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novembro 30, 2006

Billy Idol

BI2.JPG
Billy Idol.JPG


Publicado por nelourenco às 09:07 PM | Comentários (1)

cantares

Some people say
That oysters make you come on strong,
But I don't buy it,
I don't believe my diet turns me on.
Won't take no pills,
That's the last thing that I need to do,
I can't deny it,
My aphrodisiac is you.
Alright,
I could sniff some powdered rhino horn,
And go to bed in rubber gloves.
But I don't need no stimulation,
Potions, balms or embrocation,
I'm in love, In other words...
Don't smoke no grass,
Or opium from old Hong Kong,
That hubble-bubble
Just makes me see you double
All night long.
Don't waste my time
With Spanish fly and roots to chew,
They cause me trouble,
Because my aphrodisiac is you.
Some people like
To read the khama sutra first,
But I don't need it
I think if I should read it I'd be worse;
Don't ask me why,
Because baby,
I ain't got a clue.
I just concede it,
My aphrodisiac Is you.


Melua.


Imparável.
Única.

Publicado por MatosB às 09:38 AM | Comentários (1)

Maratona de Lisboa - 21.ª Edição

Maratona de Lisboa.jpg

A prova da Maratona será organizada no dia 3 de Dezembro de 2006 na cidade de Lisboa num percurso de 42,195 Km homologado pela Federação Portuguesa de Atletismo, pela AIMS e pela IAAF, num percurso de duas voltas.

A partida será dada às 09:00 horas com inicio na Praça do Comercio

Maratona Lisboa.jpg

Publicado por sutenorio às 08:04 AM | Comentários (0)

novembro 29, 2006

seja feita

O meu tesouro és tu
eternamente tu
não há passos divergentes
para quem se quer encontrar...

Jorge Palma

Publicado por MatosB às 09:36 AM | Comentários (0)

Internet - Acesso para invisuais

Logo-FEUP.gif

A FEUP cria ferramenta para invisuais acederem à Internet! A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) apresenta quarta-feira uma nova ferramenta que vai facilitar o acesso de invisuais à Internet, disse hoje à Lusa, no Porto, fonte da FEUP. A solução encontrada resulta de um projecto de investigação do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores daquela faculdade, coordenado pelo professor Diamantino Freitas.

O programa, denominada Curso de Acesso ao Computador Pessoal Usando o Leitor de Ecrã (CALE), constitui - segundo Diamantino Freitas -«uma ferramenta inovadora para o acesso de invisuais aos computadores pessoais». O CALE foi criado a partir de uma ideia proposta por um grupo de pessoas cegas ou com baixo índice de visão. Estas foram também responsáveis pela elaboração dos conteúdos, enquanto o motor informático do programa foi desenvolvido na FEUP.
Apresentado sob a forma de um CD multimédia interactivo, com saídas através da linha Braille ou de voz sintetizada, este projecto, em forma de curso, foi concebido para o leitor de ecrã JAWS (Job Assisted With Speech), um software desenvolvido pela Freedom Scientific. O curso é constituído por diversos módulos relativos à navegação em ambiente Windows, nomeadamente Internet Explorer, Microsoft Word e Excel, entre vários outros programas utilitários.
«Com módulos para os vários níveis de conhecimento - iniciado, intermédio e avançado - o CALE adapta-se às diferentes necessidades de aprendizagem dos utilizadores», frisou Diamantino Freitas. A equipa responsável pelo desenvolvimento do CALE vai apresentar o programa, quarta-feira, na Biblioteca da FEUP, a representantes de diversas associações de invisuais. Estes vão testar o sistema «in loco», no âmbito das comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que é comemorado domingo. A equipa responsável pelo projecto vai oferecer às associações de invisuais 500 exemplares do CALE.

Via Peopleware

Publicado por nelourenco às 09:33 AM | Comentários (1)

Fátima Felgueiras

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...

e eu pergunto:

Aguarda tranquilamente onde? No Brasil?
ou

Da outra vez não estava ciente da sua inocência e de não ter cometido nenhum crime?
Talvez nunca se saiba!

Publicado por nelourenco às 09:12 AM | Comentários (0)

RECOLHER OBRIGATÓRIO

Nos cafés apalpa-se a tristeza.

As luzes tomam o caminho
mais estreito,
o colapso das colunas
da noite fez cair
as sombras nas esquinas,
ninguém
quer uma bala perdida.

Cada dia no entanto
a solidão
penetra as nossas mãos.

© J.T.Parreira

Publicado por nelourenco às 08:57 AM | Comentários (0)

Mário Cesariny - uma visão inédita (III)

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Publicado por MatosB às 12:52 AM | Comentários (0)

novembro 28, 2006

Friedrich Engels

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Filho de um rico industrial de Barmen (Alemanha), é o principal colaborador de Karl Marx na elaboração das teorias do materialismo histórico.

Na juventude, fica impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família.
Quando estudante, adere a ideias de esquerda, o que o leva a aproximar-se de Marx. Assume por alguns anos a direcção de uma das fábricas do pai em Manchester e suas observações nesse período formam a base de uma de suas obras principais: A situação das classes trabalhadoras na Inglaterra, publicada em 1845.

Muitos de seus trabalhos posteriores são produzidos em colaboração com Marx, o mais famoso deles é o Manifesto Comunista (1848).
Escreve sozinho, porém, algumas das obras mais importantes para o desenvolvimento do Marxismo, como Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia alemã, Do socialismo utópico ao científico e A origem da família, da propriedade privada e do Estado.

Principais Obras
A Situação das Classes Trabalhadoras na Inglaterra (1845);
O Manifesto Comunista (1848);
Anti-Düring (1878);
A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1884);
Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Alemã (1888);
Do Socialismo utópico ao científico (1890).

Publicado por nelourenco às 04:14 PM | Comentários (0)

solos sem gibson

"olha o tempo que passa
e a nave que chega
olha a ave que levanta
e a nau que circunda
olha a vela enfunada
e a quilha quebrada
olha a água, fria
na palma da tua mão
gota pequena de lágrima
do meu coração."

Várius Bários.

Publicado por MatosB às 09:31 AM | Comentários (0)

e-reflexões

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Publicado por sutenorio às 12:04 AM | Comentários (0)

novembro 27, 2006

Mário Cesariny - uma visão inédita (II)

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Publicado por MatosB às 05:32 PM | Comentários (1)

e-reflexões

JAB 01.JPG

Publicado por sutenorio às 08:35 AM | Comentários (2)

novembro 26, 2006

Mário Cesariny - uma visão inédita

Faleceu. Ficam imagens de três inéditos... antes que desapareçam.

Esta foi intitulada de "o diabo".

Ver a imagem.

Publicado por MatosB às 07:04 PM | Comentários (2)

novembro 25, 2006

in timidade

os pés queimados da fricção com o tatemi não eram sequer dor, comparado com a dor de alma que trazia, de onde se destacava a preocupação dos petizes... "oh pai, tu não nos envergonhes!".

durante anos, havia ocultado mentalidades e treinos desajustados de uma "vida económica e industrial" e agora arrependía-se disso. "geia" - dores de parto de "um novo ser", era pouco para definir a fase da vida que enfrentava de forma verdadeiramente solitária - curiosamente, o apoio e a oferta desinteressada vinha de dois amigos com os quais tinha muito pouca cumplicidade e convivência. talvez condicionados pelas suas próprias vidas, mais ninguém tin ha tido tempo para saber como se encontrava.

o regresso, forçado, às origens de interioridade e reflexão, faziam-no oscilar entre o desespero puro, a ausência de sentimentos externos, esmagados por uma consciência de um duplo fracasso de vida - de opções de vida. perante tanta racionalidade e (des)culpa, perdera o rumo que tinha como certo e planeado. deixara de navegar e a deriva não era sinónimo de demanda.

tinha por isso de acreditar em valores "obsolutos"; eram o mundo que lhe restava, uma ideia de refúgio final. sem janelas de oportunidade nem perspectivas de futuro, concentrava-se pela primeira vez no agora e mais importante: em si, exclusivamente - talvez demasiado tarde.

foi o espanto que se desenhou nas faces dos filhos que mais o impressionou.
com genuína humildade, saíu-lhe da voz o pedido de licença (a mais novos que ele) para entrar no dojo - a saudação era genuína e corresponderam com um silêncio sepulcral - estranha admiração de alguém, que segundo a tradição, esperaria à porta por autorização do mestre para pisar chão de combate.

enquanto se ia aplicando, ao cabo de 14 anos de inactividade de treinos, era sobretudo o estrondo que causava na queda controlada que os impressionava. o suor revelava o empenho e o esforço - a mente ocupada na busca incessante da execução perfeita. uma outra forma de quimioterapia a que se sujeitava, em que os efeitos secundários eram apenas parte da existência.

dos seus 45 tempus, preparava-se para enfrentar o pior inverno da sua vida - o outono, esse, para ele, já havia terminado.

o regresso, inicialmente silencioso e partilhado entre os três, foi quebrado por interrogações de espanto: era um pai "novo" e desconhecido, mas que, sobretudo, os não havia envergonhado.

Publicado por MatosB às 06:48 PM | Comentários (3)

Pustais doutrus tempus

PraçaCarlosAlbertoPorto.jpg

Publicado por joakim às 02:24 PM | Comentários (0)

para ti

Parabéns Paula!

Que a vida te sorria sempre e cada vez mais,
fazendo jus ao teu ser - tudo de bom!

Publicado por MatosB às 09:00 AM | Comentários (2)

novembro 24, 2006

Bom fim de semana

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Publicado por nelourenco às 04:51 PM | Comentários (0)

Obrigado

Ao

planoalto.jpg
[clicar na imagem]

para quem estiver interessado em votar, aqui fica o regulamento.

melhores-blogues-2006.peq.GIF
[clicar na imagem]

... brevemente as nossas votações.

Publicado por nelourenco às 02:30 PM | Comentários (1)

NATALIS 2006

natalis.jpg

A Feira Internacional de Lisboa vai realizar a 2ª edição da NATALIS - Feira de Natal e da Solidariedade de Lisboa - de 02 a 10 de Dezembro.

A Natalis 2006 tem como objectivo reunir uma ampla oferta de produtos, dos sabores e saberes ao gift, passando, como não podia deixar de ser nesta altura do ano, pela diversão e entretenimento, especialmente para as crianças
As receitas de bilheteira revertem a favor de organizações de solidariedade social, permitindo também que, nesta época especial, os mais desfavorecidos sejam lembrados e apoiados.

Bilhete Individual: 1€
Sénior (> 65 anos) e Pessoas portadoras de necessidades especiais: 0,50€
Menores de 12 anos: Grátis

Publicado por nelourenco às 10:06 AM | Comentários (1)

The last knit - animação

Publicado por nelourenco às 09:25 AM | Comentários (0)

verdades aparentes

Deparei-me com uma revista da Microsoft (Ano 14, n.º 56).

O título: "windows vista - o que vai mudar na vida dos utilizadores e das organizações".

O problema é mesmo esse.

É mais uma vez o software a empurrar o utilizador para "novas funcionalidades".

Com a falta de investimento em formação, o "cliente" fica cada vez mais dependente da opção do fabricante.

Publicado por MatosB às 02:35 AM | Comentários (0)

novembro 23, 2006

25 anos, 25 fotos, 25 estações

Exposição do Chapitô no Metropolitano de Lisboa

mudaromundo.jpg

O Metro associa-se às comemorações dos 25 anos de vida do Chapitô, promovendo uma exposição que estará presente em 25 estações até Janeiro de 2007 e na qual se encontram reunidas 25 fotografias que ilustram o percurso histórico desta instituição.

Através desta exposição o Chapitô pretende celebrar junto do público em geral a sua existência de 25 anos ao serviço do desenvolvimento, produção e apresentação de actividades culturais e de animação de interesse público, no âmbito dos espectáculos de rua, da formação de jovens e das animações de carácter circense em espaços públicos.

criancas__.jpg

O Metropolitano de Lisboa, enquanto empresa que visa prestar um contributo para a sustentabilidade da vida urbana e com reconhecido empenho no domínio da promoção cultural, abraçou este projecto procurando, assim, proporcionar ao vasto público que utiliza este meio de transporte - 500 mil passageiros diários - o contacto e interacção com a história e as iniciativas desenvolvidas por esta instituição.

Poderá encontrar as fotografias nas seguintes estações:

Linha Amarela – Campo Grande, Campo Pequeno, Cidade Universitária, Entre Campos, Lumiar, Marquês de Pombal, Rato e Saldanha.

Linha Azul – Colégio Militar, Jardim Zoológico, Parque, Praça de Espanha, Pontinha, Restauradores e S. Sebastião.

Linha Verde – Alameda, Alvalade, Arroios, Baixa-Chiado, Cais do Sodré, Roma, Rossio e Telheiras.

Linha Vermelha – Olaias e Oriente

Metropolitano de Lisboa

Publicado por sutenorio às 08:32 AM | Comentários (0)

novembro 22, 2006

vozes de ontem


ouvir aquela voz dizer "o mostrengo", é sempre um espanto.

João Villaret - no S. Luís.

Publicado por MatosB às 10:32 PM | Comentários (0)

Scarlett Johansson

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Scarlett Johansson é detentora de uma beleza reconhecida mundialmente, chegando mesmo a ser chamada de "tentação loura"

Recentemente, em Março deste ano, foi eleita pela revista masculina Esquire como a mulher mais sexy do mundo.

Publicado por nelourenco às 11:05 AM | Comentários (2)

novembro 21, 2006

Desencontro

Sabem aquela expressão com conotação futebolística: “passei ao lado de uma grande carreira”, usada normalmente por homens de meia idade em ambiente suburbano-depressivo. No meu caso acontece que passei ao lado de uma grande relação, e quanto mais penso nisso, mais certeza tenho.
O nome dela é Patrícia e conhecia-a no esplendor dos seus 18 anos, em circunstâncias que ainda hoje recordo com carinho melancólico.
Naqueles tempos, e como forma de separar o trigo do joio, abordava sempre as miúdas com uma frase-teste. A maioria claudicava rotundamente quando confrontada com uma aproximação tão fora dos trâmites adolescentes. Ela não! Passou com distinção no meu teste caseiro. Nem sequer interessa qual foi a frase, mas repito: ela passou, entrou e pegou de estaca. Não estava nada à espera que ela passasse no teste de admissão, muito menos com distinção.
A beleza da Patrícia era incontornável, o cabelo encaracolado, a pele morena, os olhos pretos, densíssimos. Infelizmente a relação nunca chegou a arrancar, numa situação que fazia já adivinhar um padrão, mais tarde confirmado.
O sentimento tinha tudo para explodir, éramos novos, desimpedidos, mas, mesmo assim, diversos factores, daqueles que pensámos só acontecerem nas novelas da TVI, por volta do 345º episódio, impediram que tal sucedesse.
Nesta altura, entraram em cena personagens, até então meros figurantes, que tudo fizeram, consciente ou inconscientemente, para que a coisa corresse mal. Desde uma prima apaixonada a um suposto amigo meu em despique hormonal, tudo concorreu para o insucesso.
Por vezes, o “timing” é tudo e naquele caso foi. Algum tempo depois iniciei uma nova relação, com uma conjuntura mais simpática, num ambiente mais controlado e o resultado foram 6 anos de compromisso. A Patrícia nunca desapareceu, esteve sempre ali, perto, à distância de um telefonema ou de uma viagem no 58. Mas eu nunca peguei no telefone ou apanhei esse autocarro. Preferi ficar quieto, sentado na poltrona confortável que tinha tão cuidadosamente escolhido.
Pensava muitas vezes nela, no que poderia acontecer, se poderia resultar, mas fiquei-me por aí…
Nos poucos contactos que mantínhamos, castigava-a diversas vezes, com o seu quê de injusto, dizendo que a culpa tinha sido dela, que a corda que tinha dado ao meu suposto amigo tinha sido a causa do nosso falhanço enquanto casal.
Mas confesso que o fazia sem grande convicção, no fundo não tinha grande certeza, nem da sua culpa, nem da própria existência de culpa por parte de qualquer um de nós.
Um dia, a janela fechou-se, o cordão partiu-se, ou se quiserem, ela abriu os olhos, aqueles olhos grandes que, em teoria, tudo deveriam ter visto bem mais cedo.
Afastou-se e, ironia suprema, aconteceu sensivelmente na mesma altura em que a minha poltrona ganhou vida e decidiu abandonar definitivamente a minha sala de estar.
Tenho enormes reservas relativamente às diversas teorias que preconizam a retribuição – em vida ou post mortem - por uma entidade superior, de algum mal ou erro que tenhamos cometido.
Seria o meu Karma tão negativo que tudo tinha que desabar ao mesmo tempo, sem prazos dilatórios, recursos, adiamentos.
Senti bastante o desaparecimento da Patrícia, se calhar tanto ou mais que o fim da minha longa relação, até porque, na meu egoísmo serôdio, nunca acreditei que ela se afastasse.
De repente, já não havia telefone para ligar ou autocarro para apanhar. Estava só. Senti-me como o capitão de um navio que no meio de um naufrágio se apercebeu que não havia salva-vidas, nem sequer coletes ou bóias.
O silêncio foi prolongado, 5 ou 6 anos, se não estou em erro. Daqueles silêncios angustiantes, em que acabamos a fazer risquinhos na parede, um por cada dia de saudade.
Nunca lhe contei isto que senti, e ainda hoje não tenho a certeza se o deveria ter feito.
Um dia, o silêncio foi quebrado, uma sms furtiva, inocente, em quadra natalícia foi mais que suficiente.
Nem queria acreditar, a Patrícia parecia disposta a reentrar na minha vida. Não cabia em mim de entusiasmo. Estava feliz, aquela sms deixou-me verdadeiramente feliz.
De imediato, configurei mentalmente dezenas de estratégias para apurar as intenções dela. Cada uma pior que a outra. A minha vontade era ligar-lhe e dizer-lhe que tinha sentido terrivelmente a falta dela, que ainda gostava dela….Não! Já não és um adolescente, Zé! Recompõem-te, controla a respiração, vai ver o “A Alma e a Gente” do Professor Hermano, qualquer coisa para não te deixares levar pelo momento. Consegui, ou pelo menos penso que sim.
Desde então, tenho tentado uma aproximação cautelosa, tanto quanto a minha natureza impulsiva o permite. Não tem sido fácil. A Patrícia ingressou numa instituição repressiva, onde vigora o recolher obrigatório e uma forte cadeia hierárquica…sim! já adivinharam! casou!
O que mais dói nem é vê-la casada, a partilhar os dias com outro homem, mas sim saber que entre nós a magia perdura, que ainda jogamos de olhos fechados, como o meio campo do Porto, na era Mourinho.
E para piorar, numa atitude mista de medo e cobardia, não tenho coragem de lhe fazer a pergunta fulcral, provavelmente com medo da resposta: és feliz Patrícia?!
Uma resposta positiva seria certamente o fim de um sonho, numa época pouco propícia a sonhos, cada vez mais enclausurados em sonos, na fase R.E.M..
Não sei se terei coragem de algum dia lhe fazer a pergunta… provavelmente não, não sei bem…
Enquanto isso navego em cenários mais ou menos verosímeis e desaguo na cómoda proposição que talvez o tempo e o casamento a tenham desvirtuado, mas não!! Continua linda como sempre foi …por dentro e por fora.

por "boy next door".

Publicado por MatosB às 04:15 PM | Comentários (3)

René Magritte

"Minhas pinturas devem assemelhar-se ao mundo, de forma a evocarem o seu mistério"

golconde-ReneMagritte.jpg


René François Ghislain Magritte (1898-1967) nasceu em Lessines, Bélgica.

Mudou-se para Paris (1927) e uniu-se aos surrealistas.
Foi grande amigo dos poetas André Breton e Paul Eluard e do pintor Marcel Duchamp.

Símbolos por ele privilegiados, tais como o torso feminino, os chapéus de coco, o castelo, a rocha, a janela e outros mais, revisitaram suas telas.

Suas obras, espelhos de poemas, são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objectos comuns, de um modo impossível de ser encontrado na vida real.

Publicado por nelourenco às 03:43 PM | Comentários (6)

novembro 20, 2006

Comi e não estou arrependido!

Doces_Conventuais2.jpg Doces_Conventuais3.jpg Doces_Conventuais5.jpg

Toucinho-do-céu, barrigas de freira, ovos-moles, castanhas de ovos, divina gula, pudim de azeite e mel, pão de rala, papos de anjo, pão-de-ló de Alfeizerão, queijadas, além de chocolates, marmeladas, licores, bombons, biscoitos e bolachas.

Tudo na VIII Mostra de Doces e Licores Conventuais, que decorreu de 16 a 19 de Novembro, no Mosteiro de Alcobaça.

Está confessado, sou um pecador...

Publicado por nelourenco às 04:54 PM | Comentários (3)

Acessórios de moda

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The No-Contact Jacket is a wearable defensive jacket created to aid women in their struggle for protection from violence. When activated
by the wearer, 80,000 volts of low amperage electric current pulses just below the surface shell of the entire jacket. This exo-electric
armor prevents any person from unauthorized contact with the wearer's body. If an assailant were to grab hold of the wearer the high
voltage exterior would interrupt their neurological impulses which control voluntary muscle movement. The neuromuscular
system would be overwhelmed causing disorientation and loss of balance to occur and of course pain. The pain experienced is non-lethal
but is enough to effectively and immediately deter contact with the wearer and provide a critical life saving oppurtunity for escape.

Publicado por nelourenco às 02:32 PM | Comentários (0)

novembro 19, 2006

pequenas paixões

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Publicado por MatosB às 11:28 PM | Comentários (0)

novembro 18, 2006

Pustais doutrus tempus

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Publicado por joakim às 03:09 PM | Comentários (1)

novembro 17, 2006

Noções

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Publicado por nelourenco às 04:32 PM | Comentários (2)

Bom fim de semana

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Publicado por nelourenco às 03:57 PM | Comentários (0)

Dia Mundial do Não-Fumador

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É considerada que, nos países desenvolvidos:
• 25 a 30% da totalidade dos cancros relacionam-se com o tabaco; . o tabaco contribui para o desenvolvimento de doenças respiratórias que podem ser graves e mortais, tal como 80% das situações clínicas de, doença pulmonar crónica obstructiva;
• o tabaco constitui factor de risco importante de doenças vasculares arteriais: coronárias, cerebrais da circulação periférica. É referido que 20% da mortalidade, por doença coronária, deve-se ao tabaco.
Devido ao tabaco nascem bebés de baixo peso (filhos de mães fumadoras); morrem todos os anos cerca de três milhões e 500 mil pessoas.
Na Europa, o fumo do tabaco é responsável por um milhão e 200 mil mortes anuais, prevendo-se que, em 2020, este número ascenda a dois milhões.
Em Portugal, calcula-se que 20 a 26% da população fuma e se, entre 1970 e 1995, o consumo do tabaco aumentou mais de 150%, tendo sido o país da União Europeia, onde mais se tinha elevado a percentagem de fumadores, o Presidente do Conselho de Prevenção do Tabagismo, o Professor Paes Clemente, em intervenção recente (Janeiro de 2002) referiu que a venda do tabaco, pela primeira vez, baixou em Portugal.
No debate sobre a "Luta Antitabágica", Paes Clemente não deixa de considerar que, a nível nacional o tabagismo continua a constituir importante "problema" de Saúde Pública, como é referido no Tempo de Medicina, em Maio de 2002. Por outro lado, em entrevista concedida ao mesmo jornal, a ora Isabel Machado, refere, que a prevalência de fumadores, entre os médicos é superior à da população em geral. É ainda citado, no Tempo de Medicina, que o Presidente do Conselho de "Prevenção Contra o Tabagismo" afirmou que "as referências feitas à nicotina nas embalagens do tabaco são completamente falsas, porque além da nicotina, há aditivos nos cigarros que potenciam este alcalóide".
A luta antitabágica, em Portugal, embora relativamente recente, assim como as Consultas de Desabituação Tabágica devem ser aconselhadas como medida preventiva para deixar de fumar.
Outras acções preventivas devem consistir na política de impostos sobre o tabaco, no aumento do seu preço e nas proibições: da venda a menores; da sua publicidade; de fumar em locais públicos (unidades de saúde, escolas, recintos fechados, etc).
Considera-se que os profissionais de saúde devem dar o exemplo deixando de fumar sobretudo no local de trabalho.
Além da Consulta de Desabituação Tabágica, há que implementar mais acções de informação e de educação da população em geral, alertando-se para o perigo do tabaco, através de conferências, de recomendações escritas em brochuras, em folhetos, em artigos, quer nos jornais públicos diários, quer nos ligados à Saúde, assim como em anúncios na televisão e na rádio.
Além das crianças fumadoras passivas, sabe que há crianças que começam a fumar aos 10 ou 11 anos de idade. Mesmo sem fumarem, todos aqueles, que estão sujeitos ao fumo do tabaco, podem ter níveis elevados de cotidina no sangue (principal metabolito da nicotina que pode ser doseado).
A nicotina fixa-se na saliva, no plasma sanguíneo, na urina e no cabelo. Com a lavagem do cabelo a nicotina é arrastada, razão porque só se pode com segurança conhecer os seus níveis através do doseamento da cotidina em análises da saliva, do plasma, ou da urina. Não é preciso "engolir o fumo", basta que o fumo do cigarro entre em contacto com a saliva para se difundir rapidamente em circulação. O fumo do tabaco para os fumadores passivos, deve ser considerado como factor de risco ambiental para a saúde.
Para os pais deve ser dirigida uma mensagem especial, tal como a que se segue:
• não permitam, que se fume, em suas casas;
• não fumem (se os pais forem fumadores) em presença dos seus filhos, qualquer que seja o local, onde se encontrem;
• não permitam, que as crianças mexam em objectos associados com o tabaco, como isqueiros, cinzeiros, caixas de tabaco, bolsas para tabaco;
• avisem os seus filhos sobre os malefícios do tabaco.

Publicado por nelourenco às 11:44 AM | Comentários (2)

novembro 16, 2006

José Saramago

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Publicado por nelourenco às 09:28 AM | Comentários (0)

A mística do Benfica

O Jorge pediu…

… e aqui está!

Publicado por nelourenco às 09:22 AM | Comentários (1)

novembro 15, 2006

Proclamação da república no Brasil

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Em 15 de Novembro de 1889, foi proclamada a república pelo Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, instaurando-se no País um novo sistema de Governo, que pôs término ao período do Brasil Imperial. Um movimento desencadeado a partir das campanhas republicana e abolicinonista entre as camadas urbanas, os fazendeiros paulistas e o exército - a partir de 1870 e o lançamento do Manifesto Republicano, que defendia um regime presidencialista, representativo e descentralizador - precipitou o golpe militar que proclamou a República.

Os atuleirus deixam um grande abraço a todos os amigos brasileiros.

Publicado por nelourenco às 11:44 AM | Comentários (1)

novembro 14, 2006

MatosB

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Publicado por sutenorio às 08:57 PM | Comentários (5)

Ao almoço

- Se me saem os 180 milhões mando emparedar o edifício aqui do escritório!
- E depois queremos entrar e não podemos, tipo ah e tal nós queríamos entrar mas não podemos entrar em virtude do edifício estar emparedado!
- E estar emparedado fui eu que inventei, dantes havia portas e janelas, e eu disse – Malta é para emparedar!
E eles – É isso cum catano, não mexas mais!
E eu – Vai buscar!

Publicado por nelourenco às 03:12 PM | Comentários (2)

Júlio Dinis

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Era uma das últimas noites do Carnaval de 1855.
Havia menos estrelas no céu do que máscaras nas ruas. Fevereiro, esse mês inconstante como uma mulher nervosa, estava nos seus momentos de mau humor, o folgazão Entrudo ria-se de tais severidades e dançava ao som do vento e da chuva, e sob o dossel de nuvens negras que se levantavam do Sul. Graças à cheia do Douro, a cidade baixa podia bem prestar-se naquela época a uma paródia do Carnaval veneziano.

Uma família inglesa

Escritor português de ascendência materna britânica. Júlio Dinis, pseudónimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, ingressou em Medicina no Porto, curso que terminou brilhantemente.
Sofria de tuberculose, que o vitimou (tal como sucedera anteriormente, em 1844, com sua mãe e, em 1855, com dois irmãos), e o levou a viver em zonas rurais, como Ovar e a Madeira. O escritor começou assim a contactar com as gentes e costumes do povo.

Publicado por nelourenco às 11:16 AM | Comentários (0)

Curandeiro

Digno dos X-Files.

Publicado por nelourenco às 10:00 AM | Comentários (0)

novembro 13, 2006

Uma certa balconização

Uma coisa é uma coisa, outra coisa, é outra coisa.
Os Órgãos de Polícia Criminal têm diferentes missões.
Não o compreender, é um erro crasso. Dizer que a actual estrutura de uma Polícia precisa de ser revista, é uma coisa. Defender que uma Lei Orgânica precisa de revisão, é outra. Afirmar que tal é necessário para combater “uma certa balconização da investigação criminal”, é deter uma visão muito peculiar acerca do tema.

Se nas polícias incumbidas da “acção de proximidade junto da população” a “balcanização” é um ponto negativo, numa polícia como a Judiciária, é uma característica própria do seu Quadro de Investigação, a desenvolver a par da “acção de rua” e não a extinguir. É por isso que das outras polícias se espera um “policiamento de proximidade”. É por isso que a PJ é Judiciária e não “de proximidade”. Não tem nada a ver com as outras. Não o compreender, é sinal de que se não compreende a própria essência do que é uma Polícia Judiciária, do que é a Polícia Judiciária.

Publicado por MatosB às 03:02 PM | Comentários (0)

Adepto benfiquista

Publicado por nelourenco às 09:14 AM | Comentários (1)

novembro 12, 2006

PuB

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Publicado por nelourenco às 04:04 PM

Carta escrita no ano de 2070

“Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50 anos, mas a minha aparência é de alguém com 85.
Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora. Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.
Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira. Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro com a água que saia de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma.
Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água jamais se podia esgotar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.
Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia, por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo por dia.
A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.
A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele causadas pelos raios ultravioletas que já não têm a camada de ozono que os filtrava na atmosfera.
Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.
As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de dinheiro.
Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar água, o oxigénio também está degradado por falta de árvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.
Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos e em consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.
O Governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m3 por dia por habitante adulto.
A gente que não pode pagar é retirada das “zonas ventiladas”, que estão dotadas de gigantestos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode respirar-se. A idade média é de 35 anos.
Em alguns países algumas manchas de vegetação com o respectivo rio que é fortemente vigiado pelo Exército pois a água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou que os diamantes.
Aqui em troca, não há árvores porque quase nunca chove e quando chega a registar-se alguma precipitação é de chuva ácida; as estações do ano foram severamente transformadas pelos testes atómicos e pela indústria contaminante do século XX.
Advertia-se que havia que cuidar do meio ambiente e ninguém fez caso.
Quando a minha filha me pede que fale de quando eu era jovem descrevo-lhe com bonitos eram os bosques, falo-lhe da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse e como tudo isto era saudável.
Ela pergunta-me: Papá, porque acabou a água!?
Então eu sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que acabou por destruir o meio ambiente ou que simplesmente não fez caso dos avisos.
Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que, dentro de muito pouco tempo, a vida na terra já não será possível porque o meio ambiente foi destruído de forma irreversível.
Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse tudo isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!”

Texto extraído da revista “Crónicas de los Tiempos” de Abril de 2002

MEUS SENHORES, POR FAVOR, CUMPRAM O PROTOCOLO DE KYOTO!!!

Publicado por joakim às 03:06 PM | Comentários (4)

os bófias

encontrei isto e achei engraçado:



Policias são pessoas como todos nós. Eles são de ambos os géneros, mas são, na maioria, homens. Eles também são de vários tamanhos. Na realidade, depende de você estar à procura de um deles ou a tentar esconder alguma coisa. Quase sempre, no entanto, eles são grandes.
Encontram-se polícias em todos os lugares: na terra, no mar, no ar, a cavalo, em viaturas, motocicletas e até na sua cabeça. Independente do facto de "nunca aparecer nenhum quando se procura um", eles estão geralmente por perto quando mais se precisa deles. A melhor maneira de conseguir um é, quase sempre, pelo telefone.
Polícias dão palestras, fazem partos, e dão más notícias. Exige-se que eles tenham a sabedoria de Salomão, a disposição de um cavalo corredor e músculos de aço – muitas vezes são até acusados de terem o coração de ferro. O polícia é aquele que engole em seco perante grandes sofrimentos, anuncia o falecimento de um ente querido e passa o resto do dia a perguntar-se porque escolheu esta porcaria de trabalho. E não pestaneja quando lhe falam em balcanização da Polícia, em combate à corrupção ou no engano da imediata dotação em meios especializados. Ou em reestruturações, fusões, extinções, na invenção da roda ou em recursos suficientes, em orçamentos q.b..
Na TV, o polícia é um idiota que não conseguiria encontrar um elefante num frigorífico. Na vida real, espera-se que ele encontre o menino loiro "mais ou menos desta altura" numa multidão de quinhentas mil pessoas. Na ficção ele recebe ajuda de detectives particulares, repórteres e de testemunhas "eu sei quem foi". Na vida real, quase tudo o que o povo lhe dá é "eu não vi absolutamente nada".
Quando ele dá uma ordem dura, ele é bruto. Se for gentil, é um maricas. Para as crianças, ele é, as vezes, um amigo, outras, um monstro, dependendo da opinião que têm os pais a respeito da Polícia. Ele "vira a noite", dobra escalas, e trabalha aos sábados, domingos e feriados.

O policia é como aquela menina, que, quando é boa, é muito, muito boa, mas quando é má, é abominável. Quando um policia é bom, ele "é pago para isso". Quando comete um erro, "ele é um corrupto e isso vale para todos os outros da raça dele". Quando ele atinge um assaltante, ele é um herói, excepto quando o assaltante é "apenas um garoto e qualquer um podia ver".
Muitos têm casas, algumas cobertas de plantas e quase todas cobertas de dívidas. Se ele conduzir um carro de luxo, ele é um ladrão. Se for um carro popular, "quem ele pensa que está enganando?" O crédito dele é bom, o que ajuda bastante porque o salário não é. Polícias educam muitos filhos, muitas vezes os filhos dos outros.
Um polícia vê mais sofrimento, sangue, problemas e alvoradas que uma pessoa comum. Como os carteiros, os polícias têm que estar a trabalhar independente das condições do tempo. O uniforme muda de acordo com o clima, mas sua maneira de ver a vida permanece a mesma; na maioria das vezes, é triste, mas, no fundo, esperando um mundo melhor.
Polícias gostam de folgas, férias e café. Eles não gostam de buzinas, brigas familiares e. principalmente, de autores de cartas anónimas. Eles têm sindicatos e federações mas não gostam de fazer greve. Têm que ser imparciais, educados, e sempre se devem lembrar do slogan “pela lei, pela grei".
Às vezes é difícil, especialmente quando um indivíduo lhe lembra, " eu pago impostos, portanto pago o teu salário".
Polícias recebem elogios por salvar vidas, evitar distúrbios, e trocar tiros com bandidos (de vez em quando, são as suas viúvas que recebem o elogio!). Mas, algumas vezes, o momento mais recompensador é quando, após fazer alguma gentileza a um cidadão, ele sente o caloroso aperto de mão, olha os olhos cheios de gratidão e ouve, "obrigado e Deus te abençoe".
Um fraterno abraço a todos os colegas polícias.
Anónimo

Publicado por MatosB às 11:32 AM | Comentários (0)

novembro 11, 2006

Pustais doutrus tempus

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Publicado por joakim às 09:39 PM | Comentários (0)

série "espelhos"

E termina a série...

Obrigado Paulo.

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Publicado por MatosB às 06:46 PM | Comentários (0)

PuB

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Publicado por nelourenco às 04:59 PM

Campanha "Antibióticos - Use-os de Forma adequada"

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Campanha para o Uso Adequado de Antibióticos

Portugal ocupa a quarta posição nos 26 países da Europa, no que respeita ao consumo global de antibióticos (definido como Dose Diária Definida por 1.000 habitantes) em ambulatório. Particularmente para certas classes de antibióticos, como é o caso das quinolonas, o nosso país ocupa a 2ª posição*.

O baixo conhecimento sobre o uso correcto de antibióticos (cumprimento da posologia e duração de tratamento, respeito pelos prazos de validade, partilha de antibióticos com outros) e a sua utilização indevida para situações terapêuticas para as quais não estão indicados (automedicação), têm um elevado impacto sobre o aumento de bactérias resistentes a estes medicamentos, com consequências importantes na redução da eficácia destes medicamentos, no aumento da necessidade de consultas médicas, exames complementares de diagnóstico, prescrição de medicamentos adicionais e mesmo de internamento hospitalar.

O crescente desenvolvimento de resistências bacterianas aos antibióticos, utilizados quer em ambulatório quer em meio hospitalar, é um problema de saúde pública que preocupa as Autoridades de Saúde mundiais e a comunidade médico-científica em geral, pelo seu impacto actual e futuro na procura de alternativas terapêuticas para os doentes, no ambiente e na própria economia e sustentabilidade do país.

A Pfizer desenvolveu e implementou uma Campanha de educação, informação e sensibilização públicas para o correcto uso de antibióticos, em parceria com o Ministério da Saúde, Ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos.

Melhorar o conhecimento geral e o comportamento face aos antibióticos e a sua correcta utilização, desencorajar a automedicação e prevenir a contaminação ambiental, são os objectivos desta Campanha desenvolvida pela Pfizer, enquanto organização da sociedade civil, que com a participação efectiva dos profissionais de saúde, contribui para o reforço e sucesso das acções de promoção da adesão aos tratamentos mais adequados para obtenção de ganhos em saúde efectivos pelos cidadãos.

É urgente passar a mensagem que estimular hoje o uso correcto de Antibióticos reduz o desenvolvimento de resistências bacterianas e aumenta a probabilidade de mantermos estes medicamentos como uma arma terapêutica eficaz para o tratamento das gerações vindouras.

Porque o conhecimento se altera mais rapidamente do que o comportamento, esta campanha tem a duração de 3 anos e ocorrerá anualmente durante os meses de Inverno. Para a divulgação de informação e assim cumprir com os objectivos traçados para esta Campanha, os principais suportes de comunicação são a imprensa, o rádio, o Multibanco e, sobretudo, o site www.antibioticos.com.pt. Paralelamente, para facilitar ainda mais o acesso dos doentes à informação, e integrando a participação activa dos profissionais de saúde, privilegiando a relação médico-doente e farmacêutico-doente, irão existir suportes de informação impressa disponíveis nos Centros de Saúde e nas Farmácias de todo o país.

Pfizer

Publicado por sutenorio às 12:19 PM | Comentários (0)

novembro 10, 2006

Bom fim de semana

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Publicado por nelourenco às 07:05 PM | Comentários (2)

Cleopatra Stratan

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Esta menina romena de apenas 4 anos, ganha a módica quantia de 300,00 € por minuto.
Mas o que não se pode negar é que tem muito talento.


Publicado por nelourenco às 11:18 AM | Comentários (1)

ajudem-nos

anjos com guarda

Publicado por MatosB às 11:18 AM | Comentários (0)

Friedrich Schiller

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A dignidade das mulheres

Honrai as mulheres! Elas entrançam e tecem
Rosas sublimes na vida terrena,
Entrançam do amor o venturoso laço
E, através do véu casto das Graças,
Alimentam, vigilantes, o fogo eterno
De sentimentos mais belos, com mão sagrada.

Nos limites eternos da Verdade, o homem
Vagueia sem cessar, na sua rebeldia,
Impelido por pensamentos inquietos,
Precipita-se no oceano da sua fantasia.
Com avidez agarra o longe,
Seu coração jamais conhece a calma,
Incessante, em estrelas distantes,
Busca a imagem do seu sonho.

Mas, com olhares de encanto e fascínio,
As mulheres chamam a si o fugitivo,
Trazendo-o a mais avisados caminhos.
Na mais modesta cabana materna
Foram deixadas, com modos mais brandos,
As filhas fiéis da Natureza piedosa.

Adverso é o esforço do homem,
Com força desmesurada,
Sem paragem nem descanso,
Atravessa o rebelde a sua vida.
Logo destrói tudo o que alcança;
Jamais termina o seu desejo de luta.
Jamais, como cabeça da Hidra,
Eternamente cai e se renova.

Mas, felizes, entre mais calmos rumores,
Irrompem as mulheres, num instante de flores,
Propiciando zelo e cuidadoso amor,
Mais livres, no seu concertado agir,
Mais propensas que o homem à sabedoria
E ao círculo infindável da poesia.

Severo, orgulhoso, autárcico,
O peito frio do homem não conhece
Efusivo coração que a outro se ajuste,
Nem o amor, deleite dos deuses,
Das almas desconhece a permuta,
Às lágrimas não se entrega nunca,
A própria luta pela vida tempera
Com mais rudeza ainda a sua força.

Mas, como que tocada ao de leve pelo Zéfiro,
Célere, a harpa eólica estremece,
Tal é a alma sensível da mulher.
Com angustiada ternura, perante o sofrimento,
O seu seio amoroso vibra, nos seus olhos
Brilham pérolas de orvalho sublime.

Nos reinos do poder masculino,
Vence, por direito, a força,
Pela espada se impõe o cita
E escravo se torna o persa,
Esgrimem-se entre si, em fúria,
Ambições selvagens, rudes,
E a voz rouca de Éris domina,
Quando a Cárite se põe em fuga.

Porém, com modos brandos e persuasivos,
As mulheres conduzem o ceptro dos costumes,
Acalmam a discórdia que, raivosa, se inflama,
Às forças hostis que se odeiam
Ensinam a maneira de ser harmoniosa,
E reúnem o que no eterno se derrama.

Publicado por nelourenco às 09:41 AM | Comentários (0)

Libelo

De que mais precisa um homem senão de um pedaço de mar - e um barco com o nome da amiga, e uma linha e um anzol para pescar?
E enquanto pescando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de suas mãos, uma para o caniço, outra para o queixo, que é para ele poder se perder no infinito, e uma garrafa de cachaça para puxar tristeza, e um pouco de pensamento para pensar até se perder no infinito...

De que mais precisa um homem senão de um pedaço de terra - um pedaço bem verde de terra - e uma casa, não grande, branquinha, com uma horta e um modesto pomar; e um jardim - que um jardim é importante - carregado de flor de cheirar?
E enquanto morando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de suas mãos para mexer a terra e arranhar uns acordes de violão quando a noite se faz de luar, e uma garrafa de uísque para puxar mistério, que casa sem mistério não tem valor de morar...

De que mais precisa um homem senão de um amigo para ele gostar, um amigo bem seco, bem simples, desses que nem precisa falar - basta olhar - um desses que desmereça um pouco da amizade, de um amigo para paz e para briga, um amigo de paz e de bar?
E enquanto passando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de suas mãos para apertar as mãos do amigo depois das ausências, e para bater nas costas do amigo, e para discutir com o amigo e para servir bebida à vontade ao amigo?

De que mais precisa um homem senão de uma mulher para ele amar, uma mulher com dois seios e um ventre, e uma certa expressão singular?
E enquanto pensando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de um carinho de mulher quando a tristeza o derruba, ou o destino o carrega em sua onda sem rumo?

Sim, de que mais precisa um homem senão de suas mãos e da mulher - as únicas coisas livres que lhe restam para lutar pelo mar, pela terra, pelo amigo...

Vinicius de Moraes

Publicado por nelourenco às 09:37 AM | Comentários (2)

novembro 09, 2006

crónicas de um bardo desafinado - bis

"... notou que a paisagem estava diferente; e as pessoas nela também.
A diferença foi percebida ao olhar de novo e com mais cuidado os mesmos (imensos) campos onde os olhos se perdiam, sítios onde os castanhos da terra e dos troncos das árvores alternavam com o verde das plantas rasteiras.
Era o verde que estava a mais no retrato que mentalmente guardava, desde a última vez que tinha contemplado aqueles campos.
O sítio era o mesmo, mas as cores haviam mudado.
Ao olhar a mudança aparente pela existência da flor, pronúncio da outra vida (fruto) pensou no tempo e nas mudanças que nele se dão.
E foi num processo interior, a olhar a imagem que tinha ainda na memória em confronto com a que na sua frente se abria, que acabou por concluiu que, afinal, a vida e a História, não se repetem, mas como se ainda algo pudesse acontecer se tocasse com a extensão do dedo na imagem...."
"... daí que até já se tinha habituado a acordar daquela forma: diferente. Ou seja, nem melhor nem pior.
A diferença escondia-se na tomada de consciência de que a vida não contém, nem consiste, em ciclos ou em círculos: os primeiros tendem a repetir-se com pequenas alterações entre o melhor e o pior; os segundos apontam inevitavelmente ao termo, numa falsa (porque aparente) condução a um ponto de partida. De onde resultava…"
"... de onde resultava a conclusão de que o melhor e o pior era por ele gerado e sofrido, construído por si ao percorrer uma linha de tempo bi-dimensional (ele / outros) em que o que lhe era exterior, prenchia diversas categorias de variáveis não domináveis pela sua vontade.
Quando muito, elas apenas se demonstravam receptíveis à sua influência e mesmo assim, apenas na medida do que positivamente útil se lhes afigura-se.
A linha do tempo era por isso artificial e inexoravelmente rectilínea, em volta da qual se desenha uma espiral de vida que se desenrola em elos suficientemente próximos, de modo que quem os percorria, se apercebia da fase (elo) anterior e projectava, expectante, a posterior, em cada ponto do percurso individual.
Daí que o somatório destas individualidades em curso num determinado ponto da espiral correspondente à linha de tempo comum, tenha permitido a consciência histórica (colectiva) já presenciada mas irrepetível: apenas construível pela influência. Relativa.
É por isso que nem a vida singular, nem a colectiva, se repete: uma e outra apenas acontecem de forma diferente. E porque diferente, de forma única.
É por isso que quando se decide mal, se pode influenciar os seus efeitos negativos tentando minorá-los, mas não é possível emendar o que ficou mal.
Tão forte e certo, como percorrer rectiliniamente três posts em dois blogs: uma ideia escrita em três espirais em volta do tempo, que finalmente se tornaram um todo, perto do passado e expectante quanto ao futuro, sempre relativo.
Se isto não lhe fez sentido, ou foi porque falhou um post, ou porque começou a percorrer a espiral num ponto errado.."

Publicado por MatosB às 02:49 PM | Comentários (1)

Muro de Berlim

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Na manhã bem cedo do dia 13 de agosto de 1961, a população de Berlim, próxima à linha que separava a cidade em duas partes, foi despertada por barulhos estranhos, exagerados.

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Ao abrirem suas janelas, depararam-se com um inusitado movimento nas ruas a sua frente. Vários Vopos, os milicianos da RDA (República Democrática da Alemanha), a Alemanha comunista, com seus uniformes verde-ruço, acompanhados por patrulhas armadas, estendiam de um poste a outro um interminável arame farpado.
Enquanto isso, atrás deles, trabalhadores em camiões descarregavam tijolos e sacos de cimento. Outros feriam o duro solo com picaretas e britadeiras e preparavam a argamassa. Assim, do nada, começou a brotar um muro, o pavoroso Mauer, como o chamavam os alemães.

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O Muro de Berlim foi uma realidade e um símbolo da divisão da Alemanha em duas entidades estatais, a República Federal da Alemanha (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA).
Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: Berlim Ocidental (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos da América; e Berlim Oriental (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético.

Do muro faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas para ferozes cães de guarda.
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Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

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O Muro de Berlim caiu no dia 9 de Novembro de 1989, acto inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos, sendo por muitos considerado este momento como o fim da Guerra Fria.

Publicado por nelourenco às 09:39 AM | Comentários (1)

"all together now"

I feel unhappy
I feel so sad
I lost the best friend
That I ever had

She was my woman
I loved her so
But it's too late now
I've let her go

I'm going through changes
I'm going through changes

We shared the eve's
We shared each day
In love together
We found a way
But soon the world
Had its evil way
My heart was blinded
Love went astray

I'm going through changes
I'm going through changes

It took so long
To realize
That I can still hear
Her last goodbyes
Now all my days
Are filled with tears
Wish I could go back
And change these years

I'm going through changes
I'm going through changes

Publicado por MatosB às 01:12 AM | Comentários (0)

novembro 08, 2006

série "espelhos"

iden...

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Publicado por MatosB às 09:35 PM | Comentários (2)

E lá se iniciaram as aulas do Mestrado

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Publicado por nelourenco às 04:45 PM | Comentários (4)

Parabéns

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Publicado por nelourenco às 04:31 PM

Vamos lá a ver se Agente se entende

aqui de facto um conjunto de imprecisões a lamentar, a começar no comportamento da MS na emissão de um qualquer texto dizendo que vai ensinar a PJ a investigar crime informático e a acabar na aquisição de equipamentos de escutas para combater o crime informático - citado aqui – porque os crimes informáticos, nem sequer admitem o recurso às escutas; já estou a ouvir o "gato fedorento" a gritar "pá! escutas aos mp3! fui eu que me lembrei! vai buscar!!!!".

Hilariante.

Devia haver um comportamento mais humilde, de quem emite comunicados e não pesca nada sobre o assunto.

Se o objectivo é a propaganda, foi muito mal desenhada. Se era para ser um artigo de investigação, virou contra-informação. Se foi jogada para dividendo político, saiu borrada. No meio disto, ganha a Microsoft, com publicidade à borla e a venda de um status que não tem – deter quota de mercado não é sinónimo de qualidade; é evidência de monopólio, uma grave deficiência do mercado, que nunca favorece o consumidor. É por isso que a título pessoal - a minha modesta participação no dito mercado - uso sistemas operativos Apple e linux.
Na notícia, não deixa de ser interessante que a MS venha ensinar a PJ a investigar e simultaneamente tenha recrutado ou tentado contratar Quadros dessa Polícia para seus colaboradores – deve ser para os ensinar melhor.

Ocorreu-me agora que num país com verdadeira intenção de informar correctamente, podia dar a vontade a um qualquer jornalista de investigação perguntar à Microsoft Corporation, quantas queixas esta apresentou aos Órgãos de Policia Criminal portugueses, quais, desde que ano e quantas foram para arquivo. Diria mesmo, que seria interessante saber em quantas investigações a Microsoft “participou” com os policias e se fosse o caso, de que Policia se tratava e finalmente, o que ensinaram aos polícias nessas investigações.
O pretensiosismo do dito comunicado é proporcional à negligência inerente à falta de visão crítica e estratégica sobre o impacto das novas tecnologias no próprio Estado.
Deve ser por isso que se permite que possa sair um comunicado unilateral sem correcções – se o não fosse, o texto seria necessariamente polido, estudado, conjugado no objecto e nos objectivos, visando beneficiar a imagem dos protocolantes - ambos os dois, diria.

Claramente não o foi.

E é por isso que depois há jornalistas atentos, que dão bolachas. Para eles, situações destas devem ser um completo e absoluto gozo.

Publicado por MatosB às 01:35 AM | Comentários (1)

olhares alheios

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Publicado por sutenorio às 12:11 AM | Comentários (0)

novembro 06, 2006

Sophia de Mello Breyner Andersen

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Foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Distinguida com o Prémio Camões em 1999, tornou-se a primeira escritora de Portugal a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa.

Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o curso.

Foi casada com o jornalista Francisco Sousa Tavares e mãe de cinco filhos: uma missionária laica, uma professora universitária de Letras, um advogado e jornalista de renome (Miguel Sousa Tavares), um pintor e ceramista e mais uma filha que herdou o nome da mãe.

Publicado por nelourenco às 11:08 PM | Comentários (0)

franquezas

"Encontrar afinidades entre mim e George Bush é como descobrir uma ligação entre mim e um Óscar. É ridículo."

Arnold Schwarzenegger.

Publicado por MatosB às 07:20 PM | Comentários (1)

Miguel Reale

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Miguel Reale (6 de Novembro de 1910 —14 de Abril de 2006) foi um filósofo, jurista, educador, poeta e escritor brasileiro e um dos líderes do integralismo no Brasil.

Conhecido como formulador de Teoria Tridimensional do Direito onde a tríade facto, valor e norma jurídica compõem o conceito de Direito.

Publicado por nelourenco às 11:56 AM

com.s.ciência

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Mais de quatro horas ao telemóvel por dia pode diminuir a boa qualidade de espermatozóides e influenciar a fertilidade nos homens.

Cientistas da Cleveland Clinic, nos EUA, apresentam resultados de um teste clínico e alertam para possíveis riscos.

Usar o telemóvel indiscriminadamente muitas horas por dia pode ter um grande impacto na qualidade, mobilidade e estados dos espermatozóides, contribuindo para uma subida nos níveis de infertilidade nos homens. O alerta é feito à American Society for Reproductive Medicine, por cientistas da Cleveland Clinic Ohio, após um estudo de observação em 364 homens.

Os especialistas dividiram a amostra de homens em 3 grupos diferentes, de acordo com a utilização diária de telemóvel, e indicam que os indivíduos que passam mais de 4 horas diárias em conversas telefónicas móveis apresentaram uma menor quantidade de espermatozóides, com menos mobilidade e alteração na forma, comparativamente com os homens que recorrem menos ao telemóvel.

Os dados indicam que o grupo dos homens que apresentou quantidades normais de espermatozóides se situou, em média, nos 86 milhões/milímetro, com 68% de mobilidade e 40% de estado normal, sendo que os que passam mais de 4 horas ao telemóvel apresentaram uma média de quantidade de espermatozóides de 66 milhões/milímetro, 48% de mobilidade e 21% de estado normal.

No artigo apresentado à American Society for Reproductive Medicine, e que está actualmente em submissão para publicação, os cientistas escrevem que, «a utilização do telemóvel pelos homens na avaliação da infertilidade está fortemente associada com a diminuição na qualidade do esperma».

Os especialistas acrescentam que verificaram que «os efeitos não dependem da qualidade inicial do sémen dos sujeitos», no entanto, «estudos de larga escala são necessários para identificar o mecanismo envolvido na redução da qualidade do sémen».

A confirmar-se os efeitos da utilização excessiva de telemóveis pelos homens na qualidade dos espermatozóides, os cientistas indicam que poderá haver duas explicações possíveis que o justifique. Por um lado, um possível efeito prejudicial dos campos electromagnéticos e, por outro, possíveis efeitos de aquecimento dos tecidos.

Os cientistas estão conscientes que os resultados do estudo não comprovam que os telemóveis podem estar na origem da infertilidade em muitos homens, no entanto, Ashok Agarwal, investigador principal do estudo afirma, citado pela BBC News on-line que, «verificou-se uma diminuição significativa nas medições mais importantes da saúde do esperma e isso deve definitivamente ser reflectido na diminuição da fertilidade, que é verificada em todo o mundo».

O especialista acrescenta ainda que, hoje em dia, a utilização do telemóvel já está muito generalizada entre as pessoas, sendo que normalmente nem se pensa nos possíveis efeitos nefastos que poderá ter, como na fertilidade. Citado pela BBC News on-line, Ashok Agarwal afirma mesmo que, isto «ainda tem de ser provado, mas poderá ter um grande impacto porque os telemóveis são uma grande parte da nossa vida».

TV ciência

Publicado por sutenorio às 09:06 AM | Comentários (1)

novembro 05, 2006

VOO 0475

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: depois descolou da terra o seu peso, subiu
para o tempo inconsútil, a hora de ponta
do azul prateado.
Sob o tráfego aéreo as árvores, as estradas e as casas
reduzem os seus átomos,
magros desenhos, como no verde estampado
da tua blusa sentada com os olhos
presos na janela.
Não a contemplo na sua altivez,
a nave que enfrenta a gravidade, estou dentro,
apenas mais um fechado no céu, nas linhas
saturadas do tráfego, levanto-me, mas
ando sobre as nuvens.


© J.T.Parreira

Publicado por nelourenco às 11:42 PM | Comentários (0)

série "espelhos"

Do mesmo autor, no mesmo local.

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Publicado por MatosB às 08:18 PM | Comentários (0)

PuB

playboy-luize.jpg

Publicado por nelourenco às 05:05 PM

novembro 04, 2006

série "espelhos"

Fartou-se de atirar defeitos ("e tal, esta não é a minha máquina; a resolução não sei o quê..."). Nem sei como acedeu em "emprestá-las".

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Foto: Paulo Branco.
Local: Foz do Arelho.

Publicado por MatosB às 11:59 PM | Comentários (0)

PuB

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Publicado por nelourenco às 05:03 PM

Pustais doutrus tempus

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Publicado por joakim às 01:45 PM | Comentários (0)

novembro 03, 2006

Bom fim de semana

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Publicado por nelourenco às 07:01 PM | Comentários (0)

Parabéns

gimenez.jpg

Publicado por nelourenco às 04:09 PM

Fernando Pessoa

Súbita mão de algum fantasma oculto
Entre as dobras da noite e do meu sono
Sacode-me e eu acordo, e no abandono
Da noite não enxergo gesto ou vulto.

Mas um terror antigo, que insepulto
Trago no coração, como de um trono
Desce e se afirma meu senhor e dono
Sem ordem, sem meneio e sem insulto.

E eu sinto a minha vida de repente
Presa por uma corda de inconsciente
A qualquer mão nocturna que me guia.

Sinto que sou ninguém salvo de uma sombra
De um vulto que não vejo e que me assombra,
E em nada existo como a treva fria.

Publicado por nelourenco às 10:05 AM

Katyusha

Расцветали яблони и груши,
Поплыли туманы над рекой;
Выходила на берег Катюша,
На высокий берег, на крутой.

Выходила, песню заводила
Про степного, сизого орла,
Про того, которого любила,
Про того, чьи письма берегла.

Ой, ты песня, песенка девичья,
Ты лети за ясным солнцем вслед,
И бойцу на дальнем пограничье
От Катюши передай привет.

Пусть он вспомнит девушку простую,
Пусть услышит, как она поёт,
Пусть он землю бережёт родную,
А любовь Катюша сбережёт.

Расцветали яблони и груши,
Поплыли туманы над рекой;
Выходила на берег Катюша,
На высокий берег, на крутой.

Katyusha

Apple trees and pears were in blossom
On the river hung the morning mist
Young Katyusha stepped up on the high bank,
Of the river steep bank in the mist.

On the bank Katyusha started singing
Of a proud grey eagle of the steppe,
Of the one Katyusha loved so deeply,
Of the one whose letters she has kept

Oh, you song, you bright song of a maiden
Fly you by the sun, fly like a bird
To the soldier on faraway border
From Katyusha bring a greeting word.

Let him think of simple native maiden,
Let him hear Katyusha's clear song
He will guard the land of dear homeland
And their love Katyusha will keep strong.

Apple trees and pears were in blossom
On the river hung the morning mist
Young Katyusha stepped up on the high bank,
Of the river steep bank in the mist

Publicado por MatosB às 09:30 AM | Comentários (0)

novembro 02, 2006

Já estou a salivar

ObidosChocolate.bmp

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Publicado por nelourenco às 03:57 PM | Comentários (0)

Este Inferno de Amar


Este inferno de amar - como eu amo!-
Quem mo pôs n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói-
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão serena a dormir!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?

Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? - Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...


Almeida Garrett

Publicado por nelourenco às 03:02 PM | Comentários (0)

novembro 01, 2006

olhares alheios

Petr Jerabek - Childern of the river.jpg

Publicado por sutenorio às 11:26 PM | Comentários (0)