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julho 06, 2009
a guarda
sente-se o ar soprado pela natureza entre as árvores locais: nisso consiste a vida deles.
em silêncios, múltiplos de si mesmo, esperam em pé.
fixos. pregados ao sítio.
aguardam, disciplinados, alguma ordem que os mova; à falta das armas, emprestam o corpo.
parados, mas não expectantes. nota-se mesmo uma certa dignidade na falange da ala esquerda, já que o centro, num bloco igualmente silencioso, sereno, adivinha o momento dos movimentos contrários. é a ala central que olha fixamente para os que, à distância, observam em vigília, dispostos em linha, no alto de uma colina.
são a guarda em guarda; os visitantes mais atentos, parecem levar no regresso um pouco daquela vida parada. no corpo e na alma. a sensação de se ter saído de uma igreja ao ar livre.
mística num local.
com total propósito ou ausência de coincidência, a saída, tal como a entrada, faz-se pelo mesmo ponto: sob a lembrança dos princípios budistas, alinhados de um só lado, o lado Bom, o lado Direito, o lado virado ao Nascente.
fica o local com os seus ícones. parto eu com um rumo pouco contemplativo, bem definido mas ainda por preencher.
vou andando.
Publicado por MatosB às julho 6, 2009 12:02 AM
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Comentários
é pena o estado de degradação em que alguns desses guerreiros se encontram. belo passeio!
Publicado por: neko às julho 6, 2009 11:38 PM