abril 18, 2007

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abril 02, 2007

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Sol dentro de portas

Muitos são os portugueses que se preparam para receber o sol com um bronzeado de fazer inveja. Os solários estão cada vez mais na moda. Conheça os riscos para a saúde, as vantagens e a lei que regulamenta o sector.

“O solário vicia”. A afirmação é de Marta Viegas, 34 anos, que não dispensa um look bronzeado ao longo de todo o ano. “Dá-nos um ar saudável e aumenta a nossa auto-estima”, justifica ao Saúde Semanário. A farmacêutica é uma das muitas pessoas que não dispensam uma ida regular ao solário, faça chuva ou faça sol. Conhece os riscos? “Sim, mas quando as coisas são feitas com conta peso e medida não há problema”, remata.

Ana Maria Gonzalez, do Estúdio Solar, partilha da mesma opinião. “Existem regras e cumprimos a lei”, explica. E acrescenta: “há muita gente a dizer que os solários fazem mal, mas também temos cá pessoas a fazer programas estabelecidos por médicos e dermatologistas”.

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Há alguma diferença entre a exposição ao sol e nos solários?
Os solários emitem radiação ultravioleta (RUV) fundamentalmente nos UVA (responsáveis pelo envelhecimento da pele), mas incluem pequenas contaminações de UVB (responsáveis pelo cancro na pele). A motivação básica dos utentes dos solários é obter um “bronze natural”, alegado atributo de status social, de saúde e de beleza. O objectivo é induzir uma pigmentação “natural” com radiação “natural” “sem riscos”. Nada mais errado! A radiação dos solários é um agente carcinogénico completo, uma verdadeira “bomba com retardador” que induz cancros cutâneos, envelhecimento acentuado da pele e alterações na função imunológica.

Para todas as idades

São várias as pessoas que procuram este tipo de bronzeamento, avança a especialista. “Temos clientes dos 18 aos 60 anos, das mais diferentes áreas: médicos, comerciantes, empregados de escritório, estudante”, conta. Tal como Marta Viegas, a maioria dos clientes quer estar bronzeado o ano inteiro. “Muitos querem preparar a pele antes de ir de férias para os trópicos, para evitar escaldões, outros gostam de estar bronzeados o ano inteiro e procuram-nos durante o Inverno”, esclarece Ana Maria Gonzalez. A Estúdio Solar está no nosso país desde 1997 e segundo a gerente a procura tem aumentado de ano para ano. No entanto, a “crise económica que afecta o país também já chegou a esta área”, ressalva.

Actividade regulamentada

A actividade foi regulamentada em Novembro do ano passado, com a entrada em vigor do decreto-lei n.º 205/2005, que acolhe as recomendações da Organização Mundial de Saúde. Até aqui, qualquer ginásio ou gabinete de estética possuía uma máquina de bronzeamento e exercia o negócio sem qualquer tipo de controle. Segundo a legislação, os trabalhadores dos solários são obrigados a fazer cursos profissionais até Junho deste ano. A falta de qualificação implica uma coima entre 2490 e 3490 euros para as pessoas singulares e entre 24.940 e 44.890 para as pessoas colectivas. Além da formação dos funcionários, a legislação fixa as categorias dos aparelhos que devem ser utilizados, estipula os limites das radiações ultravioletas e obriga ao fornecimento de óculos de protecção. O consumidor deve ser amplamente informado das características das máquinas, as quais devem constar de um letreiro colocado em local bem acessível do solário. cada cliente deve ter uma ficha pessoal e consentir, por escrito, que pretende utilizar as máquinas. Estas devem ser fiscalizadas anualmente.

Portugueses contra a lei

A responsável do Estúdio Solar, que tem seis estabelecimentos no país, diz estar em fase de adaptação à lei. Ainda assim, sublinha que muitas da medidas contempladas na legislação já era práticas deste estabelecimento. “A diferença é que antes recomendávamos, agora impomos e é regra”, esclarece, frisando que “já costumávamos aconselhar o uso de batons e óculos”. Estar dentro da legalidade já trouxe até alguns dissabores para esta cadeia de solários. “Muitas pessoas ficam chateadas quando dizemos que não podem fazer mais do que uma vez por dia”, conta Ana Maria Gonzalez, acrescentando que “muitos dizem que vão embora para outros sítios e que o corpo é deles”.

Destaques:

“Muitos clientes recusam-se a usar protector genital e óculos”

Inquéritos realizados na União Europeia indicam que 16% das pessoas utilizam centros de bronzeamento artificiais, 30% dos quais são adolescentes e jovens residentes nas cidades.

Em Portugal, há uma média de 800 de novos casos de cancro da pele por ano, segundo o Registo Nacional Oncológico. Esta patologia tem uma taxa de cura de 90% quando é diagnosticada precocemente.

O que diz a lei?

• É obrigatório qualificação profissional

• É obrigatório existir livro de reclamações

• É obrigatório fornecer óculos e protector genital

• É proibido a grávidas

• É proibido a menores de 18 anos


Pergunta & Resposta
Dr. Rui Tavares Bello
Médico Dermatologista
Hospital Militar de Belém

Quais os perigos da ida aos solários?
Como qualquer agente tóxico, a radiação ultravioleta emitida pelos solários tem efeitos agudos queimaduras e securas da pele, prurido fototoxias, fotoalergia, irritação ocular e conjuntivites) e efeitos crónicos (envelhecimento da pele, cancro cutâneo, alterações oculares (cataratas) e imunosupressão. O principal problema é, de facto, o CANCRO CUTÂNEO, em particular o Melanoma Maligno. A evidência ligando a utilização dos solários ao desenvolvimento deste terrível tumor é sólida, assente em estudos epidemiológicos e biológicos.

Há alguns dados sobre o número de pessoas que têm problemas de pele devido à exposição aos solários?
Os dados provêm do Reino Unido, Canadá e EUA. Cerca de 8 a 10 % da população do RU recorre usualmente aos solários. A idade dos utentes está a diminuir, o que aumenta o risco de carcinogenicidade! O problema assume uma dimensão tão preocupante que alguns health officials de áreas do Reino Unido baniram mesmo o seu uso.

Associações como a Organização Mundial de Saúde, a American Joint Comittee on Cancer, a American Medical Association e a British Association of Dermatologists vêm juntando esforços no sentido de informar o público e as autoridades de saúde para limitar o uso destes sistemas, atendendo à sua periculosidade.

Médicos de Portugal

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março 26, 2007

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Dar movimento ao corpo: caminhar, andar de bicicleta, nadar e muito mais...

Não é preciso ser um atleta de alta competição ou um campeão olímpico para aproveitar do exercício físico todas as vantagens que pode trazer para o bem-estar físico e para o equilíbrio emocional. Muito pelo contrário, basta uma hora de actividade física, três vezes por semana, para que as diferenças se comecem a sentir.

«A espécie humana foi, desde os tempos mais antigos, acostumada a correr para caçar e para ter alimento. Ao tornarmo-nos sedentários estamos a contrariar a nossa natureza, daí que os problemas com a saúde comecem a surgir assim que adoptamos uma vida de inactividade», explica o Dr. Luís Pisco, presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral.

O exercício físico é uma importante peça no conjunto de hábitos saudáveis, onde se incluem a alimentação variada e equilibrada e a ausência de vícios como o tabagismo.

Segundo o mesmo especialista, «este conjunto de factores previne a obesidade e, por conseguinte, todos os problemas por ela arrastados, como a diabetes, o colesterol e as doenças cardiovasculares. Para além disso, o exercício físico facilita a circulação sanguínea, a tonificação dos músculos e estimula todo o aparelho respiratório».

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Desporto depois do descanso

Embora as férias não sejam motivo para abandonar a prática de exercício físico, uma vez que, mesmo não frequentando o ginásio, há sempre a possibilidade de nadar no mar ou caminhar na areia. Contudo, há quem aproveite esses dias de descanso para não fazer absolutamente nada. Para quem prefere esta segunda opção, terá de conformar-se com a dificuldade do regresso à vida normal. É que na hora de voltar à rotina há que revelar uma boa forma física e um perfeito estado intelectual. Afinal, é para isso que servem as férias... refrescar as ideias e ganhar fôlego para mais um ano de trabalho ou de estudos.

No entanto, há quem faça exactamente o contrário. Ou seja, não pratica exercício durante todo o ano e decide inscrever-se num ginásio dois meses antes de exibir o corpo na praia. Todos os anos este fenómeno se repete e os ginásios vêem a sua lotação esgotada por homens e mulheres que carregam o peso do arrependimento dos erros que cometeram ao longo do ano.

A este respeito Luís Pisco comenta: «Esse é, infelizmente, um erro muito comum. Para caber no biquini muita gente perde, em poucos meses, o que deveria ter mantido o ano inteiro. Horas exaustivas no ginásio e dietas loucas que, regra geral, têm um resultado inverso igualmente rápido. Ou seja, quanto mais rapidamente se perde peso mais rapidamente se ganha de novo

Para além disso...

... há, ainda, o risco de lesões que um treino exagerado pode dei­xar para a vida toda.

«Deve haver uma orientação para a prática de exercício físico. Não se pode, de um dia para o outro, começar a treinar horas e horas seguidas, sem que o organismo esteja habituado a essa rotina. O treino deve ser gradual, tal como o uso do esforço. O desporto deve ser praticado por prazer e não por sacrifício», alerta o Presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral.

Quem o pratica por sacrifício ou por obrigação acaba por ganhar aversão e perder a vontade de manter a actividade física nos meses em que o corpo fica mais tapado e o pneu mais escondido.

Conhecer os limites

«Não interessa a modalidade desportiva. O que importa é que o corpo esteja em constante movimento. Nadar, andar de bicicleta, caminhar, fazer ginástica de manutenção ou hidroginástica são algumas actividades físicas bastante completas que não exigem grande esforço, mas que dão muito prazer. Podem ser praticadas por pessoas de todas as idades, mesmo com algumas limitações físicas», diz Luís Pisco, continuando:

«A modalidade deve ser escolhida de acordo com as expectativas e gostos de cada um. O que interessa é que dê prazer, pois, dessa forma haverá o gosto de continuar.»

O perigo do desporto começa quando são ultrapassados os limites das capacidades físicas. Aí a actividade física deixa de ser saudável para passar a ser arriscada.

«Isto acontece muito em atletas de alta competição. Se o esforço não for gerido ao longo das provas as lesões causadas podem ser muito graves», avança o especialista.

Não são raros os casos de atletas que chegam ao final de uma corrida e caem para o lado, porque esgotaram todas as suas energias, nem os futebolistas que, de um momento para o outro, sofrem uma inexplicável paragem cardíaca. Isto para não falar nas lesões ósseas, musculares e articulares a que estão constantemente sujeitos.

«Nestes casos o desporto não é apenas uma actividade de lazer, mas também profissional. O mais importante é não exceder os limites e estar informado dos riscos que isso pode trazer para a saúde. Os ginásios têm especialistas que ajudam a definir um plano de treino que pode evoluir gradualmente sem que haja riscos. Os médicos de família podem também sugerir o tipo de exercício físico mais adequado às condições físicas e aos resultados pretendidos por cada indivíduo», salienta Luís Pisco.

Vestidos para o desporto

Ao contrário do que se possa pensar, os sapatos ou o vestuário escolhidos para a prática de desporto não são meros caprichos. Desde a postura da coluna à respiração do corpo, não esquecendo a transpiração e a circulação sanguínea, nada deve ficar esquecido no momento de pôr os pés ao caminho.

«Deve haver um cuidado especial com a roupa e com o calçado para não haver microtraumatismos na coluna nem problemas circulatórios causados por roupas apertadas. Recomendam-se sapatilhas leves e arejadas, roupas largas, frescas e igualmente arejadas, pois a transpiração deve acontecer», sugere Luís Pisco.

Para além destas recomendações, o especialista lembra que «o corpo perde água com a transpiração, por isso deve-se consumir líquidos, embora em pequenas quantidades, durante a prática da actividade física. A ideia será repor os líquidos perdidos para evitar a desidratação».

E conclui: «Deve-se também evitar as horas de calor e escolher as manhãs, antes de iniciar as outras tarefas do dia, ou ao entardecer, depois de mais uma jornada de trabalho.»

Aliás, o exercício físico é um complemento às restantes actividades diárias e deve fazer parte da rotina ao longo do ano como um plano, não só para manter a forma, mas, acima de tudo, para se estar em forma e de boa saúde.

Médicos de Portugal

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fevereiro 15, 2007

com.s.ciência

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“O stress é o resultado do homem criar uma civilização, que ele, o próprio homem, não consegue suportar”
Hans Seyle, Endocrinologista húngaro

O stress é contagioso

Todos nos queixamos do stress, mas não podemos viver sem ele. Fundamental para a sobrevivência, pode ser positivo ou negativo na perseguição de objectivos. Estar atento aos sintomas do stress negativo pode evitar muitas doenças graves.

O stress é contagioso, passamos uns para os outros”. A afirmação é do psiquiatra João Vasconcelos Vilas-Boas”, que descreve, assim, a disseminação deste conceito sobretudo nas sociedades modernas ocidentais. Nunca se falou tanto de stress comos nos dias de hoje e há quem diga que se trata de um fenómeno actual, no entanto, a associação entre o termo e as situações aflitivas já existe desde o séc. XIV. O vocábulo entrou rapidamente no nosso dicionário, não querendo, contudo, dizer que o utilizamos de forma correcta.

Afinal, o que é o stress? “É o conjunto de reacções do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosas e, outras, capazes de perturbar a homeostase” (equilíbrio orgânico), define o dicionário Aurélio.

Embora apareça quase sempre associado a situações de desequilíbrio, o stress pode ser considerado positivo ou negativo. “Inicialmente é uma coisa saudável”, explica o psicólogo Quintino Aires ao Saúde Semanário. E acrescenta: “É um dos mecanismos mais maravilhosos que a natureza nos deu, é fundamental para a sobrevivência”. João Vasconcelos Vilas-Boas partilha da mesma opinião. “O stress é sempre uma resposta emocional a uma situação de risco”, afirma. E acrescenta: “a resposta pode ser adequada ou desadequada”.

Stress positivo e negativo
“Não tenho stress” é, portanto, uma afirmação incorrecta, pois todos nós - até as crianças – o temos. “Ficamos em stress se estivermos em frente a um leão”, explica o psiquiatra, sublinhado que “é isso que nos faz fugir e nos dá capacidade de resposta”.

Uma discussão pontual com o chefe é também um exemplo de stress positivo. Trata-se de algo que nos impulsiona na perseguição de objectivos.

O stress negativo é o oposto, pois bloqueia-nos e impede-nos de atingir essas metas. Aí há uma alteração de equilíbrio com consequências para a saúde (ver caixa Problemas). João Vasconcelos Vilas-Boas acredita que stress, angústia e ansiedade são sinónimos e sublinha que “stress não é uma doença, mas um sintoma ou conjunto de sintomas”. O especialista prefere distinguir a angústia neurótica de angústia psicótica. “Na neurótica, a pessoa pensa que não vai apanhar o autocarro, mas corre; na psicótica, o indivíduo pensa que vai perder o autocarro e isso é o fim do mundo”, clarifica.

O que leva aos stress?
Não é fácil responder a esta pergunta, até porque somos todos diferentes e temos reacções diferentes perante as situações. Se para uns saltar de pára-quedas é uma experiência é um passatempo e um divertimento para uns, para outros só a ideia já é aterradora. No entanto, há alguns factores mais comuns, como a morte de alguém próximo, excesso de trabalho, divórcios, insegurança, instabilidade profissional, doença, perda de apetite sexual, entre outras.

Quando o stress passa a negativo surgem os problemas que se reflectem, muitas vezes em doenças. Por isso, Quintino Aires aconselha o diálogo como boa medida de prevenção. “Não devemos ter receio de falar com amigos e familiares sobre os nossos problemas, medos e insegurança”, revela. O psicólogo não tem dúvidas de que essa é uma boa ferramenta para “impedir que o stress se acumule”, o que pode evitar muitas doenças.

O que fazer?
Perturbações mentais, erupções da pele, alterações do aparelho digestivo, alteração de certas glândulas internas (tiróide), perturbações menstruais, impotência, enxaquecas e desinteresse pela actividade sexual são algumas consequências do stress. “Quando se faz das tripas, coração, tem-se gastroenterites e doença de Crowne; quando se faz do coração, tripas, há os enfartes do miocárdio”, exemplifica o psiquiatra. O especialista revela ainda a importância de se conhecerem as causas do problema. “Se uma pessoa chega a uma urgência com um enfarte do miocárdio, porque lhe morreu o filho, tem um tratamento diferente de uma pessoa com problemas no coração”, reflecte.

Se nos últimos dias o acusaram de “estar muito stressado” ou o aconselharam a “não stressar, deve ter atenção ao seu corpo. Os sintomas da angústia não devem ser desvalorizados. “A primeira coisa a fazer é procurar um médico de clínica geral para avaliar a situação”, recomenda João Vasconcelos Vilas-Boas. Em muitos casos, há um reencaminhamento para um especialista em psicologia. Quintino Aires já tratou muitos pacientes nestas circunstâncias, embora, em casos mais avançados seja mesmo necessário recorrer à psiquiatria. “Quando a queda de uma agulha é um drama, sai da nossa área de intervenção. É necessário um acompanhamento psiquiátrico ou neurológico”, diz o psicólogo.

Atenção aos sinais!
Causas comuns
Ameaças súbitas: incêndios, explosões, acidentes;
Violência;
Sensação de insegurança;
Perda da estabilidade económica, (ser demitido, por ex.);
Dificuldades sexuais;
Doenças prolongadas;
Morte de pessoas próximas;
Mudanças imprevistas;
Aquisição de dívidas e de compromissos difíceis de honrar;
Conflitos permanentes no trabalho ou em casa.

Principais sintomas físicos
Perda de apetite;
Cefaleias e enxaquecas;
Taquicardia;
Tensão muscular;
Hipertensão arterial;
Dores urinárias;
Perda do apetite sexual;

Principais sintomas psicológicos
Aparição de medos e fobias;
Ruminação de medos e ideias (remoer pensamentos);
Apatia;
Aumento do consumo de bebidas alcoólicas;
Aparecimento de rituais compulsivos

Médicos de Portugal

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janeiro 25, 2007

com.s.ciência

A radiação electromagnética é uma forma de energia invisível, que se transmite através de ondas (ondas electromagnéticas).

TESTE
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O seu microondas é estanque ou deixa passar radiações?
Se pretender testar a estanquicidade do seu microondas pode pôr um telemóvel no seu interior, fechar a porta e fazer uma chamada para o telemóvel. Se tocar é porque o microondas deixa passar radiação electromagnética. Mas atenção: não ligue o microondas!

Somos “obrigados” a conviver com a radiação electromagnética pois ela está presente, desde logo, no sol, fonte natural desta radiação. O desenvolvimento tecnológico trouxe consigo novas e variadas fontes de radiação electromagnética, como por exemplo as linhas de alta tensão, as antenas de telecomunicações (rádio, televisão, telemóveis), aparelhos médicos (raios X, radioterapia), os electrodomésticos (micro-ondas, monitores, televisores) e a última das necessidades, o telemóvel.

A questão muitas vezes colocada é se a radiação electromagnética faz mal à saúde. A resposta é muito difícil ou mesmo impossível, pois depende essencialmente da qualidade e quantidade da exposição, ou seja, andar ao sol não faz mal, mas se ficarmos muitas horas na praia o resultado mais provável será sofrer queimaduras na pele.

Os problemas levantados constantemente pela comunicação social em relação às antenas dos telemóveis e aos próprios telemóveis, com novos estudos, a maior parte de fraco valor científico, vão contra o conhecimento actual em relação ao problema.

Alguns exemplos de potência e possível exposição:
Forno microondas -1000 Watts
Antenas de telemóveis - 600 Watts
Lâmpada de casa - 60 Watt
Telemóvel - 1 a 2 Watts

Portanto, desde há muito que nos encontramos expostos na nossa vida diária a níveis de radiação electromagnética muito superiores aos telemóveis e às suas antenas. Relativamente às antenas de telemóveis, apesar da radiação na origem ser de 600 Watts, com uma distância de apenas alguns metros terá uma emissão insignificante, pois a radiação diminui muito com a distância à origem. No caso dos telemóveis, a radiação pode atingir um máximo de dois Watts para o sistema GSM (2ª geração) e um Watt para o sistema UMTS (3ª geração). Ora, se o nosso microondas emite 1000 Watts (em condições ideais o aparelho é estanque, e não deixa passar radiação para o exterior), e a antena de transmissão de um qualquer canal televisivo cerca de 400 000 Watts, estamos perante um falso problema.

A legislação em vigor, tanto a nível nacional como internacional, permite níveis de radiação electromagnética 50 vezes inferiores aos que comprovadamente provocam lesões no ser humano. Em Portugal, tendo sido controlados todos os locais onde se produzem maiores níveis de radiação electromagnética, nunca foi detectado nenhum que ultrapassa-se o valor máximo admitido (relembrando que este valor, mesmo assim é 50 vezes abaixo de ser prejudicial para a saúde).

Algumas considerações:
- Os efeitos para a saúde das radiações electromagnéticas podem ser térmicos (amplamente conhecidos), não térmicos (muitos estudos em desenvolvimento) e psicológicos (criados pelos meios de comunicação social).
Relativamente ao telemóvel, os efeitos térmicos após utilização muito prolongada, são mais sentidos pelo olho, pois este órgão, por ser menos irrigado tem maior dificuldade de se adaptar a variações de temperatura;

- O principal risco para a saúde pelo uso dos telemóveis é composto pelos acidentes de viação para quem os utiliza a conduzir;

- Relativamente aos aparelhos auditivos e ao pacemaker, não existe nenhum problema com o uso dos telemóveis pois trabalham em frequências diferentes;

- Não se recomendam sistemas de protecção para as radiações dos telemóveis pois a radiação final tem de ser sempre a mesma (só gasta mais bateria e dinheiro na compra da protecção);

- A utilização de auricular e a diminuição do tempo de chamada são formas eficazes de diminuir a radiação;

- O uso de telemóveis pelas crianças não é mais nem menos perigoso do que para os adultos.

- A interferência dos telemóveis com outro material médico e com os aviões está em curso.

Médicos de Portugal

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janeiro 19, 2007

III Concerto de Angariação de Fundos com o Maestro José Cura

Concerto de solidariedade no Pavilhão Atlântico: José Cura marca presença na luta contra a leucemia

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O 3º Concerto de Solidariedade da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) realiza-se no próximo dia 25 de Janeiro, pelas 21h30, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, e vai reunir em palco Rui Veloso, Luís Represas, Luz Casal, o pianista Domingos António, a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o maestro e tenor José Cura, como convidado especial.

A APCL organiza estes concertos bianuais para angariar fundos para a luta contra a leucemia, uma doença que afecta cerca de mil pessoas por ano, em Portugal. A organização espera ter cerca de dez mil pessoas neste concerto.

As verbas reunidas nestes concertos permitiram à APCL potenciar o aumento de dadores de medula óssea no CEDACE (Registo Nacional de Dadores). Em apenas quatro anos, o número de dadores aumentou de menos de dois mil, em 2002, para cerca de 65 mil, colocando Portugal em terceiro lugar entre os países da União Europeia.

A APCL é uma associação sem fins lucrativos que tem como principal objectivo promover acções que contribuam para aumentar a eficácia do tratamento das leucemias e outras neoplasias hematológicas; apoiar os doentes e respectivas famílias; aumentar o número de dadores de medula óssea no CEDACE e promover o progresso do conhecimento científico sobre estas doenças.

Médicos de Portugal

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janeiro 15, 2007

com.s.ciência

Segurança no Interior dos Aviões
Morrem mais pessoas devido a problemas a bordo do que em desastres de avião

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Por mais apertadas que sejam as medidas de segurança nos aeroportos, especialistas defendem que dentro da cabine dos aviões todos os passageiros correm perigo.

Só no ano passado 1.500 milhões de pessoas fizeram viagens de avião e sujeitaram-se a perigos como a Trombose das Veias Profundas, também conhecida como Síndrome da Classe Económica. Uma doença que pode matar.

Uma vez que não é lucrativo para as companhias de aviação aumentarem o espaço entre os assentos ou investirem no conforto das cadeiras, os médicos recomendam exercício físico antes e durante o voo, utilização de meias elásticas, beber muita égua e evitar as bebidas alcoólicas.

Mas o problema não se fica pela posição durante o voo. O sistema de ventilação pode ser responsável pela transmissão dos mais variados vírus, o da tuberculose é apenas um exemplo.

As companhias de aviação negam, mas os passageiros devem pensar numa situação limite em que, por exemplo, a tripulação adoece e não há um único médico a bordo.

Ao contrário dos navios de cruzeiro, nos aviões mesmo nas viagens de longo curso não é obrigatória a presença de um médico. Poupa a companhia, perdem os passageiros e tripulantes - e às vezes o preço é a morte.

Fonte

Publicado por sutenorio às 10:21 AM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 09, 2007

com.s.ciência

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importância de optar pelas carnes brancas para evitar o aparecimento de doenças em idades precoces

Está provado, com inúmeros testemunhos de estudos realizados nesta área, que níveis elevados de colesterol no sangue, principalmente colesterol LDL, se correlacionam positivamente com o desenvolvimento de doença coronária precoce em adultos jovens.

Assim, e porque a carne faz parte da nossa alimentação e também porque vivemos de perto a problemática das doenças cardiovasculares, é importante que se opte pelas carnes brancas, limpas de peles e gorduras visíveis, cozinhadas de forma simples e saudável, para que seja prevenido e retardado o aparecimento destas doenças em idades precoces.

“As carnes brancas, como as de frango, peru e coelho são carnes mais magras e com um perfil de ácidos gordos e de colesterol mais saudável”.

Existem numerosas evidências da grande associação entre a presença de aterosclerose e os seus factores de risco: níveis elevados de colesterol total (acima dos limites padrão), colesterol LDL, de triglicerídeos e de homocisteína; valores reduzidos de colesterol HDL; hipertensão arterial; obesidade; e tabagismo. As principais causas do aparecimento destes factores de risco são os comportamentos adversos, que incluem a alimentação desequilibrada, rica em gorduras saturadas e em colesterol.

O tratamento dietético é actualmente recomendado em primeira linha, uma vez que a alimentação muito pode contribuir para a aquisição de um perfil lipídico normal, com valores de colesterol total e de LDL dentro dos padrões normais recomendados. Assim e, de entre um conjunto de recomendações propostas, salienta-se a substituição de carnes vermelhas por carnes brancas.

Eliminar a pele das carnes brancas
As carnes brancas, como as de frango, peru e coelho são carnes mais magras e com um perfil de ácidos gordos e de colesterol mais saudável.

Apesar de todas as carnes serem ricas em colesterol e gorduras saturadas, as carnes brancas apresentam um baixo teor de colesterol e de gorduras saturadas na sua composição. A gordura das carnes brancas é particularmente rica em ácidos gordos mono e polinsaturados e relativamente pobre em saturados, o que as distinguem das outras carnes e que as aproxima dos peixes (ricos em insaturados e pobres em saturados). Contudo, é importante eliminar a pele das carnes de aves, pois é muito rica em colesterol.

As gorduras saturadas influenciam negativamente os níveis plasmáticos de colesterol total, de colesterol LDL e, consequentemente, a incidência de doenças cardiovasculares.

Médicos de Portugal

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dezembro 26, 2006

com.s.ciência

A televisão como novo membro de família

As famílias portuguesas estão cada vez mais dependentes da televisão. Esta ideia, embora já bastante discutida, assume nova importância quando empresas de sondagens divulgam dados reais.

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Temos então que pensar não só no que poderá estar a levar a um aumento do consumo da televisão mas também nas implicações que advêm dessas razões e nas suas consequências para a educação dos jovens de hoje.

Não será pois de estranhar que, segundo o relatório anual da OCDE, a família portuguesa seja aquela que em toda a Europa passa menos tempo com os filhos. A televisão acaba por ser a única coisa que colmata a necessidade de segurança e de afectos que a criança necessita.

O consumo de televisão aumentou 4,6% entre Janeiro e Outubro face a igual período em 2003. Nos primeiros 10 meses de 2004, cada residente no Continente com idade superior a 4 anos, viu, por dia e em média, 3 horas, 32 minutos e 17 segundos de televisão. É ainda importante referir que embora sejam os jovens que vêem menos televisão (comparando-os com idosos acima dos 65 anos e donas de casa), é na classe etária entre os 15 e os 34 anos que se regista uma maior subida, rondando os 10,3%.

Para compreendermos este fenómeno, em primeiro lugar, é necessário compreender a mudança de características e de valores que a sociedade tem sofrido. A sociedade outrora simplista, virada para o sacrifício, para a moralidade e para a palavra, está agora orientada para o consumismo, para o hedonismo (busca do prazer), para a amoralidade e para o sentir. Basta para entender esta mudança observar a evolução da banda desenhada, antigamente repleta de balões com texto e agora com apenas imagens.

Neste sentido, é natural que os jovens procurem, dentro desta ordem de ideias, estímulos e comportamentos orientados para esta busca do prazer e do sentir. A televisão aparece assim como o meio mais prático e mais barato para satisfazer esta busca.

Esta razão, por si só poderá explicar o aumento da visualização da televisão na sociedade portuguesa, no entanto existem outros factores que podem estar a influir este comportamento. É necessário avaliar até que ponto poderão os pais estar a fomentar este consumo: quantas vezes se ouvem frases como “deixa-te estar sossegadinho a ver televisão!” ou “vai ver televisão e não chateies!”. Estas frases parecem demonstrar um profundo mal-estar familiar onde os filhos são tratados como um mal de que é necessário prevenir de contacto, eliminando o verdadeiro modo de educação, “o estar com…”, onde é essencial a relação humana ao invés de apenas co-habitação. Estes comportamentos acabam por criar assim uma cultura apreendida de consumo da televisão.

Parece ainda existir algo mais… parece que as crianças acabam por desenvolver desde uma idade bastante precoce uma “relação” de companheirismo com a televisão pois esta acaba por ser a companhia após a escola, na hora das refeições e na ajuda dos trabalhos de casa.

Por outro lado, é preciso ainda pôr a hipótese que a televisão poderá ser a única fonte de ligação familiar: basta pensar nas famílias em que o único contacto familiar social se rende ao serão em frente à televisão visionando a telenovela, um filme ou um concurso televisivo. Esta acaba por ser uma forma negligente de cuidar que, a longo prazo traz danos afectivos e relacionais graves. A criança aprende deste modo a relacionar-se com os outros, comprometendo não só a socialização familiar mas também a socialização com os pares. Sendo este o único modo que conhece de relacionamento, progressivamente, vai assimilando-o como normal e ensinando-o aos seus próprios filhos. Passando de geração em geração, acaba-se por formar uma cultura de consumo televisivo, tornando estas questões cada vez mais problemáticas e enraizadas socialmente.

Visto que, ao que parece a televisão encontrou um lugar como um novo membro da família, é essencial debruçarmo-nos sobre o tipo de informação que esta passa para as nossas crianças. Tirando alguns programas, de um modo geral a televisão apresenta uma grelha deficiente em termos de valores e educação. Resta-nos ter esperança que os canais televisivos adoptem uma posição de educador, orientando as suas grelhas para algo mais que programas que rasam a demência e a idiotice apostando na informação para a cultura.

A televisão acaba então, por se tornar um elemento de socialização familiar mas também de companheirismo e educação para a sociedade.

Mas a que preço? As relações afectivas e humanas tornaram-se negligentes. Todos vêm televisão em conjunto mas, intimamente sozinhos. Todos se sentam a uma mesa em conjunto, mas sozinhos com eles próprios… e com a televisão. A televisão tornou-se hoje, um elemento compensador da solidão e da falta de afectividade, quase um mecanismo de defesa que inconscientemente alastrou a toda a sociedade. Qual a solução? Simplesmente desligar a televisão quando em família, sentar no tapete e brincar com o seu filho, transmitir os seus valores, critérios e atitudes: acima de tudo… educar e aprender a recuperar algo estrondosamente bom: os afectos.

Médicos de Portugal

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dezembro 06, 2006

Questionário Osteoporose

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Faça o "Teste de 1 Minuto" para identificar os riscos de Osteoporose.

APOROS - Associação Nacional contra a Osteoporose

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dezembro 04, 2006

Produtos à venda em Portugal têm mais sal, gordura e açúcar

Em Portugal, a McDonald's serve hamburgueres com mais 20 a 30% de gordura e mais 30% do sal do que em outros países, revela um estudo da DECO (Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores), divulgado pelo jornal “Diário de Notícias”.

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Os cereais Weetos têm quase o dobro de sal dos vendidos na Bélgica; O Kinder Bueno espanhol tem menos 60% de açúcar. Quer isto dizer que "o mercado português vende produtos menos saudáveis", conclui um estudo comparativo realizado em Espanha, Bélgica, Itália e Portugal, publicado na Teste Saúde.

As associações de consumidores dos quatro países compararam 92 produtos de marcas comuns: cereais de pequeno-almoço, iogurtes, gelados, chocolates, aperitivos à base de batata, pratos preparados e menus da cadeia Mc Donal's. Além do peso, analisaram a composição nutricional, nomeadamente a quantidade de gorduras, de açúcar e de sal.

MNI

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dezembro 02, 2006

Alzheimer

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Com o aproximar do Natal a APFADA resolveu criar dois postais com imagens alusivas a esta época e à doença de Alzheimer.

A imagem que ilustra o postal “Estrela de Natal” representa um dos objectos criados pelos utentes do C.A.D. da Associação no âmbito da Terapia Ocupacional.

O segundo modelo de postal é da autoria da artista Emília Nadal e foi feito a pedido da APFADA especialmente para este Natal. Além da criação da imagem, Emília Nadal concedeu os direitos desta obra à Associação.

Os Postais podem ser adquiridos na Associação, na Venda de Natal da APFADA (Rua da Prata), na Natalis (FIL), ou enviados por correio à cobrança (encomenda mínima: 10 postais).

Cada postal tem o preço de 1 euro.

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Para o ajudar a determinar quais os sinais de aviso a procurar, a Associação de Alzheimer elaborou uma lista de controlo dos sintomas comuns da doença (alguns deles podem ser aplicados a outras formas de demência).

Veja a lista e, se notar vários sintomas indicados, a pessoa que os tiver deve consultar o médico a fim de ser submetida a um exame completo.

1. Perda de memória
É normal esquecer ocasionalmente reuniões, nomes de colegas de trabalho, números de telefone de amigos, e lembrar-se deles mais tarde. Uma pessoa com a Doença de Alzheimer esquece-se das coisas com mais frequência, mas não se lembra delas mais tarde, em especial dos acontecimentos mais recentes.

2. Dificuldade em executar as tarefas domésticas
As pessoas muito ocupadas podem temporariamente ficar tão distraídas que chegam a deixar as batatas no forno e só se lembrarem de as servir no final da refeição. O doente de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição, ou esquece-se de que já comeu.

3. Problemas de linguagem
Toda a gente tem por vezes dificuldade em encontrar a palavra certa. Porém, um doente de Alzheimer pode esquecer mesmo as palavras mais simples ou substituí-las por palavras desajustadas, tornando as suas frases de difícil compreensão.

4. Perda da noção do tempo e desorientação
É normal perdermos – por um breve instante – a noção do dia da semana ou esquecermos o sítio para onde vamos. Porém, uma pessoa com a Doença de Alzheimer pode perder-se na sua própria rua, ignorando como foi dar ali ou como voltar para casa

5. Discernimento fraco ou diminuído
As pessoas podem por vezes não ir logo ao médico quando têm uma infecção, embora acabem por procurar cuidados médicos. Um doente de Alzheimer poderá não reconhecer uma infecção como algo problemático, e não ir mesmo ao médico, ou então vestir-se desadequadamente, usando roupa quente num dia de Verão.

6. Problemas relacionados com o pensamento abstracto
Por vezes, as pessoas podem achar que é difícil fazer as contas dos gastos, mas alguém com a doença de Alzheimer pode esquecer completamente o que são os números e o que tem de ser feito com eles. Festejar um aniversário é algo que muitas pessoas fazem, mas o doente de Alzheimer pode não compreender sequer o que é um aniversário.

7. Trocar o lugar das coisas
Qualquer pessoa pode não arrumar correctamente a carteira ou as chaves. Um doente de Alzheimer pode pôr as coisas num lugar desajustado: um ferro de engomar no frigorífico, ou um relógio de pulso no açucareiro.

8. Alterações de humor ou comportamento
Toda a gente fica triste ou mal humorada de vez em quando. Alguém com a Doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor – da serenidade ao choro ou à angústia – sem que haja qualquer razão para tal facto.

9. Alterações na personalidade
A personalidade das pessoas pode variar um pouco com a idade. Porém, um doente com Alzheimer pode mudar totalmente, tornando-se extremamente confuso, desconfiado ou calado. As alterações podem incluir também apatia, medo ou um comportamento inadequado.

10. Perda de iniciativa
É normal ficar cansado com o trabalho doméstico, as actividades profissionais do dia a dia, ou as obrigações sociais; porém, a maioria das pessoas recupera capacidade de iniciativa. Um doente de Alzheimer pode tornar-se muito passivo, e necessitar de estímulos e incitamento para participar.

Médicos de Portugal

Publicado por sutenorio às 12:02 PM | Comentários (1)

novembro 11, 2006

Campanha "Antibióticos - Use-os de Forma adequada"

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Campanha para o Uso Adequado de Antibióticos

Portugal ocupa a quarta posição nos 26 países da Europa, no que respeita ao consumo global de antibióticos (definido como Dose Diária Definida por 1.000 habitantes) em ambulatório. Particularmente para certas classes de antibióticos, como é o caso das quinolonas, o nosso país ocupa a 2ª posição*.

O baixo conhecimento sobre o uso correcto de antibióticos (cumprimento da posologia e duração de tratamento, respeito pelos prazos de validade, partilha de antibióticos com outros) e a sua utilização indevida para situações terapêuticas para as quais não estão indicados (automedicação), têm um elevado impacto sobre o aumento de bactérias resistentes a estes medicamentos, com consequências importantes na redução da eficácia destes medicamentos, no aumento da necessidade de consultas médicas, exames complementares de diagnóstico, prescrição de medicamentos adicionais e mesmo de internamento hospitalar.

O crescente desenvolvimento de resistências bacterianas aos antibióticos, utilizados quer em ambulatório quer em meio hospitalar, é um problema de saúde pública que preocupa as Autoridades de Saúde mundiais e a comunidade médico-científica em geral, pelo seu impacto actual e futuro na procura de alternativas terapêuticas para os doentes, no ambiente e na própria economia e sustentabilidade do país.

A Pfizer desenvolveu e implementou uma Campanha de educação, informação e sensibilização públicas para o correcto uso de antibióticos, em parceria com o Ministério da Saúde, Ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos.

Melhorar o conhecimento geral e o comportamento face aos antibióticos e a sua correcta utilização, desencorajar a automedicação e prevenir a contaminação ambiental, são os objectivos desta Campanha desenvolvida pela Pfizer, enquanto organização da sociedade civil, que com a participação efectiva dos profissionais de saúde, contribui para o reforço e sucesso das acções de promoção da adesão aos tratamentos mais adequados para obtenção de ganhos em saúde efectivos pelos cidadãos.

É urgente passar a mensagem que estimular hoje o uso correcto de Antibióticos reduz o desenvolvimento de resistências bacterianas e aumenta a probabilidade de mantermos estes medicamentos como uma arma terapêutica eficaz para o tratamento das gerações vindouras.

Porque o conhecimento se altera mais rapidamente do que o comportamento, esta campanha tem a duração de 3 anos e ocorrerá anualmente durante os meses de Inverno. Para a divulgação de informação e assim cumprir com os objectivos traçados para esta Campanha, os principais suportes de comunicação são a imprensa, o rádio, o Multibanco e, sobretudo, o site www.antibioticos.com.pt. Paralelamente, para facilitar ainda mais o acesso dos doentes à informação, e integrando a participação activa dos profissionais de saúde, privilegiando a relação médico-doente e farmacêutico-doente, irão existir suportes de informação impressa disponíveis nos Centros de Saúde e nas Farmácias de todo o país.

Pfizer

Publicado por sutenorio às 12:19 PM | Comentários (0)

novembro 06, 2006

com.s.ciência

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Mais de quatro horas ao telemóvel por dia pode diminuir a boa qualidade de espermatozóides e influenciar a fertilidade nos homens.

Cientistas da Cleveland Clinic, nos EUA, apresentam resultados de um teste clínico e alertam para possíveis riscos.

Usar o telemóvel indiscriminadamente muitas horas por dia pode ter um grande impacto na qualidade, mobilidade e estados dos espermatozóides, contribuindo para uma subida nos níveis de infertilidade nos homens. O alerta é feito à American Society for Reproductive Medicine, por cientistas da Cleveland Clinic Ohio, após um estudo de observação em 364 homens.

Os especialistas dividiram a amostra de homens em 3 grupos diferentes, de acordo com a utilização diária de telemóvel, e indicam que os indivíduos que passam mais de 4 horas diárias em conversas telefónicas móveis apresentaram uma menor quantidade de espermatozóides, com menos mobilidade e alteração na forma, comparativamente com os homens que recorrem menos ao telemóvel.

Os dados indicam que o grupo dos homens que apresentou quantidades normais de espermatozóides se situou, em média, nos 86 milhões/milímetro, com 68% de mobilidade e 40% de estado normal, sendo que os que passam mais de 4 horas ao telemóvel apresentaram uma média de quantidade de espermatozóides de 66 milhões/milímetro, 48% de mobilidade e 21% de estado normal.

No artigo apresentado à American Society for Reproductive Medicine, e que está actualmente em submissão para publicação, os cientistas escrevem que, «a utilização do telemóvel pelos homens na avaliação da infertilidade está fortemente associada com a diminuição na qualidade do esperma».

Os especialistas acrescentam que verificaram que «os efeitos não dependem da qualidade inicial do sémen dos sujeitos», no entanto, «estudos de larga escala são necessários para identificar o mecanismo envolvido na redução da qualidade do sémen».

A confirmar-se os efeitos da utilização excessiva de telemóveis pelos homens na qualidade dos espermatozóides, os cientistas indicam que poderá haver duas explicações possíveis que o justifique. Por um lado, um possível efeito prejudicial dos campos electromagnéticos e, por outro, possíveis efeitos de aquecimento dos tecidos.

Os cientistas estão conscientes que os resultados do estudo não comprovam que os telemóveis podem estar na origem da infertilidade em muitos homens, no entanto, Ashok Agarwal, investigador principal do estudo afirma, citado pela BBC News on-line que, «verificou-se uma diminuição significativa nas medições mais importantes da saúde do esperma e isso deve definitivamente ser reflectido na diminuição da fertilidade, que é verificada em todo o mundo».

O especialista acrescenta ainda que, hoje em dia, a utilização do telemóvel já está muito generalizada entre as pessoas, sendo que normalmente nem se pensa nos possíveis efeitos nefastos que poderá ter, como na fertilidade. Citado pela BBC News on-line, Ashok Agarwal afirma mesmo que, isto «ainda tem de ser provado, mas poderá ter um grande impacto porque os telemóveis são uma grande parte da nossa vida».

TV ciência

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outubro 09, 2006

com.s.ciência

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Dossier Informativo: Enxaqueca

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agosto 02, 2006

Perspectivas

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daqui

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julho 15, 2006

com.s.ciência

Perigos das radiações ultravioletas

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A protecção dos olhos das crianças com óculos de sol é uma das medidas recomendadas pelos especialistas para proteger a visão dos raios ultravioletas, cujos valores se mantêm elevados ao longo desta semana.

A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) tem feito alertas ao público a explicar que "as radiações associadas aos raios ultravioleta (UV), quando negligenciadas, podem prejudicar gravemente a visão". Esta organização lembra que o olho é o órgão, a seguir à pele, "mais susceptível de sofrer danos (nomeadamente córnea, a retina e o cristalino) devido à exposição às radiações ultravioletas".

Os oftalmologistas recomendam "o uso frequente de óculos de sol" pois associam-no a "um decréscimo de 40% de risco de desenvolver cataratas". Trata-se de "uma forma fácil e importante de prevenir outras doenças oculares", refere a SPO naquele documento.

Segundo um documento da SPO sobre a exposição ocular aos UV, esta radiação "é altamente prejudicial, pois conduz à destruição parcial ou total dos foto-receptores da retina, provoca queimaduras oculares na pálpebra, aumenta o risco de desenvolver cataratas e um maior risco de degenerações maculares relacionadas com a idade".

"Estes riscos estão associados ao período de tempo que cada indivíduo passe no exterior, em actividades ao ar livre, principalmente durante a adolescência e juventude", alerta a SPO.

Os raios UV merecem também a atenção do Instituto de Meteorologia (IM), que disponibiliza no seu site, há cerca de um ano, informação diária sobre esta radiação, aconselhando medidas de protecção.

MNI

Publicado por sutenorio às 10:00 AM | Comentários (0)

junho 21, 2006

com.s.ciência

A Campanha Help, da Comissão Europeia, volta a marcar presença em Portugal nos próximos dias 21 e 22 de Junho com a realização de testes de medição de monóxido de carbono no Centro Colombo, em Lisboa, uma acção que se integra num projecto pan-europeu que abrange os 25 Estados-Membros da EU.

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Depois de uma primeira acção realizada no Dia Mundial Sem Tabaco, que se celebrou a 31 de Maio, com a participação de cerca de 150 pessoas, a Praça dos Navegantes, no Centro Colombo, vai receber o stand da Help, convidando todas as pessoas a avaliarem o seu nível de CO, uma substância cancerígena produzida pelo fumo do tabaco. Para um maior esclarecimento sobre os riscos associados à exposição ao CO, realizar-se-ão ainda sessões públicas com a participação do professor da Escola Nacional de Saúde Pública, Luís Saboga Nunes.

Esta acção faz parte da segunda fase da campanha “Help: Por uma vida sem tabaco”, um projecto de âmbito europeu cujo objectivo é persuadir os cidadãos dos países da UE, sobretudo os jovens, a não começarem ou a deixarem de fumar. A campanha, com a duração de quatro anos, foi lançada oficialmente em 2005 pelo Comissário Europeu para a Saúde e Defesa dos Consumidores Markos Kyprianou, o mesmo que a 29 de Março deste ano deu o pontapé de saída para a 2ª fase do projecto.

Nesse dia, Markos Kyprianou e outros Comissários Europeus juntaram-se frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, para medirem a sua taxa de monóxido de carbono (CO) e chamarem a atenção da população para os riscos associados ao fumo. A acção decorreu junto às 25 tendas Help que este ano ‘visitarão’ todos países da UE numa tournée que procura evidenciar os efeitos nocivos que este gás extremamente tóxico produz sobre o organismo.

No total, serão realizados cerca de 50 mil testes, os quais servirão de base para a elaboração de um estudo dirigido pelo professor Bertrand Dautzenberg.

Muitas vezes apelidado de “assassino invisível”, o monóxido de carbono está presente no ar respirado pelos fumadores, que o originam de cada vez que levam à boca o cigarro, charuto ou cachimbo. Os não-fumadores podem também inalar CO em espaços fechados utilizados por pessoas que fumam. Entre os efeitos de uma taxa elevada de CO no organismo contam-se a redução da função cardíaca, risco de formação de coágulos, asfixia por falta de oxigénio e problemas no desenvolvimento do feto, no caso das mulheres grávidas.

Médicos de Portugal

Publicado por sutenorio às 09:29 AM | Comentários (0)

maio 03, 2006

com.s.ciência

Stress aumenta necessidade "compulsiva" na procura de fontes de prazer

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O stress activa no cérebro um mecanismo hormonal que conduz as pessoas a comer doces, consumir drogas e apostar em jogos de azar, segundo um artigo publicado na revista "BMC Biology".

Investigadores da Universidade do Michigan e de Georgetown, em Washington, realizaram um estudo com ratinhos de laboratório nos quais injectaram o factor libertador de corticotropina no cérebro, em níveis similares aos que se registam em seres humanos em situações de stress.

A corticotropina é a hormona responsável pela biossíntese e secreção de certas substâncias do cortex.

"A substância cerebral do stress triplicou a intensidade de desejo por alimentos com açúcar em relação ao provocado por indicadores dessas guloseimas", assegurou o professor de psicologia da Universidade do Michigan, Kent Berridge.

Este resultado explica porque é que as pessoas que sofrem de stress têm mais possibilidades de sentir desejos mais intensos por recompensas que se possam satisfazer de forma compulsiva com actividades que gerem prazer, como comer ou consumir drogas.

MNI

Publicado por sutenorio às 01:15 PM | Comentários (0)

março 24, 2006

Desligar os computadores para poupar emissões de CO2

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Evitar a emissão de mais de um milhão de toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera é o objectivo de uma campanha recentemente lançada no Reino Unido contra o uso do “standby” nos aparelhos eléctricos, como computadores, DVD ou televisões.

A iniciativa pretende sensibilizar os consumidores para a importância de deixar desligados este tipo de aparelhos, em vez de os deixar em “standby”. Segundo dados da campanha, mais de um terço dos trabalhadores ingleses admite que não desliga os seus computadores quando saem dos empregos.

Esta cultura é responsável pela emissão anual para a atmosfera de um milhão de toneladas de dióxido de carbono, com um custo de 182 milhões de euros para as empresas. Algo semelhante ocorre com os computadores domésticos, que desperdiçam anualmente mais de 60 milhões de euros, sendo responsáveis pela emissão de 220 mil toneladas de CO2.

A campanha, lançada pela Fundação pela Poupança Energética, pretende que cada cidadão se esforce por reduzir o seu consumo energético em 20%, adoptando medidas muito simples, como apagar os televisores, os computadores ou os aparelhos de DVD.

A Fundação lembra que, em alguns casos, os aparelhos eléctricos em “standby” chegam a consumir 90% da energia que consomem quando estão ligados. Mais informação AQUI.

Quercus

Publicado por sutenorio às 09:30 AM | Comentários (0)

março 06, 2006

com.s.ciência

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Cerveja tem efeito anti-inflamatório

Beber cerveja actua positivamente sobre os processos inflamatórios e algumas doenças crónicas, de acordo com um estudo divulgado pela Innsbruck University School of Medicine, na Áustria.

Segundo um comunicado de imprensa da equipa de investigadores, liderada por Dietmar Fuchs, as experiências realizados com células sanguíneas demonstraram que a cerveja pode bloquear algumas infecções e doenças crónicas. Os autores do estudo, realizado na secção de biologia química da universidade austríaca, asseguram que a cerveja parece aumentar a produção da chamada "hormona da felicidade", a serotonina, um neurotransmissor que exerce um papel importante no humor. O estudo também confirmou que a ingestão de cerveja tem um efeito tranquilizante sobre quem a bebe.

Os cientistas destacam, no entanto, que o facto de beber cerveja não implica necessariamente a ingestão de bebidas alcoólicas, dado que o efeito positivo do sumo de cevada também se faz notar quando este não contém álcool.

As substâncias contidas nos extractos de cevada parecem ter um impacto parecido ao que se atribui ao vinho tinto, ao chá verde e ao preto no organismo, cujo efeito positivo para a saúde, reconhecido cientificamente, prende-se com a prevenção das doenças coronárias.

MNI

Publicado por sutenorio às 09:33 AM | Comentários (2)

fevereiro 15, 2006

para reflectir

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... e o mundo anda preocupado com os cartoons da Dinamarca sobre Mohammad .

Publicado por nelourenco às 08:54 PM | Comentários (0)

fevereiro 09, 2006

com.s.ciência

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Cientistas australianos revelaram que alguns medicamentos comuns, como a Aspirina, podem reduzir o risco de se contrair um cancro da pele.

David Whiteman acrescentou que para a Aspirina e outros anti-inflamatórios não esteróides -como o Ibuprofeno - ajudarem a prevenir o cancro da pele é preciso tomá-los com regularidade. O estudo constatou que os efeitos são imediatos nos pacientes que tomaram o fármaco duas vezes por semana durante cinco anos.

David Whiteman, especialista do Queensland Institute of Medical Research, Austrália, concluiu que a Aspirina impede a acção da enzima produzida pelas células tumorais, após examinar 1.000 residentes desse Estado, no nordeste do país.

"Sabe-se que o cancro da pele produz uma enzima e utiliza-a para desenvolver vasos sanguíneos e crescer sob a pele. O que a aspirina faz é evitar que a enzima se reproduza", explicou Whiteman à emissora australiana ABC.

Os investigadores de Queensland estão certos que este trabalho servirá como base para futuros estudos no sentido de estabelecer novas estratégias da luta contra o cancro da pele.

MNI

Publicado por sutenorio às 10:54 AM | Comentários (0)

janeiro 31, 2006

Fumo Passivo

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Natália tem o rosto vincado pela doçura das avós. O seu olhar de 75 anos é banhado por uma ternura sem limites. Sorri à minha chegada. Vinha da visita que faz regularmente ao marido, que se encontra internado no Instituto Português de Oncologia. Natália não tem voz. As palavras castigam o ar que lhe sai, a muito custo, da garganta. A rouquidão encostou-se à sua vida para a não deixar mais. Respira com dificuldade.

Nunca fumou na vida. O marido nunca fumou. A filha nunca fumou. Há uns anos, no entanto, foi-lhe diagnosticado cancro na garganta. Hoje, laringectomizada, recorda a revolta que sentiu quando a informaram da doença. Viveu profissionalmente rodeada de pessoas que fumavam. Não sabe o quê, mas tem a certeza de que algo tem de ser feito para a sua história não se repetir.

Despedimo-nos. Apesar da crueldade do destino, o sorriso da alma é bem visível enquanto se afasta, a caminho da sua vida.

Rui Miguel Falé


Sintomas de fumo passivo

– Irritação dos olhos, nariz e vias respiratórias;
– Redução da função pulmonar;
– Dores de cabeça;
– Tonturas e náuseas;
– Fadiga;
– Perda de concentração;
– Diminuição do olfacto e do paladar;
– Grávidas expostas a fumo passivo correm o risco de terem bebés de baixo peso;
– Pode causar doença do ouvido médio (otite serosa), que é a causa mais comum de surdez nas crianças;
– Frequência da síndrome de morte súbita aumenta nos bebés/crianças expostos ao fumo do tabaco.

Os perigos do fumador passivo

Um estudo realizado em 2002, em nome da Comissão Europeia, mostra que apenas 2% dos inquiridos acreditam que o fumo passivo é inofensivo, 23% defendem que provoca desconforto, enquanto que 36% acreditam que, a longo termo, pode vir a causar doenças graves como o cancro.

O fumo passivo é o fumo do tabaco existente no meio ambiente e que é respirado por aqueles que não são fumadores. Sempre que se partilha um espaço fechado com alguém que está a fumar fica-se exposto ao fumo do tabaco, facto que poderá causar graves problemas de saúde.

Na realidade, o fumo provocado pelo consumo de tabaco contém, pelo menos, 4000 compostos químicos, sendo a sua maioria tóxicos e mais de 40 deles conhecidos como cancerígenos. O fumador só inala 15% do fumo de cada cigarro, os restantes 85% são libertados para o ambiente.

De acordo com a Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Cancro (AIPC), um organismo integrante da Organização Mundial de Saúde, existem inúmeros estudos que comprovam que o fumo passivo é uma das causas de cancro do pulmão em não fumadores.

Durante os últimos 25 anos, foram publicados mais de 50 estudos sobre a relação entre fumo passivo e o risco de contrair cancro no pulmão em não fumadores. Estes estudos mostram que existe uma correlação positiva entre o risco de pessoas não fumadoras, cônjuges de fumadores, virem a contrair cancro do pulmão e a exposição ao fumo passivo. As mulheres sujeitas ao fumo passivo provocado pelos seus maridos têm um risco acrescido em 20% de virem a contrair cancro do pulmão, enquanto que esse risco aumenta para 30% para os homens nas mesmas condições.

Os indivíduos não fumadores expostos ao fumo no local de trabalho têm um risco acrescido em 16 a 19% de virem a contrair cancro no pulmão.

Além disso, de acordo com os dados epistemológicos da AIPC, existe uma relação causa/efeito entre a exposição ao fumo passivo e a doença coronária. Foi estimado que o fumo passivo aumenta entre 25 a 35% o risco de um não fumador ter um enfarte do miocárdio.

Os filhos de pais fumadores têm grande probabilidade de vir a sofrer vários problemas de saúde. As crianças expostas ao fumo passivo sofrem, frequentemente, de tosse, catarro, respiração ruidosa e infecções respiratórias (bronquite, pneumonia e asma infantil). Diversos estudos comprovam que a frequência e gravidade dos sintomas de asma infantil aumentam quando as crianças doentes estão sujeitas ao fumo passivo, e diminuem quando deixam de estar submetidas a estes ambientes.

Dados científicos comprovam que existe uma relação causa/efeito entre a exposição ao fumo passivo e o enfisema pulmonar, quer em crianças, quer na população adulta.

Publicado por sutenorio às 10:10 AM | Comentários (3)

janeiro 30, 2006

com.s.ciência

Portugal vai ter um mais elevado risco de cheias no fim do século XXI, devido ao aumento do fenómeno de chuvas intensas e à subida do nível médio dos oceanos, conclui um relatório de investigadores portugueses que vai ser lançado hoje.

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Trata-se da segunda fase do projecto SIAM, que contou com a participação de 61 cientistas, e que traça diferentes cenários, impactos e medidas de adaptação para as alterações climáticas em Portugal.

Os cenários climáticos apontam para uma clara tendência de concentração da precipitação nos meses de Inverno, que poderá traduzir-se num aumento efectivo da precipitação média entre os meses de Dezembro e Fevereiro, agravando o risco de cheias, referem os investigadores.

O relatório SIAM II indica que a tendência para o agravamento de precipitações extremas é observada em todo o país, mas é mais clara na região Norte.

Além do aumento de fenómenos de precipitação intensa, a subida do nível médio dos oceanos poderá também contribuir para um aumento do risco de cheias, devido à diminuição da capacidade de escoamento na foz dos rios de maior dimensão.

Por isso, áreas ribeirinhas como o vale do Tejo ou a Ribeira, na cidade do Porto, poderão ver aumentar o risco local da ocorrência de cheias.

O estudo avisa que a subida do nível médio do mar terá também vários impactos no litoral, a nível das actividades ambientais, económicas e sociais, devido ao agravamento do processo erosivo, aumento das áreas inundadas e modificação do regime de marés.

Quanto à temperatura, os modelos estudados projectam para o fim do século XXI um aumento substancial da frequência dos "dias muito quentes", com o Sul a registar mais de 100 dias por ano com temperaturas acima dos 35 graus, sobretudo no interior.

O número de noites tropicais (com temperatura mínima acima dos 20 graus) também deverá aumentar, variando entre 20 e 180 ou 40 e 120, consoante os cenários.

Os investigadores projectam também, em termos anuais, uma diminuição da precipitação no fim do século XXI, podendo ser superior a 30 por cento no Sul do país, com destaque para o Algarve, que poderá perder mais de 40 por cento de chuva, e variando entre 10 e 30 por cento no Norte e Centro do país.

No último quarto de século, em Portugal, registou-se um aumento significativo das temperaturas máxima e mínima médias.

Observou-se ainda que os 6 anos mais quentes do período 1931- 2000 concentraram-se nos últimos 12 anos do século XX, tendo sido 1997 o ano mais quente.

Os últimos 20 anos foram particularmente pouco chuvosos, comparativamente aos valores médios registados entre 1961-1990.

No entanto, assinala o relatório, existe grande variabilidade interanual.

O Inverno de 2000, por exemplo, foi muito chuvoso (o terceiro mais chuvoso dos últimos 30 anos), mas o Inverno seguinte foi muito seco (o quinto mais seco do mesmo período).

O projecto SIAM iniciou-se em 1999, tendo o resultado da primeira fase sido divulgado dois anos depois.

A segunda fase iniciou-se em 2002 e alargou o âmbito das investigações iniciais, procurando aprofundar algumas lacunas e estendendo o estudo às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Foi também realizado um estudo de caso mais focado e integrado para uma região especialmente vulnerável do Continente - a bacia hidrográfica do Rio Sado.

O SIAM II envolveu cerca de 61 investigadores distribuídos por 11 equipas, coordenadas pelo professor Filipe Duarte Santos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Os sectores sócio-económicos e sistemas biofísicos sobre os quais incidiu trabalho são os mesmos do SIAM I, designadamente, recursos hídricos, zonas costeiras, agricultura, saúde, energia, florestas e biodiversidade e pescas.

O livro vai ser apresentado esta tarde numa cerimónia que conta com a presença do Presidente da República Jorge Sampaio.

Lusa

Publicado por sutenorio às 10:58 AM | Comentários (0)

janeiro 16, 2006

com.s.ciência

Investigadores canadianos descobriram uma proteína que desempenha um papel importante nas dores crónicas subsequentes a lesões de nervos, acidentais ou ligadas a doenças como a diabetes, zona ou cancro, escreve a revista Nature.

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Esta descoberta abre caminho ao desenvolvimento de novos diagnósticos e tratamentos eficazes desta forma crónica de dor neurológica ("dor neuropática"), que algumas vezes medicamentos como a morfina não conseguem aliviar.

Sabia-se que a primeira etapa deste processo doloroso ao nível dos nervos periféricos (ramos nervosos saídos da espinal medula) passava pela activação de células, designadas por micróglias, mas ignorava-se como é que estas células comunicavam com os neurónios.

Uma equipa de investigadores dirigida por Yves De Koninck, da Universidade Laval, do Quebeque (Canadá), mostrou que as células microgliais, ao serem activadas, segregam e libertam uma proteína ou sinal químico, chamado BDNF, que altera as propriedades dos neurónios da dor na espinal medula.

A injecção desta proteína BDNF na espinal medula de ratinhos normais desencadeou uma "alodinia", ou seja uma dor causada por um estímulo que normalmente não a provoca, como por exemplo uma carícia.

Os investigadores procederam depois a manipulações para bloquear ou interceptar esta mensagem, a proteína BDNF, expedida pela micróglia até aos nervos feridos e conseguiram suprimir este excesso de sensibilidade dolorosa, a alodinia.

Lusa

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janeiro 13, 2006

com.s.ciência

O consumo diário de uma ou duas chávenas de chá verde ou preto pode reduzir os riscos de cancro dos ovários, segundo uma investigação de cientistas suecos divulgada nos Estados Unidos.

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"Constatámos uma diminuição de 46 por cento dos riscos de cancro dos ovários nas mulheres que bebiam uma ou duas chávenas de chá todos os dias, em comparação com as que não tinham esse hábito", afirmam Susanna Larsson e Alicja Wolk, do Instituto Karolinska de Estocolmo, neste estudo publicado na revista "Archives od Internal Medicine".

"Cada chávena adicional de chá diária representa uma redução de 18 por cento dos riscos de cancro dos ovários", acrescentam.

O estudo foi realizado na Suécia, entre 1987 e 1990, com 61.057 mulheres com idades entre 40 e 76 anos. As participantes tiveram de responder a um questionário rigoroso sobre os seus hábitos alimentares e foram seguidas durante 15 anos, em média, até 2004.

Durante este período, 301 mulheres desenvolveram cancro dos ovários.

Todavia, Susanna Larsson e Alicja Wolk consideram necessárias investigações suplementares para explicar certas incoerências.

Investigações anteriores sobre os efeitos anti-cancerosos do chá produziram resultados contraditórios.

O cancro dos ovários representa três por cento de todos os cancros nas mulheres e é a quarta causa da sua mortalidade por cancro nos EUA, segundo a American Cancer Society (ACS).

De acordo com números da ACS, haverá mais de 22.000 novos casos em 2005 responsáveis por 16.000 óbitos. A taxa de mortalidade deste cancro, de diagnóstico muito difícil, tem permanecido constante nos últimos 50 anos.

Lusa

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janeiro 11, 2006

com.s.ciência

O consumo de café pode reduzir de forma significativa o aparecimento de cancro de mama nalguns casos de risco, indica um estudo de investigadores canadianos publicado na edição de Janeiro do "International Journal of Cancer".

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"Constatámos, em mulheres que bebiam seis ou mais chávenas de café por dia, uma baixa de perto de 75 por cento do aparecimento de cancro de mama", afirmou Steve Narod, investigador na universidade de Toronto que dirigiu o estudo e um dos maiores especialistas mundiais na matéria.

O trabalho da equipa de cientistas canadianos abrangeu mulheres que apresentavam mutações dos genes BRCA1 e BCRA2, que comportam um risco de cancro de mama até 80 por cento.

Steve Narod fez igualmente parte da equipa internacional que descobriu e isolou estes genes, há uma dezena de anos.

Os resultados positivos do estudo abrangem sobretudo mulheres portadoras do gene BCRA1, que representam 77 por cento do total de casos estudados.

Segundo a pesquisa, as mulheres que consomem entre uma e três chávenas de café por dia diminuem em 10 por cento o risco de sofrerem de cancro de mama, um número que passa para 25 por cento se o consumo de café for entre quatro e cinco chávena/dia.

Em consumos superiores a cinco chávenas/dia a redução do risco de aparecimento fixou-se em 69 por cento.

As bebidas descafeinadas não tiveram, segundo os investigadores, qualquer influência no risco de aparecimento de cancro de mama.

O estudo abrangeu 1.690 mulheres (casos de risco) no Canadá, Estados Unidos, Israel e Polónia.

Lusa

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janeiro 10, 2006

com.s.ciência

Investigadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, desenvolveram o primeiro teste caseiro capaz de medir a fertilidade masculina com uma fiabilidade de 95 por cento.

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O aparelho, conhecido como "Fertell test", foi produzido em colaboração com a empresa inglesa Genosis, segundo um comunicado divulgado pela Universidade de Birmingham.

"O teste, que tem a vantagem de ser muito simples de usar, leva uma hora a concluir se uma amostra de sémen introduzida no aparelho tem capacidade para fecundar um óvulo feminino", explicou o professor Chris Barrat, responsável pelo estudo.

O teste determina a capacidade de fecundação do sémen ao quantificar o número de espermatozóides capazes de atravessar uma barreira que se encontra no interior do aparelho que simula o colo do útero.

O novo teste permite aos casais que desejam ter filhos saber antecipadamente se existe ou não um problema potencial de fertilidade.

"Na actualidade, muitos casais são aconselhados a esperar um ano antes de procurarem ajuda médica, mas a idade pode ter um impacto negativo importante na fertilidade, pelo que pode ser muito vantajoso dispor de informação fiável o mais cedo possível", disse Barrat.

Na sua óptica, o facto de ser um procedimento caseiro reduz a pressão que poderão sentir muitos homens "ao terem de levar uma amostra de esperma a um laboratório".

O teste pode ser adquirido desde este mês sem receita médica no Reino Unido.

Lusa

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janeiro 09, 2006

Um terço dos portugueses já praticou sexo inseguro

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Um terço dos portugueses questionados num inquérito internacional sobre sexualidade admitiu já ter praticado sexo inseguro (sem preservativo e sem conhecer a história do parceiro), o que vai ao encontro de estudos efectuados a nível nacional sobre esta matéria.

Nas conclusões do mega-inquérito sobre comportamento sexual levado a cabo pela empresa Durex em 41 países, os portugueses dizem ter tido acesso a educação sexual pela primeira vez (quase aos 14 anos). A este nível, apenas somos ultrapassados pelos inquiridos de vários países asiáticos.

Quase metade dos portugueses defende, a propósito, que o investimento dos governos deve ser orientado maioritariamente para a educação sexual nas escolas. A esmagadora maioria (86 por cento) acredita que os jovens devem ser encorajados a praticar sexo seguro e apenas dois por cento advoga o incitamento à abstinência sexual antes do casamento.

É a nona vez que a Durex leva a cabo um inquérito deste tipo e este ano foram ouvidas mais de 317 mil pessoas sobre questões tão díspares como a da regularidade das relações sexuais, a idade em que as pessoas começaram a ter educação sexual e em que perderam a virgindade.

MNI

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dezembro 12, 2005

Lavar as mãos ajuda a prevenir gripe

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Vários estudos científicos têm demonstrado que os vírus da gripe podem sobreviver nas mãos durante várias horas, propagando-se pelo contacto directo.

Além da infecção por meio de tosse e espirros de outros indivíduos, as pessoas podem contrair o vírus através das mãos, ao tocar um objecto ou uma pessoa infectados. Se coçam o nariz ou os olhos com os dedos contaminados pelos vírus, também podem infectar-se com a gripe e espalhar a doença para outras pessoas, levando a um círculo imparável. Para deter esse círculo, a melhor maneira é lavar as mãos, segundo os especialistas britânicos.

O investigador John Oxford, da Queen Mary’s School of Medicine, em Londres, analisou os melhores métodos de prevenção da gripe e concluiu que, ao invés de utilizar produtos anti-virais, as pessoas deveriam ter a higiene pessoal como prioridade para evitar a doença. Deste modo, o cientista explicou às agências internacionais, que o modo menos efectivo de prevenir a transmissão da gripe comum é o uso de lenços de papel anti-virais.

MNI

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dezembro 11, 2005

Exercício físico prolonga esperança de vida

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As conclusões do estudo indicam que a actividade física, mesmo moderada, como 30 minutos diários de marcha regular, é um bom meio de melhorar o estado de saúde e viver mais tempo. Os investigadores examinaram os dados recolhidos nos últimos 46 anos sobre doenças cardíacas num grupo de 5.209 habitantes de Framingham, um subúrbio de Boston (estado norte-americano do Massachusetts).

O exercício regular pode aumentar três anos a esperança de vida e retardar vários anos o aparecimento de doenças cardiovasculares.

O exercício físico prolonga a esperança de vida 1,3 a 3,7 anos, segundo o grau de intensidade, e retarda 1,3 a 3,2 o desenvolvimento de doenças cardiovasculares nos homens com mais de 50 anos, em comparação com os menos activos, segundo um dos trabalhos, publicados na revista norte-americana "Archives of Internal Medicine".

No caso das mulheres com mais de 50 anos, os números são de 1,5 a 3,7 anos e de 1,3 a 3,3 anos, respectivamente, segundo Óscar Franco, da Universidade Erasmo de Roterdão, na Holanda, co-autor do estudo.

MNI

Publicado por sutenorio às 05:35 PM | Comentários (1)

novembro 23, 2005

mitus

"O chá contém antioxidantes"

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VERDADEIRO

Nos últimos anos, o chá parece ter entrado na moda... E por que razão?

Porque o chá contém muitos flavonóides – um grupo de substâncias presentes nos chás preto e verde que tem propriedades antioxidantes muito fortes.

Os antioxidantes são substâncias que reagem contra os radicais livres – moléculas instáveis que podem causar danos às células – neutralizando-os e diminuindo os prejuízos que estes podem causar.

Algumas investigações, do início dos anos 90, demonstraram que os antioxidantes podem contribuir para a prevenção do cancro e das doenças cardiovasculares.

Programa Alimentação e Saúde

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novembro 21, 2005

Pouca água, pouco ar.

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As imagens mostram-nos toda a água (1.4087 billiões de kilometros cubicos) e todo o ar da atmosfera (5140 triliões de toneladas).

Para o cálculo da água, incluíu-se a água do mar, gelo, lagos, rios, água subterrânea e nuvens.

A escala utilizada na esfera é a mesma da utilizada para o planeta terra.

É surpreendente a quantidade diminuta quando vista deste modo.

As imagens foram premiadas na competição "Visions of Science".

O documento com a explicação pode ser lido aqui.

Publicado por nelourenco às 04:55 PM | Comentários (0)

novembro 17, 2005

mitus

"Os espinafres são a melhor fonte de ferro"

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FALSO

Os espinafres ganharam esta reputação provavelmente por serem um alimento rico em sais minerais - ferro e magnésio, sobretudo. No entanto, apenas 10% do ferro que ingerimos proveniente de fontes vegetais é absorvido pelo nosso organismo. Os restantes 90% não são assimilados pelo corpo (apesar disto o ferro de origem vegetal também é importante do ponto de vista alimentar).

O ferro presente na carne - o chamado ferro do heme – é absorvido com mais eficácia pelo nosso corpo: cerca de 25 % do ferro é absorvido.

Há, contudo, uma forma de aumentar a absorção do ferro proveniente das fontes vegetais: acompanhá-las de alimentos ou bebidas ricos em vitamina C (por exemplo, pimentos, kiwis ou laranja).

Programa Alimentação e Saúde

Publicado por sutenorio às 09:20 AM | Comentários (1)

novembro 16, 2005

com.s.ciência

Estudo europeu avaliou concentração de benzeno em seis cidades europeias

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Lisboa é das capitais mais expostas a agentes cancerígenos

Lisboa é a segunda cidade, em seis analisadas, com maior exposição anual a benzeno, de acordo com um estudo realizado pela Comissão Europeia (CE).

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Os números resultam de uma estimativa - elaborada a partir de uma medição diária, em pessoas, ambientes interiores e exteriores - em seis capitais europeias, onde se encontram Dublim, Bruxelas, Bucareste, Madrid e Liubliana.

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O projecto PEOPLE (Population Exposure to Air Pollutants in Europe), do Centro de Investigação Comum (CIC) da CE, estima que anualmente os habitantes de Dublim estão sujeitos a menos de metade da poluição que afecta os lisboetas. Assim, enquanto a capital da Irlanda tem 2,9 microgramas por metro cúbico, Lisboa tem 6,1

MNI

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setembro 13, 2005

Investigação - Café poderá prevenir doenças neurodegenerativas

Para Rodrigo Cunha, independentemente de daqui resultar uma estratégia profiláctica para estas doenças, a investigação ganha uma outra importância, que é de perceber quais os efeitos da cafeína no funcionamento do sistema nervoso central.

A cafeína é a droga psico-activa mais consumida no mundo, e hoje pouco sabe dos "custos" para a saúde do prazer de saborear uma chávena de café.

"Nada nos diz que não estejamos a fazer um grande disparate, como aconteceu nos anos 20 e 50, em relação à heroína e ao tabaco", cujas consequências nefastas só se descobriram em décadas posteriores.

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Terá o café propriedades para prevenir doenças neurodegenerativas como Alzheimer ou epilepsia? Um grupo de investigadores da Universidade de Coimbra acredita que sim, e já conseguiu resultados muito promissores com testes em animais.

"Há indicações muito fortes de que temos aqui uma possível estratégia profiláctica para o aparecimento de problemas no sistema nervoso central", na prevenção de doenças neurodegenerativas, declarou à agência Lusa o investigador e professor da Faculdade de Medicina de Coimbra Rodrigo Cunha.

Tem "um impacto surpreendente" no sentido de prevenir as lesões no sistema nervoso causadas por problemas epilépticos. O mesmo se passa com as doenças inflamatórias.

Nos modelos animais que padecem de Alzheimer, o "consumo de café praticamente aboliu o défice de memória" e a lesão no sistema nervoso central associado à doença.

Igualmente nas situações de stress e depressão "as modificações temporárias que aparecem no sistema nervoso são fortemente atenuadas" pelo efeito da cafeína, principal componente do café.

A par do estudo em torno das propriedades do café para a prevenção de doenças neurodegenerativas, os investigadores ocupam-se também numa outra investigação, mas de índole farmacológica, a tentar perceber onde a cafeína actua e como é que actua no sistema nervoso central.

O consumo de café - observou - "causa várias modificações no sistema nervoso. Se queremos propor que as pessoas bebam café de modo regular como estratégia profiláctica para várias doenças do sistema nervoso central temos de saber muito bem o que acontece ao longo do tempo".

Nesta investigação, a par do café está a ser testado um composto selectivo de cafeína desenvolvido por uma multinacional farmacêutica italiana.

Com o composto pretende-se evitar o aparecimento de sintomas indesejáveis associados ao consumo de café, como são as arritmias cardíacas, os problemas ao nível do trato gastrointestinal e as lesões na parede estomacal.

Serão necessários mais dois ou três anos de investigação em animais para tentar perceber se as modificações derivadas do uso prolongado do café não desencadearão disfunções, nomeadamente no ritmo de sono, ou uma maior susceptibilidade a infecções sistémicas (doenças pulmonares crónicas ou obstrutivas, ou os síndromas gripais).

Depois de vários anos de investigação em células animais, desde 2001 decorrem no Centro de Neurociências de Coimbra experiências com ratos, para tentar perceber, por um lado, o que se passa no sistema nervoso central com a ingestão de cafeína e, por outro lado, para avaliar as suas capacidades na prevenção e tratamento de doenças que constituem um grave problema social dos países desenvolvidos.

Nos testes laboratoriais em modelos animais foram provocados os problemas típicos das doenças mais comuns do sistema nervoso central, Alzheimer, Parkinson, inflamatórias, epilépticas ou depressivas, e os resultados, para o investigador, têm "surpreendido pela eficiência do consumo de café na prevenção dos sintomas".

Em relação à doença de Parkinson, cuja investigação está a ser realizada em colaboração com um grupo de investigadores da Universidade de Harvard (EUA), "ficámos surpreendidos com a capacidade da cafeína para prevenir este tipo de sintomas" (dificuldade em iniciar movimentos e tremuras nas extremidades dos membros), bem como "a lesão que aparece em regiões particulares do sistema nervoso", referiu Rodrigo Cunha.

"Temos uma forte suspeita, que teria quase vontade de chamar certeza, do tipo de receptor, ou de antena" em que actua a cafeína, referiu Rodrigo Cunha.

Esse receptor - explicou - que normalmente "funciona de forma particularmente modesta, passa a ter um papel exacerbado no cérebro doente, mas vê bloqueado o seu funcionamento pelo efeito da cafeína".

Nesta investigação, a par do café está a ser testado um composto selectivo de cafeína desenvolvido por uma multinacional farmacêutica italiana.

Com o composto pretende-se evitar o aparecimento de sintomas indesejáveis associados ao consumo de café, como são as arritmias cardíacas, os problemas ao nível do trato gastrointestinal e as lesões na parede estomacal.

Este grupo de investigadores do Centro de Neurociências de Coimbra colabora também com um outro de neurologistas de Lisboa, dirigido pelo universitário Alexandre Mendonça, que trabalha em ambiente clínico, com pessoas que sofrem dessas patologias.

O grupo de Alexandre Mendonça foi autor de um estudo com casais em que um dos membros padecia da doença de Alzheimer. A conclusão foi de que havia uma correlação inversa entre o consumo de café ao longo da vida e o aparecimento dessa doença.

Embora considere que a investigação em que está envolvido cria expectativas "muito fortes" para uma possível estratégia preventiva de doenças neurodegenerativas, Rodrigo Cunha afirma que há ainda um longo trabalho a desenvolver.

"Esses mesmos receptores onde a cafeína actua no sistema nervoso central também são importantes para modelar a resposta inflamatória", observa, realçando que até agora nos modelos animais adultos utilizados nas experiências não surgiu esse tipo de problemas.

Esta é uma preocupação central em virtude de muitas doenças neurodegenerativas surgirem com mais frequência nas pessoas idosas, cujo sistema imuno-inflamatório está muito modificado.

LUSA

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setembro 12, 2005

Jogos como as "palavras cruzadas" e o "Su Doku" melhoram a memória

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Su Doku on-line


As palavras cruzadas e outros exercícios que estimulam a actividade mental, como o jogo "Su Doku", melhoram a memória e podem ajudar a manter o cérebro 14 anos mais jovem nas pessoas idosas, de acordo com um estudo.

A tese foi defendida pelo professor Ian Robertson, do Trinity College de Dublin (Irlanda) durante o Festival da Ciência da Grã- Bretanha, a decorrer naquela cidade, e hoje noticiada pelo jornal inglês "The Times.

Segundo o professor, exercícios cerebrais como as palavras cruzadas ou o Su Doku (um jogo matemático de sequências numéricas) - são vantajosos para manter a memória, a primeira parte do cérebro a revelar uma quebra com o avanço da idade.

A ideia é exercitar o cérebro e faze-lo voltar a funcionar como na juventude.

A memória pode também ser melhorada através de exercício físico.

Segundo Fergus Craik, da Universidade de Toronto, os idosos podem activar os lóbulos frontais através de exercícios sistemáticos destinados a aumentar a capacidade de processamento mental da memória.

O professor Robertson citou um estudo que envolveu cerca de três mil pessoas com idades compreendidas entre os 65 e os 90 anos que usam estratégias de memorização, resolvem problemas ou que jogavam jogos de computador.

Este grupo comparado com outro que não realizava nenhum destes exercícios revelou uma actividade cerebral equiparada a pessoas com menos 14 anos.

De acordo com o investigador, pessoas com mais de sessenta anos participaram num programa de quatro meses de exercícios aeróbicos, que ajudaram os pulmões a respirar mais profundamente e o coração a bater com mais força.

Os benefícios desses exercícios fizeram-se sentir de uma forma especial nos lóbulos frontais do cérebro, que são os que participam na organização, na tomada de decisões, na atenção e na memória.

Estes exercícios físicos criam uma substância química que estimula o crescimento de novas células e conexões cerebrais, incrementado o nível de serotonina, molécula envolvida na comunicação entre as células do nosso cérebro (neurónios) e que estimula os vasos sanguíneos que alimentam o cérebro.

"Para as pessoas de mais de 50 anos, o exercício é uma espécie de droga milagrosa que fomenta a actividade cerebral, reforça a memória e atrasa a perda de agilidade mental", explicou o cientista irlandês.

Também é importante uma boa dieta: alimentos ricos em gorduras saturadas aceleram o processo de degradação mental.

"Uma das razões porque nos falta a memória é porque quando alcançamos uma certa idade não recebemos a informação com a mesma rapidez de quando éramos jovens, explicou o professor.

Esse fenómeno foi observado numa série de experiências levadas a cabo por pessoas de varias idades.

Quando foi dada aos jovens uma lista de palavras para memorizar os seus cérebros mostraram uma forte actividade na parte esquerda do lóbulo frontal, assim como no centro principal da memória localizado no hipocampo (região do cérebro associada à memória e às capacidades de aprendizagem).

Essa actividade não foi detectada quando a mesma tarefa foi proposta a pessoas de mais de setenta anos.

Lusa

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setembro 07, 2005

Como Lixo?

Campanha de âmbito internacional com o objectivo de modificar a legislação, levada a cabo pelo Eurogroup for Animal Welfare em conjunto com a LPDA, sua representante em Portugal

A LPDA acredita que o transporte a longa distância de animais para abate é cruel e desnecessário, devendo ser substituído pelo abate tão perto quanto possível do local de produção.

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Dezenas e dezenas de horas nas estradas e nas fronteiras.

Com fome e com sede.

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Animais amontoados num espaço exíguo.

Com calor e falta de ar.

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Com medo, feridos, em total confusão e cansaço.

É assim que chegam ao seu destino final – os matadouros – milhares e milhares de cavalos, ovelhas, porcos e bovinos, transportados anualmente pelos caminhos da Europa.

O transporte de animais cruza todo o continente, maioritariamente por via terrestre, mas também por via aérea e marítima. Alguns países importam e exportam exactamente as mesmas espécies. Outros apenas importam animais vivos para que possam manter em pleno funcionamento os seus matadouros.

A sociedade europeia está cada vez mais consciente das longas distâncias percorridas pelos animais para abate, e cada vez mais se questiona acerca desta necessidade.

Legislação
A realidade
Situação em Portugal
Proposta


O que pode fazer

1. Sempre que possível, exija e prefira os produtos animais cuja referência de produção contenha indicadores e garantias de minimizar o sofrimento dos animais.

2. Escreva ao Ministro da Agricultura e exprima o que sente em relação ao transporte de longo curso de animais para abate. Peça-lhe que tome as medidas necessárias para acabar com o mesmo.

Eng.º Armando Sevinate Pinto
Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas
Praça do Comércio
1149-010 Lisboa
Fax 351.213234604

3. Caso testemunhe alguma situação de aparente infracção aos requisitos legais, por favor contacte uma das seguintes entidades: o veterinário municipal local (através da Câmara Municipal correspondente), a Direcção Regional de Agricultura da zona, a Direcção Geral de Veterinária – Divisão de Serviços de Bem-Estar Animal (tel. 213239500) ou ainda a Guarda Nacional Republicana da zona. Qualquer uma destas entidades tem competência no controlo destas situações.

lpda

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agosto 31, 2005

Aranhas são essenciais para recuperar locais devastados pelo fogo

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As aranhas são um dos elementos essenciais do processo de regeneração da vida em zonas destruídas por incêndios florestais, sendo das primeiras colonizadores dos locais e que com a sua presença permitem a vinda de outras espécies.

Alberto de Castro, responsável do departamento de Entomologia da Sociedade de Ciências de Aranzadi, Espanha, explicou à agência EFE que enquanto espécies autóctones das zonas destruídas desaparecem, as aranhas "ocorrem em batalhão" a zonas queimadas.

Como exemplo mais extremo disso recorda que depois da erupção do vulcão de Krakatoa, em 1883, as aranhas foram os primeiros seres vivos encontrados por investigadores que analisaram o local.

Em parte isto deve-se ao facto das aranhas se dispersarem com facilidade, já que mesmo não voando têm capacidade para "planar", usando seda para viajar de poucos metros até centenas de quilómetros.

Especialista no papel das aranhas em florestas queimadas, Castro considera que as aranhas adaptam-se facilmente, multiplicando-se devido à inexistência de predadores que, posteriormente ali afluem, devolvendo a vida à floresta.

"Na prática, as aranhas não regeneram directamente a floresta mas contribuem para que o ciclo da vida recomece com maior ímpeto e mais rapidamente", explicou Castro, que lembrou que as aranhas são "resistentes e capazes de sobreviver" nos ambientes mais inóspitos.

Segundo o biólogo, actualmente já foram catalogadas 38 mil espécies de aracnídeos em todo o mundo, das quais 1.300 na Península Ibérica, estimando-se que possa haver até 200 mil espécies no planeta.

LUSA

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agosto 30, 2005

Sorriso da Gioconda é ilusão óptica

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O enigmático sorriso da "Mona Lisa", de Leonardo da Vinci, é "uma ilusão que aparece e desaparece devido ao modo como o olho humano processa as imagens", segundo uma investigação da neurobióloga Margaret Livingstone.

Numa comunicação ao Congresso Europeu de Percepção Visual, que está a decorrer na Corunha (Galiza), a investigadora explicou que o sorriso pintado por da Vinci desaparece quando se olha directamente para ele e reaparece quando o olhar se fixa noutras partes do quadro.

"Da Vinci pintou o sorriso da +Mona Lisa+ usando sombras que vemos muito melhor com a nossa visão periférica", afirmou.

Por isso, para ver a Gioconda sorrir é preciso olhar para os seus olhos ou para qualquer outra parte do quadro, desde que os lábios fiquem no campo da visão periférica.

Depois de publicar a teoria de que a expressão se deve ao acto da visão central ter mais alta resolução do que a periférica, a investigadora estuda agora por que razão tantos génios da pintura tinha algum grau de deficiência visual.

Na perspectiva desta investigadora da Universidade de Harvard, o artista criou a ilusão ao usar no sec. XVI, "intuitivamente", um truque que só agora começa a ter base científica.

A teoria de Livingstone apoia-se no facto do olho humano ter uma visão central, muito boa para reconhecer pormenores, e outra periférica, muito menos precisa, mas mais adequada para perceber as sombras.

A investigadora deu o exemplo de Rembrandt, cujo estrabismo lhe reduzia a capacidade de ver a três dimensões, o que, em sua opinião, foi benéfico, já que "ter fraca percepção da profundidade pode ser uma vantagem numa profissão em que o objectivo é passar o mundo tridimensional para uma tela plana.

Livingstone precisou que não se trata de "desmistificar a arte", mas de explicar cientificamente técnicas que os artistas já usam há muito tempo de forma intuitiva.

"Os artistas estudam os processos visuais há muito mais tempo do que nós, os neurobiólogos", admitiu.

LUSA

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agosto 23, 2005

Manipulação de proteína poderá tratar cancro e calvície

A manipulação de uma proteína, conhecida como TERT, para activar a regeneração de tecidos poderá servir para desenvolver tratamentos contra o cancro e a calvície, indica um estudo publicado ontem pela revista científica britânica Nature.

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Cientistas da Universidade de Stanford (Califórnia) descobriram que a activação dessa proteína fez crescer o cabelo de forma desmedida em ratinhos de laboratório.

Aplicada aos seres humanos, a manipulação da proteína poderia servir para desenvolver tratamentos contra cancros, sobretudo da pele, doenças relacionadas com a danificação de tecidos, tratamentos anti- envelhecimento e, porventura, contra a calvície, segundo as conclusões do estudo.

A nova descoberta sobre a TERT "abre caminho a experiências com novas utilizações terapêuticas, para tratar doenças relacionadas com tecidos danificados e com o envelhecimento", afirmou Steven Artand, director da equipa de investigadores.

"O passo seguinte - acrescentou - será compreender exactamente de que modo a telomerase tem este efeito sobre as células, já que os dados conhecidos não estão em conformidade com a nossa descoberta".

A importância do estudo e das descobertas sobre o TERT tem especial relevância no campo da genética, nomeadamente no das células estaminais.

A proteína TERT é um componente chave das telomerases, que são enzimas formadas por proteínas e ácido ribonucleico que depositam telómeros (compostos de ADN e proteínas) nas extremidades dos cromossomas e ajudam a proliferar as células.

O novo estudo descobriu uma aplicação até agora desconhecida da proteína: que pode activar na epiderme as células estaminais de folículos capilares adormecidos, o que resulta no crescimento de uma cabeleira nos ratinhos.

Sabendo-se que a proteína está presente em 90 por cento dos cancros humanos, descobrir como se activa ou bloqueia poderá ser a chave da regeneração celular e da cura de numerosas doenças.

LUSA

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agosto 22, 2005

Estudante holandês descobre manuscrito esquecido de Einstein

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Um estudante que preparava uma tese de mestrado encontrou nos arquivos da Universidade de Leiden, na Holanda, um manuscrito esquecido de Albert Einstein com alto valor científico e histórico, disseram hoje fontes da instituição.

No documento, escrito em alemão e datado de Dezembro de 1924, o físico formula um dos últimos êxitos da sua carreira: a previsão teórica de um estado da matéria então ignorado e demonstrado empiricamente 70 anos depois, conhecido por condensação Bose-Einstein.

O manuscrito, que conserva as impressões digitais e contém numerosas notas pessoais e sublinhados do seu autor, corresponde ao artigo "Teoria Quântica do Gás Ideal Monoatómico", publicado em Janeiro de 1925 em Berlim nos Arquivos da Academia Prussiana das Ciências.

Um fenómeno parecido com o que acontece com as borras do café quando a chávena arrefece.

Faz parte dos documentos legados à universidade pelo físico Paul Ehrenfest, que o autor da teoria da relatividade visitou assiduamente nos anos 20 do século passado e cuja obra era o tema da tese do estudante Rowdy Boeyink.

Fotografias de alta resolução deste manuscrito de 16 páginas e a descrição da descoberta do estudante podem ser consultadas na Internet no site do Instituto Lorentz da Universidade de Leiden (http://www.lorentz.leidenuniv.nl).

O fenómeno nele descrito, a condensação Bose-Einstein, ocorre quando um gás é arrefecido a temperaturas extremas - cerca de 273 graus Celsius negativos -, o que faz com que os átomos retenham a menor quantidade possível de energia e se comportem de forma ordenada, até se aglutinarem numa massa densa que actua com uma única partícula.

O cientista indiano Satyendrah Nath Bose, especialista em física matemática, assentou as bases da descoberta ao enunciar as regras que determinam quando dois fotões devem ser contados como idênticos ou diferentes, e Einstein aplicou as suas equações para estender a teoria aos átomos da massa.

Em 1995, os norte-americanos Eric A. Cornell e Carl E. Weiman, e o alemão Wolfgang Ketterle, conseguiram reproduzir e observar o fenómeno com uma forma gasosa do rubídio, o que lhes valeu em 2001 o prémio Nobel da Física.

Quanto ao estudante que descobriu o manuscrito, o holandês Rowdy Boeyink, pode esperar notoriedade e boas notas na tese, já que encontrou outros documentos interessantes durante o seu trabalho de pesquisa, nomeadamente uma carta do físico dinamarquês Niels Bohr.

LUSA

Publicado por sutenorio às 12:03 PM | Comentários (1)

agosto 19, 2005

Efeito anti-celulite na baba de caracol

Um estudo recentemente divulgado pelo Instituto Politécnico Nacional (IPN) do México revela que a baba de caracol de jardim pode ajudar a reduzir a celulite, um problema que afecta a maioria das mulheres.

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Os resultados da investigação indicaram que a baba deste molusco tem aminoácidos, colagénio, vitaminas e alguns sais minerais que, ao serem absorvidos pela pele, suavizam o efeito de "casca de laranja".

A baba de caracol foi testada em fórmula de gel, durante um mês, por alunas do IPN, que observaram que a sua celulite diminuía e que não havia retrocesso depois de terminarem o tratamento.

Recentemente, uma empresa de criação de caracóis mexicana exportou 1.250 litros de baba de caracol pelo preço de 10 euros por litro (aproximadamente), com destino à elaboração de produtos cosméticos para o Japão e Estados Unidos.

O estudo, realizado pela investigadora Iliana Méndez Barajas do Centro de Estudos Científicos e Tecnológicos Miguel Othón de Mendizábal do IPN, incidiu sobre o caracol de jardim da espécie "Helix Hortensis".

A ideia deste estudo surgiu de um grupo de alunos que se propôs a investigar que utilidade tem o caracol para além da culinária, no âmbito de um concurso escolar.

Quando tudo indicava que a principal utilidade dos caracóis era a gastronomia, a indústria cosmética desviou-os para novos caminhos.

A celulite é um termo comum usado para descrever as bolsas de gordura acumuladas por baixo da pele causando covas nas ancas, coxas, nádegas e abdómen.

Este problema estético afecta 90 por cento das mulheres logo após a adolescência e raramente acontece nos homens.

LUSA

Publicado por sutenorio às 04:17 PM | Comentários (9)

agosto 04, 2005

Como poupar água?

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INAG

Publicado por sutenorio às 10:41 AM | Comentários (1)

agosto 01, 2005

Descoberto décimo planeta do sistema solar

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Um astrónomo norte- americano anunciou sexta-feira ter descoberto o décimo planeta do sistema solar, a cerca de 15 mil milhões de quilómetros da Terra.

Baptizado provisoriamente como 2003-UB313, o novo planeta "é o objecto mais distante jamais descoberto que gravita em torno do sol", segundo Michael Brown, chefe da unidade de Astronomia Planetária do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena.

Michael Brown referiu que o 2003-UB313 está a "97 unidades astronómicas (14,4 mil milhões de quilómetros) da Terra" e é maior que Plutão, o nono planeta do sistema solar, descoberto em 1930.

O novo planeta foi descoberto numa fotografia tirada por uma câmara digital extremamente potente, de 880 megapixéis, através do telescópio Samuel-Oschin, do monte palomar, sul da Califórnia.

Brown, que falava numa conferência de imprensa no Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, em Pasadena, reconheceu que qualificar o corpo descoberto como um "planeta" pode provocar controvérsia entre os cientistas.

No entanto, disse que se o 2003-UB313, formado por rochas e gelo, como Plutão, não é um planeta, então Plutão também não o é.

O novo "planeta", cujo nome foi já proposto à União Astronómica Internacional, mas que não foi revelado, foi descoberto a 08 de Janeiro, quando os cientistas reexaminavam as fotos, tiradas a 21 de Outubro de 2003.

Lusa

Publicado por sutenorio às 11:59 AM | Comentários (2)

Farmácias recolhem tinteiros vazios


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Cerca de 2800 farmácias começam hoje a recolher tinteiros e toners vazios de impressoras e faxes para reciclagem, numa campanha da Associação Nacional de Farmácias que visa angariar fundos para a Fundação do Gil.

A «Campanha de Recolha da Fundação Gil» tem a duração de um ano, eventualmente renovável, durante o qual espera recolher 200 mil tinteiros e toners vazios.

A Fundação do Gil, criada em 1999, presta assistência a crianças e jovens que, por várias razões, se encontram internados durante períodos prolongados em unidades hospitalares, prisionais ou outras. Neste momento, a instituição está a recuperar um edifício centenário abandonado há mais de 20 anos, situado no Parque da Saúde, na Avenida do Brasil, que será transformado num centro de acompanhamento pós-hospitalar.

A Câmara de Lisboa já anunciou a sua adesão à iniciativa, revertendo para a fundação cerca de 2600 euros anuais, valor que resulta da entrega para reciclagem dos tinteiros usados no município.


Fonte: MNI

Publicado por nelourenco às 11:30 AM | Comentários (1)

julho 29, 2005

Energia Eólica em Portugal

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Tendo em conta a necessidade do cumprimento da Directiva Comunitária respeitante ao acordo de Quioto, que impõe como meta o aumento da capacidade das energias renováveis para 2.450 MW até 2010, e as novas medidas de apoio, como a remuneração da energia produzida para níveis perto do praticado nos países Europeus, prevê-se a instalação de mais de 2.000 MW de capacidade de geração em energia eólica.

É ainda necessária a centralização dos processos de licenciamento em apenas um único organismo, que coordenaria e teria a cargo todo o procedimento administrativo, por forma a diminuir os prazos de implementação dos projectos os quais, actualmente, rondam os 2 a 4 anos.

A energia eólica mostra-se como uma das fontes renováveis com maior potencialidade e maior desenvolvimento futuro, não apenas pelas metas estabelecidas, mas também pelo interesse que desperta nas entidades e empresas o desenvolvimento de projectos de grande envergadura e visibilidade, além do retorno financeiro bastante atractivo.

Energias Renováveis

Publicado por sutenorio às 09:00 AM

julho 22, 2005

Dormir pouco é "hipotecar o futuro"

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Os portugueses andam a dormir cada vez menos. Adultos e crianças negligenciam horas de sono, talvez sem saber que esta subtracção pode ter resultados dramáticos. Dormir tornou-se um luxo.

O ritmo quase sempre alucinante do quotidiano está a roubar horas de sono aos portugueses. Com um prejuízo incalculável para a qualidade de vida. Dormir menos, ao contrário do que se possa pensar, não significa aproveitar mais e melhor os dias, mas sim ter um raciocínio mais lento e baço, sofrer alterações de humor e irratibilidade, estar mais vulnerável a infecções e pode ver-se envolvido num acidente de viação grave e, à partida, inexplicável. Estas são apenas algumas das possíveis consequências da privação do sono. Dormir oito (revigorantes) horas tornou-se um luxo para muitos. e o mais grave é que esta realidade não se aplica apenas aos adultos. Também as crianças e os adolescentes estão a dormir, cada vez menos.

"O sono é importante para o equilíbrio psíquico, cognitivo e corporal e isto é particularmente relevante para as crianças por estarem em fase de crescimento", sublinha Teresa Paiva, neurologista no hospital de Santa Maria, em Lisboa, e especialista em fisiologia do sono.

As crianças com défices de sono têm um risco acrescido de doenças, são mais propensas a problemas de irritabilidade e até de violência e, além disso, têm menos capacidade a nível do raciocínio abstracto. Ou seja, têm mais dificuldades na aprendizagem da matemática e o rendimento escolar pode ficar comprometido.

"É frequente os adolescentes dormirem menos de sete horas por dia e isto é muito preocupante", alerta a especialista, referindo que, entre outros factores, as crianças "têm um número excessivo de actividades escolares".

A "regra" das oito horas de sono dos adultos não se pode aplicar aos mais novos. "É completamente insuficiente". Em média, um adolescente de verá dormir cerca de nove horas e uma criança dez ou onze horas "se lhe apetecer". As crianças mais pequenas "devem dormir ainda mais". Até porque é durante o sono que crescem, já que a "hormona de crescimento é produzida exclusivamente naquele período". Além disso, necessitam de um sono de qualidade, de "paz e sossego", o que nem sempre é privilegiado. Basta entrar num centro comercial à noite e ver "os miúdos a dormir nas cadeirinhas..."

Sociedade "alvoraçada" - Negligenciar as horas de sono é, nas palavras de Teresa Paiva, "hipotecar o futuro". E, no caso dos adultos, hipotecar uma "velhice saudável".

"Falta tranquilidade em Portugal, estamos a viver uma espécie de novo fado, um desassossego global e temos uma sociedade completamente alvoraçada", considera. Sem querer fazer "o elogio da preguiça" a especialista apela ao bom senso e defende que, embora o sono não traga a solução para os nossos problemas, "as pessoas podem encontrar soluções se tiverem uma atitude mais tranquila, mais ponderada face à vida".

Aliás a revista "Nature" publicou recentemente um artigo sobre a importância do sono na capacidade de resolução de problemas complexos. Investigadores da Luebeck University, na Alemanha, juntaram 106 voluntários e verificaram que o grupo que dormia 8 horas tinha uma capacidade de resolução de problemas superior, em mais de 60%, em relação ao grupo privado do sono. esta será a prova de que "quem dorme bem, pensa melhor".
Basta, por exemplo, uma noite em branco para que surjam lapsos e dificuldades de compreensão. As frases ditas na negativa são, nestas condições, mais difíceis de perceber do que na afirmativa, o que poderá dar lugar a confusões e alguns equívocos.

Além disso, "há marcadas alterações de humor e, se a privação for crónica, pode haver depressão".

O sono parece ser muito importante também para "restabelecer os mecanismos de equilíbrio do corpo, para baixar a temperatura do cérebro e para reequilibrar processos imunológicos". Efectivamente, poucas horas de sono podem acarretar um maior risco de infecções e, em casos prolongados, até de diabetes e obesidade.

Esta realidade aplica-se com maior relevo, nos trabalhadores que fazem turnos. Em Portugal, 30% da população activa trabalha por turnos, alguns dos quais completamente desajustados com o nosso relógio biológico. As consequências não poderiam ser mais vastas: "maior risco de insónia, de consumo de álcool e de medicamentos para dormir, de doenças, de divórcio e de acidentes de viação..." Embora existam regras para que o trabalho por turnos não seja tão prejudicial, ninguém as conhece e, claro, ninguém as cumpre". uma dessas regras dita que os turnos não devem começar antes das sete da manhã.

Em média, revela Teresa Paiva, quem trabalha por turnos dorme menos uma hora e meia por dia. A agravar esta subtracção está o facto de que o sono durante o dia não é tão reparador como o nocturno. Porque "estamos sincronizados pelo sol e quando dormimos durante o dia estamos fora de fase". Estar sincronizado pelo sol significa que "temos uma curva bifásica com dois mínimos de temperatura ao longo do dia, um de madrugada, por volta das 4 da manhã, e outro a seguir ao almoço, no período da sesta, durante os quais a pessoa tem propensão para adormecer".

Estes dois picos estão relacionados com um dos aspectos mais dramáticos da privação do sono: os acidentes rodoviários.

Acidentes inexplicáveis - "Mais de 20% dos condutores sem doenças do sono afirmaram já ter adormecido ao volante", nota a especialista. os episódios de sonolência ao volante não são mais do que a primeira causa de acidentes mortais, "porque a pessoa pura e simplesmente não se defende". Na maior parte dos casos, o acidente é inexplicável e não existem sinais de manobras defensivas. "São quase sempre extremamente graves e muitas vezes com consequências fatais".

Os picos dos acidentes dão-se durante a madrugada, por volta das 4 da manhã, o que coincide com a hora específica em que temos uma redução espontânea da vigília, associada à diminuição da temperatura do cérebro. Nessa altura, "temos menos capacidade de decisão estratégica e cometemos mais erros", logo a probalidade de acidentes é maior. Ainda assim, a sonolência ao volante raramente é motivo para que se faça uma pausa na condução.

Mudar os hábitos que nos têm sido impostos pela velocidade a que se vive hoje o quotidiano e encontrar mais tempo para dormir pode ser, então, um atalho para uma sociedade mais tranquila e produtiva. Porque "dormir bem é viver melhor".

Cadernos de Saúde Pública - Abril 2004 - Teresa Martins

Publicado por sutenorio às 08:50 AM | Comentários (1)

julho 14, 2005

com.s.ciência...

... ou nem tanto?

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Cientistas também se enganam!


Uma análise de 45 estudos importantes publicados em três influentes revistas médicas entre 1990 e 2003 conclui que os resultados de parte deles acabaram por se revelar incorrectos.

Investigações posteriores contradisseram os resultados de sete desses estudos (16 por cento) e chegaram a resultados menos ambiciosos noutros sete (também 16 por cento), o que significa que quase um terço dos resultados originais não se confirmou, refere a edição de ontem do Journal of the American Medical Association (JAMA).

"Conclusões contraditadas e potencialmente exageradas não são raras nas mais visíveis e influentes investigações clínicas originais", afirma o autor do estudo, John Ioannides, da Universidade de Ioannina da Grécia.

Na opinião de especialistas, o estudo serve para lembrar a médicos e pacientes que não devem esperar demasiado de um único estudo e devem compreender que os avanços da medicina tornam por vezes obsoletos os tratamentos.

"Um único estudo não é a última palavra e isso é uma mensagem importante", afirmam os editores da revista num editorial que acompanha o estudo.

O trabalho incidiu em investigações divulgadas pelo New England Journal of Medicine, Lancet e JAMA.

Lusa

Publicado por sutenorio às 09:02 AM

julho 13, 2005

Se conduzir, não use o telemóvel...

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... nem mesmo o sistema alta voz!


Quando estão a usar o telemóvel, os condutores têm quatro vezes mais probabilidades de terem acidentes.

Os cientistas da University of Western Australia chegaram a esta estimativa após terem analisado a conta de telefone de 456 motoristas que precisaram de tratamento hospitalar após acidentes na cidade de Perth.

A possibilidade de um acidente acontecer aumenta em quatro vezes caso o telemóvel seja usado dez minutos antes do acidente. Os cientistas chegaram a essa conclusão sem separar os motoristas que conduziam segurando o telemóvel dos que usaram o sistema de alta-voz.

Resultados semelhantes foram encontrados num intervalo de cinco minutos antes da batida. «É verdade que, cada vez mais, os novos veículos são equipados com tecnologia de alta-voz. Mas, apesar da tecnologia permitir as mãos livres do aparelho, verificámos que isso não significa que o risco seja eliminado», disse à BBC Suzanne McEvoy, uma das autoras do estudo, acrescentando que «a nova tecnologia acaba por levar a um aumento do uso do telemóvel no carro e contribuir para mais acidentes.»

Especialistas em segurança dizem que o estudo, publicado no British Medical Journal, ainda mostra que as regras também deveriam ser aplicadas para o uso de telemóvel em sistema de alta-voz.

Os investigadores analisaram o uso do telemóvel imediatamente antes do acidente e em viagens no mesmo horário, 24 horas antes, três dias e sete dias antes do acidente.

MNI

Publicado por sutenorio às 09:28 PM

julho 09, 2005

Programa Antídoto

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O Programa Antídoto é uma iniciativa que pretende fazer frente ao uso ilegal de venenos, procurando conhecer a dimensão do problema e as suas consequências, de forma a implementar medidas para as solucionar ou minimizar.

Em Portugal, o grupo de trabalho foi mais alargado desde o início pois procurou-se incluir de imediato todas as entidades que pudessem desempenhar um papel activo na luta contra o uso de venenos. Assim, embora a iniciativa inicial de implementar o programa em Portugal tenha partido das organizações ecologistas, nunca se pretendeu restringir o acesso a outras organizações interessadas, e por isso, actualmente já aderiram ao programa 23 entidades dos mais variados sectores e várias outras encontram-se em fase de adesão.

Em Espanha, o programa foi criado e é actualmente implementado por algumas das Organizações Não-Governamentais de Ambiente mais importantes do país, apoiadas pelas entidades estatais, e estabelecendo parcerias com organizações representativas de vários grupos sociais relacionados com a problemática do uso ilegal de venenos.

A nível ibérico, embora as acções se tentem sempre adaptar às realidades locais de cada região, têm-se coordenado todas as acções e estratégias nacionais e locais com objectivo de intercambiar informações, aperfeiçoar procedimentos e assim melhorar os resultados globais da luta contra o uso de venenos. Para isso, periodicamente são efectuadas reuniões entre os elementos de Espanha e Portugal.

Como colaborar:

programa antidoto 01.JPG programa antidoto 02.JPG

Versão PDF

Publicado por sutenorio às 09:40 AM

julho 08, 2005

Leite pode provocar excesso de peso

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Estudo lança alertas a crianças e adolescentes pois, embora as crianças sejam incentivadas a beber bastante leite, sugere que, quanto mais leite bebem, mais gordas serão. E que o leite desnatado é, nesse caso, pior do que o integral.


Houve uma descoberta surpreendente que contraria crenças antigas, até mesmo enraizadas entre os especialistas. De acordo com a líder do estudo, Catherine Berkey, «ao contrário da nossa hipótese, o leite desnatado e o leite com um por cento de gordura foram associados ao ganho de peso. Mas a gordura dos lacticínios, não».

O quadro pode ser decorrente do facto de os adolescentes consumirem leite com pouca gordura de forma mais despreocupada. Por isso, pode ser que não seja o leite em si, mas as calorias que o leite contém, as responsáveis pelo ganho de peso.

Walter Willett, da Escola de Saúde Pública de Harvard, que também trabalhou no estudo, disse às agências internacionais estar preocupado com o grande número de publicidades envolvendo o leite. «A bebida básica deveria ser a água», justificou Willett, acrescentando que «em muitas partes do mundo, as crianças não bebem leite de nenhum tipo e todas acabam por ter ossos saudáveis.»

As crianças que beberam mais de três copos de leite por dia apresentavam probabilidades 25 por cento maiores de terem problemas de excesso de peso, ao contrário daquelas que consumiram dois ou três copos da bebida por dia.

Segundo este estudo norte-americano feito com mais de 12 mil crianças, com idades entre nove e 14 anos, as que consumiram mais leite pesavam mais do que os que consumiam menos. Deste modo, diz um artigo publicado na revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, as crianças que mais leite beberam são as que ganharam mais peso.

Um copo de 225 mililitros de leite normal possui 150 calorias, o de leite com um por cento de gordura, 100 calorias, e o leite desnatado, 85 calorias. «A mensagem a ser incorporada aqui é que as crianças não devem ingerir leite como uma forma de perder peso ou de tentar controlar o peso», disse Berkey. Estima-se que cerca de 16 por cento das crianças norte-americanas tenham excesso de peso.

Um estudo publicado na revista Pediatrics mostrou que a prática de exercício físico é pelo menos tão importante quanto o consumo de comidas ricas em cálcio para a fortificação dos ossos. Segundo Willett, os vegetais de folhas verdes e outras comidas são alimentos ricos em cálcio que os norte-americanos não consomem.

A equipa de Willett acompanhou 12.829 crianças, com idades entre 9 e 14 anos em 1996, até 1999. As crianças preencheram com regularidade questionários sobre os seus hábitos alimentares e estilo de vida.

MNI

Publicado por sutenorio às 09:30 AM

julho 07, 2005

LGP

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As Pessoas Surdas constituem uma Comunidade com Língua e Cultura próprias.

A comunidade Surda inclui também familiares, amigos, colegas, profissionais, professores e todos aqueles que de algum modo se deixaram maravilhar pela cultura e pela língua natural dos Surdos: a Língua Gestual Portuguesa (LGP).

As pessoas que ensurdeceram mais tarde ou têm um défice auditivo menos acentuado são diferentes das pessoas que nasceram Surdas. A sua Língua mãe é o Português, embora a comunicação visual lhes seja sempre mais facilitadora.

As crianças que nascem Surdas têm a LGP como língua natural e aprendem o Português como 2ª Língua. O Português é aprendido mais facilmente quando é ensinado através da LGP.

Quanto melhor os pais e os professores dominarem a LGP, maior será o desenvolvimento cognitivo e a estabilidade psico-afectiva das crianças Surdas.

A utilização da LGP em ambientes educacionais e sociais, nomeadamente através de pessoas ouvintes competentes em LGP, intérpretes ou não, permite às pessoas Surdas acederem plenamente à comunicação e à informação.

Os Surdos necessitam de programas de televisão devidamente legendados e traduzidos em LGP para ter acesso à informação oral.

Informação sobre cursos de LGP AQUI.

Associação Portuguesa de Surdos

Publicado por sutenorio às 09:29 AM

julho 06, 2005

com.s.ciência

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Estudos confirmam efeitos nocivos da TV nas crianças


Três estudos divulgados há 2 dias nos Estados Unidos comprovam que a televisão é negativa para as crianças, sobretudo se o aparelho estiver no quarto, e que o acesso a computadores aumenta o seu rendimento escolar.

"A investigação dá mais uma razão aos pais para tirarem o televisor do quarto das crianças ou não deixarem que o ponham lá", disse Thomas Robinson, do Hospital Pediátrico de Stanford (Califórnia).

Um dos estudos, de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford e da Universidade de Johns Hopkins (Maryland), demonstra que o rendimento escolar infantil aumenta consideravelmente quando as crianças têm a acesso a computadores.

Os níveis mais altos de aproveitamento escolar foram observados nos alunos que tinham acesso a um computador em casa e não viam televisão na cama.

Outra investigação, publicada pela revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine", indica que o desenvolvimento da capacidade das crianças acumularem conhecimentos é prejudicado pela televisão até aos três anos de idade.

Segundo este trabalho, as crianças de entre três e cinco anos vêem uma média de duas ou mais horas por dia, apesar de, em geral, não assistirem aos programas que lhes são dedicados.

Por outro lado, o trabalho revelou que a televisão pode ter efeitos positivos depois dos três anos, pelo menos no que se refere à leitura e à memória de curto prazo, embora não em matemática ou compreensão de leitura.

Segundo outro estudo, da Universidade de Otago (Nova Zelândia), quanto mais tempo as crianças passam à frente da televisão, menos provável é que tenham um título universitário no período adulto.

De acordo com o estudo, as crianças que vêem televisão mais de três horas por dia obtêm as piores notas em todos os níveis de ensino.

O primeiro estudo envolveu 350 crianças de seis escolas públicas do norte da Califórnia, 70 por cento das quais tinha televisão no quarto.

A segunda investigação, da Universidade de Washington (Seattle), baseou as conclusões na análise de dados de 1.797 crianças com seis anos.

"A análise mostra um padrão permanente de associações negativas entre televisão antes dos três anos e resultados intelectuais aos seis e sete anos", de acordo com os autores do estudo.

O terceiro estudo abrangeu mais mil crianças nascidas na cidade de Dunedin a partir de 1972 e seguiu a sua evolução até chegarem ao período adulto e os seus hábitos de ver televisão.

"Os resultados mostram que se pode melhorar a qualidade da educação na Nova Zelândia se as crianças virem menos televisão", afirmou um dos investigadores, Bob Hancox.

"Parece que ver demasiada televisão na infância tem um efeito não só negativo como duradouro no êxito profissional", acrescentou.

Lusa

Publicado por sutenorio às 03:05 PM

julho 05, 2005

com.s.ciência

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Conflitos laborais podem levar à morte


Se os patrões intratáveis podem tornam a vida num inferno, todos sabemos, mas, segundo um estudo, também podem ser uma verdadeira ameaça à saúde.

Os chefes que tratam os seus subalternos com injustiça podem causar um aumento da tensão arterial dos funcionários, aumentando o risco a longo prazo de sofrerem de um ataque cardíacos ou de acidente vascular cerebral (AVC).

Os cientistas sustentam que os resultados são uma prova clara de que um chefe visto como injusto pode causar stress e, consequentemente, abalar a saúde e o bem-estar dos seus empregados. Os investigadores dizem que as doenças cardiovasculares afectariam menos gente se todos estivessem felizes com os seus chefes.

Uma equipa do Buckinghamshire Chilterns University College, da Grã-Bretanha, realizou testes com 28 mulheres auxiliares de enfermagem a cada meia hora e por 12 horas, durante três dias. Segundo a médica Nadia Wager, que liderou o estudo publicado na revista «Occupational and Environmental Medicine», «um supervisor visto como desfavorável é um factor poderoso de stress, o que pode ter um impacto clínico significativo» na função cardiovascular.

As voluntárias do estudo são supervisionadas por enfermeiras e às vezes assumem o papel dos chefes. Quando trabalhavam com um supervisor considerado injusto, a pressão sistólica aumentava em 15 mm e a diastólica em cinco mm. Quando o chefe era considerado razoável, havia pouca oscilação.

Para se ter uma ideia, um acréscimo de pressão da ordem de 10mm na sístole e cinco mm na coluna de mercúrio na diástole eleva em 16 por cento os riscos de doenças coronárias e em 38 por cento a probabilidade de AVC.

O estudo também incidiu sobre um questionário. Cada uma das voluntárias teve de responder a um questionário, dizendo, por exemplo, se a sua supervisora a tratava com justiça ou se encorajava o diálogo antes de tomar decisões.

Das 28 auxiliares, 13 tinham como superiores duas pessoas - uma delas vista como mais justa que a outra. As outras 15 ou eram chefiadas por uma só enfermeira, ou por duas cujas maneiras de trabalhar eram vistas como igualmente justas. Neste segundo grupo, o facto de trabalhar com uma chefe ou com a outra produziu diferenças mínimas no nível de pressão do sangue.

Já no primeiro grupo, no entanto, a tensão arterial aumentou consideravelmente entre as auxiliares que trabalhavam sob os comandos da chefe considerada injusta.

MNI

Publicado por sutenorio às 11:52 AM | Comentários (1)

julho 04, 2005

Impacto profundo

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Após 172 dias e 431 milhões de quilómetros de viagem espacial, a sonda Deep Impact chegou e colidiu com o cometa Temple 1.

A colisão entre a sonda com o tamanho de uma pequena mesa de café e o cometa do tamanho de uma cidade abriu neste um buraco do tamanho de um estádio de futebol.

Andy Dantzler, director da Divisão do Sistema Solar da NASA, afirmou que a missão foi um sucesso espectacular e irá permitir que se saiba já desde hoje mais sobre os cometas e sobre a origem do sistema solar.

Para mais informação sobre a sonda visite a página em http://www.nasa.gov/deepimpact

Publicado por nelourenco às 02:12 PM

junho 30, 2005

TAMPINHAS

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Guarde as

TAMPAS DE PLÁSTICO!

Elas valem

CADEIRAS DE RODAS!

Veja aqui como!

Publicado por nelourenco às 11:57 AM | Comentários (1)

junho 20, 2005

Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD)

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Este cartão pode ser obtido, conforme o caso:
- em Portugal Continental, junto do Centro Distrital de Segurança Social (ou Caixa de Previdência) onde reside ou para onde são canalizadas as suas contribuições, bem como seus Serviços Locais e Lojas do Cidadão;
- nas Regiões Autónomas, junto dos serviços dos Centros de Prestações Pecuniárias quanto à Região Autónoma dos Açores, e nos serviços do Centro de Segurança Social da Madeira, quanto à Região Autónoma da Madeira;
- junto do Subsistema de saúde (Instituição responsável pela protecção na doença, por exemplo, ADSE, SAMS...)

(não se destina exclusivamente a beneficiários da ADSE como, erradamente, o post anterior sobre o CESD indiciava. Agradeço o reparo que a este respeito foi feito e aqui deixo a devida rectificação.)

O Cartão Europeu de Seguro de Saúde (CESD) pode ser utilizado em todos os Estados da União Europeia, Espaço Económico Europeu e Suíça, e permite ao seu titular, quando se encontre temporariamente num destes territórios:
- a simplificação administrativa de identificação do próprio e da instituição financeiramente responsável pelos custos dos cuidados de saúde de que este possa vir a necessitar;
- a prestação de cuidados de saúde quando o seu estado os exija como clinicamente necessários, tendo em conta a natureza das prestações a conceder e a duração prevista da estada, de modo a evitar que o segurado tenha de regressar prematuramente ao Estado competente para receber os cuidados requeridos pelo seu estado de saúde.

Destaque-se o facto deste cartão não abranger as situações em que a pessoa segurada se desloca a outro Estado com o objectivo de receber tratamento médico.

O cartão tem validade definida (em princípio um ano, podendo haver casos de validades diferentes), é nominativo e individual, podendo ser seus titulares:
- os trabalhadores, inclusive os dos transportes internacionais, os pensionistas e seus familiares que se encontrem abrangidos por um regime de segurança social;
- os beneficiários de subsistemas de protecção social que tenham assumido a responsabilidade pelos encargos financeiros gerados com os cuidados de saúde prestados aos titulares do CESD.

O segurado de um Estado que se faça assistir clinicamente noutro Estado pagará apenas as taxas e ou comparticipações que os nacionais deste último Estado pagam para obter tais cuidados de saúde.

Se perder o seu cartão ou se este for furtado, deve comunicar esse facto imediatamente à entidade por conta de quem foi emitido - Centro Distrital de Segurança Social, Região Autónoma, Subsistema -, procedendo de seguida segundo as indicações que esta facultar.

Os 29 Estados que vão emitir o Cartão Europeu de Seguro de Doença são os seguintes:

- Alemanha,
- Áustria,
- Bélgica,
- Chipre,
- Dinamarca,
- Eslovénia,
- Estónia,
- Grécia,
- Espanha,
- Finlândia,
- França,
- Hungria,
- Holanda,
- Irlanda,
- Itália,
- Letónia,
- Lituânia,
- Luxemburgo,
- Malta,
- Polónia,
- Portugal,
- Reino Unido,
- República Checa,
- República Eslovaca,
- Suécia,
- Islândia,
- Listenstaina,
- Noruega,
- Suíça

Fonte

Publicado por sutenorio às 01:30 PM

Fórum Gulbenkian de Saúde

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A conferência decorre no Auditório 2 da Fundação, em Lisboa, às 10h00 do dia 22 de Junho, será moderada por Marcelo Rebelo de Sousa, Professor da Faculdade de Direito de Lisboa e comentada por Manuel Antunes, Professor da Faculdade de Medicina de Coimbra.

O ciclo de debates do Fórum Gulbenkian de Saúde, este ano dedicado ao tema geral “Saúde sem Fronteiras”, é uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, Escola Nacional de Saúde Pública e Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. A entrada é livre.

Per Gunnar Svensson será o próximo conferencista do Fórum Gulbenkian de Saúde, sendo um especialista em áreas como a saúde, as desigualdades e a saúde, e sistemas de saúde. Este conferencista abordará "O poder dos profissionais de saúde", tema no qual destaca como mensagens centrais a importância de enfrentar a mudança, a governabilidade dos sistemas, a preparação do pessoal hospitalar, bem como o recrutamento de gestores hospitalares actualizados na gestão do conhecimento e investigação em serviços de saúde.

Per Gunnar Svensson, doutorou-se em 1974 no Karolinska Institute em Stockhom, Suécia. Desde 1998 é Director-Geral da International Hospital Federation (IHF), Paris. Entre 1989 e 1998 dirigiu o Centre for Public Health Research, na University of Karlstad, Suécia, onde fundou e dirigiu o European Jounal of Public Health. Foi Health Research Scientist no Regional Office for Europe (Copenhagen, Denmark) da Organização Mundial de Saúde e, posteriormente, foi Professor de Public Health na Nordic School of Public Health em Göteborg (Suécia).

Fundação Calouste Gulbenkian

Publicado por sutenorio às 01:26 PM

junho 17, 2005

Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD)

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O Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) é o documento que assegura a assistência médica no estrangeiro aos beneficiários da ADSE, certificando aos organismos que financiam o sistema de prestação de cuidados de saúde no país de estada que o beneficiário se encontra efectivamente segurado no seu país de origem e que serão portanto reembolsados pelos seus homólogos.

O CESD é emitido por um ano, dependendo da validade do cartão da ADSE. Garante o direito a cuidados de saúde em todas as situações, independentemente da sua urgência ou não. Os cuidados de saúde incluem todos os actos médicos imediatamente necessários em situações de doença, acidente (não cobre acidentes da responsabilidade de terceiros) ou maternidade. Garante, também, assistência médica nos casos em que os beneficiários residam temporariamente no estrangeiro (por exemplo estudantes em programas de estudo).

Deve ser solicitado apenas por beneficiários titulares (no activo ou aposentados) e familiares que se desloquem ou permaneçam por períodos de curta duração nos países referidos (excepto o Reino Unido, onde apenas precisam de se identificar com Bilhete de Identidade ou Passaporte e declarar que pretendem ser tratados no âmbito do Serviço Nacional de Saúde - National Health Service). Não deve ser confundido com o cartão da ADSE que é válido apenas em território nacional.

Para beneficiar da assistência médica, o beneficiário deverá solicitar que os cuidados de saúde lhe sejam prestados nos termos do Regulamento Comunitário e não em regime de clínica privada. O beneficiário, além de ser tratado como um cidadão local, pagará o mesmo que a este seria cobrado em iguais circunstâncias.

A responsabilidade pela totalidade dos encargos que forem debitados com cuidados de saúde imediatos e de maternidade serão da responsabilidade da ADSE. Serão da conta do beneficiário, sem direito a posterior reembolso, quaisquer taxas que, no âmbito da legislação do país de estada, sejam da responsabilidade dos utentes.

Mais informações em:
The European Health Insurance Card
ADSE

Publicado por sutenorio às 03:09 PM

com.s.ciência

As pessoas que usam piercings nos lábios estão muito mais propensas a ter retracção das gengivas, comparadas com as que não têm piercings. Este encolhimento pode causar a perda de dentes e também está associado a várias doenças nas gengivas.

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O professor Jimmy Steele, da Escola de Odontologia da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, disse que aqueles que têm (ou estão a considerar fazer) piercings na boca deveriam ter em conta os resultados do estudo. «O metal do piercing entra em fricção com a gengiva, junto à parte mais fina dos dentes, fazendo a gengiva retrair», explicou às agências internacionais o professor, acrescentando que quando isso acontece, «a gengiva não volta a crescer, causando dificuldades para a limpeza. E, por isso, as pessoas ficam mais propensas a contrair doenças das gengivas

O efeito é bem localizado, apontou o especialista, e por isso só um ou dois dentes são lesados. «Mas normalmente os afectados são os dentes da frente, que as pessoas não querem perder.»

Investigadores da universidade de Ohio, Estados Unidos, descobriram que a profundidade média da retracção das gengivas nas pessoas com piercings é mais do que o dobro da profundidade de retracção naquelas que não os usam.

A equipa liderada por Dimitris Tatakis apresentou os resultados do estudo durante a conferência da Associação Internacional e Americana para Pesquisa Odontológica.

O professor ainda disse que o problema é maior para aqueles que usam piercings há muito tempo. Para minimizar os problemas, tirar o piercing durante a noite e ter certeza de que os dentes estão bem limpos pode diminuir o risco de complicações.

Em 2003, a Associação Odontológica Britânica emitiu um boletim oficial onde alertou para os riscos dos piercings nos lábios.

Cada vez mais populares, os piercings na boca podem causar infecções e reacções perigosas e possivelmente causar doenças que podem levar até à morte, segundo a associação.

MNI

Publicado por sutenorio às 11:23 AM | Comentários (1)

junho 11, 2005

com.s.ciência

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Aditivos alimentares

A lista dos aditivos alimentares, que se apresenta, inclui todos os aditivos autorizados presentemente, resulta da junção das três directivas comunitárias, sendo de notar que transformações nessa lista irão decorrendo ao longo do tempo, como resultado da aprovação de novos aditivos e da exclusão de outros que se tenham vindo a demonstrar menos inócuos do que até aí admitido.

A necessidade de harmonizar as normas da indústria alimentar em todo o espaço da Comunidade Económica Europeia tornou indispensável identificar de forma inequívoca os diversos aditivos alimentares de utilização autorizada, por serem considerados seguros do ponto de vista da saúde humana. Assim para referenciar cada um desses aditivos, foi-lhes atribuída a letra E associada a um número de 3 ou 4 algarismos. Os corantes são fáceis de identificar, pois os seus números E estão todos dentro da primeira centena. Embora para os restantes aditivos do mesmo tipo se tenha procurado numerá-los em sequência (p. ex., conservantes de E 200 a E 290 ou antioxidantes de E 300 a E 321) nem sempre esta regra pode ser mantida, particularmente ao fazerem-se novas adições ou eliminações.

É ainda de referir que para os corantes, além do seu número E, é utilizado um outro número, o número de índice (C. I. de colour index), que se indicará também, e que respeita ao número de referência que lhes foi atribuído pela «Society of Dyers and Colourists», na 3ª ed. da sua publicação Colour-Index de 1982 e subsequentes revisões.

Para ajudar a compreender a natureza de cada aditivo será feita referência às suas características químicas e, sempre que possível, aos efeitos exercidos sobre o organismo humano (de maior significado no caso dos produtos de síntese).

Nesta lista, os aditivos estão organizados por grupos para facilitar a consulta e depois por ordem alfabética.

Agência Portuguesa de Segurança Alimentar

Publicado por sutenorio às 02:55 PM

junho 08, 2005

com.s.ciência

Cerveja ajuda a prevenir doenças cardiovasculares...

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...e não provoca barriga!

O consumo moderado de cerveja diminui o risco de doenças cardiovasculares e não contribui para a obesidade nem para a formação da chamada «barriga de cerveja», conclui um estudo britânico.

Uma equipa de investigadores do departamento de epidemiologia e saúde pública da University College de Londres descobriu que a cerveja ajuda a prevenir a ocorrência de enfartes do miocárdio e que os consumidores regulares desta bebida alcoólica têm menos probabilidade de sofrer de doenças cardiovasculares do que os abstémios.

O estudo, que concluiu que os benefícios da cerveja são semelhantes aos do vinho, foi realizado na República Checa, o país europeu com maior índice de consumo de cerveja por pessoa, junto de 945 homens e 1052 mulheres.

Os resultados alcançados mostram que as pessoas que consomem, em média, uma cerveja por dia estão mais protegidas contra as doenças cardiovasculares do que as que nunca ingerem a bebida.

No entanto, o estudo orientado pelo professor inglês Martin Bobak revelou igualmente que a protecção está associada apenas ao consumo moderado, já que as pessoas que bebem, em média, duas cervejas por dia têm maior risco de enfarte do que os abstémios.

A investigação, apresentada pelo docente britânico, analisou igualmente a relação entre a cerveja e a obesidade, obtendo resultados que desmistificam a ideia de que o consumo da bebida leva à formação da chamada «barriga de cerveja».

O estudo concluiu que, nos homens, há uma relação positiva mas não significativa entre a cerveja e a obesidade abdominal (medida pela proporção cintura-anca), enquanto nas mulheres o consumo moderado está até associado a um menor índice de massa corporal.

Para o nutricionista da Universidade do Porto Manuel Rocha de Melo, que também esteve presente na divulgação da pesquisa, existem estudos recentes que concluem que a obesidade não está relacionada com a cerveja, mas com os alimentos habitualmente associados ao consumo da bebida, como os fritos e os aperitivos salgados.

Segundo o especialista em nutrição, a cerveja apresenta um valor calórico inferior à generalidade dos refrigerantes e tem nutrientes importantes para uma alimentação equilibrada, como a vitamina B e a fibra solúvel, que esta bebida alcoólica fornece em tanta quantidade como o sumo de laranja.

Manuel Rocha de Melo salientou ainda que a cerveja é a maior fonte de silício na alimentação, um elemento fundamental à boa mineralização óssea e que ajuda a prevenir a osteoporose.

MNI

Publicado por sutenorio às 11:05 AM | Comentários (1)

junho 07, 2005

Círculo de Apoio à Integração dos Sem-abrigo

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Conduta do vendedor

1. É vendedor potencial da revista CAIS pessoas sem-abrigo: os que não têm tecto, bem como os que não têm lugar na nossa comunidade, nem laços com ela.

2. O vendedor deve ter idade superior a 16 anos e ser uma pessoa identificada, seleccionada e formada por uma instituição que se assuma como interface da CAIS.

3. Deve ser portador de bilhete de identidade, de um cartão com fotografia e nome próprio, deve vestir um impermeável da CAIS, e deve identificar-se sempre que necessário.

4. Deve cuidar da sua higiene pessoal e apresentação.

5. O vendedor não pode, em situação alguma, usar o nome da CAIS para mendigar ou pedir o que quer que seja do público.

6. Deve fazer uma encomenda mensal de cada número da CAIS, procurando depois vender todos os exemplares.

7. O vendedor recebe a revista CAIS no dia da sua publicação, directamente da instituição que o seleccionou.

8. O período de venda decorre entre a edição de um número e o próximo.

9. Por cada exemplar, e no momento do seu levantamento, o vendedor pagará à instituição distribuidora 30%.

10. É do vendedor 70% do preço de cada exemplar da CAIS.

11. O vendedor que não consiga vender todos os exemplares de um número da CAIS poderá depois trocá-los gratuitamente por outros novos.

12. O vendedor será chamado à atenção sempre que transgredir um destes artigos ou tiver um comportamento menos digno diante do público, sendo-lhe retirado o direito à venda da CAIS caso teime persistir na incorrecção.

13. O vendedor será convocado e obrigado às reuniões de avaliação e programação segundo a frequência estipulada pela sua instituição.


A Missão da CAIS

A CAIS é uma Associação de Solidariedade Social sem fins lucrativos.

Nasceu em 1994 e a sua missão situa-se no apoio à re-inserção social da população sem-abrigo em Portugal.

Com a publicação de uma Revista, vendida exclusivamente pelos sem-abrigo, e mais recentemente, com a Ponte Digital, a CAIS tem procurado re-introduzir no mundo das relações interpessoais e do trabalho, homens e mulheres à margem.

Com o objectivo de informar e sensibilizar agentes políticos e o público em geral, a CAIS, em parceria com outras Instituições no terreno, tem também promovido o estudo e o debate das questões sociopolíticas que afligem de momento o nosso país, tal como a imigração e sua relação com a exclusão social. São exemplo e líder no conjunto destas iniciativas, os Congressos e as Noites Anuais de Solidariedade (Night Out) para com grupos excluidos.

O Centro CAIS, proposto recentemente à CML e SCML, é um projecto que visa concretizar e alargar ainda mais o âmbito da missão desta associação.

O sucesso nos processos de recuperação de vidas deixadas ao abandono, à mendicidade, ao crime e ao desprezo de si, passa pelo investimento que se fizer nesta instituição. À CAIS nunca faltou um coração sensível e dedicado, mas os meios para o ser mais e melhor.

Publicado por sutenorio às 11:27 AM

junho 06, 2005

Direito à Educação

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Todas as crianças, qualquer que seja a sua situação perante as leis do país de acolhimento, têm o direito à educação e, portanto, direito a frequentar a escola e a usufruir de tudo como qualquer outra criança.

Todos os cidadãos estrangeiros menores, não legalizados, cuja idade é inferior à mínima permitida por lei para a celebração autónoma do contrato de trabalho, dependentes da economia do agregado familiar a que pertencem, têm acesso à Educação com os mesmos direitos que a lei atribui aos menores em situação regular no território nacional.

Este direito está regulado no DL n.º 34/2003, de 25 de Fevereiro.

ACIME

Publicado por sutenorio às 10:57 AM

junho 01, 2005

Convenção sobre os Direitos da Criança

Adoptada pela Assembleia Geral nas Nações Unidas em 20 de Novembro de 1989 e ratificada por Portugal em 21 de Setembro de 1990.

Resumo não oficial das principais disposições

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Preâmbulo
O Preâmbulo lembra os princípios fundamentais das Nações Unidas e as disposições precisas de vários tratados de direitos humanos e textos pertinentes. E reafirma o facto de as crianças, devido à sua vulnerabilidade, necessitarem de uma protecção e de uma atenção especiais, e sublinha de forma particular a responsabilidade fundamental da família no que diz respeito aos cuidados e protecção. Reafirma, ainda, a necessidade de protecção jurídica e não jurídica da criança antes e após o nascimento, a importância do respeito pelos valores culturais da comunidade da criança, e o papel vital da cooperação internacional para que os direitos da criança sejam uma realidade.

Definição de criança
A criança é definida como todo o ser humano com menos de dezoito anos, excepto se a lei nacional confere a maioridade mais cedo.

Não discriminação
Todos os direitos se aplicam a todas as crianças sem excepção. O Estado tem obrigação de proteger a criança contra todas as formas de discriminação e de tomar
medidas positivas para promover os seus direitos.

Interesse superior da criança
Todas as decisões que digam respeito à criança devem ter plenamente em conta o seu interesse superior. O Estado deve garantir à criança cuidados adequados quando os pais, ou outras pessoas responsáveis por ela não tenham capacidade para o fazer.

Aplicação dos direitos
O Estado deve fazer tudo o que puder para aplicar os direitos contidos na Convenção.

Orientação da criança e evolução das suas capacidades
O Estado deve respeitar os direitos e responsabilidades dos pais e da família alargada na orientação da criança de uma forma que corresponda ao desenvolvimento das suas capacidades.

Sobrevivência e desenvolvimento
Todas as crianças têm o direito inerente à vida, e o Estado tem obrigação de assegurar a sobrevivência e desenvolvimento da criança.

Nome e nacionalidade
A criança tem direito a um nome desde o nascimento. A criança tem também o direito de adquirir uma nacionalidade e, na medida do possível, de conhecer os seus pais e de ser criada por eles.

Protecção da identidade
O Estado tem a obrigação de proteger e, se necessário, de restabelecer os aspectos fundamentais da identidade da criança (incluindo o nome, a nacionalidade, e relações familiares).

Separação dos pais
A criança tem o direito de viver com os seus pais a menos que tal seja considerado incompatível com o seu interesse superior. A criança tem também o direito de manter contacto com ambos os pais se estiver separada de um ou de ambos.

Reunificação da família
As crianças e os seus pais têm o direito de deixar qualquer país e entrar no seu para fins de reunificação ou para a manutenção das relações pais-filhos.

Deslocações e retenções ilícitas
O Estado tem obrigação de combater as deslocações e retenções ilícitas de crianças no estrangeiro levadas a cabo por um dos pais ou por terceiros.

Opinião da criança
A criança tem o direito de exprimir livremente a sua opinião sobre questões que lhe digam respeito e de ver essa opinião tomada em consideração.

Liberdade de expressão
A criança tem o direito de exprimir os seus pontos de vista, obter informações, dar a conhecer ideias e informações, sem considerações de fronteiras.

Liberdade de pensamento, consciência e religião
O Estado respeita o direito da criança à liberdade de pensamento, consciência e religião, no respeito pelo papel de orientação dos pais.

Liberdade de associação
As crianças têm o direito de se reunir e de aderir ou formar associações.

Protecção da vida privada
A criança tem o direito de ser protegida contra intromissões na sua vida privada, na sua família, residência e correspondência, e contra ofensas ilegais à sua honra e reputação.

Acesso a informação apropriada
O Estado deve garantir à criança o acesso a uma informação e a materiais provenientes de fontes diversas, e encorajar os media a difundir informação que seja de interesse social e cultural para a criança. O Estado deve tomar medidas para proteger a criança contra materiais prejudiciais ao seu bem-estar.

Responsabilidade dos pais
Cabe aos pais a principal responsabilidade comum de educar a criança, e o Estado deve ajudá-los a exercer esta responsabilidade. O Estado deve conceder uma ajuda apropriada aos pais na educação dos filhos.

Protecção contra maus tratos e negligência
O Estado deve proteger a criança contra todas as formas de maus tratos por parte dos pais ou de outros responsáveis pelas crianças e estabelecer programas sociais para a prevenção dos abusos e para tratar as vítimas.

Protecção da criança privada de ambiente familiar
O Estado tem a obrigação de assegurar protecção especial à criança privada do seu ambiente familiar e de zelar para que possa beneficiar de cuidados alternativos adequados ou colocação em instituições apropriadas. Todas as medidas relativas a esta obrigação deverão ter devidamente em conta a origem cultural da criança.

Adopção
Em países em que a adopção é reconhecida ou permitida só poderá ser levada a cabo no interesse superior da criança, e quando estiverem reunidas todas as autorizações necessárias por parte das autoridades competentes, bem como todas as garantias necessárias.

Crianças refugiadas
Protecção especial deve ser dada à criança refugiada ou que procure obter o estatuto de refugiada. O Estado tem a obrigação de colaborar com as organizações competentes que asseguram esta protecção.

Crianças deficientes
A criança deficiente tem direito a cuidados especiais, educação e formação adequados que lhe permitam ter uma vida plena e decente, em condições de dignidade, e atingir o maior grau de autonomia e integração social possível.

Saúde e serviços médicos
A criança tem direito a gozar do melhor estado de saúde possível e a beneficiar de serviços médicos. Os Estados devem dar especial atenção aos cuidados de saúde primários e às medidas de prevenção, à educação em termos de saúde pública e à diminuição da mortalidade infantil. Neste sentido, os Estados encorajam a cooperação internacional e esforçam-se por assegurar que nenhuma criança seja privada do direito de acesso a serviços de saúde eficazes.

Revisão periódica da colocação
A criança colocada numa instituição pelas autoridades competentes para fins de assistência, protecção ou tratamento tem direito a uma revisão periódica dessa colocação.

Segurança social
A criança tem o direito de beneficiar da segurança social, incluindo prestações sociais.

Nível de vida
A criança tem direito a um nível de vida adequado ao seu desenvolvimento físico, mental, espiritual, moral e social. Cabe aos pais a principal responsabilidade primordial de lhe assegurar um nível de vida adequado. O Estado tem o dever de tomar medidas para que esta responsabilidade possa ser – e seja – assumida. A responsabilidade do Estado pode incluir uma ajuda material aos pais e aos seus filhos.

Educação
A criança tem direito à educação e o Estado tem a obrigação de tornar o ensino primário obrigatório e gratuito, encorajar a organização de diferentes sistemas de ensino secundário acessíveis a todas as crianças e tornar o ensino superior acessível a todos, em função das capacidades de cada um. A disciplina escolar deve respeitar os direitos e a dignidade da criança. Para garantir o respeito por este direito, os Estados devem promover e encorajar a cooperação internacional.

Objectivos da educação
A educação deve destinar-se a promover o desenvolvimento da personalidade da criança, dos seus dons e aptidões mentais e físicas, na medida das suas potencialidades. E deve preparar a criança para uma vida adulta activa numa sociedade livre e inculcar o respeito pelos pais, pela sua identidade, pela sua língua e valores culturais, bem como pelas culturas e valores diferentes dos seus.

Crianças de minorias ou de populações indígenas
A criança pertencente a uma população indígena ou a uma minoria tem o direito de ter a sua própria vida cultural, praticar a sua religião e utilizar a sua própria língua.

Lazer, actividades recreativas e culturais
A criança tem direito ao repouso, a tempos livres e a participar em actividades culturais e artísticas.

Trabalho das crianças
A criança tem o direito de ser protegida contra qualquer trabalho que ponha em perigo a sua saúde, a sua educação ou o seu desenvolvimento. O Estado deve fixar idades mínimas de admissão no emprego e regulamentar as condições de trabalho.

Consumo e tráfico de drogas
A criança tem o direito de ser protegida contra o consumo de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas, e contra a sua utilização na produção e tráfico de tais substâncias.

Exploração sexual
O Estado deve proteger a criança contra a violência e a exploração sexual, nomeadamente contra a prostituição e a participação em qualquer produção de carácter pornográfico.

Venda, tráfico e rapto
O Estado tem a obrigação de tudo fazer para impedir o rapto, a venda ou o tráfico de crianças.

Outras formas de exploração
A criança tem o direito de ser protegida contra qualquer outra forma de exploração não contemplada nos artigos 32, 33, 34 e 35.

Tortura e privação de liberdade
Nenhuma criança deve ser submetida à tortura, a penas ou tratamentos cruéis, à prisão ou detenção ilegais. A pena de morte e a prisão perpétua sem possibilidade de libertação são interditas para infracções cometidas por pessoas menores de 18 anos. A criança privada de liberdade deve ser separada dos adultos, a menos que, no superior interesse da criança, tal não pareça aconselhável. A criança privada de liberdade tem o direito de beneficiar de assistência jurídica ou qualquer outro tipo de assistência adequada, e o direito de manter contacto com a sua família.

Conflitos armados
Os Estados Partes tomam todas as medidas possíveis na prática para que nenhuma criança com menos de 15 anos participe directamente nas hostilidades. Nenhuma criança com menos de 15 anos deve ser incorporada nos exércitos. Os Estados devem
assegurar protecção e assistência às crianças afectadas por conflitos armados, nos termos das disposições previstas pelo direito internacional nesta matéria.

Recuperação e reinserção
O Estado tem a obrigação de assegurar que as crianças vítimas de conflitos armados, tortura, negligência, exploração ou sevícias beneficiem de cuidados adequados para a sua recuperação e reinserção social.

Administração da justiça de menores
A criança suspeita, acusada ou reconhecida como culpada de ter cometido um delito tem direito a um tratamento que favoreça o seu sentido de dignidade e valor pessoal, que tenha em conta a sua idade e que vise a sua reintegração na sociedade. A criança tem direito a garantias fundamentais, bem como a uma assistência jurídica ou outra adequada à sua defesa. Os procedimentos judiciais e a colocação em instituições devem ser evitados sempre que possível.

Respeito pelas normas estabelecidas
Se uma disposição relativa aos direitos da criança que figura no direito nacional ou internacional em vigor num Estado for mais favorável do que a disposição análoga na Convenção, é a norma mais favorável que se aplica.

Aplicação e entrada em vigor
As disposições dos artigos 42 a 54 prevêem nomeadamente os pontos seguintes:
1. A obrigação do Estado tornar amplamente conhecidos os direitos contidos na Convenção, tanto pelos adultos como pelas crianças.
2. A criação de um Comité dos direitos da criança composto por dez peritos encarregados de examinar os relatórios que os Estados Partes devem submeter dois anos após a ratificação e, em seguida, de cinco em cinco anos. A Convenção entra em vigor após a sua ratificação por 20 países, sendo então constituído o Comité.
3. Os Estados Partes asseguram aos seus relatórios uma larga difusão nos seus próprios países.
4. O Comité pode propor a realização de estudos específicos sobre questões relativas aos direitos das crianças. Essas sugestões e recomendações de ordem geral são transmitidas aos Estados interessados e levadas ao conhecimento da Assembleia Geral.
A fim de «promover a aplicação efectiva da Convenção e encorajar a cooperação internacional», agências especializadas das Nações Unidas (como a OIT, a OMS e a UNESCO) e a UNICEF podem assistir às reuniões do Comité. E podem – como qualquer organismo considerado «competente», nomeadamente as ONGs que gozem de um estatuto consultivo junto das Nações Unidas e órgãos das Nações como o ACNUR – apresentar informações pertinentes ao Comité e vir a ser convidadas a dar parecer sobre a melhor forma de garantir a aplicação da Convenção.

Publicado por sutenorio às 11:36 AM

maio 31, 2005

Pare de fumar HOJE!....

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E acrescente anos à sua vida!!!

Publicado por nelourenco às 06:21 PM | Comentários (2)

O que se ganha se deixar de fumar

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Ao parar de fumar, pode-lhe acontecer sentir a boca seca e/ou tossir frequentemente: são os primeiros sinais do processo de desintoxicação.

Após 20 minutos: Pressão arterial e ritmo da pulsação voltam ao normal.

Após 8 horas: Os níveis de nicotina e monóxido de carbono no sangue descem 50%. O oxigénio sobe para valores normais e a probabilidade de um ataque cardíaco diminui.

Após 24 horas: A nicotina e o monóxido de carbono descem abaixo dos 10%. Os brônquios e os pulmões começam a expelir muco e substâncias nocivas.

Após 48 horas: Eliminada a nicotina e o monóxido de carbono. O paladar melhora sensivelmente. A tensão arterial normaliza-se.

Após 72 horas: A respiração torna-se mais solta e dá-se um progressivo relaxamento dos brônquios: sensação geral de bem-estar. A pele muda de cor, tornando-se mais luminosa e elástica.

Após 2-12 semanas: A circulação melhora em todo o corpo e caminhar exige menos esforço.

Após 6-9 meses: Significativo aumento do bem estar geral, mais lucidez e energia.

Após 1 ano: Se fumava 1 maço de cigarros por dia já poupou cerca de 820 Euros. Compre um presente para si. Bem o merece.

Publicado por sutenorio às 10:55 AM

Morte anunciada para 100 milhões de pessoas

Dia Mundial sem Tabaco

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O tabagismo é considerado pela Organização Mundial de Saúde como a segunda maior causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável pela morte de cerca de cinco milhões de pessoas por ano, prevendo-se que em 2030 esse valor duplique.
Inclusivamente a OMS estima que mais de 100 milhões de pessoas irão morrer devido ao consumo de tabaco nas duas primeiras décadas deste século.
Relativamente à Europa, o tabaco é a primeira causa de morte evitável e faz mais de 650 mil vítimas por ano nos vinte e cinco estados membros.

Hoje, dia 31 de Maio comemora-se o Dia Mundial Sem Tabaco.

No nosso país, o consumo de tabaco atinge cerca de 20% da população, com predomínio de três homens e meio para cada mulher. No entanto, são as mulheres que mantêm os níveis de consumo, pois os homens presentemente fumam menos e as mulheres que até há cerca de trinta anos particularmente não fumavam começaram, a partir de então, a consumir cada vez mais.

Desta forma, o risco de acidente cardiovascular nas mulheres alterou-se, isto porque a utilização da pílula anticoncepcional associada ao consumo de tabaco torna-se num factor de risco acrescido.
O impacto negativo do tabaco está bem estabelecido, na medida em que afecta directamente a qualidade e "quantidade" de vida, ou seja a morbilidade e a mortalidade. É a população fumadora a que mais consome cuidados de saúde, e os seus elementos são os que apresentam maior absentismo por doença, sendo as faltas ao serviço superiores em mais de 25% nos fumadores. Os fumadores têm em média menos 10 anos de vida do que os não fumadores, isto porque as substâncias absorvidas danificam alguns órgãos importantes ao mesmo tempo que fragilizam o organismo em relação a microorganismos e doenças oportunistas.

A cardiopatia isquémica e o cancro do pulmão são os principais contribuintes para os indices de mortalidade relacionados com o tabaco. Investigações demonstram que fumar, mesmo que seja só um cigarro, pode trazer graves consequências à saúde do coração, podendo inclusivamente resultar numa diminuição da capacidade respiratória.

De acordo com dados da Fundação Portuguesa de Cardiologia, os fumadores de mais de um maço de cigarros por dia têm quatro vezes mais enfartes do miocárdio que os não fumadores, e estes quando têm enfartes têm-nos dez anos mais tarde do que os consumidores de tabaco.
No entanto, a doença mais vulgar associada ao consumo de tabaco é o cancro, que pode ocorrer não só nos pulmões como também na laringe, faringe, esófago, pâncreas, bexiga, boca e língua.

Mas existem outros problemas associados ao tabaco, nomeadamente;

. Envelhecimento precoce;
. Tosse crónica, que na maior parte dos casos indicia problemas respiratórios mais graves;
. Diminuição das capacidades olfactivas;
. Enfraquecimento dos dentes bem como alteração da sua cor e brilho;
. Aumento do risco de doenças reumáticas;
. Aumento do risco de infertilidade tantos nos homens como nas mulheres, ocasionando ainda outras doenças do aparelho reprodutor.

Mas não são apenas os fumadores que sofrem as consequências do consumo do tabaco.
Há que referir que aqueles que vivem rodeados de um ambiente de fumo, os chamados fumadores passivos, também são prejudicados na sua saúde.
O tabagismo passivo é susceptível de provocar igualmente o desenvolvimento de um cancro. O tabaco é tão perigoso que basta viver com alguém que fume para que a probabilidade de contrair um cancro de pulmão aumente extraordinariamente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o fumo do tabaco no ambiente é responsável por cerca de um quarto dos cancro do pulmão que afectam os não fumadores.
Um estudo publicado na revista British Medical Hournal de Abril de 2004, aponta os efeitos devastadores do fumo passivo. De acordo com os autores desse estudo, os adultos que estão diariamente em contacto com fumadores aumentam a taxa de mortalidade em 15%, mesmo que nunca tenham fumado na vida.

Apesar das inúmeras campanhas e constante informação sobre os malefícios do tabaco, muitos fumadores recusam acreditar nas evidências apresentadas, afirmando que ainda são muito novos e que se não morrerem de uma coisa será de outra.

Obviamente que há que respeitar aqueles que apesar de tudo optam por assumir os riscos e continuar a fumar. No entanto o respeito deve ser mútuo, para que os que escolheram não fumar e assim ter um estilo de vida mais saudável não sejam constantemente forçados a serem fumadores passivos.

Fonte:Correio dos Açores

Publicado por nelourenco às 10:00 AM | Comentários (1)

maio 21, 2005

Conhece a Europa?

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Teste aqui.

Publicado por nelourenco às 08:43 AM | Comentários (1)

maio 18, 2005

com.s.ciência

Toda a gente mente...

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... cerca de 200 vezes por dia!

Uma recente explosão de estudos sobre a mentira procura verificar até que ponto ela é inerente ao ser humano. Até agora, as conclusões possíveis apontam que é quase impossível viver sem enganar, tendo em conta o sentido social de omitir algumas opiniões ou de arranjar pequenas justificações. Mas, nem por isso se pode dizer que é um impulso instintivo.

Os psicólogos notaram que, sempre que os voluntários inventavam uma falsidade, a actividade de dois sectores do cérebro ficava mais intensa. Ambos ajudam na escolha dos conteúdos armazenados pela memória e actuam no controlo dos impulsos. Os cientistas concluíram, então, que as intrujices reprimem a condição cognitiva natural do homem, que é a da verdade. Ou seja: mentir exige uma ginástica especial dos neurónios do ser humano.

Mesmo assim, os especialistas sustentam que a capacidade de dissimular foi se transformando numa necessidade quase vital. É o que os pragmáticos de hoje chamam de «inteligência social». E pode até ter influenciado o desenvolvimento da linguagem.


Calcula-se que as pessoas digam cerca de 200 «inverdades» por dia. Se é verdade que, em média, as pessoas mentem 200 vezes por dia, a estatística diz que, um indivíduo mente a cada cinco minutos.

Alguns cientistas especializados em biologia da evolução sustentam que o desenvolvimento do cérebro dos seres humanos está associado à necessidade ancestral — e cada vez maior à medida que a sociedade se foi juntando em grupos complexos — de enganar. Ou seja, viver em bando, como atesta até mesmo a observação de alguns chimpanzés, implica dissimular alguma coisa em algum momento.

Um estudo feito por cientistas da Faculdade de Medicina da Pensilvânia, nos Estados Unidos, usou o exame de ressonância magnética para identificar as áreas do cérebro activadas quando alguém inventa uma patranha.

MNI

Publicado por sutenorio às 11:47 AM | Comentários (3)

Hospital Amadora Sintra

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O Hospital Amadora Sintra é desde segunda feira passada a primeira unidade hospitalar SEM TABACO.
A proibição de fumar estendeu-se a todos os locais do hospital à excepção dos espaços ao ar livre.
Conjuntamente com esta medida, foi feita a divulgação através da distribuição de 30 mil folhetos explicativos dos malefícios do tabaco.

Aqui fica um bom exemplo a seguir por todos os serviços, a bem da saúde pública.

Publicado por nelourenco às 10:19 AM | Comentários (2)

maio 17, 2005

com.s.ciência

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Olfacto varia com género e orientação sexual

A descoberta, publicada pela revista norte-americana «Proceedings of the National Academy of Sciences», dá mais um argumento aos que defendem a origem biológica da homossexualidade e contraria os que a condenam por razões morais ou religiosas.

Estes resultados mostram claramente um envolvimento biológico na orientação sexual, segundo Sandra Witelson, perita em anatomia do cérebro e orientação sexual na Universidade de McMaster em Ontário, Canadá.

Os cérebros dos homens homossexuais respondem como os das mulheres heterossexuais quando reagem a um químico derivado da hormona sexual masculina, numa nova indicação de diferenças biológicas relacionadas com a orientação sexual.

A revista publica as conclusões de uma investigação dirigida por Ivanka Savic, do Instituto Karolinska de Estocolmo, sobre as reacções de homens e mulheres heterossexuais, e de homens homossexuais, ao cheiro de químicos derivados das hormonas sexuais masculinas ou femininas.

Esses químicos, conhecidas como feromonas, são moléculas que desencadeiam respostas de defesa ou desejo sexual em muitos animais. Embora se discuta ainda se os seres humanos respondem às feromonas, investigadores norte-americanos identificaram em 2000 um gene que, na sua perspectiva, dirige o receptor humano das feromonas no nariz.

Neste estudo sueco, a exposição à testosterona, a hormona sexual masculina, causou respostas nas porções do cérebro envolvidas na actividade sexual nas mulheres heterossexuais e nos homens homossexuais, mas não nos homens heterossexuais.

Mas quando todos os participantes no estudo foram expostos a aromas como o da lavanda ou do cedro, todos os cérebros reagiram apenas nas regiões que lidam com os cheiros.

MNI

Publicado por sutenorio às 03:15 PM

maio 15, 2005

Um trimestre longe...

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Continua...

Publicado por nelourenco às 12:50 PM | Comentários (1)

maio 05, 2005

Dias Verdes

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Dos Eventos ICN, destaco o Rafting no Rio Paiva, o Raid fotográfico na Serra de S. Mamede, a Aventura no Minho e o percurso pedestre Marmitas de Gigante.

Publicado por sutenorio às 11:52 AM | Comentários (1)

maio 01, 2005

Wild things are beautiful...

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...but that is no reason to cage them.

Publicado por nelourenco às 10:04 AM

abril 27, 2005

Support Individual Rights

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O Individual-i foi criado para representar a liberdade do indivíduo em relação à vigilância, à reserva da vida privada, ao anonimato, à igualdade perante a lei, à liberdade de ler, escrever, pensar, falar, de associação e de viajar. O direito de escolher livremente as opções sexuais, de reprodução, casamento e morte. À liberdade de discordar.
Aqui no atuleirus somos a favor dos direitos dos indivíduos, logo desejamos que este simbolo floresça na blogosfera.

Publicado por nelourenco às 02:53 PM

abril 26, 2005

Santiago Calatrava

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Do arquitecto que desenhou a Estação do Oriente (EXPO), mais um edifício espetacular a ser construido....
... only in New York!!!!

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Santiago Calatrava

Publicado por nelourenco às 03:34 PM

abril 21, 2005

com.s.ciência

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O tabaco tem um efeito «devastador» na fertilidade feminina, ao reduzir as hipóteses de gravidez e aumentar as de aborto durante a gestação, segundo um estudo holandês publicado na revista científica britânica «Human Fertility».

Os investigadores descobriram que as fumadoras tinham 28 por cento menos probabilidades de dar à luz do que as não fumadoras. Paralelamente, a taxa de abortos entre as fumadoras foi de 21 por cento, em comparação com 16 por cento no outro grupo.


Segundo Didi Braat, do centro Médico da Universidade Radboud de Nimega (Holanda), que dirigiu o estudo, o tabaco acrescenta dez anos à idade reprodutiva da mulher, o que significa que uma fumadora de 30 anos tem os mesmos problemas de uma não fumadora de 40.

A investigação foi realizada com 8.500 mulheres, com idades entre 20 e 40 anos, que estavam a ser submetidas na Holanda a um tratamento de fertilidade. Quarenta por cento delas tinha o hábito de fumar e consumiu pelo menos um cigarro por dia no ano anterior.

Para Ken Dowell, director médico do grupo de fertilidade britânico «Care», qualquer casal que queira ter descendência deve deixar de fumar. O abuso do tabaco durante a gravidez pode afectar também negativamente o peso do futuro bebé, de acordo com dados da Associação Médica Britânica.

MNI

Publicado por sutenorio às 03:52 PM

abril 20, 2005

Calem esse Ruído

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Cerca de 40 milhões de europeus estão expostos ao ruído durante metade das horas de trabalho e os problemas auditivos provocados pelo barulho representam um terço do total das doenças profissionais.

Lusa

É hoje lançada a campanha "Calem esse ruído", cuja coordenação está a cargo da Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho.

Flyers da campanha.

Publicado por nelourenco às 11:52 AM

abril 15, 2005

O porquê do sexo

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Há anos que os cientistas se perguntam sobre o porquê da existência do sexo...

... já que a reprodução assexuada seria mais fácil e eficiente, gastando menos energia e tempo, além de não misturar genes perfeitos com defeituosos.

Um novo estudo, no entanto, mostrou que o sexo acelerou a evolução das espécies.

Os cientistas criaram uma espécie de célula de fungo mutante que tanto se podia reproduzir sexualmente ou de forma assexuada. Quando submetida a ambientes com condições extremas, essa célula teve um melhor desempenho e reproduziu-se mais rápido do que as células assexuadas.

«Este estudo mostra que o sexo permitiu uma evolução mais rápida», explicou Matthew Goddard da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. O estudo contou com a participação de cientistas da Universidade Real de Londres e ganhou destaque nas revistas Science Magazine e National Geographic.

Um cientista do século XIX, August Weismann, já tinha sugerido que a reprodução sexual acelerou a selecção natural, ao permitir que os genes superiores se disseminassem melhor na população e os piores desaparecessem rapidamente. Apesar de aceite pela maioria, até hoje, a teoria de Weismann não pôde ser comprovada em laboratório.

MNI

Publicado por sutenorio às 10:26 AM | Comentários (1)

abril 14, 2005

com.s.ciência

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O que come ao pequeno-almoço?

Tornados famosos através da publicidade, na realidade, os cereais são pouco saudáveis, segundo a avaliação publicada na revista dos consumidores franceses.

A pesquisa _ da Union Fédéral des Consommateurs e da revista Que choisir _ testou 37 produtos divididos em duas categorias, que juntos representam 80 por cento do mercado francês: 15 cereais para crianças e adolescentes e 17 para adultos que querem ficar em forma.

Foi observado o excesso de açúcar nos produtos para crianças, excepto no Rice Krispies. «Observamos refeições com Smacks ou Chocapic que são compostas (cada uma) por cerca de 40 por cento de açúcar», o equivalente a 4,5 cubos de açúcar numa dose de 60 gramas, afirmam as pesquisas.

Os cereais com chocolate ou pepitas de chocolate são ricos em gordura e contêm o equivalente a entre cinco a seis cubos açúcar por cada porção de 60 gramas, segundo a revista. Rice Krispies da Kellogg''s (6,30 euros/quilo), citado como pobre em açúcar e com taxa de gordura limitada, levou a melhor nota do teste da categoria crianças. Mas, ao contrário, recebeu nota negativa pelo excesso de sal e falta de fibras: três vezes menos que uma baguete fresca.

Um terço dos cereais para adultos testados levam muito sal, segundo a revista. Este componente, por sua vez, está associado à hipertensão, doença que pode causar acidentes vasculares cerebrais.

Muito açúcar, sal e poucas fibras. É assim que a revista francesa «Que Chosir» classifica os cereais que marcam presença nas mesas de pequeno-almoço de milhares de pessoas.

O preço por quilo dos cereais é de entre 6,40 e 5,40 euros em média, ou seja, cerca de duas vezes mais caros que o de uma baguete, revela a revista. «O tradicional pequeno-almoço, com pão e geleia, é muito mais recomendável», cita o estudo.

A metade dos cereais para crianças tem pouco ferro, destaca a revista. Na categoria para adultos que querem ficar em forma foi associada ao melhor. A marca mais bem classificada foi a Quaker oats (3,10 euros/quilo) «bem equilibrado» (rico em fibras, pobre em açúcar e sal) apesar da taxa de gordura mais elevada que a do Corn Flakes. O original desta última (4,80 euros), por sua vez, tem a mais alta taxa de sal.

MNI

Publicado por sutenorio às 04:04 PM | Comentários (1)

Russian surgeons 'grow' penis on man's forearm

Ele há cada coisa....

Publicado por nelourenco às 02:21 PM

Os blogues o o Direito

O Direito no mundo dos blogues:Aproximação à problemática numa perspectiva da responsabilidade civil pelos conteúdos
Por
Dr. Hugo Lança Silva

A ler aqui

Publicado por nelourenco às 02:05 PM

abril 11, 2005

Imagens do Gueto de Varsóvia

Exposição organizada por Miriam Assor
De 19 de Abril a 24 de Maio de 2005

Por imposição nazi, um muro de 3 metros foi erguido para isolar integralmente essa área, que se tornou num “Gueto” no sentido mais rigoroso e nefasto da palavra. Em Outubro de 1939, os nazis ordenam a Adam Tcherniaków que estabeleça o Judenrat – Conselho Judaico. No dia 2 de Novembro de 1940, o Gueto de Varsóvia ficou estabelecido e a 15 seria definitivamente selado. As deploráveis e horrendas condições de vida, saúde, higiene, indigência, a carência de alimentos, o tratamento cruel rematado pelos nazis, a transferência de centenas de judeus oriundos de outras zonas da Polónia que inundavam, cada vez mais, o mínimo bairro, tornaram possíveis as fotografias expostas nesta Exposição.

Por estas razões, as imagens do Gueto de Varsóvia mostram miséria. Crianças esqueléticas a pedir esmola. Crianças mortas. Adultos desesperados. Fome. Cadáveres nas ruas. Doenças. Condições sanitárias deploráveis. Ao combate à fome sucedia-se o contrabando de comida. Muitos arriscavam passar para o lado ariano para obter comida, mesmo convictos de que a volta seria inexequível.

Apesar das fotografias apresentadas no Goethe-Institut representarem a verdadeira jornada da morte, será difícil entender como a vida social e cultural Judaica, todavia, insistia como um imperativo. A Educação tinha sido vedada, mas as crianças e os jovens continuavam a ter aulas às escondidas.

Miriam Assor

Publicado por sutenorio às 12:16 PM

abril 06, 2005

Foie Gras - a cruel realidade

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Imagine que acabou de comer uma enorme refeição. Sente-se cheio, a transbordar. Logo a seguir é obrigado a repetir outra igual, não aguenta mais. Mas a seguir vem outra igual e depois outra... Sente-se inchado, a rebentar. A agonia é tremenda, não consegue mexer-se e muito dificilmente consegue respirar.

Este é o terrível tratamento por que passam os patos e os gansos para a produção do patê de foie gras.

O foie gras é o fígado inchado destes animais, obtido através do método da alimentação forçada. Esta provoca uma distorção no corpo dos animais e um fígado sete vezes maior que o tamanho normal. Quanto maior o fígado, mais foie gras e obviamente mais lucro.

Desaseis dias antes da matança, e a partir daí diariamente, um funil de mais de 40 cm de comprimento é empurrado pelo pescoço abaixo destas aves. É então forçada pela garganta abaixo do animal, à máquina ou à mão, uma quantidade de cereais misturado com gordura que seria equivalente a 12,6 kg de esparguete para um ser humano. A partir do 12º dia este processo é repetido de 3 em 3 horas, ou seja 8 vezes por dia. Por esta altura o corpo do animal já está completamente deformado, não se consegue mexer e respira com muita dificuldade. Ao 17º dia está morto. (fotos)

Foie gras significa gordura de fígado. Quem o come consome uma grande quantidade de gordura que vai directamente para o seu próprio fígado, provocando colesterol e contribuindo para muitos problemas de saúde. Uma grande parte da população do mundo sofre de má nutrição. Mesmo assim são gastas enormes quantidades de cereal precioso, para a produção deste produto caro, que é vendido em restaurantes e lojas de luxo, e que só alguns podem comprar. O sofrimento infligido aos animais, para o fabrico de foie gras, é altamente condenável. Nem sequer é um alimento de primeira necessidade, trata-se apenas de um aperitivo.

Você pode mudar a situação. Deixe de consumir foie gras, substitua-o por patês vegetais. Existem no mercado em vários sabores e de excelente qualidade.

lpda

Publicado por sutenorio às 02:47 PM | Comentários (1)

abril 05, 2005

Lavar os dentes estimula o cérebro

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Cerca de 80 por cento do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas, que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um «efeito perverso»: limitam o cérebro.

Para contrariar essa tendência, há que fazer exercícios, alguns tão simples como escovar os dentes de vez em quando com a mão esquerda, no caso de se ser destro. Se nas crianças a técnica tem como vantagem melhorar a concentração, raciocínio lógico e pensamento criativo, nos mais idosos ajuda à longevidade do cérebro. Um bom exercício para o cérebro de uma pessoa idosa é aprender uma língua nova, por exemplo.

O simples gesto de trocar de mão para escovar os dentes, contrariando a rotina e obrigando à estimulação do cérebro, é um exercício de neuróbica, uma nova técnica para melhorar a concentração, treinando a criatividade e inteligência.

Cerca de 20 crianças e adolescentes, dos sete aos 16 anos, participaram recentemente, em Lisboa, no primeiro curso de neuróbica destinado a crianças e ao grande público, um evento organizado pelo Instituto da Inteligência.

Neste curso, os participantes aprendem a concentrar-se, a desenvolver os sentidos da visão, tacto e audição, fortalecendo ao mesmo tempo determinadas zonas do cérebro implicadas na memória, criatividade e inteligência.

A neuróbica é a designação criada pelo neurobiólogo Lawrence Katz –investigador do Instituto médico norte-americano Howard Hughes-- para um conjunto de exercícios de estimulação cerebral.

O objectivo é conseguir um rejuvenescimento celular de certas áreas do cérebro (como neocórtex e hipocampo). «Trata-se de uma espécie de ginástica mental, para despertar e desenvolver as capacidades cognitivas, e em que se manipulam os sentidos», explicou Nelson Lima, director do instituto.

É através dos nossos sentidos que captamos a informação do exterior. «Por isso, a neuróbica utiliza os sentidos como instrumento de trabalho para exercitar determinadas áreas do cérebro que estão habituadas à rotina», explicou.

MNI

Publicado por sutenorio às 12:50 PM | Comentários (1)

abril 01, 2005

Galeria Virtual da Censura

O sistema censório estatal, posterior ao Golpe Militar de 1926, que liquidou a I República Portuguesa, implantada em 1910, tratou-se de uma máquina censória que durou cerca de 48 anos e que se inculcou nos interstícios da sociedade portuguesa. Grande parte das provas desapareceu, mas o que ficou é suficiente para dar a noção da monstruosidade praticada. Na GALERIA podem ser apreciadas muitas provas censuradas.

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Poema «Le Grand cimitière cous la lune» (epigrama em homenagem de Bernanos), de Fernando Couto, cortado pela Comissão de Censura, em 27/10/1965

Publicado por sutenorio às 04:57 PM

março 31, 2005

Fátima Lopes e o sofrimento dos animais

Há pouco tempo a estilista Fátima Lopes disse ao "Correio da Manhã" ser a favor do uso de qualquer tipo de peles.
Por isso e verificando que apenas palavras eram insuficientes, a associação portuguesa ANIMAL lançou um vídeo que se pretende tornar o vídeo mais divulgado em todo o mundo, onde se mostram os verdadeiros horrores e as atrocidades cometidas contra os animais.

a ver aqui.
(chocante)

Publicado por nelourenco às 02:37 PM | Comentários (23)

março 22, 2005

ISTO NÃO É UMA PIADA. ISTO E UM ASSUNTO SÉRIO...

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" Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85.
Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo.
Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente.
Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.
Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira.
Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira.
Hoje os meninos não acreditam que a agua se utilizava dessa forma.

Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA AGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a agua jamais se podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.
Antes a quantidade de agua indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta.
Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.
A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozono que os filtrava na atmosfera.
Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.
As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A industria está paralisada e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com agua potável em vez de salário.
Os assaltos por um bidão de agua são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar agua, o oxigénio também está degradado por falta de arvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.
Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.
O governo até nos cobra pelo ar que respiramos. 137 m3 por dia por habitante e adulto.
A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.
Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exercito, a agua tornou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes.
Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registar-se precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atómicas e da industria contaminante do século XX.
Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso.
Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a agua que quisesse, o saudável que era a gente.
Ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a agua?
Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomámos em conta tantos avisos.
Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.
Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!"

Documento extraído da revista biográfica "Crónicas de los Tiempos" de Abril de 2002.

Publicado por nelourenco às 10:42 AM | Comentários (1)

março 18, 2005

«Visão» com edição em braille



A revista «Visão», editada pela Edimpresa, anunciou estar a preparar uma edição mensal da revista em braille, que deverá ser lançada na última semana deste mês. A nova revista será criada em parceria com o Centro Professor Albuquerque e Castro e com Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP), que vai ser responsável pela transcrição dos textos e pela produção mecânica.

Expresso on-line

Publicado por nelourenco às 04:56 PM

com.s.ciência

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Este Verão teme-se o pior!

Em 2004, a Direcção-Geral dos Recursos Florestais registou 494 incêndios florestais nos meses de Janeiro e Fevereiro. Este ano, em igual período, registaram-se mais de 4600 (em terrenos florestais e incultos). As típicas queimadas de Inverno são, para já, a principal causa para esta contabilidade preocupante. [...] Com o cenário de seca que atinge nesta altura o nosso País - temperaturas elevadas e níveis elevadíssimos de humidade relativa dos solos -, ganham forma os ingredientes para um Verão quente ao nível dos fogos. [...]

A reforma florestal decidida na sequência da tragédia de há dois anos ainda não tem grande tradução prática no terreno. Em muitas das zonas de povoamento florestal do País continua-se a ver crescer o mato às “portas” das populações, deixando pessoas e bens à mercê da sua sorte. O “BP” sabe que as comissões municipais de defesa da floresta já iniciaram trabalho, mas a burocracia e os processos administrativos continuam a ser o grande entrave para a sua aplicação prática no terreno. Alguns dos investigadores na área da floresta por nós contactados sublinham que Portugal “pouco aprendeu” com 2003 e as intervenções mais urgentes “continuam por fazer”. Ao “BP”, Xavier Viegas, o cientista português responsável pelo Departamento de Mecânica da Universidade de Coimbra, lembra que o presente continua a ser feito com os “erros do passado”: “As medidas mais urgentes não foram realizadas e o sector político continua a fazer e desfazer, sem ganhar o rumo necessário para responder a esta questão tão sensível”.

Se, na área da prevenção, o cenário não melhorou, o mesmo acontece na área do combate. O investimento no sector dos bombeiros “nada cresceu”, facto que se traduz na fragilidade da resposta, sublinha o presidente do Conselho Executivo da LBP, Duarte Caldeira: “Se, na área da prevenção, estamos mal, na área do combate a situação é ainda pior. Apesar dos anúncios, nada foi feito para minimizar um cenário idêntico ao de 2003. Os bombeiros estão hoje pior do que há dois anos e preocupados com o que poderá acontecer nos próximos meses”.

Texto de Patrícia Cerdeira publicado na íntegra na edição de Março do jornal “Bombeiros de Portugal”

Publicado por sutenorio às 03:15 PM

março 14, 2005

30 dias...

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Continua.

Publicado por nelourenco às 09:30 AM | Comentários (3)

março 05, 2005

Volta ao mundo em 67 horas e um minuto....

O milionário americano Steve Fossett tornou-se o primeiro homem a completar um voo solitário à volta do mundo, sem paragens nem reabastecimentos. O monomotor da Virgin Atlantic Global Flyer percorreu durante três dias 36 895 quilómetros, aterrando ontem no aeroporto de Salina, no estado do Kansas, nos Estados Unidos da América.

Aqui

Publicado por nelourenco às 03:52 PM

fevereiro 09, 2005

Nota para não Escrever

Se o conhecimento é uma forma de escrita, mesmo sem palavras, uma respiração calada, a narrativa que o silêncio faz de si mesmo, então não se deve escrever, nem mesmo admitindo que fazê-lo seria o reconhecimento do conhecimento. Pode escrever-se acerca do silêncio, porque é um modo de alcançá-lo, embora impertinente. Pode também escrever-se por asfixia, porque essa não é maneira de morrer. Pode escrever-se ainda por ilusão criminal: às vezes imagina-se que uma palavra conseguirá atingir mortalmente o mundo. A alegria de um assassinato enorme é legítima, se embebeda o espírito, libertando-o da melancolia da fraternidade universal. Mas se apesar de tudo se escrever, escreva-se sempre para estar só. A escrita afasta concretamente o mundo. Não é o melhor método, mas é um. Os outros requerem uma energia espiritual que suspeita do próprio uso da escrita, como a religiosidade suspeita da religião e o demonismo da demonologia. A escrita - inferior na ordem dos actos simbólicos - concilia-se mal com a metamorfose interior - finalidade e símbolo, ela mesma, da energia espiritual. O espírito tende a transformar o espírito, e transforma-o. O resultado é misterioso. O resultado da escrita, não.

(Herberto Helder, in 'Photomaton & Vox')

Publicado por nelourenco às 12:32 PM

janeiro 26, 2005

Restaurantes devem criar salas de fumo

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O Ministério da Saúde manteve a proposta de proibição de fumar nos restaurantes e bares, bem como nos locais de trabalho fechados, unidades de saúde, escolas e transportes públicos, tal como o CM noticiou na edição de 5 de Agosto do ano passado. Contudo, a versão definitiva do diploma, que será apresentada quinta-feira em Conselho de Ministros e à qual o CM teve acesso, é mais flexível e permite o uso do tabaco nos bares e restaurantes, desde que dentro de cerca de seis meses todos tenham criado zona para fumadores, bem separadas e com ventilação própria.
A consagração desta possibilidade parece constituir uma espécie de compromisso do ministro Luís Filipe Pereira, que ainda na semana passada deu a entender que a nova lei pouparia os restaurantes e bares.
O secretário-geral da Associação dos Restaurantes e Similares de Portugal (ARESP), José Manuel Esteves, considera a obrigação das salas de fumo “inexequível”, alegando a incapacidade financeira do sector para suportar o investimento. “Tendo em conta que existem 90 mil estabelecimentos, seriam necessários vários milhões de euros”, estima aquele responsável. O uso do tabaco nos locais onde passará a ser proibido e a não sinalização da interdição, através do dístico próprio, punirá os proprietários das casas com coimas de valores entre 50 e 2500 euros (...)

In Correio da Manhã

Publicado por nelourenco às 09:44 AM | Comentários (2)

janeiro 24, 2005

Vem aí o frio

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Preparem-se.... ele vem aí.
Segundo o Serviço Nacional de Protecção Civíl, deve-se usar várias camadas de roupa, devendo ser evitadas as roupas muito justas ou que façam transpirar, pois as roupas devem manter-se secas.
Beber água é aconselhável, para combater a desidratação, e se tiver alguma queimadura pelo frio ou sinta um estado de hipotermia, “tente aquecer-se gradualmente”.
Devem-se fazer pequenos exercícios com os braços, pernas e dedos, de modo a manter a circulação sanguínea.
No entanto, são de evitar actividades físicas intensas, pois “obrigam o coração a um maior esforço e podem até conduzir a um ataque cardíaco”.
Se sair de casa, utilize um chapéu ou gorro e use luvas.

Publicado por nelourenco às 10:54 AM | Comentários (1)