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setembro 26, 2009
tradução livre
"tal como nós, este é um texto em construção.
e "tal como os políticos, há pais mais imperfeitos do que outros" - dizemo-nos nós, em franco sorriso, uns de entre os mesmos três e parafraseando um ex-Presidente da República que, ao vivo, se referia aos políticos; tudo isto enquanto a Almedina no Saldanha serve de espaço neutro à conversa e à ocupação do tempo.
percebemos que não tínhamos meio de medir o nível a partir do qual se pode considerar um pai imperfeito.
percebemos que não conhecem nas suas relações, quaisquer pais imperfeitos - mas conhecem pais muito diferentes, nas idades, na visão da vida, do que é o perigo ou noção de perigo nos dias que correm, do que é o amor e a relação e no que consiste este tipo de família, novo, composto de missões duais sem fins lucrativos e com génese no mesmo tipo de sentimento.
após breve discussão, a conclusão é avançada sem necessidade de acordo democrático: um pai é imperfeito, sempre que negligenciar um filho; um político é imperfeito, sempre que se deixar corromper, ou atraiçoar a ideia do justo e do bem comum.
o problema foi delimitar o conceito de "negligenciar um filho": mas também se percebeu, que mesmo com boas intenções, tudo o que é de mais, gera mal; mal estar; maldade; malapata. negligenciar um filho, como de resto, acontece por excesso e por omissão.
daqui a perguntar-lhes o que querem ser quando forem grandes, foi um passito. resisto à vaidade da resposta do "ser como tu" para me preocupar com o sentimento crescente de que há uma visão adicional a incutir com urgência: a de que que um pai a lutar por ser mais sempre e cada vez mais perfeito, os quer sempre melhores que ele próprio, como forma de aperfeiçoamento de todos em torno do que puder ser a felicidade.
o aborrecimento acabou por surgir por se ter de falar tão baixo. o livro que é escolhido, como se não fosse natural, é sobre estratégias; tema apropriado nos tempos que correm. este é de Ana Garcês e do Guilherme D'Oliveira Martins (os grandes mestres da estratégia - estudos sobre o poder da guerra e da paz).
agora, neste momento que já não os tenho ao alcance de um abraço, criou-se-me uma vontade de fazer uma nova forma de citação: ler-lhes partes com significados, como se as sublinhasse para mim.
amar, pode ser terrivelmente doloroso."
in "tempus modernus", personnam editora; 2009;
Publicado por MatosB às setembro 26, 2009 12:58 AM
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