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agosto 07, 2007

luz

Aquele era o tempo em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acessos
Marinheiros perdidos em portos distantes
Em bares escondidos em sonhos gigantes
E a cidade vazia da cor do asfalto
E alguém me pedia que cantasse mais alto

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada
Quem me diz onde é a estrada

Aquele era o tempo em que as sombras se abriam
Em que homens negavam o que outros erguiam
Eu bebia da vida em goles pequenos
Tropeçava no riso abraçava venenos
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala nem a falha no muro
E alguém me gritava com voz de profeta
Que o caminho se faz entre o alvo e a seta

De que serve ter o mapa se o fim está traçado
De que serve até à vista se o barco está parado
De que serve ter a chave se a porta está aberta
De que servem as palavras se a casa está deserta

Quem me leva os meus fantasmas.
Abrunhosa & Bandemónio

Publicado por MatosB às agosto 7, 2007 02:00 PM

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Comentários

não aprecio a voz,mas é um belíssimo compositor!!!!

Publicado por: teresa às agosto 7, 2007 02:31 PM

já que estamos numa de música,na 6ªf à noite passou um concerto de Michael Bublé,já ouviram?Um espectáculo de voz!Visitem o site:michaelbublé.com

Publicado por: teresa às agosto 7, 2007 02:39 PM

E já que EU é k tou numa de música,também sugiro uma visita ao site dos Feist(o último album "the reminder"é bom,muuuuito bom)!!!!

Publicado por: teresa às agosto 7, 2007 02:59 PM

O seu blog é maravilhoso.
Salvei nos favoritos pra não perder o caminho!
Tudo por aqui é lindo e inspirador!
Parabéns!
Beijuca

Publicado por: VAN às agosto 9, 2007 02:53 AM

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