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novembro 05, 2006
VOO 0475

: depois descolou da terra o seu peso, subiu
para o tempo inconsútil, a hora de ponta
do azul prateado.
Sob o tráfego aéreo as árvores, as estradas e as casas
reduzem os seus átomos,
magros desenhos, como no verde estampado
da tua blusa sentada com os olhos
presos na janela.
Não a contemplo na sua altivez,
a nave que enfrenta a gravidade, estou dentro,
apenas mais um fechado no céu, nas linhas
saturadas do tráfego, levanto-me, mas
ando sobre as nuvens.
© J.T.Parreira
Publicado por nelourenco às novembro 5, 2006 11:42 PM