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junho 08, 2006
CHEIA

O rio leva olhos mudos
postos nas margens
e no impossível
que apela dos ramos
agora tristes
as mãos
turvas não agarram
as águas
o remoinho vai
ao fundo da terra
traz troncos
limpos, frágeis
pesos de um pesadelo
cabeças tentam
manter-se atentas
a água é tumulto
sobre velhas
pedras.
(c) J.T.Parreira
Publicado por nelourenco às junho 8, 2006 02:36 PM