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agosto 30, 2009
aires
o ar quente convida ao arejamento das salas.
e o silêncio ("sin qualquer duda") a um dos seus contrários, sob a forma de música, reproduzida com qualidade, mas sonoramente imposta a 75% do volume máximo.
uma das razões da opção pelo som de música, prende-se com a celebração religiosa que ocorre diariamente num apartamento vizinho, numa língua comum, reproduzida por um meio radiofónico, tão alto, que se ouve em quase todo o universo.
ao fim de semana, aumenta a celebração e o tom que dobra: a voz da crente junta-se à do ministro.
saturado de tanta fé em gritos, pensei qualquer coisa de estridente, longo, e oposto ao realejo sonante. espalha-se assim a violência musical de Robbie Robertson e de Eric Clapton, num duelo de guitarra eléctrica ("Further on up the road") filmado em "the last waltz" do grupo "The Band" - ainda hoje se discute quem foi o vencedor.
acredito que não houve um triunfo individual, nas antes um grande momento musical, fruto do empenho de ambos e que nos pode contagiar ainda hoje.
nada acabou ali, naquele concerto, excepto a missa local, que cessou.
Publicado por MatosB às agosto 30, 2009 12:49 AM
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