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junho 29, 2006
desprezos intemporais
"Sei de árabes que ao contacto dos nossos hábitos [...] na presença da mulher da Europa [...] vêem quanto a mulher árabe é [...] simples adorno de carne [...] No entanto [...] o muçulmano que despreza as nossas ideias, os nossos hábitos, a nossa arquitectura, o nosso vestuário e o nosso tabaco, despreza soberbamente as nossas mulheres."
O egipto.
Eça Queirós.
Publicado por MatosB às junho 29, 2006 01:37 PM
Comentários
Desculpe a invasão, já q vc não colocou comentários no post "Alea jacta est", eu tomei a liberdade de comentá-lo aqui (embora eu tenha percebido q a idéia era justamente não comentá-lo, mas não posso evitar).
Fui quase às lágrimas ao ler o post, deu um aperto muito grande no peito... É q, embora esteja no 5° semestre, embora perceba q já não tenho mais vida fora da vida acadêmica (mesmo a vida profissional, aparentemente, foi relegada a segundo plano na minha dedicação), embora eu esteja bem perto de um surto físico e mental, imaginar ficar longe daquele lugar, daquelas pessoas, é algo dolorido demais. Pensar q em breves dois anos eu vou sair de lá, me dá a sensação de desorientação. É como sair de um mundo conhecido pra outro completamente estranho.
Pelo menos é bom saber q eu não sou a única q me sinto assim. Não sou a única a ser fortemente influenciada pela vida acadêmica, de tal forma q muda totalmente a forma de viver e de ver o mundo.
Muito bom post, parabéns!
Publicado por: Nadynne às junho 30, 2006 02:56 AM