos, é o terceiro mais longo da história da Igreja Católica. Alguns números que se destacam são o de viagens pastorais fora da Itália (mais de 100, visitando 129 países e mais de 1000 localidades), cerimónias de beatificação (147) e canonizações (51), nas quais foram proclamados 1338 beatos e 482 santos. Se tornando, com seu carisma e habilidade para lidar com os meios de comunicação, o Papa mais popular da história.
A primeira metade do pontificado fica marcada pela luta contra o comunismo na Polónia e restantes países da Europa de Leste e do mundo. Na segunda metade é de notar a crítica ao mundo ocidental capitalista, opulento e egoísta, dando voz ao Terceiro Mundo e aos pobres.
Criticou a aproximação da Igreja com o marxismo nos países em desenvolvimento , e em especial a Teologia da Libertação [1]. Em visita à Nicarágua, João Paulo II chegou a discutir com fiéis, e depois de condenar a participação de padres católicos no governo sandinista foi vaiado.
"Não é possível compreender o homem a partir de uma visão econômica unilateral, e nem mesmo poderá ser definido de acordo com a divisão de classes.", disse aos bispos brasileiros em 26 de novembro de 2002. [2]
Durante a sua visita a Cuba, em Janeiro de 1998, que marcou o fim de 39 anos de relações tensas entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro, condenou o embargo económico dos E.U.A. ao país. Em 2003, por intermédio do cardeal Angelo Sodano, enviou uma carta ao presidente Fidel Castro criticando "as duras penas impostas a numerosos cidadãos cubanos e, também as condenações à pena capital"[3] .
Condenou também o terrorismo e o ataque ao World Trade Center ocorrido em 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos da América.[4]
Promotor de uma aproximação às outras grandes religiões monoteístas do mundo, João Paulo II enfrentou no entanto acusações de «proselitismo agressivo» feitas pelo mundo Ortodoxo. A reconciliação com os judeus marcou a sua viagem à Terra Santa em Março de 2000 e uma «viragem» nas relações entre as duas religiões. Motivou o diálogo interreligioso, o ecumenismo e a cultura da paz, sendo o primeiro Sumo Pontífice a visitar ao Muro das Lamentações em 26 de Março de 2000, em Jerusalém e onde pediu perdão pelos erros e crimes cometidos pelos filhos da Igreja no passado. Foi o primeiro a pregar numa sinagoga, a entrar numa mesquita (em Damasco, Síria), e a promover jornadas ecuménicas de reflexão pela paz em Assis (Oração Mundial pela Paz). Fez a primeira visita de um Sumo Pontífice católico à Grécia desde a separação das Igrejas Católica e Ortodoxa no cisma de 1054.
Na década de 1980, os líderes da União Soviética estavam fazendo planos para matar o pontificado. Como estratégia, o serviço secreto russo negou as acusações feitas pelo Parlamento da Itália. As acusações foram negadas pelo ultimo chefe da KGB da União Soviética.
Visitas ao Brasil
O Papa João Paulo II visitou o Brasil três vezes. Na primeira vez chegou ao meio-dia do dia 30 de Junho de 1980 e percorreu treze cidades em apenas doze dias. A maratona teve um total de 30.000 km. Entrou por Brasília e partiu por Manaus. A segunda foi entre 12 e 21 de Outubro de 1991. O Papa não costumava beijar o solo de um país que ele já tinha visitado, mas no Brasil ele quebrou a tradição. Visitou sete cidades e fez 31 discursos e homilias. Esteve também no Brasil entre 2 e 6 de outubro de 1997. O Papa sempre demonstrou grande amor pelo Brasil, o país com mais católicos no mundo. Inclusive, em sua primeira visita, chegou a demonstrar seu apoio ao movimento sindical então liderado por Lula, em aberto desafio ao governo militar brasileiro – uma situação parecida com a de sua Polônia natal.
Visitas a Portugal
A primeira visita de João Paulo II a Portugal (12 a 15 de Maio de 1982) ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima em 13 de Maio de 1981. Nesta visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior em plena Praça de São Pedro no altar da Nossa Senhora de Fátima ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima.
Em 15 de Maio de 1982 visitou o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro em Braga.
Em 2 de Março de 1983 fez escala em Lisboa na viagem à América Central. De 5 a 13 de Maio de 1991 esteve nos Açores, na Madeira, Lisboa, e novamente em Fátima. Uma outra visita, em que beatificou os videntes de Fátima, teve lugar em 12 e 13 de Maio de 2000.
Beatificação
No dia 13 de maio de 2005, o seu sucessor Bento XVI fez uma exceção ao caso da beatificação de João Paulo II (tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá) e abriu mão do que diz o côdigo de direito Canônico, abrindo, assim, seu processo de beatificação em 28 de junho do mesmo ano.
Encíclicas
As catorze encíclicas do seu pontificado são:
· Redemptor Hominis - (Redentor do Homem) - 4 de Março de 1979
· Dives in Misericordia - (Ricos em Misericórdia) - 30 de Novembro de 1980
· Laborem Exercens - (Exercendo o Trabalho) - Sobre o trabalho e na comemoração do 90º aniversário da encíclica "Rerum Novarum" do Papa Leão XIII - 14 de Setembro de 1981
· Slavorum Apostoli - (Apóstolo dos Eslavos) - Comemoração dos Santos Cirilo e Metódio 2 de Junho de 1985
· Dominum et Vivificantem - (Senhor e Dador da Vida) - 18 de Maio de 1986
· Redemptoris Mater - (Mãe dos Redimidos) - 25 de Março de 1987
· Sollicitudo Rei Socialis - Sobre assuntos sociais - 30 de Dezembro de 1987
· Redemptoris Missio - (Missão do Redentor) - Sobre a validade permanente do mandato missionário 7 de Dezembro de 1990
· Centesimus Annus - (Centésimo Ano) - No 100º aniversário da encíclica "Rerum Novarum"; sobre o capital e o trabalho; sobre o ensino - 1 de Maio de 1991
· Veritatis Splendor - (Esplendor da Verdade) - Sobre questões de moral da Igreja 6 de Agosto de 1993
· Evangelium Vitae - (Evangelho da Vida) - 25 de Março de 1995
· Ut Unum Sint - (Que Sejam Um) - Empenho no ecumenismo - 25 de Maio de 1995
· Fides et Ratio - (Fé e Razão) - condena o ateísmo e a fé sem razão e afirma a posição da filosofia e razão na religião 14 de Setembro de 1998
· Ecclesia de Eucharistia - (Igreja da Eucaristia) - 17 de Abril de 2003
wikipédia
Publicado por nelourenco às maio 18, 2006 10:32 AM
Comentários
Papinhaaa!
Tá vien???
Gostéé de la misséé!
Vien?
porqé tu morré?
tu se santé no?
Publicado por: alguem às novembro 29, 2007 04:27 PM