outubro 26, 2009
mais taxismo
a isto, vai juntar-se o "quer factura?"
Bruxelas deu liberdade de escolha e Portugal, ao contrário da maioria da Zona Euro, optou por permitir que os comerciantes pratiquem preços mais altos para quem paga com cartão
Os comerciantes vão passar a poder cobrar uma taxa aos clientes sobre cada pagamento com cartões efectuado nas suas lojas. O Governo português decidiu, ao transpor a Directiva sobre Serviços de Pagamentos, deixar ao critério de cada comerciante se pretende ou não aplicar o designado surcharging, uma taxa adicional, cujo valor ainda não está definido. Para os consumidores, será um custo acrescido na hora de pagar ou um convite a andar com mais dinheiro na carteira.
A directiva em causa, que entra em vigor já a 1 de Novembro, dá a cada Estado membro a liberdade de permitir ou proibir a cobrança deste custo adicional na hora de aceitar um pagamento com cartão, seja de débito ou de crédito.
Segundo o DN apurou, a maior parte dos países da Zona Euro rejeitou a adopção desta taxa, enquanto outros, como o caso da Grécia, pediram algum tempo de reflexão.
Apesar de as novas regras não entrarem em vigor em Portugal no início do próximo mês, o diploma que transpõe a directiva está pronto e deverá ser publicado muito em breve.
No mercado português, a criação desta taxa está a passar despercebida. O Banco de Portugal foi ouvido e não se opôs à versão adoptada pelo Governo, a banca não comenta e as organizações de defesa dos consumidores parecem não conhecer o caso.
Algumas fontes contactadas pelo DN consideram que a medida não terá grande impacto, uma vez que prevêem que a maioria dos comerciantes não irá aplicar a dita taxa. Outras, no entanto, antecipam alguma polémica, lembrando que as políticas europeias em matéria de sistemas de pagamentos incentivam o uso dos pagamentos electrónicos, em detrimento do cash.
Os contestatários da surcharging alertam ainda para os riscos inerentes a um desincentivo ao uso do cartão, como seja o perigo de trazer mais dinheiro na carteira, a par de uma sobreutilização dos ATM (caixas automáticas), com a possibilidade de os bancos virem a repercutir estes últimos custos acrescidos sobre os clientes.
Por outro lado, alertam ainda outras fontes, incentivar o uso de dinheiro em detrimento dos cartões é um convite à fraude fiscal, uma vez que é mais fácil esconder receitas que não passam por um registo bancário.
O Eurocommerce, uma organização europeia que agrupa os representantes europeus do comércio, manifestou-se já contra esta iniciativa europeia, considerando que servirá para provocar descontentamento entre os clientes e discriminação entre os comerciantes que cobram e os que não cobram. Por estas razões, esta organização está convicta de que não serão muitos os comerciantes a aderir a este sobrecusto.
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outubro 20, 2009
slot machines
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outubro 15, 2009
temos que desacreditar!
num mundo em contínua busca do melhor quadro de referência para a educação, vão impondo a laicidade como paradigma do justo, do aberto, do tolerante, podendo assim exercer os minoritários de outras fés, as suas convicções de vida.
o expoente máximo e mais recente deste tipo de enformação/deformação deve ser o Tratado de Lisboa, o último brinquedo político dos grandes da Europa, onde se ratificam textos fundamentais da Europa, não com base no seu valor intrínseco e melhor via de entendimento para os europeus, mas como exercício individual de embirramentos, tipo "assino se tu aprovares", em que as alusões à raiz cristã do espaço europeu foram eliminadas do Tratado puramente político.
eu pensava que qualquer cristão, mesmo não praticante (leia-se, não está nem em espírito na missa dominical) era só por si tolerante à outra fé e um bastião potencial da recta conduta, não impeditiva de que os outros tivessem o seu espaço para a conduta religiosa e que isso não causaria nem espanto, nem medo.
mas não.
a "primeira igreja baptista - s. josé dos campos" vem, num escudo de ouro à laia de introdução ao telejornal e com banda sonora de uma oração em árabe, apresentar (divulgar em massa por correio-electrónico) um "relatório" em filme, destinado à humanidade cristã: com base nas taxas demográficas típicas dos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, cada vês há mais muçulmanos e estes serão o novo domínio do Mundo nos próximos vinte anos, se "nada for feito".
meço o impacto da mensagem nos que a vêm de forma absolutamente empírica, associando o incómodo provocado pelo seu conteúdo, ao número de vezes que a me reenviam.
já a recebi dezenas de vezes e claro que não a reencaminhei.
enquanto aguardo que me ofereçam um Corão de tradução certificada pela Presidência da Comunidade Muçulmana Portuguesa, de facto, reparo que as sunas e alguma letra do Corão traduzido pelos ocidentais são suficientemente claras num dos seus sentidos: só há dois tipos de pessoas debaixo daquela ideia de Deus único: os infiéis e os muçulmanos.
os infiéis, têm que converter-se ao Islão, ou morrer.
nada de novo nisto em relação às igrejas deste Mundo: também a ICARomânica, no seu apostolicismo, já esteve nessa fase, na fase da tortura e do processo sumaríssimo, durante muitos séculos, recorrendo à espionagem e ao homicídio e àquilo que autores recentes, com mais ou menos avaliação das fontes, retratam em "A Santa Aliança" ou em "Os Espiões do Papa" (Fratini). mesmo que estas obras fossem parcialmente ficcionadas, restam sempre como árbitro da verdade as grandes obras académicas da história da cifragem, como as de Khan ou de Bauer, em que o Papado e as cifras são reveladas.
só cifra quem espia e só espia quem conspira contra um grupo determinado de indivíduos, organizado em torno de uma forma ideológica antagónica ao status quo que se defende e não raras vezes suprimindo-se a vida em batalhas de guerras silenciosas.
o filme "baptista de campinas" apresenta o fatídico futuro com base em estatísticas sem citação de fontes e numa linguagem acessível que a meu ver, equivale à esteganografia subliminar da propaganda em massa da mensagem de medo sobre os muçulmanos, que já não vêm aí só com bombas, vêm também armados com a reprodução e propagação na fé, conduzindo à ruína ocidental da nossa vida.
a coincidência da conclusão a que o receptor da mensagem daquele filme é submetido, dá-se pela sobreposição com a política da ICAR para as questões da sexualidade, que continua a defender o "reproduzi-vos naturalmente e sem recurso à evitação da vida".
não fosse a santidade da Igreja não ser um facto simples de assimilar, desde logo pela impiedade de muitos dos seus representantes, e a questão fulcral seria esta: sendo Roma uma máquina ancestral de política e como tal uma organização que tem lutado pela sobrevivência, como qualquer Estado, a política de defesa da vida pela condenação do aborto e da utilização de técnicas que evitem a gravidez, é puramente religiosa-dogmática, ou parcialmente infiltrada por antevisões quasi-xenófobas como o filme a que me referi?
estão os actuais decisores políticos ocidentais e ocidentalizados, afectados por complexos culturais, de tal forma que vão deixando que a tirania da minoria vingue, também no aspecto religioso?
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outubro 06, 2009
cartões de débito pré-pagos
depois de terem sido salvos pelo dinheiro dos contribuintes (um dos maiores gozos que os administradores dos Bancos devem ter sentido nas últimas dezenas de anos) preparam-se certamente para atacar com "produtos inovativos" que certamente vão de encontro ao "mercado".
vêm aí (no estrangeiro já existe) os cartões bancários de débito pré-pagos. compra-se um cartão pré-pago, carregado com uma determinada quantia em euros e usa-se.
como é que os Bancos ganham dinheiro? com custos escondidos: taxas por levantamentos e consultas de saldo.
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outubro 05, 2009
já ninguém percebe nada
não percebem que o bloco de esquerda está à esquerda do Partido Comunista, que o Partido Socialista é social democrata, que o PSD é liberal de direita e o que o CDS está muito à sua direita;
não percebem que quem tem ganho sucessivamente as eleições é a abstenção;
não percebem que os movimentos e os pequenos partidos que surgem são facilitados pelo funcionamento da democracia, mas devido à incongruência governativa e descrédito pelas possibilidades de solução;
não percebem que o nosso mundo é de raiz greco-judaica e de uma luta imensa pela possibilidade de um pensamento livre;
- que vimos de uma religião e de valores de tolerância e que parte do resto, é tolerado mas funciona contra nós, nós, que pelos escritos e pela palavra, lhes ensinamos que só havia um Deus e que isso nos devia hermanar;
não percebem que o nosso individualismo no livre arbítrio exercido diariamente se tornou, por lapso civilizacional do liberalismo, numa forma egocêntrica e egoísta de vida e que por isso abundam e vingam as seitas e o capitalismo animalesco;
não percebem os generais do exército não podem ser polícias (não ainda) enquanto restar uma gota de Estado de Direito Democrático, porque não resolve a eliminação do agente criminal;
não percebem as Direcções de alguns dos polícias que da sua mediocridade e da interpretação (profundamente errada) de que o seu papel é meramente reactivo perante o crime, deixou que políticos viessem a preencher com ordens em lei, quais são os crimes prioritários;
não percebem que a falta de respeito não existe por falta de autoridade, mas sim porque não existe a imposição do respeito pelo exemplo;
parafraseando Freitas do Amaral, não percebem que num mundo onde se o poder não é exercido por quem deve, depressa é mal exercido por quem pode, os apáticos transformam-se em cavaleiros da desgraça apocalíptica por simples omissão dos seus nano-micro-mini-médios poderes-deveres:
- se não votas decidem por ti;
- se não estudas não pensas por ti;
- se não exerces os deveres exercem-no contra ti;
- se confundes liberdade religiosa com ausência de prática religiosa, impõem-te uma religião;
- se desistes de ensinar quem não aprende és tu;
- se perdes um ensino de qualidade, quem perde qualidades somos nós todos;
- que sem autoridade fundada no respeito, o autoritarismo não resolve nada;
é tão simples quanto isto.
e é tão simples mudar isto. basta que se importem.
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outubro 02, 2009
perfil dos Juízes
espero que o estudo seja verdadeiramente independente.
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setembro 18, 2009
a piggy conspiração
a ser verdade, eles "andem aí":
uns são escutados e em vez de apresentarem uma queixa, diz-se que mandam dar recado por assessores;
uns jornalistas de investigação encomendam-se uns aos outros, revelando ser eles próprios grandes encomendas.
outros, publicam as notícias, sem ocultar as fontes de jornalistas (ena! tantos amigos!)
outros dizem que quem escuta, são os Serviços Secretos...
e para finalizar, admite-se no mail que era secreto mas já não é, se recebe da Presidência um dossier completo sobre uma pessoa, precisamente a que terá espiado a Presidência...
ou seja, a Presidência espiou o espião!
este é de facto, um País de dossiers, do tipo caixa de Pandora.
cambada de invejosos!
querem um Watergate, mas nem sabem como fazê-lo - prova evidente que isto não teve nada a ver com os Serviços Secretos...
Publicado por MatosB às 07:01 PM | Comentários (0) | TrackBack
setembro 12, 2009
o poder mal percebido, é mal exercido
ocorreu recentemente uma conferência no âmbito de temas interligados à chamada "competitive intelligence" onde em concreto se abordaram as novas tendências da prova digital, da importância dos dados de tráfego e da informação criminal.
o tema até vem a calhar, porque foram recentemente publicadas duas leis (a Lei 73 e a 74 de 2009) que, penso, está a escapar à atenção dos jornalistas e demais interessados na justiça efectiva, mas não na Justiça a todo o custo e de preferência, sem "transferência de custos".
no decorrer da exposição de motivos e da análise fundamentada de uma opinião, ocorreu uma interpelação de um profissional de uma autoridade administrativa independente, que contestou a imputação de graves danos ao Estado Português por força de pareceres realizados pela sua Instituição e que vieram a inviabilizar, durante mais de 10 anos, a publicação de uma legislação adequada à salvaguarda e entrega dos dados de tráfego aos intervenientes na chamada "investigação criminal".
os argumentos apresentados pela contestatária, foram arrepiantes: os pareceres foram feitos no âmbito das suas competências, em obediência à Constituição e orgulhavam-se de mesmo os pareceres mais complexos serem emitidos entre uma semana a quinze dias.
fiquei siderado. como é que se explica que o poder-dever destas pessoas que compõem as autoridades administrativas independentes não inclui a permissão para asneirarem em nome da Constituição? como se explica a este tipo concreto de responsáveis, pagos com o nosso dinheiro, que existem para nos servirem, por meio da obediência à lei e à Constituição e que, no âmbito da protecção do cidadão, por vezes, entram em choque os próprios princípios constitucionais, sendo necessário ver qual deles deve prevalecer? como se lhes diz, que do alto da sua importância social (relativa) do exercício de um poder-dever que não é o de Juíz (estes por enquanto ainda existem e estão refugiados nos Tribunais) dizer em público que se "dão pareceres" numa semana, pode ser tudo menos sinónimo de qualidade e de decisão avisada? como pode acreditar este tipo concreto de responsáveis, que são os detentores absolutos da verdade jurídica, da técnico-científica e da sócio-económica? como lhes pode ser atribuído, seja a que "autoridade administrativa" for, que possa decidir o que é, num caso concreto, o bem público?
neste País, não era para ser definido na Assembleia da República o que se tem na lei por "bem público"?
o poder, se mal percebido, é mal exercido, ainda que com a melhor das intenções. um poder público mal exercido corrói a eficiência de um Estado. e nesse sentido, um "parecer mal dado" provoca danos importantes.
Publicado por MatosB às 12:15 AM | Comentários (0) | TrackBack
agosto 05, 2009
demagogias e poderes
desta vez, não poderá dizer-se no MAI que a culpa do fogo ou da falta da área ardida, é devido ao facto da PJ não estar integrada naquele Ministério. Entendam-se quanto à verdade ou peçam uma investigação a uma polícia, por exemplo, uma com competência técnica e competente por lei, para se descobrir quem anda a gamar áreas ardidas das bases de dados do MAI não vá ficar a impressão ao povo que a estrutura informática, afinal, não é "blindada" e que alguém fez um jeitinho às declarações do Governo no ano passado, quando anunciou que tinham havido menos fogos e menos área ardida.
Donde e a propósito disto, as demagogias: o Programa de Governo do PS disponível num site de um Jornal num documento com o título "Avançar Portugal 2009 - 2013", contém, a dado passo, esta preciosidade:
De modo a combater eficazmente a criminalidade organizada e transnacional, nomeadamente de carácter económico-financeiro, será criada uma Brigada de Investigação Tecnológica. Esta Brigada constituirá uma unidade policial especialmente habilitada para responder à criminalidade cibernética, designadamente fraudes pela internet, fraudes no uso das comunicações, ataques cibernéticos, pirataria informática contra os interesses do cidadão ou do Estado e pornografia infantil.
Ora cá está!!! deve ser esta Brigada que vai ser criada(!!!!) que depois vai investigar os problemas dos "terceiros desconhecidos" nos sistemas e redes de computadores do MAI e calhando, do próprio Ministério da Justiça...
Ora uma Brigada destas deve ser super poderosa, porque ou é uma Brigada em sentido militar, donde, com mesmo muita gente, ou é uma Brigada no sentido de coisa pequenita. Só fico curioso com isto:
já existe desde 1994 na Polícia Judiciária uma Secção (donde, maior que uma Brigada) precisamente a fazer aquilo que o programa do PS agora menciona que será objectivo do Governo mandar fazer; isto levanta algumas dúvidas:
- o Governo é tão desinformado que dá uma patacoada destas?
- a malta do PS está ressabiada com algumas investigações de crimes informáticos efectuadas pela PJ?
- o Governo quer mesmo criar uma Brigada noutra Polícia, porque aquela não serve interesses partidários? mas isto também não faria sentido, porque a acreditar que se respeita a lei neste País, a própria Assembleia atribui a competência da investigação destes crimes à Polícia Judiciária... ou legislaram mal?
- ou aquele programa, também neste particular é pura demagogia... se calhar é isso...
Publicado por MatosB às 12:14 AM | Comentários (0) | TrackBack
julho 10, 2009
leitores de português - voluntariado precisa-se
há gente que naquele hemicirco, precisa urgentemente de saber ler, e também que alguém lhes ensine alguns princípios básicos sobre Direito Penal.
a confusão do tema (lei da criminalidade informática) que se faz com a proibição de software livre é simplesmente política, que nada tem a ver com política criminal.
e já agora: as penas são altas em consequência do Código de Processo Penal em vigor.
Publicado por MatosB às 12:40 AM | Comentários (0) | TrackBack
maio 02, 2009
alvissaras
oooopss!! tenho a certeza que o Notário em causa vai levantar um inquérito, até para avaliar se não terão desaparecido vários documentos de outras pessoas;
naturalmente que se perderá confiança no referido notário...
naturalmente, que não havendo depósito da escritura no notário, com certeza a compradora da casa cede à investigação uma cópia do seu próprio documento....
naturalmente, esperaremos; sentados...
Publicado por MatosB às 12:52 AM | Comentários (0) | TrackBack
abril 21, 2009
where in the world is our CRP?
esquecem-se que a organização dos serviços públicos também está abrangida pelo conceito de "organização económico-social" e de que não vale sacrificar o bom senso em nome da maximização económica "a qualquer preço"...
PARTE II
Organização económica
TÍTULO I
Princípios gerais
Artigo 80.º
(Princípios fundamentais)
A organização económico-social assenta nos seguintes princípios:
a) Subordinação do poder económico ao poder político democrático;
Publicado por MatosB às 12:04 AM | Comentários (0) | TrackBack
abril 15, 2009
parece e dá-me ideia que
fui ouvir as noticias de ontem; no caso, da TSF.
ouvi o primeiro ministro defender a reorganização experimental das Comarcas. e ouvi-o dizer, clara e distintamente, que, por causa das reformas na Justiça, nos últimos anos, as pendências de processos nos Tribunais, diminuíram... e disse também que as reformas foram em benefício do cidadão.
é o recurso ao argumento estatístico.
o que José Sócrates se esqueceu de dizer aos ouvintes foi:
- a taxa de justiça registou algum aumento?
- foi restringido o apoio judiciário na prática?
- também entraram menos processos nos Tribunais, no mesmo prazo? porquê? por haverem menos litígios ou por se ter acentuado o descrédito na eficácia do aparelho de justiça?
- e dos processos-crime que já estavam pendentes, quantas centenas foram arquivados por impossibilidade de obtenção de prova, com o maravilhoso novo processo penal?
- e nos processos cíveis? aumentou a capacidade de resposta?
- os "grandes casos" cíveis são discutidos no Tribunal comum, ou num arbitral?
Publicado por MatosB às 06:12 AM | Comentários (2) | TrackBack
abril 12, 2009
indemnizações
Paulo Portas "vai" (devia) ter de pagar aos cofres do Estado o valor da indemnização em que incorreu o Estado Português no caso "barco do aborto" levado a Tribunal (Europeu dos Direitos do Homem) uma vez que teve responsabilidade populista, única e directa no caso, enquanto membro do Governo Português em 2004.
Paulo Portas não percebeu que uma coisa é dizer que o barco vinha ofender a lei portuguesa em vigor, outra coisa foi negar a livre expressão a bordo do barco em águas portuguesas e a partir dele, por cada uma das três associações ali representadas.
Paulo Portas não percebeu que foi por isso que o Estado Português (o nosso dinheiro) foi condenado (com o nosso dinheiro) em 2.000 euros a cada associação; são seis mil.
como é pessoa de bem, temos a certeza de que o Estado Português não vai ter que o accionar: ele voluntariamente paga. ou então, não vai perceber nada sobre o assunto, novamente.
não é?
Publicado por MatosB às 12:18 AM | Comentários (0) | TrackBack
abril 11, 2009
o exemplo vem de cima
numa iniciativa inédita e por força do descrédito que se vinha abatendo sobre a figura dos políticos portugueses sob a forma de deputados e sem dúvida correspondendo a apelos da Presidência, a nossa (paga por nós) Assembleia, através da sua (deles) Resolução Assembleia República 21/2009, veio corresponder à preocupação dos eleitores por eles representados e repor a moralidade e a esperança do povo português na seriedade dos seus deputados, pelo menos, no que toca à justificação de faltas:
“7- A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado o motivo de doença, poderá porém, ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana.”
"poderá"... "uma semana"... uma semana de quantos dias? segunda a sexta soma cinco dias; com um fim-de-semana antes e um depois, totaliza nove dias. nem que fosse um dia, quanto mais "uma semana"...
ou seja, o doente apresenta-se um dia, e "poderá" adoecer mais nove. palavra de Deputado.
por uma questão de grande responsabilidade, de coerência, de certeza jurídica e de igualdade, prevê-se que o regime seja agora aplicado aos trabalhadores do sector privado e público.
palavra de "classe operária".
Publicado por MatosB às 09:47 PM | Comentários (0) | TrackBack
abril 03, 2009
o pormenor dos sapatinhos

do homem que está em pé...
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março 22, 2009
procedimento disciplinar
Na Sábado de 12 de Março foi publicado um artigo, referente à pena de suspensão por 45 dias de um polícia. Quem ler o artigo, percebeu que o funcionário em causa, agiu mal. E foi condenado por isso. Essa imagem terá passado sem grande problema.
Questão diferente é o que a notícia, a ser bem fundamentada, diz da pena aplicada, em si e no percurso do procedimento: uma linha para se dizer que a pena inicial era a de inactividade e passou a ser de 45 dias de suspensão.
É pena que não tenha havido mais interesse em perceber (neste e noutros casos publicitados) porque raio as penas aplicadas são sempre tão "elevadas" e depois "caiem tanto". Afinal de contas e salvo o erro, a pena de inactividade é no mínimo de um ano e acarreta consequências em termos de perda de vencimento, de antiguidade, de férias e outras mais.
A pena de suspensão por 45 dias, é uma pena do escalão "mais baixo" da pena própria pena de suspensão. A pergunta que me ocorre é sobre a medida da pena escolhida, isto é, a de se saber porque é que, de forma aparentemente sistemática, se pune um funcionário "tão por cima", elevando a pena para um patamar tão alto, para depois em recursos, ela ser substancialmente reduzida, ou mesmo, como já tem acontecido, ser o funcionário ilibado e o procedimento arquivado.
Por lei e por bom senso, é objectivo do procedimento disciplinar recuperar o funcionário para a função, reparar a lesão funcional e prevenir novas infracções. Neste sentido, na pena disciplinar não é de Direito usar a proporcionalidade como Princípio vivo na condenação?
Se sim, não se compreende como de forma (repetida) a proposta de pena seja, pelos vistos, tão "desacertada" ao caso concreto. Deveria, talvez, ser sempre publicitada, tanto a proposta de condenação, como a decisão final, para se avaliar a eficiência do departamento proponente da pena.
Há erros grosseiros no respeito pelo procedimento que justifique a desproporcionalidade? Há alguma estratégia menos procedimental e mais organizacional mascarada de "mão pesada"? Ou há, simplesmente, incompetência? É que, mesmo para o comum dos mortais, entre a noticiada pena de inactividade e a de suspensão menos grave, há alguma diferença. Parece que o facto praticado não era assim tão grave, porque a pena aplicada, afinal, foi muito mais baixa - será legítimo pensar.
A publicitação destes casos desacompanhada de mais informação, tem algum efeito (sempre perverso) que é o desacreditar o sistema perante o cidadão comum e perante os outros funcionários, ou porque "punem a mais e logo, sem rigor", ou "afinal, é no recurso sistemático que se pune, logo, não há rigor".
É pena.
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fevereiro 05, 2009
pedaladas legislativas
RAR 3/2009 - Plano nacional de promoção da bicicleta e outros modos de transporte suaves.
RAR 4/2009 - Recomenda ao Governo a promoção de redes de modos suaves a integrar nos planos de mobilidade urbana, no âmbito do Decreto-Lei nº 380/99, de 22 de Setembro e da Lei de Bases do Sistema de Transportes Terrestres, aprovada pela Lei nº 10/90, de 17 de Março.
ora, suavemente, cá está a prometida acção legislativa para ajudar o governo a fazer frente aos tempos de crise: tudo de bicicleta, para dar o exemplo; a começar pelos ministros, que abandonam, suavemente, o uso das viaturas do Estado; as notificações judiciais e de polícia, vão num pé, e vêm noutro, ou seja, de "trotineta"; e os parques da EMEL são reconvertidos para as novas formas de deslocação suave.
Não sei se a "transtejo" vai na onda e se adapta para introduzir as novas "gaivotas" para a travessia do Tejo.
Tirando o Gabriel que está feliz, eu, tenho algumas dúvidas e vejo algumas desvantagens: as seguradoras, adivinhando a adesão em massa a esta suavidade de deslocação, vão pedir ao governo que legisle no sentido de ser obrigatório o seguro de biciclete; os activistas de esquerda vão exigir isenção do seguro nas bicicletas com rodinhas de amparo e nos triciclos; alguém nas finanças vai sugerir um imposto especial e suave para compensar a poluição, devido ao aumento de trocas gazosas pelos ciclistas e uso de borrachas suaves nos calços dos travões; os chineses vão inventar um artefacto para bicicleta, onde de possa colocar de forma visível o dísticos do seguro, dos impostos e da via-verde; as novas oportunidade vão revelar um novo curso de mecânico especializado de bicicletas; a BRISA vai ganhar concursos milionários para as ciclovias do Século XXI; enfim, não sei se todos ganham e a se natureza agradece.
G'anda Assembleia pá!
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fevereiro 04, 2009
dignitates
olha que engraçado! no Governo do Presidente Obama, voltaram atrás com a nomeação de determinadas pessoas, porque não eram dignas para o cargo!
tinham impostos em atraso...
Publicado por MatosB às 06:27 PM | Comentários (2) | TrackBack
janeiro 31, 2009
conceitos de "acção proactiva"
"Santander offered to recompense private-banking clients who lost money in one of its funds that invested with Mr Madoff and said it would fork out €1.4 billion ($1.8 billion) in compensation. Observers were unsure if this would stop investors from suing the Spanish bank; a class-action lawsuit had just been lodged in a Florida court. Santander is the first financial company to offer to settle claims resulting from the Madoff scandal."
The economist.
hummm... e foi só o Santander que perdeu neste "mad off"?
Publicado por MatosB às 05:37 PM | Comentários (0) | TrackBack
janeiro 29, 2009
obviamente, demita-se
num país com o mínimo de decoro político, não só se tem de ser sério, como também tem de se parecer sério e os políticos sérios tiram consequências do momento e das situações em que se vêm envolvidos.
em Portugal, já um tal Vitorino demonstrou num passado recente, como se deve agir; e veio a saber-se publicamente que, afinal, ele tinha dito a verdade... demonstrou coragem pessoal e política e salvou a honra.
hoje, é de novo tido por pessoa séria e recordado pela coragem da sua demissão. deu e foi exemplo.
a acreditar nalguma imprensa portuguesa hoje nas bancas, o actual Primeiro Ministro deste País é suspeito de intervir nalgum grau de participação (ainda por definir) numa transação privada de alguns milhões, enquanto membro de um Governo, tendo sido pedida uma investigação por uma autoridade estrangeira sobre o caso;
e os nomes entretando associados a esse caso, de forma umas vezes mais, outras menos, directa, são de familiares chegados ao Primeiro Ministro, ou de terceiros a eles ligados por um negócio em concreto: o do "coiso" de Alcochete.
e o mesmo Primeiro Ministro tutela de forma máxima organismos portugueses, que são supostos de coadjuvar as tais autoridades estrangeiras a investigar a tal transacção suspeita.
se com isto tudo José Sócrates não se demitir, cabe ao Presidente ajudá-lo a compreender a situação de descrédito nacional e internacional que se abateu sobre ele e que por consequência, tornou novamente Portugal muito próximo de alguns países africanos, não em termos geográficos, mas de ideia de corrupção instalada.
para os interessados e curiosos, há um livrinho de um administrativista português com o título de "governos de gestão".
eu sei que vigora o princípio da presunção de inocência, salvo o erro, desde 1822, nas constituições portuguesas. mas gostava mais que a oposição fosse responsável e séria e que o Primeiro Ministro desse disso exemplo.
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janeiro 16, 2009
insultos à moral pública
"a internet tem destas merdas..." - este era o título de uma mensagem anónima a circular pela INTERNET...
fabuloso, mas não como fábula; é de ver os links... são do site "www.base.gov.pt".
governo. ou seja, há quem se governe... e então agora, o zeloso Ministério Público vai fazer o quê? abre processos? abre? ou é um lapso de introdução de dados...
ora vejam lá a carestia de vida... e as contradições entre o bem comprado e o preço pago, em plena recessão.
CMVale de Cambra: 2.922.000 € (grande transporte!!!!! dá 182.000 euros por criança!!)
CM Ílhavo: 380.666 € (por 3 Computadores, 1 impressora de talões, 9 fones, 2 leitores opticos...)
Matosinhos: 142.320 € (a reparação mais cara de uma porta que eu já vi...)
CMBeja: 6.572.983 € (!!!!!! gand'a fotocopiadora!!!)
ARS Alentejo: 97.560 € (uma armário e o quê!?! três cadeiras!!??!!)
NOTA de 21:50 de dia 16JAN2008: os dados que constavam da folha referente a "CMVAle de Cambra foram retirados do site oficial; tratava-se de uma aquisição de um meio de transporte para 16 crianças. é provável que as outras folhas deixem também de ter registos...
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janeiro 14, 2009
politikas.pt

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novembro 04, 2008
onde estava a supervisão efectiva?
já percebem porque é que (também por isto) a "operação furacão" e a revisão do "segredo de justiça" são importantes?
pergunta: os responsáveis pelo BPN e os que os ajudaram "àquelas contas", já estão detidos?
e sendo oficialmente conhecida a situação pelo Banco de Portugal desde Março, já há consequências?
a meu ver, o decoro nem obrigaria a uma demissão formal pelo Governo... bastava haver vergonha.
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novembro 03, 2008
o erro francês

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outubro 29, 2008
imagens
neste perto-longe das notícias que chegam tarde, assaltam-me duas imagens do comentador Miguel Sousa Tavares, com o seu ar sério e voz grave, a pedir ao ladrão que lhe devolva o portátil, ou em alternativa, os ficheiros do livro quase pronto:
- dele: a quantidade de vezes que chamou de burro a outros;
- do ladrão: a ignorância, na figura do soldado americano no fim do filme "Danças com Lobos", acocorado no meio das ervas, a desfolhar, a rasgar e a usar as páginas de um diário que não era dele, enquanto alguém lhe formata o disco rígido
coisas...
Publicado por MatosB às 08:52 PM | Comentários (0) | TrackBack
imagens
neste perto-longe das notícias que chegam tarde, assaltam-me duas imagens do comentador Miguel Sousa Tavares, com o seu ar sério e voz grave, a pedir ao ladrão que lhe devolva o portátil, ou em alternativa, os ficheiros do livro quase pronto:
- dele: a quantidade de vezes que chamou de burro a outros;
- do ladrão: a ignorância, na figura do soldado americano no fim do filme "Danças com Lobos", acocorado no meio das ervas, a desfolhar, a rasgar e a usar as páginas de um diário que não era dele, enquanto alguém lhe formata o disco rígido
coisas...
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outubro 28, 2008
ine ínglixe náue: úai? (nóte sou longue)
é por isso que "os estrangeiros" são e serão sempre melhores que nós: se vêm uma ideia boa, agarram-na; desenvolvem-na; trabalham-na e implementam-na; e enquanto isso, tiram algum proveito político, mas protegem efectivamente o seu povo. não são oportunistas: têm visão.
isto que aqui é notícia, cá, é impossível.
não é porque em Portugal se não tenha tido a mesma ideia que os irlandeses e muito antes deles os ingleses (pelo contrário – a tradução de excertos de documentos portugueses apresentados na UCD em Dublin no início do ano, foram acolhidos com interesse). não porque se não tenha defendido por escrito a necessidade de uma mudança radical quanto à prevenção criminal do “grupo-alvo-criança”, mas porque num país de piqueninos e de gnomos atrofiados pela obesidade vaidosa da posição que ocupam, a pseudo imagem pessoal de quem detém pequenos nichos da suposta prevenção criminal "de base social", nada faz para haver efectividade da dita prevenção a nível nacional, numa defesa errada da "independência institucional", que se traduz no discurso comezinho do tipo inchado de ar sério que assegura balbuciando "somos bons - nesta parte mandamos nós".
onde outros (os estúpidos dos estrangeiros, claro) desconcentram de forma planificada e com formação e concentram esforços e meios quando é necessário, cá, desconcentra-se à balda, para que as instituições brilhem num firmamento imaginado, digo, num imaginário colectivo onde os ditos anões se vêm num reflexo tão fragmentado como as oportunidades de trabalho válido que destroem - o país e os “temas do crime” são reduzidos à sua estatura.
perante a passividade organizacional e da ausência de decisores corajosos, defere-se tacitamente que vale o "dividir para reinar" e assiste-se à mera ideia de prevenção criminal, presente na proliferação de linhas alertas, abertas, jovens, juniores, seguras, de dadus e sei lá mais o quê, onde se insiste pela separação de realidades como os dados pessoais, os abusos sexuais das crianças e os outros crimes na INTERNET cometidos pela generalidade dos adolescentes.
aliás, politicamente nem se apercebem de que o facto de surgirem desgarradas múltiplas “linhas de denúncia”, sejam de iniciativa privada ou institucional, tal só demonstra, a par da boa vontade de alguns, o rotundo fracasso da prevenção policial e a desorganização das instituições preventivas, bem como a debilidade da formação prestada aos jovens – se os pais não protegem as suas contas bancárias e caiem no “phishing”, como protegem eles os filhos na INTERNET?
as "queixas" e as "denúncias" às diferentes linhas "hot", ficam assim, numa primeira fase, nas mãos de entidades que nada têm a ver com a investigação criminal, onde a informação é desmembrada e comunicada com base numa bênção mais ou menos acordada pelos intervenientes, imperando a contenção de custos e a evitação de um tsunami de informações que geram demasiado trabalho – outro dos sinais da falta de planeamento. um paradoxo que se lê no facto de, com tantas intervenções, se aumentarem os custos e não haver uma poupança real, nem económica nem de recursos.
enquanto isso, no país que somos o sistema nacional de queixa electrónica só é "nacional" para o Ministério da Administração Interna: a queixa electrónica pelo Ministério da Justiça, só funciona com um cartão de identidade dos novos, com assinaturas digitais... já tem um? Não?!? temos pena... queixe-se num site da PSP ou da GNR.
este Portugal é o Portugal profundo que em breve terá de lidar com os desenvolvimentos impostos pela Europa (Draft Council conclusions on setting up national alert platforms and a European alert platform for reporting offences noted on the Internet (EU doc no: 14071/08, pdf)). só falta a EUROPOL começar a trabalhar neste sentido, para recolher dos países da UE, de forma electrónica e automática, as queixas...
calhando, de Portugal recebe-las-iam num lindo envelope fechado...
é o Portugal onde, por falta de decisão e de assumpção de responsabilidades, entre o "não temos dinheiro" e a fatal observação do "ai e tal, é complicado", se anda sempre a reboque dos outros (dos estúpidos dos estrangeiros).
porque é que os portugueses, são assim?
Publicado por MatosB às 11:03 AM | Comentários (0) | TrackBack
outubro 17, 2008
brincando com o dinheiro público...
enquanto se grita alto a crise que se atravessa, a necessidade de contenção de despesas, dão-se estas voltas:
cria-se um Conselho de Prevenção da Corrupção para detectar e prevenir corrupção e os demais crimes da competência da Polícia judiciária.
Como recolhem a informação pertinente? inquirem pessoas? Quem decide o que fazer à informação recolhida? Quanto tempo a guardam? Detêm e tratam dados pessoais? Quem os autorizou? Como acautelam prova? ao abrigo de que legislação? E é presidido por quem, que no caso, é de que partido político? não é este o verdadeiro papel da chamada Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária? e ainda coopera com organismos internacionais?!!? então e como? cumpre rogatórias? vão a reuniões internacionais? é para se afirmar indirectamente que a PJ não tem sabido prevenir?
e depois aquela partezinha lúdica onde se lê "De referir que a actuação do CPC não interfere nas competências atribuídas às autoridades de investigação penal"... ai não?!? então fazem o que? perguntam à PJ se têm antecedentes sobre uma pessoa? e não havendo "detectam-na"?
é que se a melhor forma de colidirem os interesses é o dito Conselho estar paradinho, para quê criá-lo?
ou a pessoa do Ministério Público a nomear é arrumadita na prateleira?
A OCDE recomenda este tipo de atribuições do novíssimo Conselho a entidades altamente especializadas, preferencialmente policiais. e daí, talvez não convenha... pode alguém, por lapso, ser detido.
Mal empregados 240.000 euro de orçamento...
Publicado por MatosB às 12:18 AM | Comentários (0) | TrackBack
outubro 12, 2008
o caso do portátil roubado
o furto em causa não deve ter qualquer relação com a investigação em curso no Porto.
o computador desaparecido, deve ser o "pessoal" e não "o oficial", distribuído pelo MJ; o computador desaparecido, porque furtado, não deve ter, portanto, qualquer informação sobre processos, estejam ou não em investigação. e não deve ter sido simulação de crime. não.
aliás, todos sabem que é invulgar os Polícias, os Advogados, os Procuradores e os Juizes terem informação de processos nos computadores pessoais, porque são pessoais, não são computadores pessoais de serviço; são computadores pessoais, pessoais, se não, não eram pessoais, eram pessoalizados...
nem sei para que existe este tipo de notícias: os computadores pessoalizados, pessoais, oficiais e oficializados, de Polícias, de Advogados, de Procuradores e de Juízes, nunca são furtados. nem desaparecem.
mas no caso noticiado, mesmo que houvesse informação "quente", pessoal ou oficial, ou pessoalizada, no computador desaparecido porque furtado, não havia perigo de a informação cair nas mãos erradas: há muito tempo que está tudo devidamente tratado... há mais de um ano.
no worries. faz tudo parte dos choques tecnológicos.
os senhores jornalistas, são uns exagerados!
Publicado por MatosB às 06:40 PM | Comentários (0) | TrackBack
outubro 07, 2008
o Governo e os sindicatos "expertos"
o namoro entre uns e os outros; as negociações; as expectativas criadas; e a realidade.
está tudo aqui.
Publicado por MatosB às 02:09 AM | Comentários (1) | TrackBack
outubro 04, 2008
profissionais do sexo
competências pessoais a deter para o exercício da profissão:
Publicado por MatosB às 01:05 PM | Comentários (0) | TrackBack
outubro 03, 2008
o grande golpe à Microsoft !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Steve Ballmer e Jean-Phillipe Courtois vêm assegurar que o pacote especial de software desenvolvido pela Microsoft vai mesmo para os computadores "magalhães", aumentando assim o domínio sobre os computadores pessoais a nível mundial.
vão fazê-lo hoje, em Lisboa, no Centro de Congressos da FIL na Junqueira. O Primeiro Ministro Português vai lá estar.
E também uma molhada de gente a gravitar à volta do projecto-evento-político.
Steve Ballmer e Jean-Phillipe Courtois não sabem que em Portugal, a recente legislação da responsabilidade do Governo que os recebe no nosso País, não permite a repressão dos crimes contra os Direitos de Autor que se passem na INTERNET.
curiosamente, é também hoje que se a inicia a Semana do Open Office em Portugal, com uma apresentação da versão 3.0 no Forum Picoas, em Lisboa; mas a essa não se dá destaque - não é "Microsoft driven".
também curiosamente, há uma Resolução de Conselho de Ministros que recomenda ao sector público o investimento em aplicações "open source" - sistemas operativos e utilitários.
para o "governo.actual.pt" parecem haver apenas dois mundos tecnológicos: o da Microsoft e dos "microsoft-partners", e os que o não são.
é pena.
contradições políticas dos tempos que correm, em que o único mercado que não está em falência é o da imagem político-pessoal-e-os-outros-que-se-lixem.
Publicado por MatosB às 08:33 AM | Comentários (0) | TrackBack
setembro 16, 2008
dispositivos electrónicos de matrícula
"Lei 60/2008 - Autoriza o Governo a legislar sobre a instalação obrigatória de um dispositivo electrónico de matrícula em todos os veículos automóveis, ligeiros e pesados, seus reboques e motociclos, todos os ciclomotores, triciclos e quadriciclos e todas as máquinas industriais e máquinas industriais rebocáveis, destinando-se a identificação ou detecção electrónica de veículos através do dispositivo electrónico de matrícula."


Não devia haver uma (bem estruturada) exposição de motivos?
Este tipo de controlo é absolutamente necessário, adequado e proporcional aos objectivos da Lei?
Há assim tanto carro desaparecido e por localizar? não há outras formas de controlo para os condutores?
Como funciona o dispositivo? é "passivo" ou emite? em que frequência? é perigosa para a saúde com a contínua emissão?
Já há estudos? Se calhar, até há já empresas prontas a intervir...
E de hoje para amanhã, os cidadãos levam com um dispositivo RFI no braço ou atrás da orelha, não vão eles perderem-se também?
Publicado por MatosB às 12:45 PM | Comentários (3) | TrackBack
setembro 14, 2008
novas! novas na Justiça!
a propósito da anedota do Bocage, lembrei-me da anedota (humor negro) do folhetim que continua à volta da reforma penal.
um representante do Partido Socialista desvendou hoje o segredo sobre a alegada desconformidade dos prazos para investigação criminal no novo Código de Processo Penal, num dos telejornais das 20:00 horas, numa entrevista dada por um senhor de ar irritado à porta de um aeroporto!
trata-se de um gigantesco erro do Ministério Público, que tem optado por "mega processos" que depois não levam a nada, já que não conseguem acabar as investigações no tempo devido; e em Tribunal, no final, só há uma pessoa condenada das 200 levadas à barra, o que revela uma má investigação! (donde se conclui que para este representante do PS, o DCIAP não sabe investigar...)
tudo o que havia a fazer pelo Ministério Público, era... criar processos pequeninos - ensinou o distinto político; e assim, os processos acabavam dentro do prazo! simples!
para além do mais, os prazos da prisão preventiva foram assim estabelecidos na nova lei devido a "um País em coro" se incomodar com um prazo de prisão preventiva excessivo, não podendo agora andar a política criminal a reboque dos desejos do povo!
mas que coro "anti-prisão-preventiva" foi esse que não se ouviu? e logo um "coro popular", que se deve ter organizado em seminários, movimentos académicos, posições de representantes associativos dos que intervêm no trabalho judicial... não me recordo nada desse coro popular... ou era um coro popular restrito a alguns partidos políticos?
em contrapartida, o Ministro da Justiça vem hoje dizer na imprensa diária que "prender menos foi opção política"...
não se entendem. não sabem. e não querem saber. e entretanto, continuar a legislar. acaba em "ar", como "brincar"...
se as vítimas dos crimes de difamação na INTERNET começarem a exigir indemnização ao Estado pelo facto de a forma da lei prever o crime no Código Penal, mas a nível do Código de Processo Penal não permitir que esses crimes sejam investigados, obrigando o MP a arquivá-los, a quem vai ser imputado esse "erro grosseiro"? vai ser uma "responsabilidade política" do Ministro da Justiça e do Grupo de Missão para a reforma das principais leis penais do País?
fabuloso! ao que a incompetência e o despudor chegaram!
e eu a pensar que uma coisa é a separação de poderes; e que outra, é o autismo clientelar e o interesse em motivar e manter alterações legislativas, nitidamente à luz de actos e de opções de instrução de um processo-crime determinado e concreto que incomodou muita gente, tudo num clima impeditivo de receber boas indicações para a revisão dos Códigos Penais, venham essas indicações do MP, de Juízes ou de Polícias.
depois admiram-se do clima de "jacquerie" que se instalou...
Publicado por MatosB às 08:46 PM | Comentários (0) | TrackBack
setembro 10, 2008
wonderland
No universo do fantástico (ogres bons, elfos, duendes, seres dos pântanos do Shrek e fadas, malfadadas ou não) as coisas são como são: mágicas.
Por cá, ensaiam-se grandes prestidigitações, branqueadas com a transferência dos resultados para outros, mas com claros dividendos políticos reclamados - exaustivamente.
É assim que, quase a iniciar-se o novo ano lectivo de toda a gente, se declara que os dados estatísticos estão aí, bem à vista e inegáveis, demonstrando que pais, alunos e professores conseguiram baixar o número de retenções - não foi obra do Governo, dizem.
Retenções. Ou seja, o termo utilizado tem tudo a ver com as orientações politicas do Ministério para que não houvessem tantas reprovações. E a ausência de complexidade dos exames públicos, foi amplamente contestada; se um aluno é retido, como águas indesejáveis numa bexiga eleitoral, há que dar oportunidade de o não voltar a ser.
E se ele insistir em reter-se, obrigam-no a passar: nem que tenha um comportamento criminoso em sala de aula.
Uma posição intelectual que é tão honesta e desinteressada como as pretensões das associações sindicais da PSP e GNR que reclamam mais meios para combater o crime organizado (como se a Lei lhes atribuísse essa competência!) e defendem a integração da Policia Judiciária na Administração interna para facilitar o combate ao crime: parecendo que não, não facilita o combate ao crime, mas dá a oportunidade de exigir salários idênticos, "aproximando" rapidamente os subsídios complementares; era como que um acto mágico, a magia do século.
Este é sem dúvida um pais mágico e de mágicos, onde “cada corpo” faz o que pode para se orientar, em prol do bem público, seja a 100 euro por hora de trabalho, seja em estudos e pareceres desinteressados, seja a brincar ao faz de conta legislativo, onde já nem no papel a realidade politica impressa é identificável com o extraordinário mundo ideal onde a aplicação se daria ao facto concreto, como por milagre, ou por magia.
É assim que os que por mera magia económica ingressaram no universo do ensino universitário privado, com base na experiência de vida, estão à espera de um meio canudo, quase inútil de conhecimentos e de valências, porque o puro mercado de trabalho prefere dos outros, "dos de cinco anos", porque sempre sabem mais alguma coisa.
Como é que um país alicerçado neste tipo de construção académica, pode aspirar a ocupar um papel de serviço e de desenvolvimento tecnológico? Nalguns dos muito antigos livros da colecção "Emílio Salgari" (Romano Torres) Portugal era retratado como um país cheio de pinheiros, transformado num imenso espaço de lazer da Europa.
O pobre escritor não podia adivinhar que veio um magote de mágicos, os tais de que o Harry Potter não podia ouvir falar, uns sobre a forma de incendiários e outros sob a forma de políticos, que estragaram tudo: do Portugal verde, ao árido, tanto de terras como de ideias e de ideais.
Partiram-nos a varinha mágica; a Alice, está preste a fugir do livro das maravilhas; que se lixe o coelho e viva a cartola, que do verdadeiro mundo mágico, já nem os druídas se aproveitam; e se estes, misto de arautos e de esperança residual, tentarem vender alguma poção milagrosa, vem a ASAE e vai tudo dentro.
Apre que é de cabra (que é como quem diz o desusado "abra-cadabra").
Publicado por MatosB às 12:44 AM | Comentários (0) | TrackBack
setembro 01, 2008
um país de distraídos - II
Os líbios estão interessados na Banca Portuguesa; e nos portos portugueses; e nos sectores da energia e do turismo.
Há grande entendimento entre Manuel Pinho e Muammar Khadafi!
(Diário Económico, n.º 4457).
Provavelmente, vamos então assistir a muito mais turismo líbio no Algarve; e enquanto vão e vêm de férias, devem depositar dinheiro nos Bancos participados - "parecendo que não facilita...".
Espero que não seja branquamento; e que os turistas, sejam só isso.
Publicado por MatosB às 05:37 PM | Comentários (0) | TrackBack
agosto 30, 2008
operações policiais!!!!!!!!!!!!!!!
- estamos mais seguros!
- porquê?
- porque estão a ser efectuadas dezenas de operações policiais pela GNR e pela PSP!
- ahnn... e o número de efectivos é o mesmo?
- é!! porquê?
- então antes não faziam tantas operações e fiscalizações porquê? não era necessário? não era justificável?
- [...]
Publicado por MatosB às 08:17 PM | Comentários (1) | TrackBack
agosto 29, 2008
um país de distraídos
um Governo distraído propõe ao Parlamento que o autorize a fazer e a modificar leis penais; e nesse pedido de autorização, explicam o que pretendem fazer.
distraídos, os parlamentares (um "largo consenso") autorizaram.
de posse da autorização legislativa, o governo entregou de forma distraída ao labor jurídico distraído de vários personagens pseudo-juristas, que fabricaram leis e alteraram outras.
o governo levou distraidamente essas leis ao parlamento feito de ausentes e de distraídos que as aprovaram.
satisfeitos com o resultado consensual obtido, enviaram ao Presidente da República que, distraidamente, as promulgou.
a distracção teve resultados:
- anunciou-se que se tinha poupado dinheiro com a população prisional;
- foram libertadas muitas pessoas que estavam presas preventivamente;
- ficou muito difícil deixar preventivamente presos, os criminosos que entretanto cometeram crimes;
- impediu-se na prática a investigação de dezenas de crimes, deixando os seus autores sem hipótese de virem a ser descobertos.
- talvez por mera coincidência, aumentaram os crimes violentos;
o Procurador Geral da República (é Juiz do Supremo Tribunal) que não é pessoa nem profissional distraído, informou o Governo, logo após a saída das leis (e repetiu hoje) que parece haver uma clara ligação entre o aumento dos crimes, entre os quais alguns dos violentos e o conjunto de leis penais em vigor.
e o pior, é que os sindicatos dos polícias e dos Juízes, concordam.
distraído, o Ministro da Justiça, respondeu que não, que as leis não são para alterar, sem perceber que da sua distracção constante resultam pelo menos duas conclusões:
- que as leis não se alteram porque são perfeitas - alterá-las significa reconhecer um colossal erro legislativo;
- não percebeu que a sua distracção vai ter consequências sobre o Primeiro Ministro e os outros Ministérios.
e o Primeiro Ministro, distraidamente, mantêm-no, a ele e a quem o assessoria, à frente do Ministério da Justiça.
distraidamente, o Governo manda recado aos magistrados dizendo que têm de, uns, promover mais vezes a prisão preventiva e outros, que os têm de colocar em prisão preventiva.
foi uma distração, porque o Governo esqueceu-se da lei que distraidamente sugeriu aos distraídos parlamentares, que manda que o Ministério Público não promova a prisão preventiva.
os eleitores, esses, aguardam distraidamente a data em que podem votar; ou distraem-se e vão ficar em casa (uma acto descontraído e distraído que tem sido algo vulgar nas eleições) ou começam a pensar em armarem-se em justiceiros, um acto não distraído e emotivo por falta de fé nos governantes e nos parlamentares distraídos.
as empresas de segurança, já disseram que não estão distraídas e que podem colocar vigilantes às esquinas - pagando alguém para isso acontecer é claro.
desse modo, os seguranças privados, em grupos organizados de um, preparados para o pior e armados com telemóveis e walki-talkies ruidosos, vão poder telefonar aos polícias e informá-los que está a ocorrer mais um crime, pedindo a sua comparência urgente.
a distracção somada motivou pessoas a arriscar a prática de crimes e levou a que criminosos reincidissem.
este, é seguramente um País de distraídos.
Publicado por MatosB às 06:40 AM | Comentários (2) | TrackBack
agosto 26, 2008
poli tikas
As pessoas não têm que se habituar aos crimes violentos.
Nem ao crime.
Nem aos maus políticos que definem mal os destinos País.
Nem aos responsáveis da polícia que se expressam mal em público.
Nem aos maus profissionais.
E muito menos aos criminosos.
O crime é algo de patológico em relação à vida normal em sociedade.
Previne-se; cura-se; estripa-se; e nalguns países, elimina-se.
Mas não se aceita.
Nunca.
Publicado por MatosB às 03:10 PM | Comentários (3) | TrackBack
julho 30, 2008
agens em massa
este é o novo código a utilizar pelos veraneantes no "Allgarve" para escaparem ao castigo, no caso de estarem a planear dar massagens: vamos dar uma... "agem em massa"?.
"há massagens e há massagens. toda a gente sabe como começa uma massagem e ninguém sabe como ela vai acabar!" - disse um senhor com voz irritada esta manhã na TSF.
também não sei; não sei se hei-de ir ao banho; por mais creme protector; se ler mais um bocado; pá... não sei.
há aqui um não sei quê de frustração nesta coisa da repressão das massagens; ai e tal, havendo que aumentar as receitas e já que não se consegue multar os gajos das motos-d'agua que incomodam toda a gente, nem os donos dos cães à solta sem trela a escavar buracos para cima dos que estão deitados, em busca de ossos imaginários, vamos multar por violação dos bons costumes os que estiverem em massagens...
sim, porque para haver repressão tem que haver sanção.
caso contrário, temos um grupo de vigilantes de massagens, à solta nas praias, a fazer o enforcement através da inibição induzida pela observação de proximidade (um novo conceito policial dentro da teoria do policiamento de proximidade). funciona assim:
umas pessoas distraem-se a dar massagens e já que não há multa, pomo-nos impecáveis e bem fardados, à volta dos alvos prevaricadores, a olhar com ar de censura, até eles não estarem à vontade e pararem com a imoral postura.
vejam lá os ciganos! nisso são como devem de ser: vão à praia e não se despem.
e sempre podiam por cartazes com indicação do número verde de denúncia de massagens. dava jeito que o cartaz disse-se que era número verde e depois era um número de valor acrescentado - sempre aumentava as receitas...
vão é ter que estudar várias línguas, para admoestar com veemência os prevaricadores: grego, inglês, francês, alemão, russo, árabe, espanhol, italiano, polaco e alentejano. toca lá a aprender como se dizer: "parem com isso, não podem dar assim massagens, porque é contra o nosso sentido de moral e bons costumes". mesmo que queiram falar mais, não interessa: diz-se o essencial.
pode é publicar-se o regulamento nestas línguas todas, pelas praias fora e nos restaurantes e casas de banho públicas.
eu também acho que se querem dar umas "assas em magem" ou umas "agens em massa", pá... vão para a Tailândia; ou para a Holanda - sempre é mais perto.
ora vamos cá imaginar o diálogo da multa:
- boa tarde.
- boa tarde...
- o senhor está a dar uma massagem a essa senhora, sff identifique-se;
- mas... sim, estava dar uma massagem, mas quando espalhava o creme!
- isso é uma desculpa esfarrapada! há espalhar creme e há espalhar creme! o senhor estava, deliberadamente, a atentar contra os bons costumes, porque estava a dar uma massagem! e agora, paga multa porque era uma massagem prolongada!
- não! sério! era a espalhar creme!
- óh homem! pensa que não sei a diferença? tenho anos de prática de mirone e sei perfeitamente quando é uma massagem ou não; donde: identifique-se!
- pois, só tenho comigo os calções e a toalha!
- então identifico-a a ela!
- ela?!?
- eu?!?! mas eu não estava nem a dar massagens, nem a por creme!
- não interessa! é instigadora! está conivente com ele! a por creme, assim, demoradamente nas pernas! então com esse corpinho danone, não se vê perfeitamente o que veio fazer para a praia?
- apanhar sol?
- a apanhar sol... para já, vamos dar início ao dispositivo de inibição de massagens!
- o quê?
- vamos incomodar-vos, olhando fixamente!
- mas isso já o senhor ali do lado estava a fazer antes de os senhores chegarem!
- mas agora somos nós e é oficial!
- vou acabar de limpar a mão na...
- ... limpar a mão? continuação deliberada da actividade! deixem-se lá de parvoíces e vamos; toca a andar para a capitania, onde vão ser identificados; e autuados por desobediência;
- bem... se tem de ser...
- tem de ser tem; está no novo regulamento.
- e se eu não quiser parar?
- o queê? não para de dar massagens? aí, empregamos o uso da força, de forma sistemática, necessária, adequada e proporcional ao cumprimento daquilo que é lei!
- deixa filho... é melhor ir-mos!
- então, vamos mãe.
Esta matéria sancionatória é contraordenacional, não é? ainda bem que estamos num Estado de Direito Democrático: fica assegurado o recurso aos prevaricadores, com alegações finais em que veementemente se defende que não havia qualquer massagem imoral, nem apalpão, mas sim um deslizar prolongado da mão num ponto sensível da pele do massajado, que urgia proteger.
ninguém vai para a praia apalpar-se! toda a gente sabe, que isso é para fazer nas discotecas, nos transportes públicos e nalguns corredores apertaditos de um ou outro local de trabalho!
excesso de zelo, concluirá o decisor especial administrativo... a menos que se reconstitua o facto, para se poder apreciar (apreciar, os factos, já se vê) e assim se concluir que houve ou não, um acto censurável. moralmente claro.
Publicado por MatosB às 12:36 AM | Comentários (1) | TrackBack
julho 29, 2008
shooting star
"com tanto treino, tanta pressão, tanta vontade e tanta shotgun, qualquer dia, enganam-se, precipitam-se e disparam num colega..."
enigmas da sociedade moderna.
Publicado por MatosB às 12:43 AM | Comentários (0) | TrackBack
julho 22, 2008
xenófobo? eu?!?
não percebo.
as raças, são raças e sempre foram raças. não há "azuis claros", "azuis escuros", "azuis intensos" nem "azuis estranhos".
"todos diferentes e todos iguais" é mais do que um mote e pode ter várias leituras. e diga-se já, que há gente de "má raça" em todas as raças.
e há gente de boa rez, em todas as raças. até entre ciganos. é certo que não me lembro de nenhum, mas admito bem que sim.
os indianos ainda hoje, na europa, no nosso país, conservam as castas de origem. e defendem que não deve haver casamentos fora da raça e da casta. conheço-os pessoalmente.
os brancos são da raça branca, misturaram-se criminosamente pelo mundo fora durante séculos e por isso agora têm de ser tolerantes, penitenciarem-se por serem descendentes de brancos colonizadores, e por isso têm de remir os pecados ancestrais sendo "tolerantes" e educar os filhos para aceitarem os "diferentes"(!?!).
por isso também, dos papás que têm de pagar impostos, na maioria brancos, uma grande parte vai para a "solidariedade social".
os brancos, têm de provar que são cumpridores da lei que os comanda e os manda não ser racistas nem xenófobos e sujeitam-se, quando precisam de alojamento de "solidariedade social" a viver onde as Câmaras os instalam. mesmo que seja entre pretos, amarelos, indianos ou seja que raça for. mesmo que uma dessas raças seja realojada num "bairro de brancos".
os pretos são de raça preta. não gostam que lhes chamem "negros" porque lhes lembra a escravatura. têm os grupos deles, os bairros deles, as danças deles, os dialectos deles, os arrastões deles e o prolongamento de costumes tribais no nosso território e sob a nossa lei que é "igual para todos", como o casamento dentro de uma tribo, ou a excisão. mas isso nem é crime contra a mulher preta em território nacional! não: é um costume tribal alojado entre nós, europa civilizada e multicultural.
e em termos de habitação, até "com brancos" as outras raças são alojados ou realojados.
e são alojados em bairros sociais. isto significa que são bairros construídos com dinheiro de quem paga impostos - independentemente da raça.
os ciganos, são "etnia cigana", vulgo, de raça cigana.
todos os brancos (e outras raças) gostam deles, desde tempos imemoriais!
na História, houve sempre grande entusiasmo quando um grupo cigano chegava a uma localidade portuguesa: haviam sempre mais festejos e animações de vária ordem, fosse dia ou noite; e (as)saltos, também, sobre e à volta das fogueiras, claro está.
muito ocasionalmente, haviam furtos e roubos, maldosamente associados pelas gentes locais à chegada dessa "etnia" que, sempre pacífica, tudo fizeram por se integrar na sociedade dos brancos, digo, dos brancos, dos pretos, dos asiáticos, dos indianos, etc.
uma prova disso é que hoje em dia os ciganos já mandam os filhos à escola até ao termo da obrigatória (claro que há uns assaltos, mas não é aos ciganos); os ciganos já abdicaram de obrigar as raparigas ciganas a casarem-se entre os 13 e os 15 anos, ou mesmo que mais velhas um ou dois anos, sempre e só dentro da "etnia cigana" (não há por isso pedofilia - há costumes rácicos, perdão, há costumes ciganos, em que a mulher cigana a partir dos 12 anos já tem direito à autodeterminação sexual, livre e esclarecida); os ciganos têm abandonado a digressão pelo país em busca de meios de subsistência expeditos, trocando essa vida incerta e arriscada pelo emprego fixo...
e fixos e agradecidos que são, têm aceite os vários subsídios que provêm dos impostos e a que "têm pleno direito", repetidamente e até à exaustão.
contudo "não há bela sem se não": têm-lhe exigido rendas caríssimas, exorbitantes, para morarem em bairros camarários, rendas que não pagam há anos precisamente por serem caras: rendas de quatro euros.
é a "taxa de exploração do cigano" é o que é!!! de tal forma que lhes "deram casas camarárias", casas que eles decidiram "adaptar" ao estilo de vida cigano, criando benfeitorias de muita e vária ordem e imaginação: rombos, vulgarmente conhecidos por buracos, nas paredes de fracções adjacentes, para que as famílias tenham outras formas de intercomunicação e fuga - vá-se lá saber porquê. arrancamento de chão para queimar em fogueiras; arejamento forçado das fracções próprias e dos vizinhos por eliminação sistemática das janelas, nitidamente a mais na construção, etc.
e são perseguidos: desde logo, pela polícia, que embirra com eles só por serem ciganos (veja-se o que aconteceu só porque acamparam na frente da Câmara de Loures, ou o que ocorre injustamente, como se viu nas televisões, quando são visitados em plena labuta nas feiras a transaccionar os artigos de marca do costume e os DVD's martelados, de mocas, de pausada e à pazada aos polícias e à ASAE).
são perseguidos, coitadinhos, pelos outros, os malandros dos pretos, que, conforme explicou a cigana na televisão "lhes roubaram as televisões de plasma"... objectos certamente comprados com os subsídios e com as poupanças dos 4 euro que nunca pagaram de renda à malandra da Câmara...
e são vítimas de perseguição pelos pretos, esses malandros a quem eles, ciganos, até confiavam a venda de armas e o tráfico de drogas. atraiçoaram-nos (foi o que foi!!!) e dispararam contra eles, no bairro onde viviam de acordo com a lei das raças: não se misturem e não nos enganem, que assim não há azar.
uma mulher preta, mas dita de "africana" nos noticiários dos brancos, disse tudo: os ciganos chegaram e trouxeram a droga; venderam armas aos pretos e agora quando estes se sentiram, estes também tinham armas" - as armas vendidas pelos ciganos.
"ai senhori e agora?" lamentavam-se nas rádios e jornais televisivos. e aquelas carinhas de choque e de pasmo nas revistas semanais dos senhores, enquanto embalavam os "parcos haveres"!
sim, foneticamente, "senhori" ou, em língua de branco, "senhor" dito pela "etnia cigana" não é o que pensam. o que significa "senhor" quando vos impingem um artigo absolutamente legítimo, seja relógio ou colar, o que significa "senhor ou senhora" quando o abordam na rua, não é sinal de respeito!
"senhor" ou "senhora", na boca deles, não tem nada de tratamento com deferência. é puro despeito. distanciamento do inferior... de facto, quando lhe chamam "senhor" estão a chamá-lo pela sua raça, estão a chamá-lo de "branco". eles não chamam de "senhor" a um preto; chamam-lhe preto; nem a um asiático; nem a um indiano. nunca chamam a estas RAÇAS, "senhores".
esses senhores, os ciganos, são tão "perseguidos" que agora até exigem(!!!) à Câmara de Loures outras casas (desde que sejam casas longe dos pretos); são elequentes e pacíficos... tanto, que têm um ultimato!!! e se esse ultimato não for cumprido, fazem uma enorme manifestação nacional de ciganos "contra a Câmara"!
para eles, tem que haver um tratamento distinto dos realojados brancos, pretos e amarelos, porque são ciganos. não têm que se misturar com os outros. são diferentes; são... ciganos!
eu estou solidário com os ciganos! até ouço um estadista em eco a dizer num discurso, em vez de "eu sou um berlinense", a frase convictamente bradada "eu também sou cigano, pá!!"
sim, eu sou absolutamente a favor dessa manif dos ciganos!!!
como os ciganos não vão pedir licença para a manifestação (porque não está no costume deles pedir licença para nada que seja legal) vai ser, obviamente, o mesmo tipo de manifestação ilegal que os brancos fariam, se fosse o caso.
vai ser, portanto, uma oportunidade única de usar da legitimidade "simplex" e apanhá-los todos juntinhos, e munir a GNR e a PSP dos meios necessários para lhes retirar os objectos típicos de confraternização social que trazem sempre consigo: as pistolas, os revólveres as mocas e as naifas.
já as caçadeiras, claro está, hão-de ser encontradas nas carrinhas, vagonetas e carros nas imediações da manif. as armas que não forem apreendidas na manif, são apreendidas nos restantes pontos do país de onde vêm, em segurança, no âmbito de operações policias discretas e sem grandes incidentes - porque estão todos a manifestarem-se em Loures.
genial!!!!!!!!!!!!
ora então, se o princípio da igualdade é tratar os iguais como iguais e os desiguais como desiguais, por que raio tem que haver tolerância à força anti-democrática, em favor de quem não quer ser inserido socialmente, nem quer viver segundo a lei dos restantes brancos, pretos e amarelos, pacíficos e obedientes à lei?
eu acho que a "etnia cigana" daquele bairro de que todos falam, que escavacou deliberadamente as casas construídas com o dinheiro dos impostos dos brancos, dos pretos, dos indianos, dos asiáticos e outros não descritos, deve ser protegida das más influências rácicas dos outros malandros todos que os aturam e lhes tentam roubar as tradições, e lhes deve ser dada oportunidade de se reencontrarem com os milenares costumes que têm no sangue:
voltem todos às tendas e à estrada, quanto mais não seja para perceberem, que uma coisa é segurança social e solidariedade social que lhes é proporcionado pelos pagadores de impostos, e outra é abusarem das falhas dos sistemas e da falta de controlo de fraude que lhes permite viver à conta, em fraude e em fraude à lei.
ou então, de forma ordeira, voltem às casas... mas atenção!! voltam às casas de onde fugiram acossados por tudo o que fizeram de mal aos outros naquele bairro; reparam-nas às custas dos 4 euros que não têm e arranjam tudo o que danificaram enquanto lá estiveram a habitar; e (sff!!) tratem de viver em paz com os outros, sejam eles pretos, brancos, amarelos... pá... tudo, menos azuis.
Estes, os pretos, os brancos e os asiáticos, inquilinos camarários, são expulsos das casas se não as conservam e se não preservam os bens públicos.
os ciganos são tratados de forma diferente, porquê?
e sff não entrevistem os funcionários das Câmaras que dão apoio àqueles bairros! sabem porquê? porque lhes diriam bem pior do que aqui se escreveu.
mesmo assim, no fundo, no fundo, acho que os ciganos têm razão: eles têm que ser tratados de forma diferente, porque são diferentes da minha raça - eles são xenófobos.
mas pronto... é por tradição milenar. por isso, temos que os respeitar...
talqualmente eles nos respeitam.
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julho 17, 2008
os intocáveis
podia ser uma referência a um título de um filme. mas não é.
é sobre o dia de hoje, que é um dia muito triste; é quase um dia de luto nacional: foi publicada uma nova lei.
esse gajo, o "legislador nacional", é cobarde:
- não defendeu o povo, legislando há muitos anos (quando devia! em 1991!) sobre a salvaguarda de dados de tráfego; não teve iniciativa, quando houve Procuradores do Ministério Público e representantes de Órgãos de Polícia Criminal que lhe chamaram a atenção para a necessidade de legislação específica;
- em vez de discutir na "sociedade civil" e de promover o debate entre o Ministério Público e nos Órgãos de Polícia Criminal, preferiu fingir que cumpria com o ideal da separação de poderes, não perguntando a opinião a ninguém;
- em vez de apostar na justiça cria diferenças e espaços sem protecção;
- em vez de assegurar a qualidade legislativa, escuda-se vergonhosamente numa frase gatofedoriana de "ai e tal, apenas transpusemos uma Directiva - eles é que têm a culpa";
- é demagogo: finge estar preocupado perante as televisões e perante os políticos estrangeiros; e finge que vai ratificar convenções internacionais, que só assina para parecer bem; e finge que está verdadeiramente preocupado com as questões de justiça... mas não está! legisla!
esse gajo de que todos já ouviram falar, mas ninguém conhece totalmente, chamado de "legislador", voltou a ser injusto com a pubicação da Lei 32/2008 de 17 de Julho - sim publicada hoje. Uma lei em total coerência com o Código de Processo Penal, ambas uma total incoerência com a necessidade dos que precisam da Lei e Ordem.
o "legislador nacional" voltou a deixar muito claro que tanto os pedófilos na internet como os corruptos, não devem ser incomodados, muito menos perseguidos criminalmente.
esse fulano, o "legislador nacional", brinca com a vida das pessoas que precisam de recorrer à Justiça e precisa ele próprio de ser mudado com urgência, antes que cause mais estragos.
esta é a lista exemplificativa dos crimes que dentro de 90 dias, se confirma que não terá forma de ser perseguida pela "justiça portuguesa", desde que o crime seja cometido, por exemplo, pela INTERNET:
a aquisição e a posse de dados relativos a pornografia de menores; representação realista de menor em pornografia; difamação; violação de segredo; aproveitamento indevido de segredo; burla; violação de correspondência ou de telecomunicações; gravações e fotografias ilícitas; burla informática e nas comunicações; discriminação racial, religiosa ou sexual; instigação pública a um crime; apologia pública de um crime; ameaça com prática de crime; incitamento à desobediência colectiva; simulação de crime; violação de segredo de justiça; dano informático; acesso ilegítimo; acesso indevido; cópia ilegítima de programa protegido; corrupção no sector privado; corrupção; crimes contra os direitos de autor; mas há mais... há muito mais!
as vítimas daqueles crimes cometidos na INTERNET que se dirigem aos Tribunais, às secretarias do Ministério Público, às Esquadras, Postos e Piquetes de polícia, vão ser informados de que não existe forma de investigar - de descobrir a ou as pessoas que lhes causaram mal. E o mais inaudito, é que em alguns daqueles crimes, as vítimas terão primeiro de se constituir assistentes e pagar a "taxa de justiça".
não é o Portugal que temos: são os políticos que temos!
pensa que este "post" é duro? maldizente? ofende alguém?
verdadeiramente não interessa a sua opinião nesse particular, porque se fosse difamante e a seu respeito, não poderia ser investigado...
Publicado por MatosB às 05:13 PM | Comentários (4) | TrackBack
junho 12, 2008
dois em um
nem se baixaram os impostos dos combustíveis, nem se chegou a solicitar a "reposição da ordem", como aconteceu (na Ponte sobre o Tejo) no tempo de outro Governo - uma lição que os políticos-politiqueiros não arrepiam da memória. Demasiados custos para uma imagem política que se tenta salvar a todo o custo.
Não houve "contra os camiões, marchar, marchar".
Foi subtil; foi do tipo "olhem que é lockout e não nos deixam outra alternativa porque não é uma questão de governo, é a Constituição que não deixa; mais: vejam lá, que os exageros até conduziram à morte de um pobre homem".
genial.
No mais, foi-se 100% tuga: não fosse acabar, as cervejas mais vendíveis foram açambarcadas nos supermercados, garantindo-se o consumo durante o futebol.
duplamente genial.
Mais: o país está em choque, não por causa da falta de emprego, mas porque Scolari foi inteligente e decidiu ir ganhar mais, saindo da selecção de Portugal - não anunciaram antes (foram decentes) sem que a nossa equipa se qualificasse! mas e agora? Que sentido faz o anúncio da Caixa Aforro e o Scolari nas vindimas dele? Uma tragédia!
absolutamente genial.
Publicado por MatosB às 12:56 PM | Comentários (0) | TrackBack
maio 31, 2008
decisões a médio prazo
soube agora que 37,6 % dos militantes do PSD decidiram hoje que o PS volta a ganhar as próximas legislativas.
Publicado por MatosB às 09:03 PM | Comentários (0) | TrackBack
maio 07, 2008
tiros no pé
Almeida Rodrigues foi nomeado Director da PJ - dizem os jornais. E agora dizem também as notícias que há "mau estar" porque magistrados ficam na dependência de um polícia.
Conclui-se portanto: não interessa a eventual competência de um Director; interessa é o "status" de magistrado - coisa que não são, uma vez que estão em comissão de serviço.
Se esses "magistrados directores" não querem um "Director polícia", então que se demitam. E rapidamente.
Publicado por MatosB às 08:38 AM | Comentários (0) | TrackBack
maio 05, 2008
um tiro no pé
perguntado, disse:
"A estratégia, se não for confundida como algo próprio de técnica de guerra, nem com um desejo de afirmação singular ou com actos de manutenção de uma instituição pela mera afirmação de poderes (sejam institucionais ou pessoais) é uma arma ao serviço da Justiça. Quando o “ramo da estratégia” é o de aplicação policial, é possível antecipar fenómenos criminais, minorar os seus efeitos, ou consolidar a repressão, aumentando a eficácia e a eficiência de uma instituição como a PJ, para aquilo que por lei lhe cabe fazer: prevenir e investigar (maioritariamente) contra desconhecidos.
Na entrevista ao Diário Económico, Alípio Ribeiro revela coragem e frontalidade ao defender o que lhe vai na alma em relação a uma PJ que prefere ver na Administração Interna. Ou não se soube explicar novamente. Ou foi descontextualizado pelos jornalistas. Custa-me a crer na segunda e na terceira hipóteses.
Mas com essa entrevista, dá um tiro no pé (a curta distância e com Shotgun) porque confessa que não dirige nada, ao mesmo tempo que atenta de forma grave contra o último reduto de independência da investigação criminal, superior mas não elitista, eficaz, não hierarquizada, não espartilhada, não alinhada com nunhum partido e científica.
Uma polícia onde, cada funcionário do Quadro de Investigação e cada técnico, tem o poder-dever de pensar e de sugerir, o mesmo é dizer, de criticar construtivamente.
O tiro no pé ocorre, não porque Alípio Ribeiro tenha ideias e as exponha, não porque, na sua óptica, pretenda o melhor para a dita “segurança” no país, mas porque revela a quem o lê, que pode não ter percebido algumas coisas fundamentais... ou então, percebeu bem demais: pode-se pensar que não tem acessoria jurídica, policial e técnica capaz de entre o seu Quadro de Directores; que nunca fez assegurar a coordenação efectiva com o MAI; que nunca inovou nem motivou o Quadro que dirige; que nunca demonstrou ter uma estratégia coerente e se a tinha, não a soube indicar; que nunca exigiu responsabilidades por essas faltas; ou, tendo sido capazmente assessorado, que negou as conclusões dessa assessoria. Por isso, segundo ele e numa leitura à contrario do que diz na entrevista, a PJ “perdeu eficácia”. Perante o exposto e ao que por ele próprio se expôs, tornou-se-lhe mais fácil sugerir a extinção de um corpo de polícia. Como outros, não percebeu que a PJ não perdeu eficácia porque efectuou menos detenções – aliás, estas são um dos pontos por onde nunca se deve aferir a eficácia de um Órgão de Polícia Criminal. E não pode dizer que acredita qua a inclusão da PJ no MAI a deixaria como está: ou era diluída, ou se tornava um anti-corpo da PSP, pelo simples facto de ser próprio da história da PJ saber ser livre para investigar e investigar livremente.
Fundir instituições com base na ideia de que aumenta a partilha de informação criminal é qualquer coisa de anómalo em si mesmo, quando hoje a informática moderna é talhada precisamente para permitir a desconcentração, o acesso e a partilha de informação. Mais valia ter-se dado continuidade à visão de Fernando Negrão, onde um verdadeiro SI (de âmbito nacional) seria implantado na PJ, servindo todos os OPC's.
Tinha-se poupado muito dinheiro aos contribuintes e os ganhos da investigação criminal eram tanto óbvios como inumeráveis. Em vez disso, proliferam as "bases de dados locais" por várias polícias.
Por outro lado e pelo que é dito na mesma entrevista, parece existir uma confusão do conceito de “contenção” com o papel legal e policial que a PJ ocupa. A PJ, está atrasada em mais de uma vintena de anos, nos contactos académicos e na partilha de informação técnica com pólos Universitários; nunca elevou o seu Instituto a um centro académico “Superior” de facto e envenena-se em cada concurso, ao excluir do conceito de “licenciatura adequada” vários ramos do saber, preferindo salvaguardar quotas de licenciados em Direito.
Falta de estratégia.
Para quem é de Direito, Alípio Ribeiro esqueceu-se (ou, mal assessorado, não o deixaram prever) que, se a vida é mais rica que o Direito, a PJ só enriquece quando e se os concursos para Inspectores não excluem qualquer licenciatura - uma característica da cientificidade: visão, mente aberta e interdisciplinaridade.
Com a falta de estratégia revelada, ou Alípio Ribeiro a assume só e como incapacidade só sua, ou divide essa responsabilidade com quem ele tem decidido dirigir a PJ.
A constituição de grupos de investigação especiais “liderados” pelo MP, a falta de antecipação e de acompanhamento de fenómenos criminais da competência da PJ em tempo útil, a falta de acompanhamento das modificações legislativas e das suas consequências, a falta de interacção com o MP para avisar o legislador das necessidades estratégicas de política criminal e a forma como se lida (ou não se sabe lidar) com “fenómenos de intensa exploração jornalística” não são um erro da PJ, são um erro de quem a dirige.
Esta entrevista surge quando, na Alemanha e na Espanha, é público e notório ou que se elogia o actual modelo de polícia português (caso alemão) ou em que se lamenta a "polícia integrada" (caso espanhol).
Cá, sugere-se a persistência no erro, em que o entrevistado não erra por declarar as suas convicções, erra por as tornar públicas e em primeira mão através de um jornal e enquanto Director Nacional da PJ.
Estrategicamente, pode-se esperar que, como o novo modelo de Lei Orgânica a publicar assenta numa organização interna "livre" pela mão do Director, por meio de regulamentos, não vai ser boa, no duplo sentido de que nem vai ser eficiente, nem vai ter eficácia.
Se isso acontecer, "a culpa" não morre solteira, porque vai ter nome e vai ter uma data."
Publicado por MatosB às 12:35 PM | Comentários (0) | TrackBack
abril 27, 2008
o grande jogo
- meus senhores, temos uma crise entre mãos!
- [...] !!!!!!!
- os tipos da HÁSAI, descobriram os nossos planos de classificação CIÁDÁP, copiaram-nos e já os distribuíram como se fossem deles!
- que descaramento!
- que falta de ética!
- pois foi; precisamos de ideias novas, para os suplantar!
- então o que é que eles distribuíram?
- cada Inspector vai ter de fechar umas tantas casas, por cada ano...
- mas... chefe!?! não há incompatibilidade nenhuma nisso!
- ora essa! não há?!?
- não chefinho! eles têm de as fechar, e nós temos de as abrir... é diferente!
- ahn! pois é...
- e além disso, eles não prendem ninguém! e nós sim! portanto: estamos em vantagem!
- pois... pois é! e as contra-ordenações? aí, ganham eles, não é?
- não chefe... aí, ninguém bate a PSP! não ganhamos nós, nem eles.
- então e detenções? humm?!? como resolvemos isso?
- então... pomos os bombeiros debaixo de olho, de Norte a Sul; cada vez que eles supervisionarem uma queimada, prendemos em flagrante por fogo-posto!
- g'anda ideia! mas as fiscalizações... as fiscalizações ganham eles...
- também não chefe! cada vez que eles entram encapusados e armados num estabelecimento, a malta prende-os...
- ...não digas: em flagrante?!?
- ... claro!!! por roubo! depois quando eles se identificarem "agente" pede desculpa e tal...
- não tá mal visto... como hoje em dia até não fica ninguém em preventiva...
- pois! e contam as detenções na mesma! e não há risco nenhum!
- boa; anotado; mas os processos para acusação... aí já é diferente...
- não é, não! como o MP agora é obrigado a informar sobre os processos arquivados e os que seguem para acusação, só temos que nos preocupar em dar como saídos os que foram para acusação!
- boa! mas... e os outros? ficam registados como em investigação? dá nas vistas...
- não! ciclicamente, damos baixa estatística; esperamos por amnistias; ou prescrevem por erro de outros...
- bem visto; anotado novamente! não há quem nos bata!
- há sim chefe! os enfermeiros!
- os enfermeiros?!?
- pois! se eles forem classificados em função das injecções que dão e dos curativos que fazem, já ganharam o desempenho na função pública toda!
- pois é... mas isto das fiscalizações... podemos aumentar as fiscalizações, se lhes chamar-mos rusfgas?
- chefe, aí, ganha o SEF... já sabe como é...
- pois é... aí... ganham eles. E em processos saídos? podemos explorar essa parte! podemos dizer que somos os que arquivamos mais processos!
- chefe.. aí, já se nos antecipou o Governo...
- o Governo? também investiga?
- diz que não... mas faz umas leis de tal ordem más, que vai tudo para arquivo sem podermos fazer nada...
- pois é... eles asseguraram que eram os melhores na área da aberratiu ictus legislativa; e conseguiram...
- pois foi chefe...
- mas... ok; estou satisfeito; sempre acreditei nisto que hoje ficou aqui demonstrado: trabalho de grupo! vou anotar o vosso extraordinário desempenho de hoje!
- obrigado chefe!
- obrigadinho Chefe!
Publicado por MatosB às 07:04 PM | Comentários (3) | TrackBack
abril 12, 2008
o Falâncio, o 2nd life e a justiça portuguesa...
realidade...
dá-lhe Falâncio!
Publicado por MatosB às 07:01 PM | Comentários (0) | TrackBack
março 22, 2008
politikas
«A verdadeira política não pode dar nenhum passo sem render homenagem à moral» diz-se aí ao lado num Clube de Pensadores.
Esquecem-no os políticos e esquecem-nos os juristas, quando a política é e existe pela política em si mesma. Com os juristas-políticos é pior: esquecem-se também dos princípios de Direito que em tempos lhes ensinaram e deixam-nos morrer perante interesses diversos, para depois os ressuscitarem convenientemente em alguns recursos nos tribunais superiores.
A honestidade individual como a ética de classe política, devia transparecer em tudo o que é político e na sua dimensão que mais nos toca: a legislação.
As leis e regulamentos sucedem-se, sem sequer um preãmbulo de jeito, leia-se, para o mais comum dos mortais o perceber. Ou pior: é escrito numa linguagem esotérica, como se de uma acta de um congresso de druídas se tratasse, a baralhar quem quer perceber a fórmula.
Um denominador comum nesta ideia: a moral na política e a mulher de César, que não tinha só que ser séria, tinha também que o ser.
Publicado por MatosB às 11:34 AM | Comentários (0) | TrackBack
março 19, 2008
lê lá outra vez - deste ângulo
Era estranho (o sentimento - e ele naquele local); mas não era de falta, porque ninguém lhe faltou.
Não era de ausência, porque não houve um adeus; nem tinha havido um "até logo" ou um " até amanhã".
Não era sequer ir, porque não fora combinado qualquer encontro.
Também não era de perda, porque para perder tinha de se ter achado e não era o caso, que no caso dele, nem fora abandonado.
(Eventualmente) veio então a perceber que se tratava de um intenso sentimento de presença desejada: da fala que não ouvia; dos olhos que não via e do jeito de ser, que não (sendo nem) estando, não era jeito de se estar.
Ficou (com) a música no seu andar. E estar sozinho.
Previsão em 2005.
Publicado por MatosB às 03:25 AM | Comentários (0) | TrackBack
fevereiro 22, 2008
realpolitik
Vitalino Canas e António Vitorino, dizem que não, que é normal perante reformas que atacam posições, haver desconforto social.
Dá-me ideia que, ainda que possam ter alguma razão quando dizem que há formas de oposição às reformas, devem ler de novo o comunicados da Sedes e perceber que o desconforto dos muitos perante o conhecido conforto de poucos, entre os quais eles, lhes pode ter toldado a visão crítica-objectiva.
Assim como a avestruz reaje nalgumas situações.
Publicado por MatosB às 12:36 PM | Comentários (0) | TrackBack
dezembro 06, 2007
burrocratas
impressionante o que se observa por se estar em silêncio.
Quinze minutos de viagem, numa carruagem de comboio com destino a Bruxelas; um homem e uma mulher, casa dos trinta, em voz alta; portugueses;
Falam alto e nem se importam com o facto de terem nas roupas, as “cores da presidência”.
Descascam com nomes completos nos que sabujam muito, pouco ou nada, no que fazem e no que não fazem, no número de faltas, nos ordenados, no número de conselheiros do embaixador, o que não fazem, como fazem, fazendo tudo mal; tudo isto enquanto vão classificando "colegas estrangeiros" em duas categorias: os "nada espertos" e os "muito espertos". Fulano, não era competente, ou eficaz, ou sabedor de Penal. Era esperto. O outro fulano, não é nada esperto.
E esta pérola: "fulano, só trabalha com Penal. É esperto, o gajo; mas colocaram-no no cível; não é a mesma coisa; mas não há mal: ele adapta-se; ele é esperto!".
Um estrangeiro que fala espanhol fluentemente acaba por encolher os ombros em sinal de reprovação pelo teor da conversa e diz baixinho para os companheiros de viagem: "são portugueses!"
Na saída, um indivíduo asiático tropeça-lhes nos pés para conseguir sair primeiro que os demais.
Perante o episódio, logo ali rematam "... gentinha! e ainda dizem mal dos portugueses!"
ciça! e ainda dizem mal do meu pântano!
Publicado por MatosB às 06:36 PM | Comentários (1) | TrackBack
novembro 19, 2007
sucessões futebolísticas
- o Pinto da Costa já tem sucessor!
- ai é? quem? mas... já disse que se vai afastar?
- dizer, não disse! mas há movimentações estratégicas...
- o quê?
- alguém jovem, com imagem, adepto incondicional, agora a estudar na Universidade...
- ?
- Vitor Baía...
Publicado por MatosB às 09:54 AM | Comentários (0) | TrackBack
setembro 19, 2007
remessas
é uma pena alguém ter de escrever estas palavras...
Publicado por MatosB às 12:19 AM | Comentários (0) | TrackBack
setembro 15, 2007
um interrogatório tipo pelo Novíssimu Codex
- Senhor X?
- sim, sou eu!
- faz favor de tomar conhecimento dos seus direitos e deveres processuais; tem o direito a mentir, a estar calado, a não dizer nada e a ter sempre advogado, querendo. O resto está aqui descrito neste papelinho, que é para si; está assinado por mim, para atestar que o Sr. foi devidamente informado. Já leu?
- li sim senhor!
- e percebeu, que tem direito a mentir, a estar calado e a não responder?
- percebi sim senhor! e agora?
- agora vou informá-lo do que se passa: o Sr. está aqui, porque o Sr. Y apresentou queixa contra si; o malandro do queixoso, disse que o Sr. cometeu este e aquele crime; e apresentou a seguinte prova documental: este, este e este documento; e nós entretanto, escutamos as suas conversas ao telefone e ouvimos isto, que o compromete;
- é pá! isso é legal?
- lamento mas de facto, um dos raríssimos crimes que admite a escuta telefónica, parece que, eventual e remotamente, possa ter sido cometido por si...
- bolas! e tem a certeza que era a miha voz?
- hummm... bem... a certeza, não tenho...
- então estou mais descansado!
- por outro lado, as velhacas das testemunhas A, B e C, arroladas pelo queixoso Y, disseram todas que sim, que foi você que cometeu os crimes...
- as 3 testemunhas?
- sim...
- associação criminosa, portanto!
- bem... calhando... bom, adiante: também andámos atrás de si, para ver o que fazia; filmámos tudo e fotografámos!
- é pá! e isso é legal?
- ser, é. mas só é utilizável no processo, se fizermos um reconhecimento pessoal...
- ah! então, estou mais descansado!
- Pronto! já foi informado, conforme o Código! Então Sr. X? Quer responder a perguntas que temos para lhe fazer, neste processo-crime? Quer?
- eu?!? eu não! só perante o meu advogado!
- portanto, não quer responder!
- eu?!? eu não disse isso! eu estou aqui, para cumprir o meu papel social de colaboração com a justiça, segundo o novo Código de Processo Penal e em oposição clara e frontal ao abuso policial que vingava antigamente! De facto, o que eu disse foi: só respondo perante um advogado.
- então, arranje um, se quiser fazer esse favor.
- eu fazia... mas não tenho dinheiro, sabe! os jantares! os cavalos! os carros! as assistentes do negócio... uma despesa pegada... há dias, que nem ceio!
- pois... uma maçada processual! Então e se pedir à segurança social?
- eu, pedir, até pedia... mas demora muito tempo, sabe... e depois, com os carros e casas que tenho, das burlazitas que tenho cometido, o mais certo é negarem-me o apoio judiciário!
- malandros! uma pena, de facto!
- pronto... então, terminámos esta entrevista policial?
- sim claro! vamos marcar a diligência do reconhecimento pessoal...
- naaa... não vale a ensa incomodar-se Sr. agente! eu não venho, porque não sou obrigado; e se fosse, como não tenho advogado... não me interrogam, sob pena de nulidade!
- pois... de facto... diligências inúteis! olhe... vá-se lá embora; mas diga-me só uma coisa: vai assinar comigo o auto, para eu dizer aqui a que hora terminou, não vai?
- olhe... eu até assinava! mas como não sou obrigado e não tenho advogado... calhando, nem assino, para garantir a nulidade! não leve a mal! mas não trouxe sequer aquela caneta cuja tinta desaparece depois de uns dias...
- compreendo perfeitamente! deixe estar Sr. X! quase que era apanhado desprevenido! não se incomode, que vou informar o Ministério Público.
- queixinhas!
- eu?!?
- não! o queixoso!
- ah! esse diabólico seguidor da seriedade!
-pois... já viu o que ele me arranjou? estragou-me a vida, foi o que foi! olhe... Sr. agente: já agora, tenho um requerimento a fazer!
- diga se faz favor Sr. X!
- quero que o processo fique em segredo de justiça! é que tenho a minha imagem para proteger... e se se souber que corrompo e vendo a mesma casas 30 vezes e fujo ao fisco, o traficozinho... e que vendo imagens de pedofilia é mau para a minha imagem, e neste meio empresarial... a concorrência... sabe como é! a imagem é tudo!
- compreendo perfeitamente Sr. X.
- e já agora: como disse que se chamam as testemunhas?
- A, B e C. Conhece? Sabe onde moram?
- sim claro! eu já trato disso assim que sair daqui... conheço uns "portas" profissionais muito sérios e conscientes do seu trabalho, acabados de sair da preventiva encurtada...
- então, boa tarde!
- boa tarde e muito, muito, muito obrigado Sr. agente!
- de nada!
- acha que leva muito tempo a arquivar o processo?
- penso que não!
- então o que vai fazer agora?
- vou remeter o processo com a sua constituição de arguido para o Ministério Publico, para homologação...
- ahn... nesta Comarca... sim... ahn... ora, estamos em 2007?
- sim.
- pois... então, lá para Março...
- de 2009...
- pois... talvez...
- ora então, com sua licença, vou indo... tenho que vender a casa outra vez!
- vá, vá Senhor X!
- ainda há gente bem educada!
- mais um arguido satisfeito! NÉÉEEEEEXT!!!!!
- boa tarde!
- boa tarde! diga!
- Sou o Sr. Y, queixoso. gostaria de saber, em que estado está o processo contra o Sr. X?
- lamento, mas está em segredo de justiça! acabadinho de requerer!
- eh pá! mas eu não concordo! então e agora?
- agora, tem de arranjar uma dvogado, requerer a assistência e solicitar ao MP que o processo seja público;
- e ele decide?
- não, mas quase! ainda vai ao juíz...
- ahn... então quando sou ouvido?
- ora, estamos em 2007, o processo deve regressar, pela ordem, lá para 2010...
- pronto, está bem; então vamos aguardar...
- boa tarde e até breve...
[...]
Publicado por MatosB às 02:51 AM | Comentários (0) | TrackBack
agosto 31, 2007
death proof
Está aqui quase tudo sobre o filme.
Não sei se "Tarantino" tem a ver com "tara". Como diria o Zud, "g'anda maluco!". Há quem defenda que umas ganzas durante os seus filmes, abrem caminho a uma melhor compreensão - não vou tão longe.
A meu ver, é o mais psicopata de todos os filmes. É, por isso, um filme descomplicado, cuja violência decorre da simplicidade da anomalia da tese: se o carro é "à prova de morte", as pessoas, não o são; o psicopata, é retratado como um piegas, sem resistência física à dor, cujo poder lhe é emprestado apenas pela segurança dos muitos cavalos que conduz - uma aproximação diferente à realidade da análise criminológica norte-americana.
De resto, o melhor é ver o filme. Não é para se gostar. É para se ver e optar: pensa-se no que se viu, ou não.
Publicado por MatosB às 02:41 PM | Comentários (0) | TrackBack
julho 06, 2007
in house & music
hoje é Sexta.
hoje, é o início de mais uma semana.
hoje, é noite de ainda mais trabalho.
hoje é dia de pedir desculpa aos vizinhos, pelo volume considerável que vai soar e em que todos no prédio vão ouvir, inteiramente grátis "house music"...
sou assim...
um benemérito que gosta de partilhar bons ritmos!
querem ouvir?
Publicado por MatosB às 09:49 PM | Comentários (0) | TrackBack
junho 18, 2007
resumo religioso

Publicado por MatosB às 12:05 AM | Comentários (0) | TrackBack
junho 05, 2007
desigualdades!?!

Publicado por MatosB às 11:24 PM | Comentários (1) | TrackBack
maio 31, 2007
plural
não é "don't you forget about me";
é "don't you forget about them all";
Publicado por MatosB às 12:04 AM | Comentários (0) | TrackBack
maio 24, 2007
pisos e saletas
"Afonso XII, foi um rei que modernizou o palácio real..." dizia com orgulho a guia;
"mandou remodelar várias salas, e em vez do mármore, mandou colocar parquê" - continuou;
"e aqui, depois da sala de bilhar, a sala de fumo, onde a par do tabaco, se fumava ópio!"
E assim se descobriu: Afonso XII na origem das salas de chuto...
Publicado por MatosB às 12:53 AM | Comentários (1) | TrackBack
maio 03, 2007
a malta de cá
Publicado por MatosB às 04:25 PM | Comentários (0) | TrackBack
abril 17, 2007
escolhe o teu Diploma
Chegou-me por terceiros, este "link" sobre o assunto que está na moda...
Aqui pode escolher o Diploma para a sua licenciatura.
É só escolher o nome e imprimir.
Publicado por MatosB às 11:21 AM | Comentários (0) | TrackBack
abril 16, 2007
o e-mail do protesto
Está a circular uma mensagem apelando à manifestação pública de descontentamento por pretensas remunerações dos Juízes e convida as pessoas a vestir de preto ou a colocar uma peça de roupa preta à janela.
Fico a pensar que este tipo de mensagem tem o fito de atingir um objectivo propagandísitico que escapa às pessoas de boa-fé que vão reencaminhando aquela mensagem.
O que esta iniciativa me faz lembrar, é que vestir o escuro assim, (a camisa preta no homem ou o lenço na mulher), foi típico dos movimentos nacional-socialistas na Alemanha e Itália na fase pré-Grande Guerra, quando se começou a desenhar um movimento conjunto que visava desestabilizar as instituições democráticas. O principal alvo atingido foi o poder legislativo e judicial, este, que ficou atado às leis e que sob a capa de legalidade permitiu que fossem cometidas as mais repugnantes decisões, contra a humanidade.
Por muito descrédito ou descontentamento no Governo que eventualmente se possa sentir, acredito nas instituições democráticas e no poder do povo, pelo exercício do voto, mesmo que em branco.
É pela participação popular nas assembleias das juntas de freguesia e das câmaras municipais que se manifesta o descontentamento com o "governo local".
E é pela participação em massa com o voto nas urnas, que se manifesta o descontentamento com os deputados.
pessoalmente, prefiro um Juiz muito bem pago, para que seja realmente independente e não atraído de forma fácil por actos de corrupção.
Por isso, não vou "repassar" essa mensagem para lado nenhum.
E vocês?
Publicado por MatosB às 09:23 PM | Comentários (1) | TrackBack
a alguns tipos de chefias:
"Nas estruturas e dinâmicas organizacionais do pós-Segunda Grande Guerra, a criatividade individual não era considerada factor crítico de sucesso [...] o figurino das estruturas produtivas era de gigantescos aglomerados funcionais, organizados verticalmente em células especializadas [...] avaliados pelo número de tarefas que conseguiam repetir em tempo reduzido [...]
Hoje o mundo [...] em "aldeia global" [...] (é de) modelos flexíveis e descentralizados, arredados do modelo funcional verticalizado, em que o poder de decisão não está mais nas mãos dos níveis hierárquicos de supervisão e de controlo, mas sim na autonomia de quem executa e gere os processos [...]"
Perceberam?
in "Pessoas versus Organizações"; na Dirigir do IEFP.
Publicado por MatosB às 05:40 PM | Comentários (1) | TrackBack
abril 02, 2007
entre política e propaganda

Publicado por MatosB às 06:13 PM | Comentários (0) | TrackBack
março 16, 2007
do poder associativo...

Publicado por MatosB às 01:45 PM | Comentários (0) | TrackBack
fevereiro 17, 2007
votei não
- é pá! então uma guiness?
- sim.
- andas arredado das tertúlias de discussão da vida pá!
- há sempre outros motivos para beber.
- vá lá! não sejas tão... tão... tão casmurro!
- quando não o sou, saio mal.
- então e foste votar? a malta gostava de saber se votaste sim ou não... curiosidade, sabes? e como fundamentaste o voto? a tua veia jurídica? a tua moral?
- a moral, é complicado; seguir a moral religiosa, em regra, conduz à infelidade individual.
- então votaste sim?
- não;
- abstiveste-te?
- não.
- entao... votaste não...
- sim.
- ahnn... e qual foi o teu fundamento?
- uma questão de desigualdade.
- quê!?! explica lá isso!
- lembras-te da pergunta?
- mais ou menos...
- lembras-te da expressão "por vontade da mulher"?
- sim...
- imagina: estás bem na vida; não tens falta de recursos; estás a viver coma tua diva; ela tem a sua carreira, como tu; ela engravida; não há problemas de saúde; tu ficas contente: adoras a tua diva e vais ser pai; o contentamento acaba quando a ouves dizer "não quero este filho; vou abortar." Sem mais. Queres contrapor. Queres o filho, queres a tua diva, quers ser pai "com ela". Ela não aceita e diz que já decidiu. Neste cenário, quem e o que és tu?
- ...
- o que és tu, nesta circunstância?
- ...
- não chores; também me aconteceu.
- sim? mas eu errei no voto...
- deixa; antes errar um voto, do que errar na escolha da companheira.
Publicado por MatosB às 02:03 AM | Comentários (0) | TrackBack
fevereiro 16, 2007
in vitro veritas
- então? o jantar?.
- jantei sózinho...
- pá... ganda nóia...
- não digas isso que pareces o outro...
- então jantaste o quê?
- terras de viriato.
- ahan... quê? bem... acompanhado com?
- Dão.
- ah! boa! mas isso era carne ou peixe?
- as terras de viriato?
- sim...
- vinho;
- pa... bebeste vinho com vinho?
- o vinho é comida, caso não saibas.
- pronto... então e ficaste bem?
- o mundo ficou mais alegre...
- pois... percebo-te... in vitro veritas!
- pois... é isso mesmo; in vitro...
- então? onde vais?
- comer outra vez.
Publicado por MatosB às 09:27 PM | Comentários (0) | TrackBack
Livro de Reclamações

O Decreto-Lei nº nº 156/2005, de 15 de Setembro, veio estabelecer a obrigatoriedade de disponibilização do livro de reclamações a todos os fornecedores de bens ou prestadores de serviços que tenham contacto com o público em geral.
A ASAE é uma das entidades de controlo de mercado competentes para receber e analisar as reclamações lavradas no Livro de Reclamações, bem como fiscalizar a existência do mesmo nos seguintes estabelecimentos:
1. Estabelecimentos de comércio a retalho e conjuntos comerciais a que se refere a Lei nº 12/2004, de 30 de Março;
2. Postos de abastecimentos de combustíveis;
3. Lavandarias e estabelecimentos de limpeza a seco e de engomadoria;
4. Salões de cabeleireiro, institutos de beleza ou outros de natureza similar, independentemente da denominação adoptada;
5. Estabelecimentos de venda e de reparação de automóveis velhos e usados;
6. Parques de estacionamento subterrâneo ou de superfície;
7. Agências Funerárias;
8. Solários.
Atento o disposto no artº 6ºdo mencionado diploma, após a recepção da reclamação, a ASAE instaurará o procedimento adequado se os factos resultantes da reclamação indiciarem a prática de contra-ordenação prevista em norma específica aplicável. Se assim não for, a ASAE notificará o fornecedor de bens ou o prestador de serviços para que, no prazo de 10 dias úteis, apresente as alegações que entenda por convenientes.
Após análise do conteúdo das alegações e face ao teor da reclamação que lhe deu origem, a ASAE poderá remeter a mesma, se for caso disso, para outra entidade que detenha competências na matéria objecto da reclamação, ou, propor o seu arquivamento, dado não existir matéria que justifique actuação em conformidade.
Alertas importantes
As reclamações devem precisar o mais possível os elementos de identificação do reclamante bem como do prestador de serviços, sob pena de a respectiva notificação ficar inviabilizada. Dado que se tem verificado a recepção de documentação insuficiente ou submetida de forma incorrecta, a ASAE sugere o seguinte:
De acordo com o número 1 do artigo 5.º do referido diploma, os originais das folhas de reclamação devem ser remetidos, no prazo de cinco dias úteis, para o seguinte endereço:
Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)
Avenida Conde de Valbom, 98
1050-070 Lisboa
No letreiro a afixar no estabelecimento, ao abrigo do disposto na alínea c) do número 1 do artigo 3.º, deve constar, para cumprimento do número 4 do artigo 5.º, o seguinte endereço:
Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)
Avenida Conde de Valbom, 98
1050-070 Lisboa
Para os efeitos do disposto no artigo 4.º, os funcionários dos estabelecimentos com obrigatoriedade de disporem de Livro de Reclamações devem:
● Garantir que o utente insere todos os elementos relativos à sua identificação;
● Assegurar que o utente procede a uma correcta identificação do prestador de serviços e da respectiva morada;
● Colaborar no sentido de garantir que os factos que constituem o motivo da reclamação são descritos de forma clara e completa.
O Livro de Reclamações pode ser adquirido junto do Instituto do Consumidor, na Imprensa Nacional Casa da Moeda, nas entidades reguladoras e entidades de controlo de mercado competentes que tenham manifestado interesse em proceder à respectiva venda, e, ainda, nas associações representativas dos diferentes sectores que tenham solicitado autorização ao Instituto do Consumidor para o efeito.
O preço do Livro e Reclamações é de €18 e do mesmo faz parte integrante o letreiro que deve estar afixado nos estabelecimentos.
Os estabelecimentos que ainda dispuserem do modelo antigo do Livro de Reclamações poderão utilizá-lo até ao respectivo encerramento (nº 3 do artº 15 do Decreto-Lei nº 156/2005).
Em caso de desejo de anulação da Reclamação, o reclamante deve fazer, na respectiva Reclamação, menção expressa de tal pretensão, devendo o prestador de serviços remeter a mesma à entidade de controlo de mercado competente, tal como se de uma normal reclamação se tratasse.
Em caso de não disponibilização do Livro de Reclamações, o reclamante deverá solicitar a presença de um agente da autoridade por forma a que lhe seja facultado o mesmo, ou para que o agente tome nota da ocorrência. Poderá, ainda, enviar uma comunicação à entidade competente informando da recusa de disponibilização do Livro.
Publicado por sutenorio às 09:08 AM | Comentários (36) | TrackBack
janeiro 25, 2007
stilus
Não são "rusgas" senhores: são buscas.
Não são "confiscos" senhores: são apreensões.
Não são perseguições a ninguém: acontece que por enquanto ainda estamos num Estado, de Direito, Democrático, o que significa que há Lei e ela deve ser igual para todos; para jornalistas e para advogados também, quando cometem crimes.
Publicado por MatosB às 08:14 AM | Comentários (0) | TrackBack
novembro 24, 2006
verdades aparentes
Deparei-me com uma revista da Microsoft (Ano 14, n.º 56).
O título: "windows vista - o que vai mudar na vida dos utilizadores e das organizações".
O problema é mesmo esse.
É mais uma vez o software a empurrar o utilizador para "novas funcionalidades".
Com a falta de investimento em formação, o "cliente" fica cada vez mais dependente da opção do fabricante.
Publicado por MatosB às 02:35 AM | Comentários (0)
novembro 08, 2006
Vamos lá a ver se Agente se entende
Há aqui de facto um conjunto de imprecisões a lamentar, a começar no comportamento da MS na emissão de um qualquer texto dizendo que vai ensinar a PJ a investigar crime informático e a acabar na aquisição de equipamentos de escutas para combater o crime informático - citado aqui – porque os crimes informáticos, nem sequer admitem o recurso às escutas; já estou a ouvir o "gato fedorento" a gritar "pá! escutas aos mp3! fui eu que me lembrei! vai buscar!!!!".
Hilariante.
Devia haver um comportamento mais humilde, de quem emite comunicados e não pesca nada sobre o assunto.
Se o objectivo é a propaganda, foi muito mal desenhada. Se era para ser um artigo de investigação, virou contra-informação. Se foi jogada para dividendo político, saiu borrada. No meio disto, ganha a Microsoft, com publicidade à borla e a venda de um status que não tem – deter quota de mercado não é sinónimo de qualidade; é evidência de monopólio, uma grave deficiência do mercado, que nunca favorece o consumidor. É por isso que a título pessoal - a minha modesta participação no dito mercado - uso sistemas operativos Apple e linux.
Na notícia, não deixa de ser interessante que a MS venha ensinar a PJ a investigar e simultaneamente tenha recrutado ou tentado contratar Quadros dessa Polícia para seus colaboradores – deve ser para os ensinar melhor.
Ocorreu-me agora que num país com verdadeira intenção de informar correctamente, podia dar a vontade a um qualquer jornalista de investigação perguntar à Microsoft Corporation, quantas queixas esta apresentou aos Órgãos de Policia Criminal portugueses, quais, desde que ano e quantas foram para arquivo. Diria mesmo, que seria interessante saber em quantas investigações a Microsoft “participou” com os policias e se fosse o caso, de que Policia se tratava e finalmente, o que ensinaram aos polícias nessas investigações.
O pretensiosismo do dito comunicado é proporcional à negligência inerente à falta de visão crítica e estratégica sobre o impacto das novas tecnologias no próprio Estado.
Deve ser por isso que se permite que possa sair um comunicado unilateral sem correcções – se o não fosse, o texto seria necessariamente polido, estudado, conjugado no objecto e nos objectivos, visando beneficiar a imagem dos protocolantes - ambos os dois, diria.
Claramente não o foi.
E é por isso que depois há jornalistas atentos, que dão bolachas. Para eles, situações destas devem ser um completo e absoluto gozo.
Publicado por MatosB às 01:35 AM | Comentários (1)
outubro 02, 2006
o weblog.com.pt
Os problemas são cada vez mais frequentes.
O acesso às páginas de gestão é lento; ou falha durante horas; e o acesso aos comentários é cada vez mais difícil.
Se os "post's" são pré-datados, é seguro que não se consegue comentar, excepto se o autor que o criou, o salve novamente, em data posterior ao de afixação - diagnóstico certeiro efectuado pelo Nelson.
Por vezes, até há quem pense que está impedido de comentar os textos, tal é a frequência das falhas em questão.
O mural dos recados, surgiu pela mão do Neko como alternativa a um conjunto de falhas enunciadas, mas nem é a mesma coisa, nem o mural tem essa vocação de acolher comentários aos textos disponibilizados.
Em Agosto, já tinha sido apresentado um cartão amarelo.
Na despedida, PQ dizia com humildade que o "weblog" ía ficar em melhores e profissionais mãos. Não por questões de amizade, cumpre opinar que o PQ parece ter substimado o seu papel, uma vez que é notório que a qualidade de serviços diminuiu bastante - nós pagamos pelo uso da plataforma.
Sendo alheios às situações descritas, pedimos desculpa pelas contrariedades que se vos deparam.
Entretanto, vamos tentando convencer alguns familiares que não há truques nem boicotes.
Esperamos melhores dias - não deixem de nos ler.
Publicado por MatosB às 12:18 PM | Comentários (0)
julho 07, 2006
historicismo

Publicado por MatosB às 01:52 AM | Comentários (2)
julho 05, 2006
Não se distraiam...
E eis que neste país das maravilhas, mais um momento alucinante acontece: um dos dois pontos da fundamentação de um despacho que revoga a abertura de um concurso para preenchimento de vagas para concurso para chefias é, imagine-se, o facto dos concorrentes se poderem distrair com a preparação para o mesmo e assim... trabalharem menos.
Inaudito.
Absolutamente... invulgar.
Mas há mais: numa carreira existente, consolidada numa Lei Orgânica, o segundo ponto da fundamentação do despacho para a revogação é... porque se perspectiva a "saída" de uma Nova Lei Orgânica... sem data certa.
Estranhos critérios de oportunidade.
São estes os fundamentos "de Direito". Quais serão os "de facto"?
Publicado por MatosB às 11:25 PM | Comentários (0)
junho 25, 2006
secretices
É um artigo (Sábado n.º 112). É sobre os Serviços Secretos Portugueses.
Para além da indicação dos nomes de pessoas e funções em determinados Departamentos, ou da indicação de quem está fisicamente onde, preocupa-me é saber se a fonte jornalística é credível.
Se sim, escreveu-se de mais. Novamente.
Publicado por MatosB às 10:19 AM | Comentários (1)
junho 23, 2006
Gente Gira

Há muito que procuro os Gente Gira 1 e 2 legendados em português!
Sabem onde posso encontrar?
Publicado por sutenorio às 09:20 AM | Comentários (3)
maio 19, 2006
pérolas - II
Numa prelecção em que as novas tecnologias foram parte do assunto:
"a tendencia é para se precisar cada vez menos da caneta e da coisa" ...
escrevam; por favor, escrevam. Escrevam muito.
Publicado por MatosB às 09:31 AM | Comentários (0)
maio 15, 2006
pérolas
"eu tirei-lhes a casquinha toda... e agora como-as..."
"pois... só sentes, no fim!"
"às vezes as pessoas dizem que sou impertigado!"
"o Grócio, fez anos ontem"
"As pessoas importantes é que têm livros autografados; são elas os "importantes"; não é quem escreveu o livro."
"Deus não é justo... uma mulher tão bonita numa cadeira de rodas! - Ahn! então se fosse feia, já podia!"
Patrocínio: "Tinta do Barro"...
Publicado por MatosB às 08:02 AM | Comentários (0)
abril 19, 2006
operacionais
Um bocadinho de má língua quanto ao conceito de "operacionais":
"Finalmente!
O Centro de Estudos Judiciários vai passar a proceder a caputras, buscas, vigilâncias e seguimentos.
E a instruir os processos-crime, claro.
Um trunfo bem guardado para a resolução dos problemas operacionais da PJ...
Publicado por MatosB às 01:38 PM | Comentários (1)
abril 14, 2006
aqui, peca-se
As notícias bombásticas de que a Igreja Católica Apostólica Romana considera agora de entre novos pecados o de "navegar na NET", são para ler na intenção do original cristão.
No nosso país os jornais (e algumas TV's) "digitais" ou não, continuam a preferir um título vistoso a um artigo com rigor e conteúdo. E o que me entristece mais, é que vendem! O tema em causa sofreu com esta falta de qualidade "jornalística".
Aquilo que parece que seria de sublinhar, é que a Igreja de Roma chama a atenção para o conceito de família enfrentar actualmente novos perigos, se de entre o seu seio se der importância em excesso a determinados interesses, em detrimento da convivência familiar, no caso, a TV, os jornais e a INTERNET, porque são actos essencialmente solitários.
A ideia, que parece boa para lançar a discussão sobre o tema da coesão da instituição-familia, se levada ao limite, aponta outros actos solitários ou de repercussão de solidão intra-familiar, como a dedicação ao trabalho, ao estudo, ou a qualquer outra forma de ocupação eminetemente pessoal; estou a pensar, a título de exemplo e no limite, no passeio de mota; na pesca ou na caça diária; nos "bonsai", no refúgio na escrita e sei lá mais no quê - desde que não implique activamente o resto do agregado familiar.
A velha querela sobre o individualismo volta à superfície da ICAR, para quem a família cristã é uma célula activa. Ou seja, em princípio, "individualistas" contemporâneos, como eu, ou como você que está aler este post em vez de falar com a família, são anti-familiares. Uma ideia perturbadora e de certa forma, inegável - até por nós.
Compreendendo a bondade da questão, aceito que os "novos pecados" ajudam à des-familiarização sempre que constituam um excesso; mas não reconheço que sejam o factor negativo essencial ou sequer o decisivo. Há outros, bem mais "pessoais", como o sentimento. E nesse, não se manda, não se sujeita a condicionamento, não se mantém eternamente e não se adquire.
A ideia do individualismo hedonista, na esteira de Agostinho da Silva, só tem (e tem todo) o cabimento quando confrontado com o factor "tempo", quando percebido como limite à vida e por isso, gerador de angústias em conformidade com essa falta de tempo.
Hoje, este individualismo tenderá a prevalecer sobre conceitos de manutenção de uma ideia formal de família (até no sentido de casamento eterno) sem qualquer correspondência material.
Na sua essência, os temas não são diferentes da discussão da sexualidade junto dos menores e adolescentes, como prevenção das doenças sexualmente transmissíveis - a falsa ideia de que se pode "estar à vontade" desde que se use o preservativo - uma ideia errada de dissociação entre a sexualidade e o sentimento, o afecto que devia estar na sua base e não o sexo pelo sexo, uma forma diferente de "individualismo".
Sem afectos (nas suas mais variadas formas de revelação) não há núcleo familiar. É a interferência nas intimidades e a ausência desses afectos que corrói a família e não as "novas formas de pecado", que quiçá, algumas vezes até acabam por funcionar como aglutinadoras da família, concedendo-lhes mais tempo de vida - novamente o tempo como factor limitativo - ainda que sem qualidade.
A abordagem utilitarista da "função felicidade", cujo valor varia conforme a oscilação positiva ou negativa das variáveis em causa, aparece nesta forma de individualismo como explicação credível para a resolução do valor negativo: a separação no núcleo familiar. Falta ver se, nestes tempos ditos modernos, os separados conseguem ser mais felizes e proporcionar, se não mais, melhor cuidado aos seus familiares e dessa forma serem eles próprios mais felizes.
Uma coisa é inegável: seja a manutenção de uma "família em sentido formal", seja uma separação consciente com vista a proporcionar melhor vida a todos os implicados, serão sempre actos que servem de paradigma de proximidade aos descendentes, onde a opção por um ou por outro modelo de vida nunca é fácil e nunca é de resultado certo quanto "ao dar certo".
Tempus difícies, estes. Os de mudança.
Publicado por MatosB às 01:17 PM | Comentários (1)
fevereiro 16, 2006
dèjá vu

Publicado por MatosB às 07:59 AM | Comentários (0)
fevereiro 12, 2006
a circularidade e a criatividade
Do fragmagens para o atuleirus; deste, para outros. O que segue não é da minha lavra, mas de "um Xico" que o criou.

Publicado por MatosB às 11:10 AM | Comentários (0)
fevereiro 09, 2006
mistérios
"O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono;
Para a mulher um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração.
O cérebro produz luz; o coração o amor.
A luz fecunda. O amor ressuscita.
O homem é um gênio; a mulher um anjo.
O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória;
a aspiração da mulher a virtude extrema.
A glória traduz grandeza;
a virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia;
a mulher a preferência.
A supremacia representa força;
a preferência o direito.
O homem é forte pela razão;
a mulher invencível pela lágrima.
A razão convence; a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
a mulher de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; o martírio sublima.
O homem é o código; a mulher o evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo;
a mulher um sacrário.
Ante o templo, nós nos descobrimos;
ante o sacrário, ajoelhamos-nos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter cérebro;
sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher um lago.
O oceano tem pérola que o embeleza;
o lago tem a poesia que o deslumbra.
O homem é uma águia que voa;
a mulher um rouxinol que canta.
Voar é dominar os espaços;
cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol: a consciência.
A mulher tem uma estrela: a esperança.
O farol guia e a esperança salva.
Enfim,
O homem está colocado onde termina a terra;
A mulher onde começa o céu ..."
Atribuído a (Victor Hugo 1801-1885).
humm... lá tão no alto... deve ser por isso que são incompreensíveis...
Publicado por MatosB às 09:08 AM | Comentários (0)
fevereiro 08, 2006
Sábado? quero a Sexta!

Publicado por MatosB às 08:58 AM | Comentários (3)
fevereiro 03, 2006
digam-me:

Publicado por MatosB às 09:27 AM | Comentários (2)
janeiro 28, 2006
autotutela é
gritar "sociedades! sociedades!" quando ele começa a falar de cinema.
Publicado por MatosB às 07:00 PM | Comentários (2)
janeiro 24, 2006
outra visão sobre fumo
Publicado por MatosB às 12:50 PM | Comentários (0)
janeiro 20, 2006
sensação de já visto
É...
A História tende a repetir-se.
"Na presente crise, o governo não é a solução para o nosso problema; o Governo é o problema."
Reagen, fazem hoje 25 anos.
A situação parece familiar?
Publicado por MatosB às 03:23 PM | Comentários (0)
dezembro 18, 2005
nem direitos, nem fé
Primeiro, foi "a descoberta" da tendência homosexual ser passível de explicação pela genética. A questão assim colocada apareceu e desapareceu; ou não deram continuada relevância, pelos resultados previsíveis que iria ter a nível político e social.
A consequência de tal posição é simples e revolucionária: o homosexual será (naquela perspectiva) um doente; e se é um doente, não tem direito à diferença socio-cultural: tem direito à cura.
Os direitos reconhecidos a nível do Direito Comunitário (agora na parte final do art. 13 da nossa Constituição) estariam então consagrados de forma viciada, por converirem um direito a uma doença: uma consequência lógica e determinada pela conclusão meramente (objectiva) científica.
Agora, é a vez da fé ser "explicada" pela ciência, por via da neuroteologia: há uma molécula da fé (Notícias Magazine 11Dez) que explica a nossa Humana tendência a acreditar em Deus.
O triunfo dos materialistas.
Talvez derrotável pela expressão "Deus fez o Homem, à sua semelhança e imagem".
Publicado por MatosB às 11:33 AM | Comentários (1)
dezembro 17, 2005
O (B)brasileira
É na cave.
Ainda é bom (o bife) porque a carne é boa; e ainda tem um molho anti-dieta; ainda a mesma sala de aspecto nobre e com a mesma decoração; ainda a mesma atmosfera boémia.
Mas já não é o que era: o mestre de sala não é mestre; e o serviço à mesa não nasceu para "servir A mesa". Vi mesmo aterrar uns guardanapos nos pratos, arremessados a um bom meio metro; e retirar pratos aos clientes de olhos esbugalhados com a legenda superior na interrogativa (ké ke o homem está a fazer?!?) e nem as entradas ainda por acabar demoveram o empregado de as levar; e o grande final, o de empurrar com o dedito uma fatia de pudim que não queria ficar "em pé".
Post Scriptum: se na lista o prato não menciona arroz, não tem nada que pedir arroz: o empregado pode enfezar-se e vi daí pergunta em voz alta "... você quer arroz com quÊ?!?".
O casal (brasileiro, que por piada queria jantar "no Brasileira") abandonou a sala maldizendo a escolha.
Uma pena.
Da próxima, vou falar de outro restaurante da adolescência: o Nicola.
Publicado por MatosB às 11:10 PM | Comentários (0)
dezembro 12, 2005
cultura a metro

Com o preço do "metro quadrado" na cidade, a cultura fica em perigo...
Publicado por MatosB às 07:42 AM | Comentários (0)
dezembro 10, 2005
uma ideia de democracia
Mários Soares proferiu uma ideia que atraiçoa todo um percurso notável, ao "convidar" Alegre a "sair" do Partido Socialista.
Mário Soares concentra a atenção sobre Alegre (uma atenção implica sempre uma desatenção) em vez de se centrar no que (lhe) interessa: Cavaco.
Soares esforça-se constantemente para que Cavaco ganhe à primeira volta.
Publicado por MatosB às 10:24 PM | Comentários (0)
seue desperdiçalhãoe
"cada português desperdiçou 42 dias úteis de trabalho em 2004"
G'andas contas... quanto tempo (dinheiro) terá desperdiçado, o... (inclua aqui o nome de quem quiser).
Ora, se os espanhóis, com a "siesta", produzem mais, temos que (urgentemente) reconhecer esse hábito no nossos país.
Publicado por MatosB às 01:30 PM | Comentários (0)
dezembro 06, 2005
Ben-me-fica, mal-me-fica
"Benfica condenado a pagar 7M€ a Vale e Azevedo"
Agora percebi o conceito de "erro judiciário"...
Publicado por MatosB às 04:55 PM | Comentários (1)
ex certus: o pasmo
No Salão Nobre, do alto da sua licenciatura, ouviu-se gritar:
"[...] o intrusismo! o intrusismo! O Senhor Professor está enganado! O intrusismo é um exemplo! Até o Professor Sieber diz: entrar num sistema informático sem dar cabo de nada, não é crime!"
Pois. Mas estamos em Portugal. Com legislação portuguesa. É como alguém desconhecido entrar na sua casa. Se só entrar em sua casa e não der cabo de nada, não há crime... há um devaneio, um passeio pelo o que é do outro, um mero estar no que não é dele...
Há Professores com muita elegância!
Publicado por MatosB às 11:36 AM | Comentários (1)
atropelo de um acto ternurento
[...] e então, quando chegou ao silêncio da casa, ouviu a voz da consciência que o acusava:
mataste! mataste o bon-bon mon cheri da Susana!
Publicado por MatosB às 12:01 AM | Comentários (3)
dezembro 04, 2005
Combater a despesa na empresa
Um "must"! Traduzido, não tem graça: a Canon relembra as administrações que durante a época natalícia, há mais empregados a fotocopiar... o rabo; isto traduz-se em aumento de despesa.
"photocopier supplier Canon is warning customers to take better care of their office equipment during the Christmas period, claiming that the festive season traditionally leads to a 25 per cent hike in service calls due to incidents such as the classic backside copying prank.
Such a stunt, a popular mainstay of the office party, often results in cracked glass on the copier, with 32 per cent of Canon technicians claiming to have been called out to fix glass plates during the Christmas period after attempts to copy body parts went wrong."
(in Dvorak's blog - aí mesmo ao lado).
Não sei se a Canon tem estatísticas nacionais, mas com o nosso brio e espírito creativo, tenho a certeza que se cá o cenário é semelhante, os "scanners" vão ganhar outro sentido de utilização...
Publicado por MatosB às 12:37 PM | Comentários (0)
o des-segredo de des-Justiça - II
"Juízes e procuradores queixam-se de espionagem informática". E mais adiante: "Há computadores de juízes e procuradores que são alvo sistemático de invasões informáticas."
A saga da violação do segredo de justiça, continua, após as primeiras considerações produzidas acerca do SI do Ministério da Justiça, há dias.
Ficou-me a dúvida perante a notíca abaixo transcrita: onde "apresentaram queixa" para a investigação criminal que se impunha?
Dito de outra forma: não entendo porque não relataram (exigiram acção aequada) assim que tiveram certezas, perante tamanho perigo.
Juízes e procuradores queixam-se de que estão a ser alvo de espionagem informática. O alerta consta de um relatório confidencial do Ministério Publico do Tribunal de Família e Menores do Porto, a que o Diário de Notícias teve acesso. Fala-se, inclusive, de «um autêntico big brother»
Há computadores de juízes e procuradores que são alvo sistemático de invasões informáticas.
O alerta é lançado por um relatório confidencial do Ministério Público do Tribunal de Família e menores do Porto, a que o jornal «Diário de Notícias» teve acesso e publica na edição deste sábado, e que já foi enviado para a Procuradoria-Geral Distrital.
O documento avisa para os perigos de se estar a criar um «autêntico big brother» e diz que são poucos os computadores a salvo destas “invasões”.
No relatório são descritos vários casos sendo que, nas conclusões, é chamada a atenção de que existem «interferências abusivas e de verdadeira devassa em documentos e pastas» dos utilizadores.
A segurança é fraca e o aceso a processos ou peças processuais de carácter reservado ou em segredo de justiça é relativamente fácil.
Ouvido pela TSF, António Cluny, presidente do Sindicato dos magistrados do Magistério Público, lembra queixas antigas e fala de uma série de casos preocupantes que chegam ao sindicato.
«O problema muitas vezes não se põe só numa questão de segredo de justiça no sentido técnico da questão, mas põe-se, mesmo, na possibilidade de alteração de peças processuais e na confusão que se pode lançar em todo o sistema», explicou.
Para o sindicalista, depois da notícia publicada este sábado pelo DN, já não é possível continuar a ignorar o problema pelo que «as coisas podem avançar como devem».
António Cluny afirma ainda que pode estar em causa a eficácia e qualidade dos serviços «que pode ser afectada, não só, pela introdução e recolha de informação que existe nesses bancos de dados, como também pela própria adulteração das peças processuais produzidas».
in "http://tsf.sapo.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF166254".
Publicado por MatosB às 12:14 AM
novembro 27, 2005
Laici-quê?
Sim, se para afirmar o Estado laico; mas mandar tirar os crucifixos das escolas públicas, "para não desrespeitar as minorias"?!?
outro tipo de tirania...
Publicado por MatosB às 10:25 PM | Comentários (0)
novembro 07, 2005
Tomar nas mãos a própria posse
Não há nada como receber, entusiasticamente, novos colegas de trabalho colocados nos Serviços, segundo critérios objectivos de eficiência e de capacidades pessoais que lhes sejam reconhecidas.
Foram todos devidamente ouvidos quanto às suas ambições de prestar o melhor de si, de preferência, na área geográfica de residência.
Após juramento público de bem servir a Função, são devidamente integrados, nos seus novos locais de trabalho.
Não era bom que fosse só assim? Certeza, só uma: o vínculo tornou-se realidade.
A média para o desconsolo é de cinco anos.
Bons mesmo, são aqueles que não se resignam, mesmo passando aquela fasquia de tempo; mesmo quando são colocados em locais de trabalho diferentes dos que pensavam...
Publicado por MatosB às 08:10 AM | Comentários (1)
novembro 04, 2005
A Europa e a CIA
Enquanto se vai dizendo "ai e tal, aos turcos ainda não, porque desrespeitam as liberdades individuais",
vão surgindo estas pequenas contradições.
Publicado por MatosB às 05:14 PM | Comentários (0)
Lido ao contrário
Se os advogados não são decentes, lido ao contrário são indecentes.
Por isso, há que reduzir as quantias gastas em "defesas oficiosas" com o apio judiciário.
Diz a TSF, que diz o Ministro.
Não me lembraria de desculpa mais esfarrapada, para poder proceder a mais cortes.
Como (também nisto) sou um ignorante, bem que gostaria de perceber como se afere "uma boa defesa"?
Pelo número de requerimentos interpostos? Pelo número de pedidos de intervenção verbal? Pelo número de vezes que se pede para ditar para a acta? Pelo número de vezes que (alguns ficam a pensar) se conseguiu "pôr o arguido lá fora"?
Assaltou-me a dúvida de quem foi aqui menos decente, ou indecente...
"No sentido e no valor de todas as coisas..."
Publicado por MatosB às 12:36 PM | Comentários (0)
Um filme ablolutamente dramático
Publicado por MatosB às 12:31 AM | Comentários (1)
novembro 02, 2005
A arte de insinuar
Porque é que, se ele não tem nada a ver com o caso, insistem em dar notícia de uma
não notícia? Porquê a necessidade de sublinharem que tem ou não tem a ver com qualquer outro caso?
Será só mau jornalismo?
No sentido e no valor de todas as coisas...
Publicado por MatosB às 09:19 PM | Comentários (0)
outubro 23, 2005
Poli e de chinelo - II
Dizia a generalidade da comunicação social na quinta e na sexta:
"...Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que lidera o inquérito".
"Ai e tal, houve um lapso nosso e a utilidade da investigação, já era..."; e lá diz agora (Sábado) o Expresso: "O Ministério Público e a Polícia Judiciária....".
Para que os "furacões" não virem fraco sopro,dêm as voltas que quiserem, justifiquem como puderem, mas a verdade é que separação e a independência na investigação criminal devem ser mantidas:
as polícias investigam; o MP controla a legalidade e protege os fracos (não dirige; se quer dirigir, dirige todo o processo e não faz encomendas parcelares); o Tribunal controla a legalidade, preside à instrução e se o entender, Julga.
A não ser assim, são os resultados que se conhecem... e não vale a pena dizer que a sala está torta e que alguns não sabem dançar.
Publicado por MatosB às 12:23 AM | Comentários (0)
outubro 22, 2005
Poli e de chinelo - o desegredo de justiça
É um docinho. Um, como aqueles que se encontraram em algumas pastas de arquivo... (praivate djouque). A notícia completa, está aqui.
Um excerto:
O Ministério Público (MP) revelou ao Banco Espírito Santo (BES) a identidade das demais entidades bancárias que estavam sob investigação por indícios de evasão fiscal, fraude fiscal e falsificação de documentos. A alegada violação do segredo de justiça, que envolvia o BCP, o BPN e o Finibanco, posteriormente alvo de buscas judiciárias, partiu do próprio Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que lidera o inquérito.
Agora, já poderá adivinhar-se, mais uma vez, o desfecho...
Publicado por MatosB às 12:03 PM | Comentários (0)
outubro 20, 2005
Qual sem tido qual val ouro qual o quê
Hoje não estou com muita paciência.
Ai e tal, o sentido e o valor de todas as coisas...
Não há resposta possível para perguntas altamente elaboradas (para serem suficientemente preenchíveis com resmas de conteúdos diferentes) porque não há sentido nenhum, nem valor nenhum, universal: impede-o a "localização" do eu em cada momento da História e em cada local.
Não há resposta possível. Ponto. Seja no Direito, seja numa ciência em concreto, seja no que for.
Donde, uma eventual "resposta" àquela pergunta, só pode ser parcial; cortada; inverdadeira no absoluto. Mera proposta de visão pessoal a tempo indeterminado - o tempo suficiente para aparecer outro qualquer ser a discutir o sentido e o valor.
E não interessa "perguntar bem" coisíssima nenhuma! Se se entrou na consideração do tipo
"perguntar bem", então já se foi condicionado pelo padrão que decidiu o que é e o que não é, "perguntar bem" - a anti-filosofia.
Interessa sim, mais que perguntar (que exige uma resposta imediata) questionar (obter resposta mediata) e questionar criticamente.
O questor, questionava?
Com toda a "cultura" e "tecnologia", grandes (e não tão grandes) filósofos continuam hoje a colocar as mesmas questões lançadas no séc. V a.C. - a imperfeição é do Homem, que não consegue resolver os problemas que gera.
Resta-lhe um caminho simples: ir questionando.
Publicado por MatosB às 11:07 PM | Comentários (0)
outubro 17, 2005
Nós e elas
Esta é a equação mais ligada que há à convivência; e é problemática. Como qualquer teoria, carece de confirmação científica.
Ou talvez não. Desconheço a autoria, mas inclino-me pelo resultado final...
Publicado por MatosB às 12:53 PM | Comentários (1)
outubro 13, 2005
holla! lo aeroplano és de quien?!?
- pois é assim! obrigado por me dispensares um tempito pá!
- por nada! nosotros, los de esquierda, somos muy unidos e tenemos de conjugar esfuerços internacionales para derrubar lo imperialismo y lo capitalismo!
- pois pá!
- entonces... lo que quieres?
- olha pá! tens lá um aviãozito de luxo parado no teu parque de aviões e tens parqueado um piloto nosso à espera de julgamento;
- si?!? no diga que el aeroplano és tuyo!
- não, não pá! mas vê lá, que o julgamento já foi adiado vinte vezes! nem nós conseguimos essa proeza nos nossos tribunais! não podem despachar isso, pá?
- bien, lo caso es que lo aeroplano tien un interesse criminalistico muy grande, y para lo mantener, lo hombre tien que se quedar por lá...
- eh pá! mas consta por aí que andam uns generais às voltas nele com umas raparigas e agente queria era que ele se quedasse por cá, pá!
- pues... no lo sé...
- pois o ideal pá, era que o piloto entrasse no dito avião e voltasse para Portugal, pá!
- lo veremos...
- obrigado, pá!
(abraços e sorrisos para as câmaras)
...
(som multifrequência típico de teclas de telemóvel)
- tou? és tu, pá? já falei com o gajo, mas não dá nada; manda avançar com a nossa força delta, pá! os gajos que arrebentem com o avião, para deixar de fazer sentido eles manterem preso o piloto...
Publicado por MatosB às 10:34 AM | Comentários (0)
outubro 01, 2005
Descaracterização política
"já há vários candidatos à Presidência da República e até agora, nenhum deles é arguido num processo crime qualquer. Receio bem que isto possa descaracteriar a nossa democracia. Não admira que haja quem diga que o regime está em perigo."
Ricardo Araújo Pereira.
O mais promissor analista político da actualidade.
Publicado por MatosB às 11:43 AM | Comentários (0)
setembro 30, 2005
Desalentus
Andei a guardá-la, porque nestas coisas de promessas de FP, o melhor mesmo é esperar.
De preferência, sentado.
A "promessa", acto consciente de se vinclular pela nobre palavra a um facto ou situação, hoje, "evoluiu", que é como quem diz, deixou de ter qualquer valor.
Eventualmente, nalguns círculos religiosos continuará a ter algum peso.
A "promessa", por políticos ou por gente (infelizmente) com poder de decisão sem qualquer controlo, é hoje uma "cultural tool"; interessa o ar genuinamente convicto, acompanhado de expressão séria enquanto que, abanando ou não o dedito indicador direito, se injecta a burla-cívica.
A promessa, passou de um "dizer com honra", a técnica de manipulação, para uns, de massas, para outros, de FP que merecem todo o centavinho que ganham (não é o meu caso, porque sou um rico rapaz, claro).
Hoje, estes "boys" a prazo dizem o que querem sem cuidar das consequências funcionais: as pessoais, as que recaiem sobre o palrador de falsas falas, não me interessa abordar, porque, sem a protecção de um chapéu de chuva, lhe deviam passar por cima, não um bando de pombos, mas de vacas-voadoras.
Interessam-me são as segundas consequências, aquelas que têm o nefasto efeito da erosão da confiança do Funcionário nas suas chefias e por inerência, nas próprias instituições, que perdura após a sua saída.
Do outro lado do "Rio Atlântico", veio sem autor conhecido, o texto que segue e que me parece do mais simples, do mais cru, do mais fiel e do mais bem conseguido que há, para exprimir a realidade de alguns FP e que ainda recentemente foi por aí citado:
"Nós, os de boa vontade,
liderados pelos que não sabem,
continuamos a fazer o impossível
pelos ingratos.
Nós já fizemos tanto,
durante tanto tempo
e com tão pouco
que estamos agora qualificados
para fazer seja o que for,
com absolutamente nada."
Por favor! Não achem "giro"! É mesmo preocupante.
Publicado por MatosB às 08:43 AM | Comentários (0)
setembro 29, 2005
Pedido de esclarecimento
"Ex. ma Senhora candidata de posse impossibilitada
Tendo em consideração que a polémica em torno da sua presença ultrapassou o rubro benfiquista, venho por este meio solicitar se digne informar o que se deve entender pelo seu mote de campanha "Fazer em Felgueiras", dado que o mesmo se pode prestar a interpretações dúbias.
De facto, o eleitor pode ficar na dúvida se não fez já tudo o que teve vontade de fazer na distinta localidade, ou se de facto, tem que o fazer mesmo em Felgueiras, por um imperativo político-biológico qualquer que se desconhecesse.
Cumprimentos,"
Publicado por MatosB às 05:35 PM | Comentários (0)
setembro 28, 2005
pablique cómuniqueixane
fór djanque comêntes, djanque poustes.
fór dize dei lóngue,
éveri taime a gái pouste a djanque cómênte ine dize blógue,
uí uíl pouste a djanque pouste dédicatede tu híme.
dize ize dissaidede.
uí donte admite déte djanque cómêntes áre alaúdede ine dize saite.
Publicado por MatosB às 01:32 PM | Comentários (4)
setembro 22, 2005
Ex certus - uma questão teínica
"- ... e podes servir-te à vontade; tens aí os saquinhos de chá; não há açucar...
- já tentei, mas não gosto de beber chá frio...
- frio?!? como assim?
- fiz isso tudo, tirei daí a água, mas a água estava fria;
- ahn... e ligaste a chaleira?
- 'tava ligada à tomada...
- ahn... e o interruptor? ligaste?
- !!!!
- ok, vamos recomeçar: isto é uma chaleira..."
Publicado por MatosB às 03:45 PM | Comentários (0)
setembro 19, 2005
A ver o gargalo
Será desta?
Ou será tipo "o menino Vasquinho", ao fim de 20 minutos?

Publicado por MatosB às 12:36 PM | Comentários (1)
setembro 17, 2005
Sete anos de mau sexo
É o título duma escrita curta e contundente, directamente proporcional a algum desgosto (Caderno Vida do Independente de 16SET) onde Ana Anes desanca os homens com a elegância de um carrasco a informar o futuro executado que "é só um momento que a lâmina cai já e vai doer".
Aparentemente o texto sai de uma crise aguda de ódio dirigido, nascida da interrupção desiludida de uma vida em conjunto - limitada a sete anos - que a levou a um resumo da personalidade do homem em nove miminhos fundamentais, que logo altera para o plural: "os homens são todos uns c..."; "andam aos pares no engate"; "todos os homens são infiéis"; todos os homens deviam levar um grande par de cornos"; "os homens pensam com a pilinha"; "cada vez há menos homens com atitude"; "os homens são capazes de tudo para levar uma mulher para a cama"; "os homens devem ser todos esmifrados até ao tutano"; "são todos uns comodistas de m...".
A ideia que uma cronista se tinha levantado mal disposta com o mundo masculino, ocorreu-me. Fui precipitado. A escolha ora do vocábulo explícito, ora disfarçado com reticências, devia ser intencional. O título de cada um dos miminhos, todo em maiúsculas, era afinal mera composição gráfica: equivale a uma frase toda em minúsculas, onde “homem” vem por isso sem o significante e abrangência relativo ao género, considerado no seu todo.
O texto não era, por isso, sobre o género masculino da espécie humana. Fiquei mais descansado.
A crónica era apenas sobre uma mulher num estado emotivo de grande simplicidade, que errou sucessivamente nos homens que pensava ter escolhido bem. Deve ser duro.
O problema do texto é de, a qualquer momento, poder ser alterado quanto ao género: é que uma andorinha, não faz a Primavera. Não há homens e mulheres santas: só Santos homens - e mulheres.
Mas como ela própria diz: a crónica foi ontem e hoje já deve estar melhor... seja lá o que for que isso quer dizer. Espero que não seja (uma nova) escolha apressada.
Com uma (ex)mulher a escrever assim, não queria estar no lugar “do gajo de classe C”, o tal dos “sete anos”. Por outro lado, fica a ideia de que "o próximo escolhido" não se pode queixar, porque sabe o que o espera: arrisca-se a ser sujeito àqueles nove mimos...
Publicado por MatosB às 04:39 PM | Comentários (4)
setembro 15, 2005
O meu programa
...tem estado interrompido por motivos a que os Atuleirus são completamente alheios e segue dentro de momentos.
Penso eu de que...
Publicado por MatosB às 11:07 PM | Comentários (0)
setembro 04, 2005
Sero-sorting
Numa forma diferente de dizer que a forma do problema encerra a fórmula da solução, um artigo de Rui Henriques Coimbra (revista "ùnica" com o "Expresso" de 3SET2005) violentamente objectivo sobre este "novo conceito" de escolha de parceiro homosexual.
Publicado por MatosB às 02:30 AM | Comentários (0)
agosto 27, 2005
Um novo tipo de crítica: a "não-análise"
De vez em quando lá vem, o balde. Por vezes, de água fria.
Então porque escrever este "post"?
Porque quando se tem consideração por uma determinada pessoa de reconhecido valor intelectual e se confere qualidade à maioria das suas análises, custa mais aceitar-lhe erros.
Foi por isso que debalde procurei compreender a conclusão peremptória de JPP, quando, acerca de uma peça no Expresso sobre o “quo vadis” dos weblogs de expressão política-portuguesa, JPP decidiu com ponto final que “o trabalho de Querido não tem [...] qualquer valor como análise.”
Doeu de ler, porque acalentava a esperança de ainda haverem analistas da vida em sociedade, das quais a política e os blog’s são pequenas (re)fracções, mas consciente de que cada analista é um homem contaminado pelas suas crenças e opiniões pessoais, somatório de um imenso (e só por vezes rico) percurso de vida.
Na minha análise (opinião) a credibilidade de um analista é proporcional ao seu esforço de manutenção de honestidade intelectual - não de manutenção de vinculação cega à opinião ou estória de vida anterior. Mudar de opinião é salutar, se corresponder a uma decisão consciente e honesta. Já negar um passado, vivido ou escrito, mesmo que apoiado na lei para o banir como se nunca tivesse existido, é que pode ser redutor e a desconsideração pode ser essa negação do que se foi e não o próprio passado percorrido.
Aquela frase (conclusão) acerca do texto de PQ fez-me lembrar (novamente e num curto espaço de tempo) os doutores que sob uma capa de estudo e de divulgação, insistem em perpetuar a diminuidora alocução de implante medieval, do que “magister dixit” é o caminho, espartilhando o que é diferente no mundo e não concedendo um milímetro para uma análise (mesmo que fosse só uma opinião) diferente da sua.
Não vejo que Paulo Querido, naquela como noutras peças, tenha dito que a sua análise (ponto de vista) era a única possível e muito menos que a (sua) conclusão corresponde totalmente e sem desvios à realidade. Ao invés, chamou a atenção para o universo da amostra, sublinhou que o instrumento de medida não era dos mais fiáveis e defendeu que (apenas) se podiam extrair tendências. Meros indicadores.
A meu ver, àquele texto de PQ não cabia uma tal frase opinativa peremptória (desconsiderativa) e cristalizadora como tanto se usa em determinados meios intelectuais.
Lendo os textos em causa, sou levado a concluir que o analista se concentrou tanto em subestimar o autor do objecto escrito, que perdeu de vista o fio condutor da análise ao próprio produto sob análise, sendo que qualquer análise (produto da informação submetida a tratamento) precisa de um leitor (consumidor da informação tratada) que esteja em condições intelectuais de o consumir, sob pena de não o poder perceber.
Penso que foi o que aconteceu: o analista viu mal ou percebeu mal a realidade que lhe era oferecida (e ao público de um jornal) e analisou apenas segmentos da conclusão que lhe pareceram dizer respeito - a título da esfera pessoalíssima.
Fez mal. Haviam tantas formas diferentes de discordar da análise de PQ.
Como leitor de ambos, era agora muito fácil concluir que a abrupta opinião do analista sobre o trabalho de Querido não tem qualquer valor como análise.
Mas prefiro uma posição mais didática: concluo que o analista errou na opinião deixada, antes de ter conseguido apresentar, sequer, uma qualquer análise.
Publicado por MatosB às 06:13 PM | Comentários (2)
agosto 18, 2005
Produtividades
Neste início das minhas férias, já me apercebi de outras ideias de produtividade.
Concluí que é difícil falar de produtividade, quando os empregados, de mãos nos bolsos, não oferecem os seus serviços, ou mostram puro aborrecimento quando são interpelados pelos clientes.
E é difícil falar de produtividade, quando a periodicidade de entregas é decidido pelos empregados e reduzido a um dia por semana.
Não há falta de trabalho: há falta de vontade de trabalhar.
Publicado por MatosB às 05:04 PM | Comentários (0)
agosto 09, 2005
A razão dos apagamentos
As tecnologias têm destas coisas; era mesmo uma questão de tempo:
para além da correspondência-papel indesejada e da correspondência electrónica indesejada, há agora (como alguém tinha já previsto) o aproveitamento do "espaço blogger" para publicidade indesejada.
O nosso blog não foi excepção dessa má utilização.
Das rigorosas normas de utilização deste blog (descritas no nosso 2.º post) deriva a nossa política em relação aos comentários e que tem sido a de "não apagar nada", porque é isso mesmo que está em causa: um comentário pessoal - seja ou não anónimo, seja ou não "desfavorável".
A situação descrita é diferente: trata-se de alguém que usa o espaço para comentários para inserir (publicitar) ligações a sites que nada têm a ver nem com este weblog, nem com os textos disponibilizados.
Compreenderão que os autores dos textos têm por isso todo o direito de apagar, segundo o seu critério e experiência pessoal, a informação que constar desses "pseudo-comentários".
Daí que eu tenha procedido à "deletação" de alguns desses sites inapropriadamente anexados ao espaço para comentários de alguns dos textos.
Ora, havendo algumas versões de scripts de weblog que colocoam uma "mensagem acusadora de apagamento" no sítio do comentário "deletado", ficam então saber que no caso de tal ocorrer tal não se fica a dever a um acto de censura inopinadamente selectivo; trata-se de diminuir um bocadinho o "salto para sites indesejados" a partir deste blog.
Naturalmente que os outros co-autores deste weblog (yeah!) farão o que bem entenderem quanto ao assunto.
Publicado por MatosB às 12:30 AM
agosto 08, 2005
Normas e conflitos
"- você tem um problema;
- humm?!?
- você, tem um conflito com as normas;
- ahn... deve ser aquilo a que chamam de "normas de conflito", não?
- humm?!?"
Publicado por MatosB às 04:07 PM
agosto 04, 2005
Empreendedorismo
Raios.
Tanta teoria, tão pouca concretização.
"A definição de um quadro de competências que permitam ao indivíduo a construção, o desenvolvimento e a gestão de carreiras profissionais e de projectos de vida viáveis e realistas constitui-se como um aspecto cuja centralidade não deverá ser negligenciada. Importa questionar em que circunstâncias e de que forma poderão ser adquiridas estas competências" (Revista Formar n.º 51)
Se quem pode definir quadros, tarefas e as circunstâncias referidas é ele próprio incompetente, só se pode esperar que o funcionário interessado ofereça ele próprio propostas empreendedoras.
Se o incompetente que aprecia é incompetente, apreciará incompetentemente e não aceitará o empreendedorismo.
Lá se vai a teoria. É mais fácil acusar de "falta de iniciativa" o empreendedor incompetentemente avaliado.
E então quando num weblog, em vez de espaço para "comments" aparece um espaço para "mantimentos" revela bem o estado de espírito que se tem face ao empreendedorismo dos "superiores"...
Publicado por MatosB às 12:05 PM | Comentários (3)
julho 31, 2005
Bons Doutores - II
"
... não cabe a um Código penal dirimir questões dogmáticas, mas apenas estabelecer os efeitos prático-jurídicos de uma determinada situação."
Taipa de Carvalho.
Publicado por MatosB às 02:30 PM
julho 15, 2005
Bons Doutores, bons remédios
"
... o direito não pode ter a pretensão de ter sempre uma resposta, mesmo para aquilo que é humanamente e portanto juridicamente, insolúvel."
Taipa de Carvalho.
Publicado por MatosB às 12:21 AM
junho 08, 2005
Cerveja e prevenção de doenças
eu sabia! yeeessssss! úiiiii! belo post!
por isso defendo os "varius barius nocturnus"!
PS: qual é o quantum de "moderado"?
Publicado por MatosB às 11:21 AM | Comentários (3)
maio 22, 2005
Alias desportivo
Nélchóne! Nélchóne! oubístejos?!?
Dijem por aí, que o Benfica é C A M P E Ã O!
Ao fim de onje anos, tás chastifeito, como a mim, pois 'tás?
E o Carrixo? humm?? E a Rita tamém, poije é? E o Ruca??? E o Ruca ta'mém??? humm?
Poije! Poisjé!

Publicado por MatosB às 09:33 PM | Comentários (3)
abril 15, 2005
Malvadez - ou talvez não...
Encontraram-se a sós, como sempre o faziam: ao telemóvel. Ficaram os dois em recato; e assim, na segurança do "perto-longe" falou-se de tudo: antigas querelas, recentes estórias, novíssimas confusões e de desamores.
- de onde desencantaste o livro sobre os amores vistos pelos poetas celtas?
- estava abandonado na livraria onde vou todos os Domingos;
- diz lá um pouco...
" ... jamais se viu
mulher como esta
de tanta crueza
e sem piedade.
Foi esta mulher
quem me roubou
a alma e o siso
e o amor me levou."
"O Imenso Adeus". Tradução de José Domingos Morais (Assírio e Alvim).
Publicado por MatosB às 12:41 AM | Comentários (1)
janeiro 25, 2005
Brejeirice
Foi uma oferta que me fizeram; era "um miminho" - disseram-me.
à surpresa seguiu-se o sorriso. Obrigado à TaEja.
Publicado por MatosB às 12:04 AM | Comentários (1)
janeiro 14, 2005
Regras de uso
Depois de renhidas defesas de diferentes pontos de vista e de alongadas discussões, encontrou-se um denominador comum nas opiniões dos vários co-bloger's: há que estabelecer regras de utilização do nosso sítio, ou pântano de letras, de letras com imagens, tudo com, ou sem som.
Por maioria qualificadamente estranha, com um virtual voto de vencido, determinaram-se as regras essenciais, todas muito importantes e que são as seguintes:
- presidência do blog: não existe;
- necessidade de manter a designação de "cajun": não há;
- ordem de seguimento nos post's: não há;
- preferência por um blog nos links: não vai haver;
- mínimo de post's por dia, semana, mês e ano: não há;
- máximo: também não há;
- temas específicos: pois, não há;
- temas desaconselhados, vetados ou proibidos: não há;
- obrigação de escrever só neste: não há;
- obrigação de usar o nome verdadeiro: também não há;
- obrigação de usar a língua portuguesa: não há;
- obrigação de responder a comentários: pois não, pois também não vai haver;
- espaço disponível para cada um: sujeito a regras especiais (ver em baixo).
Sanções para o desrespeito por estas determinações: não há.
A gestão é semi-diária, género da espécie "quando tiver mesmo de ser", assegurada e executada por dez de nós.
Das condicionantes do direito de superfície sobre o disco rígido:
o Paulo, que é um querido, ficou de considerar a hipótese de nos aumentar o espaço em disco, atendendo à previsível descarga de poemas e de fotos só de um dos nossos contribuintes de conteúdos: o NL; constou-nos que vêm aí uns 12 Gb de poemas, duas fotos e um mp3. Já perceberam: o problema está no tamanho das imagens e do mp3...
Publicado por MatosB às 12:01 AM | Comentários (1)

