novembro 07, 2009

cigarros de liberdade


a manipulação da informação com vista ao incentivo do mercado: insinuar às mulheres que fumar era um acto de liberdade feminina...

uma coisa é certa: a ideia, se bem que condenável, foi genial.

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outubro 07, 2009

morreu...


eu posso estar enganado, mas parece-me que a Microsoft ainda não percebeu que pode ter morrido há meses atrás.

outros houve que aplicaram os princípios da arte da guerra do Bill Gates ("Rumo ao Futuro") e vão lançar um novo sistema operativo e agora isto...

Publicado por MatosB às 12:09 AM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 03, 2009

a insegurança e a segurança nacional

e agora? fica tudo na mesma? claro que sim.

se em regra, depois da tempestade vem a acalmia, por vezes a tempestade só pode piorar.
num país onde a avestruz foi eleita como modelo a seguir, os que falam contra o estado-de-coisas-que-não-interessam-a-ninguém (mas que interessam ao Zé ninguém) são contra-democráticos, conspiradores, derrotistas, traidores, ou um pouco de tudo isso.

não percebo como um PR, uma Direcção, um Ministro ou outras figuras com relevância na decisão económica nacional - directa ou indirectamente - não percebem que são, no mínimo e em mais que mera teoria, alvos potenciais de escutas de comunicações electrónicas.

e se eles são, também as redes informáticas dos seus organismos e instituições o são. qual é a novidade?
a novidade é a ausência de novidade: esperam que não aconteça, numa atitude mais de fé do que científica, ignorando os relatórios das autoridades que alerta e não raram vezes aconselham...

e disse de fé, porque alguns decisores parecem aqueles beatos político-partidários, que quando ouviram falar do "milagre tecnológico" associam os factos à alusão a uma conhecida Nossa Senhora...

Publicado por MatosB às 12:40 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 23, 2009

quite quiet

We're slow raised by the break of day
You are now entirely mine again
Still I hold you in my arms
There is not much to talk about anyway

Quite emotional now
Drive by noise and straight to the bone, for you
Quite emotional now, not making sense
So I come here in your arms

You keep on whispering that you won't stop
I take it back, babe
Everything that I have said
And I hold you in my arms
There's no better place for you anyway

Quite emotional now
Drifting miles apart, of reasons away
Quite emotional now, not making sense
Quite emotional now, not making sense
Quite emotional now, not making sense

So I came in your arms, your hair
Quite emotional now

I don't believe you now

Madrugada

">.

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setembro 21, 2009

identificação dos bloggers


de novo a responsabilidade dos weblogs.

never ending story?

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setembro 20, 2009

ensinar política

Não se ensina política sem se ensinar o que é a liberdade. Foi isso que Jorge Sampaio fez ontem no auditório 2 da Caloust Gulbenkien.

A perguntas simples mas de resposta complexa que alguns dos petizes lhe fizeram, lá foi respondendo com elegância, clareza e assertividade entre frases como "há políticos mais inferiores que outros" e "estudar para ter cultura, ter uma profissão e ser sério" como conselho para ser um bom político.

Apresentadores e entrevistadores lá foram sublinhando que a publicação surgia agora, por mera consequência da vida editorial e não tinha nada a ver com o momento político - o que era desnecessário.

O seu discurso foi como o seu livro: apartidário. Calhando, continua a ser Presidente...

O mais importante, porém, foi o apelo repetido que fez à plateia: os pais e professores que intervenham com os filhos na vida política, como forma de assegurar a democracia, retirar ao povo a carga negativa que a imagem de um político tem actualmente e como forma de encarar o futuro - cultura, trabalho e cidadania.

jorge-sampaio.jpeg

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setembro 15, 2009

storm.jpg

(fotografia: desconhecido; autor: wild natur productions)

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setembro 06, 2009

to vaccin or not... that is the question...


só faltava esta: a vacina específica matou mais pessoas que a gripe...

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agosto 29, 2009

razões de acidente

interdicao na praia

porque há mortes por derrocadas e acidentes em Portugal?

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agosto 21, 2009

lá se foi o CSI...

e pronto!!!
assim se vê ruir a credibilidade científica da prova por DNA...

a impressão digital volta a assumir o seu lugar na "importância da cadeia da prova"...

e na minha perspectiva, aumenta a importância da segurança em torno das bases de dados com perfis genéticos...

Publicado por MatosB às 05:47 PM | Comentários (2) | TrackBack

h1n1

"Reuters: Chile finds turkeys infected with H1N1 flu virus at two farms, official says."


e agora?
também nos perús da América Latina? os estúpidos dos perús, não lavaram as patas e espirraram para cima uns dos outros!

e agora?
o mais certo de não infectar é o quê?

hambúrguer?

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agosto 04, 2009

a família como unidade económica

A revolução do divórcio foi estimulada por uma força económica fundamental: a ruptura da divisão de trabalho tradicional identificada por Adam Smith. [...] numa espiral racional [...] quanto mais as pessoas se divorciavam [...] mais divorciados podiam conhecer-se.
No mundo da divisão de trabalho dos anos cinquenta, as mulheres infelizes com o casamento racionalmente persistiram nele: tinham poucas alternativas.
Foi então que chegou a pílula contraceptiva, fazendo com que as mulheres passassem a ter um maior grau de instrução, uma maior consciência de carreira e a constituírem uma perspectiva mais agradável para empregadores.


A lógica oculta da vida.
Tim Harford.

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agosto 01, 2009

i mortais

"Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir

Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Ás vezes só a cinza do que sobrou

Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
"

Mafalda Veiga

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julho 30, 2009

mapa da desgraça económica

Recession.jpg

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julho 16, 2009

direito ao pensamento

"[...] o direito à educação sexual, matéria que é fraudulentamente equiparada à biologia e retirada do campo da moral [...] leccionada nas escolas de forma obrigatória [...] mesmo contra a vontade dos pais [...] constitui uma afronta escandalosa ao direito natural de os progenitores educarem os seus próprios filhos; e o direito à educação sexual fundada no "género" [...] liquida a instituição tradicional da família, que passa a ser vista como uma estrutura de opressão de mulheres e menores."


Francisco de Almeida Garrett
in "Justiça e Delinquência".

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julho 13, 2009

não vá passar-vos despercebido...

São dez os textos que compõem um livro admirável, pelo rigor, clareza, objectividade e coragem com que o Estado da Justiça, o estado da Sociedade e o do próprio Estado, o Direito Natural, a Criminologia, o Direito Penal, são retratados pelos diversos autores.

Este livro não é composto por um arrezoado de críticas sob a forma de textos independentes. Pelo contrário, os diversos profissionais que o escrevem (Juízes, Polícias, Advogados, Procuradores do Ministério Público, Jornalistas e Psicólogos) fazem-no com grande honestidade intelectual, num português claro e "acessível", de forma simples, sobre os temas indicados, mas sem serem simplistas.

Sem demagogias, nem políticas partidárias.

No final, reconhece-se que o resultado impresso não é um conjunto de textos, nem um livro: é um grito de alerta da sociedade civil, sobre um estado de coisas na Justiça portuguesa (a ausência de uma política criminal séria) a que qualquer pessoa não pode ficar indiferente- mesmo que seja do Governo.

"Justiça e Delinquência"
Editora "Fronteira do Caos Editores".

Um livro coordenado por Gonçalo Amaral.

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julho 07, 2009

immortals

Good Morning on July 7

My thoughts go out to you, my Immortal Beloved
I can live only wholly with you or not at all -
Be calm my life, my all. Only by calm consideration of our existence can we achieve our purpose to live together.
Oh continue to love me, never misjudge the most faithful
heart of your beloved.
Ever thine.
Ever mine.
Ever ours.

Ludwig Van Beethoven.
"Immortal Beloved".

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junho 16, 2009

crianças e "Net"

[...] interaction in cyberspace differs ethically from interaction outside cyberspace by virtue of agents occasionally acting in ways in which they would not have acted had they been involved in interaction outside cybcrspace."

Thomas Ploug; "Ethics in Cyberspace".

a "Net" faz mal às pessoas, no sentido em que as coisifica e se perde o sentido da eticidade.

Publicado por MatosB às 02:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

junho 15, 2009

be atriz

"Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Ser'á que é pintura
O rosto da atriz?
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz?
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz?
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
"

(Chico Buarque, Milton, Jorge Vercilo et alia)

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junho 11, 2009

verdades aparentes

So close, no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
and nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
and nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
and nothing else matters

never cared for what they do
never cared for what they know
but I know

So close, no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
and nothing else matters

never cared for what they do
never cared for what they know
but I know

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say

Trust I seek and I find in you
Every day for us, something new
Open mind for a different view
and nothing else matters

never cared for what they say
never cared for games they play
never cared for what they do
never cared for what they know
and I know

So close, no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
No, nothing else matters


metallica

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junho 10, 2009

"stay hungry, stay foolish"

Ao atravessar um campo, um homem encontrou um tigre.
Fugiu a sete pés, com o tigre atrás dele.
À sua frente encontrou um precipício em que acabou por cair.
Mas conseguiu agarrar-se à raiz de uma velha videira
e ali ficou pendurado, com o tigre a cheirá-lo.
Tremendo de medo, olhou para baixo e viu outro tigre, lá longe em baixo,
que o esperava, cheio de apetite.
Só mesmo a videira lhe estava a salvar a vida.
Mas apareceram dois ratos, um branco e outro preto,
que pouco a pouco começaram a roer a raiz da videira.
Foi só nesse momento que se apercebeu que,
mesmo ao pé da raiz, estava um morango apetitoso.
Agarrando-se à videira com uma mão, colheu o morango com a outra.
E nunca um morango lhe soube tão bem!

fonte anónima.
atribuído a "parábola de Buda".

Publicado por MatosB às 03:24 AM | Comentários (0) | TrackBack

junho 09, 2009

análise económica da vida

"Não há nada de irracional no amor; na realidade, sem as nossas paixões e sem os nossos princípios, de onde é que surgiria a motivação para fazermos escolhas racionais relativamente a alguma coisa?
Como tal, um mundo explicado por economistas não é um mundo com falta de amor, ódio, ou qualquer outra emoção. [...] é um mundo onde se espera que as pessoas, de uma forma geral, tomem decisões racionais e onde estas sugerem algumas explicações espantosas para muitos dos mistérios da vida.
"

"A lógica oculta da vida".
Harford.

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maio 16, 2009

páginas

pagina um

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maio 15, 2009

folhas

pagina dois

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maio 14, 2009

não interessa o que é; interessa o que se é...

Publicado por MatosB às 03:12 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 07, 2009

olhares

@rmando

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abril 23, 2009

tapas & diálogos

Alex, o exaltas - [...] esse fulano só provoca as pessoas, abusa da situação de poder na aviação civil, é um [...] devia dar-lhe, para efeitos de segurança do voo, um estalo bem assente!!!!
todos à mesa - [...]
Alex o exaltas - era isso que eu devia ter feito!
Tex, a calma - o que é que te impediu?

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abril 17, 2009

mad rugada


"Quite Emotional".

yeahhhh!

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abril 16, 2009

velhos são os trapos...

("do you fell like I do"; Frampton)

Publicado por MatosB às 05:18 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 14, 2009

(remenbering) you

All these years that I've been searching -- Lost in the shadow of self doubt
Never knowing where to run to -- Trying to figure it all out
Yeah, there were moments but they didn't last -- They say it's my foolish pride
Built a wall around my heart -- Kept it all inside

I'm crying out but no one hears me -- Disappears in the wind
Hear these voices inside me -- Echoing the soul within
I was trying to remember -- How it feels when things are right
No hope for the future -- When there's no love in sight

We walk this path together -- May our aim stay true
Hold on to the passion -- There's only one way to go
You don't have to force it -- Just let love grow

(Peter Frampton)

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abril 10, 2009

mensagens

mandaram-me isto.
reenvio-vos a intenção.

lua-da-Páscoa

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abril 09, 2009

futurus

"[...] vamos entrar numa fase gira..."

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abril 05, 2009

true sounds...


f a b u l o s o...


(Obrigado Vitor...)

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abril 04, 2009

interrogatórios


policia - já sabe que o seu advogado está aqui, apenas para o acompanhar, constatar que a legalidade é cumprida e não vai poder intervir senão quando lhe derem a palavra. então diga-me: já sabe porque é que cá está; já lhe disseram quais os factos que dizem que foi você que os praticou; o que é que tem a dizer?

interrogado - olhe senhor agente! só eu sei como tenho andado com isto tudo... nem durmo!

advogado - ... é mesmo verdade senhor agente! ontem ele até me telefonou a chorar!!

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março 30, 2009

análise económica da população prisional

Tribunal de BEJA


(Tribunal de Beja)

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março 29, 2009

lucidez

"[...] se o sistema capitalista terminar ou sofrer uma grande transformação estrutural [...] não acontecerá pela pauperização dos trabalhadores [...] não será pelo enriquecimento excessivo dos grandes patrões da indústria [...] nem pela concentração capitalista [...] e também não será [...] pela exigência histórica das massas trabalhadoras rumo ao socialismo [...] porque quem pede a nacionalização [...] não é o proletariado industrial em fúria, mas sim o patronato em pânico..."


Diogo Freitas do Amaral.
2009.

(Visão n.º 838)

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março 28, 2009

o boletim da discórdia

exuberante ou mal intencionado? no segundo congresso de investigação criminal, Marinho e Pinto foi sóbrio; entrou e saiu de muletas - já tinha entrado de muletas, que o amparavam face ao gesso no pé esquerdo; há dezenas de testemunhas que o podem comprovar...

agora, no Boletim n.º 52 da OA do mês de ABRIL 2009, que ainda há-de sair, diz que a trama é da Judiciária. já cá faltava. afinal, o pobre tinha razão para desconfiar, porque no dito congresso, a sua alocução foi curta, contundente, sobre a opção dita de política criminal, de "dar" à PSP e à GNR competências de investigação sem preparação técnico-científica, sem meios e sem números, retirando-os das ruas, para papéis de deficitária instrução. foi tão polido e tão duro na análise crítica que traçou a este respeito, que de facto não se poderia deixar de pensar "o que virá aí?!?"

Marinho Pinto não pode negar o passado que o liga ao jornalismo; as formações em Pós Graduações que dirigiu para um público alvo de jornalistas, não são coincidência.

o seu estilo pode ser qualificado de várias formas - dependendo dos que são por ele criticados.

aparentemente, a única coisa que interessa, é saber se ele tem razão (ou não) porque frequentemente Marinho Pinto "perde a razão" mesmo antes de a ter, só pela forma que escolhe para "dizer as cousas".

e mesmo quem está de fora, pode colocar questões, do tipo "a revista saiu para a internet antes de ser publicada, porquê?"; "porquê agora?"; "quem ganha e quem perde com o tema lançado, ou relançado?"

numa lógica de "teoria da desinformação" sempre se poderá contar com o seu modo de ser, tirando-se disso partido, a fim de se conseguir uma ampliação distorcida de notícias. nesse caso, seria de considerar que o Bastonário é manipulável.

quando todos se cansarem das suas tácticas propagandísticas, perderá, também, o lugar e a ideia de que podia ter sido um promissor bastião da ética. e se se perde, também, a ideia de que se é sério, que futuro (e com quem) após o termo do exercício do mandato que lhe é conferido?

estaremos cá para ver e para o ver...


(fonte do ficheiro: http://multimedia.iol.pt/backoffice/oratvi/multimedia/doc/id/13124259//9)

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março 25, 2009

insensatez

"O homem sensato adapta-se ao mundo: o insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si próprio. Por conseguinte, todo o progresso depende dos homens insensatos".

Bernard Shaw

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março 20, 2009

histórias de vida


há discursos que surpreendem; como e s t e a q u i...

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março 18, 2009

o alerta ignorado


gozaram-no e deitaram-no a baixo, em directo, quando em 2006 avisava quanto à recessão.

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março 15, 2009

sobre "a grande porca"

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março 14, 2009

group thinking

"sim [Freud tinha razão...] e de vez em quando, a mente atraiçoa-me, e também penso noutras coisas..."

(Fonte: Tex)

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março 13, 2009

opções


A malta nova não quer ir para as obras, quer é computadores !


(Fonte: Tex)

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março 12, 2009

in filtrados

infiltrados


(imagem: autor desconhecido)

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março 09, 2009

vício

saberás tu da vertigem
só o vício?

logo no começo
o fim do precipício


Maria Teresa Horta

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março 04, 2009

segundo uns...

Europa 2010

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março 03, 2009

fratre

"Lanço, há anos, o desafio aos que comigo estudam que me indiquem um único acto de um ser humano que não afecte (todos) os outros. Sem sucesso."

Diogo Leite de Campos.
(Revista OA DEZ2008)

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fevereiro 28, 2009

injustiça social

tira linux.jpg

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fevereiro 27, 2009

névoas

nevoas d'alma vista

nem me interessa muito, se essa passagem (a)parece frágil,
numa promessa de tremor e de abano à passagem,
conquanto me leve lá,
a esse meio
que me oferece uma forma de chegar lá
a esse ponto
apenas determinável
quando já na outra
margem.

fique o barqueiro,
que me tenho levado sozinho...


(imagem: Paulo Branco)

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fevereiro 18, 2009

a vida não pára (quase)

"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera por algum mal e a loucura
finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz a gente
espera
do mundo o mundo espera de nós
um pouco mais de paciência
Será que há tempo que lhe falta para perceber
Será que temos esse tempo para perder
e quem quer saber
vida tão rara tão rara.
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
eu sei
a vida não para
a vida não para...
Será que há tempo que lhe falta para perceber
Será que temos esse tempo para perder
e quem quer saber
a vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei
a vida não para
"

"Paciência" ou "A vida não para".
Intérpretes em canção: Mafalda Veiga, Lenine e outros.
Intérpretes reais: muitos milhões.

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fevereiro 07, 2009

viagens na minha terra

"A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é pouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram...
"

Augusto Cury.

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janeiro 27, 2009

definições

Acórdão Tribunal Relação Évora sobre o que não é considerado arma.

Resumo do Acórdão:
"Uma bengala feita de “picha de boi”, que se sabe ter sido originariamente criada para vergastar o lombo dos animais na condução dos mesmos pelos campos e ainda como amparo ao caminhar do pastor (tal como a sua homónima de pau ou o cajado), mas a qual, pela curiosidade do material de que é feita e o aspecto que tem, foi sendo também progressivamente erigida como curioso objecto de artesanato característico de algumas zonas sobretudo do interior centro e norte do país continental e até objecto de decoração (independentemente do bom ou mau gosto da mesma, com o qual ninguém tem nada a ver) – o que justifica a respectiva posse –, podendo embora ser utilizada como meio de agressão, não pode ser havida como arma."

Há que aprender a diferença; jurídica, claro.
Está mesmo a ver-se o futuro das manifestações violentas; e a assistência aos jogos de futebol, "de risco". E certamente que não há regulamento do aluno que o proíba. A venda será legítima.

Ponto positivo: não dá origem a um mercado negro para o item.

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janeiro 25, 2009

actualidades

"[...] Todavia há ainda certas pessoas que resistem, agarrando-se de pés e mãos à sua antiga ignorância. Temem que, se as letras antigas renascerem e o mundo se tornar culto, venha a demonstrar-se que não sabiam nada."


Erasmo de Roterdão.
1527

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janeiro 21, 2009

ibrain

"os adolescentes passam tantas horas no computador que não aprendem a identificar as emoções dos outros, não olham nos olhos...".


(Gary Small - neurocientista).

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janeiro 18, 2009

sombras

canas e sombras


"no fundo fica
a luz que fraqueja
no fundo fica
o pescado livre
ao fundo fica
o limite inexistente
corrente adivinhada
força estendida
corda entrelaçada
do que no fundo
fica
"

Várius Bárius
(imagem: Paulo Branco)

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janeiro 09, 2009

iced

Mainz garten

flown
the winds and the life's iced gardens
hidden
both the color's and all the other greens
where
the footsteps are no longer to be seen
followed
or found
where were we
(meant to be)
when that strange
mad
sound of happiness
(in the wind
flow)
landed in my mind
calling your name
chauting out loud
lover


Várius Bárius

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janeiro 08, 2009

flow

Let me sail let me sail let the Orinoco Flow
Let me reach let me beach on the shores of Tripoli
Let me sail let me sail let me crash upon your shore
Let me reach, let me beach far beyond the Yellow Sea

Sailaway sailaway sailaway

From Bissan to Palau in the shade of Avalon
From Fiji to Tiree and the isles of Ebony
From Peru to Cebu feel the power of Babylon
From Bali to Cali far beneath the Coral Sea

Turn it up turn it up turn it up
Ah-ah-adieu ooh

Sailaway sailaway sailaway

From the North to the South, Ebudae unto Khartoum
From the deep Sea of Clouds to the Island of the Moon
Carry me on the waves to the lands I've never been
Carry me on the waves to the lands I’ve never seen

We can sail, with the Orinoco Flow
We can sail we can sail with the Orinoco Flow

We can steer we can near with Rob Dickins at the wheel

We can sigh, say goodbye
Ross and his dependencies
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

We can reach we can beach
On the shores of tripoli
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

From bali to cali far beneath the coral sea
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

From Bissau to Palau
In the shade of Avalon
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

We can reach we can beach far beyond the Yellow Sea
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

From Peru to Cebu
Hear the power of Babylon
We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway

We can sail we can sail
Sailaway sailaway sailaway


(orinoco flow; Enya; ou por Celtic Woman)

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janeiro 04, 2009

may it (all) be

May it be an evening star
Shines down upon you
May it be when darkness falls
Your heart will be true
You walk a lonely road
Oh! How far you are from home

Mornie utúlië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornie alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now

May it be the shadows call
Will fly away
May it be you journey on
To light the day
When the night is overcome
You may rise to find the sun

Mornie utúlië (darkness has come)
Believe and you will find your way
Mornie alantië (darkness has fallen)
A promise lives within you now

A promise lives within you now

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janeiro 01, 2009

tons

"Dry your eyes, and take your song out, it's a newborn afternoon.
If you can't recall the singer, you can still recall the tune.
Dry your eyes and play it slowly, like you're marching off to war;
Sing it like you know he'd want it, like we sang it once before.

If it ever be forgotten, sing it long and sing it loud.

And come, dry your eyes."

Neil Diamond.


Tenham um Bom Ano.

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dezembro 31, 2008

help less

"[...] in my mind,
I still need a place to go:
All my changes were there.
Blue. Blue windows behind the stars;
Yellow moon on the rise.
The big birds flying across the sky: they were throwing shadows on our yes.
Leave us: helpless!

[...]

Neil Young

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dezembro 24, 2008

(other's) game

Imtheochaidh soir is siar
A dtainig ariamh
An ghealach is an ghrian
Fol lol the doh fol the day
Fol the doh fol the day
Imtheochaidh an ghealach's an ghrian
An Daoine og is a chail 'na dhiadh
Fol lol the doh fol the day
Fol the doh fol the day
Fol lol the doh fol the day
Fol the doh fol the day
Imtheochaidh a dtainig ariamh
an duine og is a chail ne dhiadh
Fol lol the doh fol the day
Fol the doh fol the day

(I will go east and go west
From whence came
The moon and the sun

The moon and the sun will go
And the young man

With his reputation behind him
I will go wherever he came from -
The young man with his reputation behind him)

(Harry's Game)

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novembro 26, 2008

quando a qualidade é muita

ensaio sobre a cegueira

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novembro 23, 2008

tintas

Em tons da alma e da vida, Isabel "Belicha" Figueiredo apresenta-vos na sala da Junta de Freguesia de Carcavelos uma colecção diferente, com peças sobre tela e azulejos.

Em vez da descrição, sugiro-vos a visita.

Cabo Verde

cristo.JPG

campos.JPG

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novembro 22, 2008

longes

longe da cor

"fico-me assim
nessa fita de tempo
a ver passar
em imagem parada
dessas cores da vida
do verde e no azul
perceber que há vento
e som
e temperatura
e só poder olhar
sem ver
nem tocar
"

Várius.
(imagem: Paulo Branco)

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novembro 13, 2008

às vezes relembro-o

"Um advogado com a sua pasta, pode roubar mais do que 1000 homens armados".

Mario Puzo


Por isso é que, na falta de leis, existe vingança social contra o crime económico, na mera presença do reú em Tribunal: os honorários que paga...

Publicado por MatosB às 12:44 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 12, 2008

dia logos

- tea?
- yes, thank you.
[...]
- the art of an asymmetrical warfare is less about inflicting damage, then provoking response. Terrorism is theater and theater is always performed for an audience. Ours, is the american people [...] the question is: how to convince them that nowhere is safe.


O traidor.

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novembro 10, 2008

fanatismus intemporais

"os fanatismos que mais devemos temer são os que se podem confundir com tolerância."


Fernando Arrabal.

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outubro 31, 2008

vero cidades

"[...] sei que o que fazemos é justo, mas justiça não significa facilidade."


uma frase de um livro de ficção.
escrito por um jovem...

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outubro 30, 2008

pequenas frases - grandes sentimentos

"[...] sono, o esconderijo que o corpo concede à alma em sofrimento."


José António Barreiros.

Publicado por MatosB às 12:53 AM | Comentários (1) | TrackBack

outubro 29, 2008

terceiro volume

"Eka eddyr aí Shur'tugal"

um livro não é bom porque é "intelectual". qualquer livro é intelectualizado e portador de vários referentes;
tantos, quantos os leitores.
ou tanto quanto o seu escritor, a sua imaginação, o seu sentir do que deveria ser a vida. a trilogia dedicada à eterna luta entre o bem e o mal aparece pela mão de Christopher Paolini, trazido do fantástico unipessoal para o nosso quotidiano geral.
uma obra em três volumes, que por debaixo do evidente ficcionado se encontram os valores humanos mais elementares, e por isso, verdadeiros Universais.

Eragon, Eldest e Brisingr. três do mesmo: a fantástica e perdida natureza humana.

Publicado por MatosB às 12:17 AM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 28, 2008

Just Like

Nobody feels any pain
Tonight as I stand inside the rain
Ev'rybody knows
That Baby's got new clothes
But lately I see her ribbons and her bows
Have fallen from her curls.
She takes just like a woman, yes, she does
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl.

Queen Mary, she's my friend
Yes, I believe I'll go see her again
Nobody has to guess
That Baby can't be blessed
Till she sees finally that she's like all the rest
With her fog, her amphetamine and her pearls.
She takes just like a woman, yes, she does
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl.

It was raining from the first
And I was dying there of thirst
So I came in here
And your long-time curse hurts
But what's worse
Is this pain in here
I can't stay in here
Ain't it clear that--

I just can't fit
Yes, I believe it's time for us to quit
When we meet again
Introduced as friends
Please don't let on that you knew me when
I was hungry and it was your world.
Ah, you fake just like a woman, yes, you do
You make love just like a woman, yes, you do
Then you ache just like a woman
But you break just like a little girl.

Just Like A Woman. Dylan.

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outubro 26, 2008

com templa poranea

Neusa-Negrao.jpg


da Algarvia Neusa Negrão.

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outubro 25, 2008

cons tructions


m u l h e r ...

Publicado por MatosB às 12:43 PM | Comentários (1) | TrackBack

outubro 24, 2008

mais do mesmo


por um prof(issional)...

Publicado por MatosB às 02:47 PM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 23, 2008

Knockin alap

Mama, take this badge off of me
I can't use it anymore.
It's gettin' dark, too dark for me to see
I feel like I'm knockin' on heaven's door.

Knock, knock, knockin' on heaven's door

Mama, put my guns in the ground
I can't shoot them anymore.
That long black cloud is comin' down
I feel like I'm knockin' on heaven's door.

Knock, knock, knockin' on heaven's door

Bob Dylan

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outubro 22, 2008

risonho

horse of me

és um descarado;
apareces assim sem mais, depois de teres desaparecido;
tens ar
de quem era um provocador,
risonho,
dentuças
despenteado.

Publicado por MatosB às 01:24 PM | Comentários (0) | TrackBack

a ameaça bancária

"I believe that banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies. If the American people ever allow private banks to control the issue of their currency, first by inflation, then by deflation, the banks and corporations that will grow up around the banks will deprive the people of all property until their children wake-up homeless on the continent their fathers conquered."

Thomas Jefferson, em 1802.

Ninguém o ouviu; nem lá.
Se o ouviram, não o perceberam.

Publicado por MatosB às 12:18 AM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 20, 2008

sugers

pacote de acucar atuleirado

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outubro 16, 2008

pequenas frases - grandes sentimentos

"[...]quão cruel é a vida ao castigar-nos com a capacidade de uma imensa memória sobre a dor passada e a impossibilidade de adivinhar o mal futuro"

José António Barreiros.

Publicado por MatosB às 12:58 AM | Comentários (4) | TrackBack

outubro 14, 2008

doubles

007-fleming.jpg

o livro acaba por ser mais que o ensaio sobre a imortalidade da figura que é abordada, porque se imortaliza o combate pela supremacia através da obtenção de informação, seja por execução de um planeamento nacional, seja porque é oferecida em termos de traição.

o ensaio resulta de uma clara investigação - algo a que o autor já nos habituou.
a interpretação analítica do "caso Fleming" e do "caso Bond" é plausível, argumentada e bem construída, ainda que sintética.

este é, sem dúvida, um livro rico - obriga o leitor a ter conhecimentos sobre histórias e sobre desventuras do mundo da Intelligence. não deve por isso o leitor deixar-se enganar pelas poucas páginas (102) enriquecidas por ilustrações interessantes.

para mim, o mistério da mistura da vida com a ficção de Fleming e de Bond, resume-se no logro criado de forma magistral por Fleming, a começar pelo código "double o" - tudo em intelligence activa e em "black ops" são vivências de duplicidade levadas ao limite.
algures nos devaneios intelectualizados, Fleming encontrou-se de facto com Bond e o primeiro decidiu escrever as histórias que o segundo lhe ditava.

o polémico historiador-advogado-professor-politólogo José António Barreiros não agradará a todos.
temos pena.
eu reconheço-lhe qualidade imensa e gosto de o ler.

Publicado por MatosB às 02:13 AM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 08, 2008

parafraseando

o estado de felicidade individual resulta da ausência do medo numa linha de tempo.

Eduardo Punset.
("Viagem à Felicidade" e "A ALma Está no Cérebro")

São vários os autores que tiveram a aproximação; Punset parece ter resumido e colado as pontas soltas.

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I'm not there

I'm going down to Rose Marie's
She never does me wrong.
She puts it to me plain as day
And gives it to me for a song.

It's a wicked life but what the hell
The stars ain't falling down.
I'm standing outside the Taj Mahal
I don't see no one around.

Goin' to Acapulco
Goin' on the run.
Goin' down to see fat gut
Goin' to have some fun.
Yeah
Goin' to have some fun.

Now, whenever I get up
And I ain't got what I see
I just make it down to Rose Marie's
'Bout a quarter after three.

There are worse ways of getting there
And I ain't complainin' none.
If the clouds don't drop and the train don't stop
I'm bound to meet the sun.

Goin' to Acapulco
Goin' on the run.
Goin' down to see some girl
Goin' to have some fun.
Yeah
Goin' to have some fun.

Now, if someone offers me a joke
I just say no thanks.
I try to tell it like it is
And keep away from pranks.

Well, sometime you know when the well breaks down
I just go pump on it some.
Rose Marie, she likes to go to big places
And just set there waitin' for me to come.

Goin' to Acapulco
Goin' on the run.
Goin' down to see some girl
Goin' to have some fun.
Yeah
Goin' to have some fun.

Goin' To Acapulco.
Bob Dylan.

(Filme bom. Album fabuloso.)

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setembro 30, 2008

men equals


"Men, not Man, live on the earth and inhabit the world."

Hanna Arendt.

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setembro 29, 2008

vem aí e a toda a força

"Quase que por uma lei natural qualquer, em cada século parece emergir um país com poder, a vontade e o ímpeto intelectual e moral para moldar todo o sistema internacional de acordo com os seus próprios valores."

Kissinger.

Talvez uma interpretação actualista pudesse defender que o próximo país seria "o espaço europeu".
Mas por cobardia política, assente num perfeito desinteresse pelo humanista e pelos valores vitais ao auto-respeito e sobrevivência individual, a China aproveitará a janela de oportunidades que os outros lhe conferem.

Portanto, está também errada (ou não...) a visão de Hugo Chavez, quando diz que esta é a época "pluripolar".

O tempo o dirá nessa linha de registos chamada História. Eventualmente, não estarei cá para o ver.
Talvez um dos vossos bisnetos?

Publicado por MatosB às 12:18 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 28, 2008

onde está o... taxi?

"Paragem-Zona dos candongueiros"
E-F-Paragem-Zona dos candongueiros

"o mesmo sítio à hora de ponta"
E-F-Paragem-Zona dos candongueiros à hora de ponta


reportagem fotográfica: Zé do Teclado.

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setembro 25, 2008

re editio

Não entremos nesse território, pediu-lhe. É o teu passado, é outra vida que tiveste, não apagues a memória, deixa que se mantenha algum brilho intocado por um presente que o suplantaria, mera contaminação da vida sobre a distância do que foi há muito - deixa-o estático, sem saudade, sem dor, sem lembrança até. A sombra não retira sentido ao mais ardente sol. Salva do naufrágio o que é possível. Deixa incólume um espaço que foi povoado noutro tempo. Não voltes ao lugar onde foste feliz.

têm Direito nessa autoria.
há escritos pessoais que podem ser a vida de milhões.
ou de poucos.

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setembro 24, 2008

maladie

valadie-jean-baptiste-peches-capitaux-la-gourmandise-4704711_tn.jpg

"femmes, je vous aime!"

Jean-Baptiste Valadie.
A Lyon.

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paredes meias

paredes meias

vê-se tudo; está igual; ou quase.
só não está a cor de tudo e sobretudo, a cor da bandeirola.
por vezes, mesmo que só às vezes, a cor importa...


(obrigado pelo envio da foto)

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setembro 23, 2008

Angola hoje - encruzilhadas

E-F-Luanda, sábado à tarde

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setembro 16, 2008

anti


"Dizer que a lei desempenha um papel, não significa que o faça sempre de forma positiva."
Lawrence Lessig.

Uma frase, um pensamento, uma lei do intelecto; anti-coisificação do Direito.
Serve para explicar aos mais desatentos, que os problemas sociais (e criminais) não se resolvem só com as leis - mesmo que adequadas aos tempos.

Publicado por MatosB às 12:21 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 15, 2008

ces't maintenant

Les oliviers baissent les bras
Les raisins rougissent du nez
Et le sable est devenu froid
Au blanc soleil
Maitres baigneurs et saisonniers
Retournent à leurs vrais métiers
Et les santons seront sculptés
Avant Noël

C'est en septembre
Quand les voiliers sont dévoilés
Et que la plage tremble sous l'ombre
D'un automne débronzé
C'est en septembre
Que l'on peut vivre pour de vrai

En été mon pays à moi
En été c'est n'importe quoi
Les caravanes le camping-gaz
Au grand soleil
La grande foire aux illusions
Les slips trop courts, les shorts trop longs
Les Hollandaises et leurs melons
De Cavaillon

C'est en septembre
Quand l'été remet ses souliers
Et que la plage est comme un ventre
Que personne n'a touché
C'est en septembre
Que mon pays peut respirer

Pays de mes jeunes années
Là où mon père est enterré
Mon école était chauffée
Au grand soleil
Au mois de mai, moi je m'en vais
Et je te laisse aux étrangers
Pour aller faire l'étranger moi-même
Sous d'autres ciels

Mais en septembre
Quand je reviens où je suis né
Et que ma plage me reconnaît
Ouvre des bras de fiancée
C'est en septembre
Que je me fais la bonne année

C'est en septembre
Que je m'endors sous l'olivier


o melhor de dois mundos poéticos: Neil Diamond dito por Gilbert Bécaud.

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setembro 13, 2008

persistências


next to perfect: a q u i ...


Armand:mandas a foto "persistência" para a minha colecção de bom gosto dos outros sff? obrigado...

Publicado por MatosB às 11:38 AM | Comentários (2) | TrackBack

salve brutus!

"[...] o legislador não teve grande preocupação em deixar registadas as suas motivações quanto às alterações que introduziu ao processo penal [...] aprovou-as rapidamente [...] rapidamente as fez entrar em vigor, sem dar grandes explicações das suas intenções. A Lei 48/2007 não vem acompanhada de nenhum preâmbulo ou exposição de motivos e a vacatio legis é de uma brevidade sem memória num diploma estruturante como este."

Pedro Verdelho - "Técnicas do novo CPP: exames, perícias e prova digital".
(boa, estiveste especialmente bem aqui...)

Publicado por MatosB às 03:08 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 11, 2008

the guy


- do you see that guy, in the other side of the river... the big one, still, in the open, with the open arms?
- %#(&@?m!!!!
- yeah, right, he has a brother in Brasil...
"

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setembro 07, 2008

Angola hoje - do fim para o princípio

"Em Agosto de 1975, estava eu em Inglaterra e a imprensa inglesa retratava um Portugal a ferro e fogo. Quando voltei em Setembro, não vi nem o ferro nem o fogo.

Em Agosto de 2008, estando e em Luanda, dizem-me de Portugal que a oposição não tem liberdade de expressão em Angola. Não vejo nada disso; vejo tempos de antena normais, no telejornal da TPA vejo a cobertura das actividades de campanha dos partidos, incluindo os da oposição. Vejo nas ruas que dos 14 partidos, há um que é um partido nacional, outro que é quase nacional, e terceiro que é decididamente regional e 11 que não são mais que pequeníssimos grupos sem expressão. Claro que quanto maior e mais estruturado é o partido, mais iniciativas de campanha promove, mais cobertura noticiosa obtém. É assim em Angola, em Portugal, em França e até na Gronelândia.

Facto curioso, há partidos que marcam iniciativas de campanha que não cumprem, nem na hora nem sequer no local aproximado. E ainda assim a TPA anda atrás deles para tentar obter imagens.

Quanto à liberdade para usar um ou outro símbolo partidário, para pendurar bandeirolas nos candeeiros, passa-se o mesmo que em qualquer outro país: quem tem bandeirolas e pessoas para as pendurar, decora a cidade (e há apenas 2 partidos que têm a estrutura para o fazer). Quem não tem, aproveita para se queixar da falta de liberdade de expressão expressão, na esperança de ganhar alguma coisa com isso.

Perguntam-me se gostei de ver centenas de militantes de outros partidos a aderirem ao MPLA no dia do encerramento da campanha. Não gostei, acho pouco dignificante, desnecessário e inútil. Mas aí, meus amigos, já não estamos na esfera do direito, mas nas esferas da moral e das tácticas políticas. Não é por isso que a campanha ou as eleições são mais ou menos livres e justas.

Fracasso das eleições? Não, de forma alguma. É como dizer que em Agosto de 1975 houve guerra civil em Portugal. Problemas e atrasos? Sim houve vários. Mas são sempre situações pontuais, perfeitamente enquadradas no tipo de problemas que sucedem no dia a dia de Angola.

Em Portugal, os primeiros recenseamentos de população tem quase 100 anos e são feitos de 10 em 10 anos. Nas ex-colónias portuguesas, nem no tempo colonial se faziam recenseamentos dignos desse nome; os dados eram "calculados" pelos funcionários da administração colonial (o que eles não dariam para ter o Excel na época...)..

Em Portugal, há eleições há mais de 150 anos; com um universo eleitoral maior ou menor, com mais ou menos liberdade de expressão, com mais ou menos chapelada. Mas todas a gente sabe onde é a Junta de Freguesia, onde são os "locais do estilo" para afixação dos editais e essas práticas estão vivas há muito mais de um século.

Angola post-independência teve muito trabalho para manter a administração local a funcionar, pelo súbito desaparecimento de uma enorme quantidade de funcionários públicos (portugueses uns, angolanos os outros) que foram para Portugal e também pelos demorados anos de guerra civil. Como explicou José Eduardo dos Santos ao Sarkosi, em Angola as instituições são incipientes. E são mesmo!

Organizar um processo eleitoral é das tarefas mais complicadas que a administração pública leva a cabo; isso e fazer um recenseamento de população.

Penso que ninguém estava à espera que o processo eleitoral decorresse sem qualquer problema, num país sem as tradições e estrutura da administração como conhecemos na Europa. Acresce ainda que o país tem uma considerável taxa de analfabetismo, e enorme taxa de iliteracia. Mais, só por pura maldade alguém poderia esperar que o processo decorresse da mesma forma fluída que decorre num país europeu

À parte o gosto de "dizer mal" (e até o despeito) as eleições angolanas decorreram de forma satisfatória, em ambiente de paz e respeito entre cidadãos. Claro que há coisas para melhorar, mas isso não invalida que tenham sido eleições livre e justas.
Mais do que eram há 15 anos atrás em alguns locais do distrito de Viseu e do concelho de Loures.
"


Texto pelo nosso amigo e muito prezado correspondente naquelas paragens, Zé Teklas Man, para os amigos, Zé do Teclado.

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setembro 05, 2008

"a instabilidade amorosa...

... dos homens é genética, diz novo estudo sueco."

Público, n.º 6730, 3SET. pág. 15.

ok, pronto. é científico: a culpa é da falta de uma variante genética, a hormona vasopressina.
afecta 60% dos homens.
só dos homens.
o "desvio" da normalidade é, afinal, doença genética.

pronto: está explicado: a génese da infidelidade masculina é uma doença.

donde:
- as consequências nos divórcios litigiosos vão ser visíveis a nível de sentença;
- as mulheres vão tentar conhecer os níveis genéticos do parceiro;
- e provavelmente, desenvolve-se uma vacina.

E na mulher?

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setembro 02, 2008

hare hare

"Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare
"

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setembro 01, 2008

grandes ritmos

Jason Mraz.
Your's.

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agosto 31, 2008

children of me

"There is a place where the sidewalk ends
And before the street begins,
And there the grass grows soft and white,
And there the sun burns crimson bright,
And there the moon-bird rests from his flight
To cool in the peppermint wind.

Let us leave this place where the smoke blows black
And the dark street winds and bends.
Past the pits where the asphalt flowers grow
We shall walk with a walk that is measured and slow,
And watch where the chalk-white arrows go
To the place where the sidewalk ends.

Yes we'll walk with a walk that is measured and slow,
And we'll go where the chalk-white arrows go,
For the children, they mark, and the children, they know
The place where the sidewalk ends.
"

"Where the Sidewalk Ends"
Shel Silverstein.

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agosto 30, 2008

virulências

quando toda a gente debita grandes frases e conclusões sobre a criminalidade violenta, era bom lerem "iceman", de Philip Carlo (editora Verso da Kapa).

não é só o relato de quem foi assassinado; ou como; é preciso ver as datas e indagar-se: "o que é que ainda está a ocorrer naquele país, que não se sabe, nem se vai descobrir".

por outro lado, percebe-se que, se os episódios relatados se referem aos USA, e parecem facilitados pela grande extensão territorial que conferia mobilidade para os criminosos, haveria que ter em conta que afinal, a Europa actual não é um palco diferente em termos de mobilidade...

o livro acaba por ser, numa leitura "a contrario", uma fonte de considerandos sobre a necessidade de promover efectivamente a prevenção, a denúncia e a repressão das múltiplas formas de violência doméstica.

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agosto 28, 2008

grandes letras

"Well you done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you're so hot that I melted
I fell right through the cracks
and now I'm trying to get back
Before the cool done run out
I'll be giving it my bestest
Nothing's going to stop me but divine intervention
I reckon it's again my turn to win some or learn some

I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love love love love
Listen to the music of the moment people dance and sing
We're just one big family
And It's our God-forsaken right to be loved love loved love loved

So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours

Scooch closer dear
and i will nibble your ear

I've been spending way too long checking my tongue in the mirror
And bending over backwards just to try to see it clearer
My breath fogged up the glass
And so I drew a new face and laughed
I guess what i be saying is there ain't no better reason
To rid yourself of vanity and just go with the seasons
It's what we aim to do
Our name is our virtue

I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
this is our fate, I'm yours

Well no no, well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find the sky is yours
Listen to the music of the moment come and dance with me
A lá one big family (2nd time: A lá happy family; 3rd time: A lá peaceful melody)
It's your God-forsaken right to be loved love love love

I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours

No please, don't complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours

No please, don't hesitate
no more, no more
It cannot wait
The sky is your's!
"

Mraz.

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agosto 27, 2008

firewall's

É sempre esquisito quando encontro frases e pensamentos próprios, em escritas de outros. Mas encontrar exactamente a mesma afirmação... é um sentimento intensamente "lessigiano"...

Em Abril de 1998, um autor define, explica e antecipa as consequências de um crime perpetrado por meios electrónicos que haveria de ocorrer noutros sítios, em 2007.

O interessante, é que o crime verdadeiro ocorre nos países onde foi ficcionadamente investigado.

O livro foi classificado e inserido numa colecção da Editorial Presença como policial. No fundo, tal como tantos outros visionários escreveram, é mais um aviso sobre novas formas de terrorismo de base não religiosa do que propriamente um romance.

O epílogo, escrito em Maputo no inícios de 1998, é como que uma assinatura digital: uma certificação do que havia de vir. Feliz coincidência, decerto.

"A Muralha Invisível."
MANKELL, Henning.

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agosto 25, 2008

hurt

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agosto 24, 2008

imagem situacional

"Be near me when my light is low,
When the blood creeps, and the nerves prick
And tingle; and the heart is sick,
And all the wheels of Being slow.

Be near me when the sensuous frame
Is rack'd with pangs that conquer trust;
And Time, a maniac scattering dust,
And Life, a Fury slinging flame.

Be near me when my faith is dry,
And men the flies of latter spring,
That lay their eggs, and sting and sing
And weave their petty cells and die.

Be near me when I fade away,
To point the term of human strife,
And on the low dark verge of life
The twilight of eternal day.
"

excerto de "In Memoriam".
Tennyson.

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agosto 21, 2008

nem noutra língua perde o encanto

I want you to know
one thing.

You know how this is:
if I look
at the crystal moon, at the red branch
of the slow autumn at my window,
if I touch
near the fire
the impalpable ash
or the wrinkled body of the log,
everything carries me to you,
as if everything that exists,
aromas, light, metals,
were little boats
that sail
toward those isles of yours that wait for me.

Well, now,
if little by little you stop loving me
I shall stop loving you little by little.

If suddenly
you forget me
do not look for me,
for I shall already have forgotten you.

If you think it long and mad,
the wind of banners
that passes through my life,
and you decide
to leave me at the shore
of the heart where I have roots,
remember
that on that day,
at that hour,
I shall lift my arms
and my roots will set off
to seek another land.

But
if each day,
each hour,
you feel that you are destined for me
with implacable sweetness,
if each day a flower
climbs up to your lips to seek me,
ah my love, ah my own,
in me all that fire is repeated,
in me nothing is extinguished or forgotten,
my love feeds on your love, beloved,
and as long as you live it will be in your arms
without leaving mine.

Pablo Neruda.
"If You Forget Me"

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agosto 20, 2008

salvem o Miguel!

no original é "save Miguel!".
está bem. engraçado; a q u i.

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agosto 19, 2008

Maddie em "A Verdade da Mentira"

“A verdade da Mentira” parece-me um bom livro e bem intencionado: apresentam-se falhas de forma objectiva, a par de incongruências.

E elogia-se o empenho de todas as policias envolvidas – todas – e de outras organizações.

Relata-se uma série de acontecimentos e de dados, bem como os meios como foram obtidos.
E fundamentadamente, com base na experiência profissional e nos dados obtidos, Gonçalo Amaral apresenta a sua conclusão sobre o “caso Maddie” – que é também a de muitos outros.

Não me parece que, pela estrutura do livro e pela forma como a informação é apresentada, alguém possa vir com teorias sobre pretensas indemnizações por difamação.

Parece que, a partir de certa altura, não foi o interesse de saber o que aconteceu àquela criança que prevaleceu. E fica por demais confirmado aquilo que já se sabia: que são poucos os jornalistas que fazem muito bom jornalismo (informar com rigor) e sobretudo no de investigação - Directores da PJ já haviam sentido isso.

Deve ser por isso (também) que já lá vão 25.000 exemplares e o livro vai na quinta edição.

Publicado por MatosB às 05:42 AM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 09, 2008

says who?

"posso não concordar com o que dizes, mas lutarei para que o possas dizer."

lembras-te quando essa citação ameaçava fazer sentido? quando se discutia o que devíamos fazer, à noite, nas assembleias das Juntas, essa manifestação de cidadania adiada?

lembras-te dos receios dos tempos que vinham aí? e de como os Professores de Direito continuavam a defender os tempus dos outros nos nossos?

esse tempus chegou. está cá, aqui, agora.

o que se deve fazer?

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agosto 08, 2008

num tempo verbal qualquer

index2.jpeg

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agosto 07, 2008

d'Edla - mulher, Condessa e Raínha

Foi o interesse das visitas a Sintra chamou a atenção para o livro emprestado e o tirou da fila de espera.

Teresa Rebelo reúne no livro "Condessa d'Edla" (Aletheia Editores) uma narrativa histórica do passado recente da Monarquia Portuguesa , a par de extractos documentais interessantíssimos.
Desde o resumo histórico propriamente dito, da sua raiz de vida e da sua ligação com o "Rei artista", o Rei D. Fernando II (+1885) que a haveria de desposar em segundas núpcias, a obra permite ter uma ideia relativamente sólida da vida e da própria personalidade de Elise Friedericke Hensler - a Condessa.

Do "parecer jurídico" ao testamento do Rei D. Fernando II "publicado" em crónicas de mal dizer à época, a doença do Rei que o conduziria à morte, o foco sobre casas tão interessantes e tantas vezes vistas por fora, sem clamarem a sua importância histórica, como a "Quinta da Condessa" e a "Casa das Pedras", ambas na Parede, até à explicação heráldica do Ex-libris da Condessa, a obra revela-se riquíssima em apenas 213 páginas.

A história real do amor Real entre o Rei D. Fernando e a Condessa d'Edla, aqui condensada, é própria de um "best seller" e de certeza, desconhecida da grande maioria dos portugueses.

Um livro que surpreende em muitos sentidos e que, temo bem, tenha passado demasiado despercebido aquando da sua publicação em Fevereiro de 2006.

Publicado por MatosB às 12:06 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 26, 2008

tão bom e tão só

"Morrerei de pé, como as árvores.
Apesar de ser cada vez mais um "só".
Apesar da solidão ser um estrago.
Apesar de todos os estigmas, cortes, feridas, cicatrizes...
Apesar das cruzes...
das dúvidas...
das indecisões…
DA RAZÃO DIZER-ME QUE TEM QUE SER ASSIM.
das certezas...
das firmezas…
das convicções…
deste peito...
de SER O QUE SOU…
e dos apertos... que esta merda de CORAÇÃO me dá...
apesar de amar... ou de não saber amar…
apesar da VERDADE
... o que sou não chega.

A ti, MERDA de CORAÇÃO.
ORDENO-TE:
PÁRA DE BATER...
Faz-me esse favor...
Pára de me enganar e de me asfixiar com esperança.
Com a certeza que tenho do que sinto...
Pára de me fazer perder a dignidade...
Pára de me forçar a exposição...
De revelares a minha fragilidade...
De envenenares o meu sangue com promessas,
Com confianças... com advires... com... verdades…
MENTE. faz o que não sabes… OU...
MORRE...apodrece dentro de mim...
Não vale de nada seres sadio.
Bom para os outros... e esqueceres-te de ti.
Não vale de nada considerares primeiro que o juízo...

Sem ti a bater...
Nesse ritmo descompassado... parvo e irregular...
...MORREREI DE PÉ COMO AS ÁRVORES.
E tu... pararás de bater por alguém...
Alguém por quem o teu melhor...
não é suficiente...
porque apesar de tudo…
apesar de bateres forte...
… o que eu sou... não chega.
"


Autor:
de ventos e de vagas de outros escritores.

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julho 24, 2008

computers

"Computers are like air conditioners. They work until you open Windows."


desconheço a fonte.

Publicado por MatosB às 12:10 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 21, 2008

Livros (z) - zig zag

dizem que foi agente duplo durante a WW II.

dizem que foi o menos conhecido e o mais espectacular espião.
foi tão bom, que o cadastro do "arrombador de cofres" foi eliminado.

é escrito por Nicholas Booth.

Publicado por MatosB às 01:41 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 20, 2008

histórias da História

há vários weblogs de carácter intimista. e há outros, que sendo-o também, têm muito mais que o eu.

chamaram-me a atenção para este, de que gostei.

Publicado por MatosB às 12:39 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 19, 2008

a história das coisas


aqui...

Publicado por MatosB às 01:23 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 18, 2008

no worries... no words...

almoco no arranha-ceus Charles Ebbets

Charles Ebbets.

Publicado por MatosB às 03:19 AM | Comentários (2) | TrackBack

fa bu lo so - iphone


a q u i . . .

Publicado por MatosB às 12:11 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 15, 2008

no comments...

andávamos postos em sossego e de nariz mergulhado nos livros, quando o Neko da Mota me chamou a atenção para isto: "As pessoas têm sempre segredos. É uma questão de os descobrir."

"Os homens que odeiam mulheres."
Stieg Larsson.

Publicado por MatosB às 03:37 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 14, 2008

In the Wind

How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
How many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
How many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
Pretending he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.

Bob Dylan Blowin' In the Wind.

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julho 13, 2008

zeitgeist (longo)

Um arrepiante documentário sobre a fabricação da realidade actual e do espírito do tempo que a conforma, moldado pelo poder económico, no desinteresse dos muitos e no interesse dos poucos que controlam os acontecimentos, porque são os seus criadores.

Segundo esta perspectiva, a educação escolar fragilizada (porque facilitada) conduz ao necessário embrutecimento individual e à aniquilação do pensamento crítico, o que conciliado com a mistura das crenças religiosas, distração em massa por tecnologias de distribuição digital e aproveitando o falso sentido de democracia, conduz de forma voluntária a população mundial a um estado de vida sub-social e de dependência económica, onde os direitos individuais como os conhecemos hoje, são suprimidos num novo "contrato-social" desejado pela generalidade dos indivíduos com base em falsas premissas de segurança. Um mundo em que a identificação individual com base na tecnologia RFID, primeiro embuitida em documentos e depois, no próprio corpo, como acontece hoje em fase experimental, com os cães e em breve com os bens à venda nas grandes superfícies.

a q u i . . .

Este documentário deve ser visto de forma crítica, mas também, de mente aberta.
É um grito de alerta que, previsivelmente, vai ser ignorado - refiro-me às consequências do rumo que o Mundo leva e não necessariamente à veracidade de tudo quanto o documentário propõe como conclusões.

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julho 12, 2008

sopros raros

"Sim, o amor é vão
É certo e sabido
Mas então (porque não) porque sopra ao ouvido
O sopro do coração
Se o amor é vão
Mera dor
Mero gozo
Sorvedouro caprichoso

No sopro do coração...

Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do corpo num turbilhão
Sopra doido
E o que foi do corpo alado nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas,
Raras
Raras
Raras

Corto em dois limão
Chego ao ouvido
Ao frescor
Ao barulho
Á acidez do mergulho

No sangue do coração
Pulsar em vão
É bem dele
É bem isso
E apesar disso eriça a pele

No sopro do coração..."


Clã em o "Sopro do Coração"
Letra de Sérgio Godinho

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julho 11, 2008

open market & closed arguments


o que haverá de errado com as malaias?

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julho 09, 2008

olé!

LISBOA, 21 sep (IPS) - Indicadores económicos y sociales periódicamente
divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de
pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986
el 'club de los ricos' del continente.
Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la
Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal
se distanciará aún más de los países avanzados.
La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del
sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso
de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos
señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30
países industriales.
A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del
'grupo de los pobres' de la UE), Portugal no supo aprovechar para su
desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde
Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y
económicos.
En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica
Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década
atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el
ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos
países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del
bloque.
'La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE
pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en
los ingresos por persona', afirma la organización.
En el sector privado, 'los bienes de capital no siempre se utilizan o se
ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente
adoptadas', afirma la OCDE.
'La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los
trabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros
de Europa central y oriental', señala el documento.
Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema
central no está en los montos, sino en los métodos para
distribuirlos.
Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en
remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto,
pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los
servicios.
Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los
miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación
profesional competitivas con el resto de los países industrializados.
En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por
habitante en asistencia comunitaria. Sin embargo, tras
nueve años de acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las
perspectivas hoy indican mayor distancia.
Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en
debates televisados y en columnas de opinión de los
principales periódicos del país. La respuesta más frecuente es que el dinero
engordó la billetera de quienes ya tenían más.
Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad
social y con los salarios mínimos y medios más bajos del
bloque, al menos hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25
naciones.
También es el país del bloque en el que los administradores de empresas
públicas tienen los sueldos más altos.
El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que 'el mercado decide
los salarios'. Consultado por IPS, el ex ministro de Obras
Públicas (1995-2002) y actual diputado socialista João Cravinho desmintió
esta teoría. 'Son los propios administradores quienes fijan
sus salarios, cargando las culpas al mercado', dijo.
En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con
accionistas minoritarios privados, 'los ejecutivos fijan sus
sueldos astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales,
incluyendo bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de
referencia', explicó Cravinho.
Estos mismos grandes accionistas, 'son a la vez altos ejecutivos, y todo
este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve
como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los
directivos', lamentó el ex ministro.
La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos
años 'está siendo pagada por las clases menos
favorecidas', dijo.
Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados.
El último es el de la crisis del sector automotriz.
Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas
de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000
dólares.
Pero los representantes de marcas de lujo como Ferrari, Porsche,
Lamborghini, Maserati y Lotus (vehículos que valen más de 200.000 dólares),
lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante un aumento de 36 por ciento
en la demanda. Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue
una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su
estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes
para actualizarla.
Pero la zona norte donde se concentra el sector textil, tiene más autos
Ferrari por metro cuadrado que Italia.
Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según
su experiencia con empresarios portugueses, éstos 'están más interesados en
la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo'.
Para muchos 'es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta
de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono
celular, que la eficiencia de su gestión', dijo Felipe, aclarando que hay
excepciones.
Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al
desarrollo de un país', opinó.
La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del
sector público con potenciales efectos positivos en la superación de la
crisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la
población económicamente activa.
Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los
trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral. En los
últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas
cabezas, manteniendo situaciones 'obscenas' y 'escandalosas', según el
economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello.
'En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de
aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno
(conservador) decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que
es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos
fiscales, sin coherencia ideológica, sin visión de futuro', criticó Metello.
La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros,
aparecida este martes en el diario Público de Lisboa, que fustiga la falta
de honestidad en la declaración de impuestos de los lamados profesionales
liberales.
Según esos documentos entregados al fisco, médicos y dentistas declararon
ingresos anuales promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de
10.864 (13.365 dólares), los arquitectos de 9.277 (11.410 dólares) y los
ingenieros de 8.382 (10.310 dólares).
Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, 'le roban
nueve a la comunidad', pues estos profesionales no dependientes deberían
contribuir con 15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo
singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros.
Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos 'roban
más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400
gramos de bife y nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos
profesionales liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo',
comentó con sarcasmo.
Si un país 'permite que un profesional liberal con dos casas y dos
automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año
tras año, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe
un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos,
significa que el sistema no tiene ninguna moralidad', sentenció.


fonte:

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julho 05, 2008

um dia anormal

"It was the best of times, it was the worst of times, it was the age of wisdom, it was the age of foolishness, it was the epoch of belief, it was the epoch of incredulity, it was the season of Light, it was the season of Darkness, it was the spring of hope, it was the winter of despair, we had everything before us, we had nothing before us..."

"A Tale of Two Cities"
Dickens

(thanks "Spirit"!)

Publicado por MatosB às 08:22 AM | Comentários (0) | TrackBack

amigo

"Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
"


Zeca.


(Obrigado Alex).

Publicado por MatosB às 01:31 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 04, 2008

um dia normal

"It was the best of times, it was the worst of times, it was the age of wisdom, it was the age of foolishness, it was the epoch of belief, it was the epoch of incredulity, it was the season of Light, it was the season of Darkness, it was the spring of hope, it was the winter of despair, we had everything before us, we had nothing before us..."

"A Tale of Two Cities"
Dickens

Publicado por MatosB às 06:22 PM | Comentários (0) | TrackBack

junho 24, 2008

os pobres devem pagar a água...

a investigação de um tema leva a perdermo-nos em várias obras e por vezes, a partir destas, dá-se com um blog do autor.

é controverso; é sobre a vida em diferentes planos; é a visão económica de alguém que acredita e defende as suas próprias convicções; como a de que os países pobre devem pagar a água que consomem....

Tudo em "Marginal Revolution".


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junho 23, 2008

embelezamento conjugal

"Com o passar do tempo torna-se bastante difícil manter uma imagem positiva dos nossos cônjuges [...] a felicidade conjugal baseia-se, entre outras coisas, no esquecimento selectivo."


O economista que há em si.
Tyler Cowen.

Publicado por MatosB às 12:53 AM | Comentários (0) | TrackBack

junho 22, 2008

ad quem

"apesar dos meus livros agradarem lindamente à minha amada, onde aos livros foi consentido entrar, a mim não foi consentido;
apesar de muito me ter elogiado, àquele a quem teceu elogios, a porta se lhe fechou;
"


Amores.
Ovídio.

Publicado por MatosB às 01:42 AM | Comentários (0) | TrackBack

junho 20, 2008

complexidades

"... a matemática é a linguagem de Deus!"


Newton...


dever ser por isso que é tão difícil estudá-la...

Publicado por MatosB às 04:14 AM | Comentários (0) | TrackBack

junho 18, 2008

proibições

"Durante a experiência da América com a Proibição, era comum ver a seguinte etiqueta no sumo de uva:
CUIDADO: PODE FERMENTAR ÁLCOOL.

A colheita de uvas subiu drasticamente..."

Publicado por MatosB às 12:14 AM | Comentários (0) | TrackBack

junho 06, 2008

manus

"essa mão... por obra de quem alguém sucumbiu, és tu capaz de a acariciar?
[...]
observa as cicatrizes, vestígios de velhos combates;
foi ao corpo que lhe foi reclamado tudo quanto ele possui. Talvez mesmo, quantas vezes degolou um homem, venha ele a contar-te; as mãos que isso confessam é que tu, na tua ganância,
acaricias.
"


Ovídio.
Amores.

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junho 04, 2008

all i ever have

Old pirates, yes, they rob i;
Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took i
From the bottomless pit.
But my hand was made strong
By the hand of the almighty.
We forward in this generation
Triumphantly.
Wont you help to sing
These songs of freedom?
- cause all I ever have:
Redemption songs;
Redemption songs.

Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our minds.
Have no fear for atomic energy,
cause none of them can stop the time.
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look? ooh!
Some say its just a part of it:
Weve got to fulfil de book.

Wont you help to sing
These songs of freedom?
- cause all I ever have:
Redemption songs;
Redemption songs;
Redemption songs.

Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our mind.
Wo! have no fear for atomic energy,
cause none of them-a can-a stop-a the time.
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look?
Yes, some say its just a part of it:
We've got to fulfil de book.
Wont you help to sing
These songs of freedom? -
cause all I ever had:
Redemption songs
- All I ever had:
Redemption songs:
These songs of freedom,
Songs of freedom.

Bob Marley.

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junho 02, 2008

O Fortuna

Velut luna,
statu variabilis.
Semper crescis
aut decrescis
Vita detestabilis
Nunc obdurat
et tunc curat
Ludo mentis aciem
Egestatem, potestatem
dissolvit ut glaciem
Sors immanis
et inanis
rota tu volubilis
Status malus
vana salus
Semper dissolubilis
Obumbrata
Velata
quoque niteris
Nunc per ludum
dorsum nudum
fero tui sceleris
Sors salutis
et virtutis
michi nunc contraria
Est affectus
et defectus
semper in angaria
Hac in hora
sine mora,
corde pulsum tangite
quod per sortem
sternit fortem
Mecum omnes plangite

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maio 29, 2008

pérolas - culpa

"[...] estava possuído por aquela doença da laboriosidade culpada [...] enquanto se trabalha, não se olha a vida nos olhos."


Zafón.

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maio 27, 2008

pérolas - oportunidades

"Não há segundas oportunidades, excepto para o remorso."

Zafón.

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maio 25, 2008

pérolas - dinheiro

"O difícil não é ganhar dinheiro do pé para a mão [...] é ganhá-lo fazendo alguma coisa a que valha a pena dedicar a vida."

Zafón.

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maio 23, 2008

pérolas - marxismo reinventado

"A maneira mais eficaz de tornar os pobres inofensivos é ensiná-los a quererem imitar os ricos. É esse o veneno com que o capitalismo cega..."

Zafón.

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maio 20, 2008

pérolas - ui!! (bis)

"[..] a mulher deseja o contrário daquilo que pensa ou declara, o que, bem vistas as coisas, não é assim tão terrível, porque o homem [...] obedece em contrapartida aos ditames dos seu aparelho genital ou digestivo."

Sim, Zafón outra vez.

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maio 18, 2008

pérolas - dinheiro

"[...] o dinheiro é como qualquer outro vírus: uma vez podre a alma que o alberga, parte à procura de sangue fresco."

Zafón.

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maio 16, 2008

pérolas - desgostos

"A maioria de nós temos a felicidade ou a desgraça de ver a vida desmoronar-se pouco a pouco, quase sem que demos por isso. [para outros] aquela certeza acendeu-se em questão de segundos".

Zafón.

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maio 11, 2008

pérolas - amor

"[...] o amor é como os enchidos: há paio de lombo e há mortadela".


Zafón.

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maio 10, 2008

pérolas - carreira

"[...] falta-lhe direcção na vida e um pouco de descaramento, que é o que faz carreira [...]"

Zafón

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maio 09, 2008

pérolas - broncos

"O serviço militar só serve para descobrir a percentagem de broncos que contam para o censo [...]"

Zafón

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maio 08, 2008

pérolas - gostares

"Alguém disse uma vez que no momento em que paramos a pensar se gostamos de alguém, já deixamos de gostar dessa pessoa para sempre [...]"

Záfon.

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maio 07, 2008

pérolas - ui!!!

ou ainda, em coerência:

"As mulheres [...] são [...] no mínimo mais sinceras consigo próprias sobre o que querem ou não. Outra coisa é que o digam a uma pessoa ou ao mundo."


Zafón.

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maio 06, 2008

pérolas - honra

"Há decepções que honram quem as inspira."

Publicado por MatosB às 12:16 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 05, 2008

pérolas - ui!!

- não sei muito de mulheres, para dizer a verdade.
- Saber, ninguém sabe, nem Freud nem elas próprias, mas isto é como a electricidade, não é preciso saber como funciona para apanhar um choque nos dedos.


Zafón.

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maio 02, 2008

Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusem a aprender, reaprender e voltar a aprender”.

Alvin Toffler.

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maio 01, 2008

valorizações

"os presentes dão-se por prazer de quem oferece, não por mérito de quem os recebe [...]"


Zafón.
in "A Sombra do Vento".

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abril 30, 2008

TIC for porn...

Publicado por MatosB às 12:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 29, 2008

tragicomedia... ou não.

o pastor fiel

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abril 28, 2008

segredos

o quadro de capitor

Este é o quadro tantas vezes referido na obra em causa - o quadro da premonição de Capitor.

"O segredo, mesmo que publicado, permanece um mistério"; de resto, como em tudo o que é espionagem:
"[...] Aqueles dois mundos, o mundo dos espiões e o dos amantes [...] coexistiam em simultâneo e, aliás, alimentavam-se um ao outro."

in Secretum.
De Monaldi e Sorti.

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abril 27, 2008

grilhetas

"[...] essa gente que vê pecado em toda a parte, é doente da alma e, se quiseres que te diga, dos intestinos. A condição básica do beato ibérico é a prisão de ventre crónica."


Zafón, C. R.

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abril 26, 2008

artes

"Paris é a única cidade do mundo onde morrer de fome ainda é considerado uma arte"


Zafón.
in "A Sombra do Vento".

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abril 21, 2008

quantificações

"um segredo vale o que valem aqueles de quem temos de guardá-lo."


Zafón.
in "A Sombra do Vento".

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abril 20, 2008

e no fim...

It starts with
One thing
I don't know why
It doesn't even matter how hard you try
Keep that in mind
I designed this rhyme
To explain in due time
All I know
Time is a valuable thing
Watch it fly by as the pendulum swings
Watch it count down to the end of the day
The clock ticks life away
It's so unreal
Didn't look out below
Watch the time go right out the window
Trying to hold on
But didn't even know
Wasted it all just to
Watch you go
I kept everything inside and even though I tried
It all fell apart
What it meant to me
Will eventually
Be a memory
Of a time when

I tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
And lose it all
But in the end
It doesn't even matter

Liking Park.

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abril 16, 2008

respondam-lhe sff


(obrigado Paula).

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pec actus

"invejo, logo, não cobiço; não são sinónimos, nem coincidem; pelo menos quando o objecto desse pecado é uma mulher."

Varios Barius no Grog.
Terças.

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abril 15, 2008

in perfeição in tempo

"há casamentos perfeitos; e há outros, para sempre."

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abril 13, 2008

original...

Ai eu já pensei,
Mandar pintar o céu em tons de azul,
Para ser original
Só depois notei,
Que azul já ele é houve alguem,
Que teve ideia igual

Eu não sei, se hei-de fugir,
Ou morder o anzol
Já não há, nada de novo aqui
Debaixo do sol

Já me persegui,
por becos e ruelas d'horror,
caminhos sem saída
até que me perdi
sozinha sem saber de que cor,
pintar a minha vida

O anzol.
Rádio Macau.

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abril 01, 2008

just for now

It's that time of year
Leave all our hopelessnesses aside
If just for a little while
Tears stop right here
I know we've all had a bumpy ride
I'm secretly on your side

How did you know?
It's what I always wanted
You can never have had too many of these
Will ya quit kicking me under the table
I'm trying, will somebody make her
shut up about it
Can we settle down please...

It's that time of year
Leave all our hopelessnesses aside
If just for a little while
Tears stop right here
I know we've all had a bumpy ride
I'm secretly on your side

Bite tongue, deep breaths,
count to ten, nod your head
(sniff sniff) I think something is burning
now you've ruined the whole thing
muffle the smoke alarm
Whoever put on this music had better quick sharp remove it
Pour me another
Oh don't wag your finger at me

It's that time of year
Leave all our hopelessnesses aside
If just for a little while
Tears stop right here
I know we've all had a bumpy ride
I'm secretly on your side


Imogen Heap.

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março 31, 2008

just for now

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março 30, 2008

strange kind of love

"é o que és..."

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março 23, 2008

Livros (z) - secretum

A primeira obra não parece ter sido, em Portugal, um "best-seller". A "public choice" referente à literatura tem destas coisas...
Trata-se de um livro extraordinário, que passou quase despercebido em 2004. Chama-se "Imprimatur - o segredo do Papa" (ou seja, "que se imprima" ou "autorizo a que se imprima"). É de Rita Monaldi e de Francesco Sorti. Chegou antes do tudo o que é "bicho careta" desatar a escrever sobre cifragens nos seus romances, para adensar o mistério.

Quatro anos depois saiu (Bertrand) o segundo livro da série de, previsivelmente, quatro. Tem o título de "Secretum", que em relação ao primeiro é "diferente para melhor".
E vem com um CD de música clássica (barroca) para nos embrenharmos na atmosfera da intriga...

"Mesmo que impressa, a verdade permanecerá um mistério" - é este o tema. Complicado? É ler.

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março 20, 2008

on se sait jamais

Quand j'étais gosse, haut comme trois pommes,
J'parlais bien fort pour être un homme
J'disais, JE SAIS, JE SAIS, JE SAIS, JE SAIS

C'était l'début, c'était l'printemps
Mais quand j'ai eu mes 18 ans
J'ai dit, JE SAIS, ça y est, cette fois JE SAIS

Et aujourd'hui, les jours où je m'retourne
J'regarde la terre où j'ai quand même fait les 100 pas
Et je n'sais toujours pas comment elle tourne !

Vers 25 ans, j'savais tout : l'amour, les roses, la vie, les sous
Tiens oui l'amour ! J'en avais fait tout le tour !

Et heureusement, comme les copains, j'avais pas mangé tout mon pain :
Au milieu de ma vie, j'ai encore appris.
C'que j'ai appris, ça tient en trois, quatre mots :

"Le jour où quelqu'un vous aime, il fait très beau,
j'peux pas mieux dire, il fait très beau !

C'est encore ce qui m'étonne dans la vie,
Moi qui suis à l'automne de ma vie
On oublie tant de soirs de tristesse
Mais jamais un matin de tendresse !

Toute ma jeunesse, j'ai voulu dire JE SAIS
Seulement, plus je cherchais, et puis moins j' savais

Il y a 60 coups qui ont sonné à l'horloge
Je suis encore à ma fenêtre, je regarde, et j'm'interroge ?

Maintenant JE SAIS, je sais qu'on ne sait jamais !

La vie, l'amour, l'argent, les amis et les roses
On ne sait jamais le bruit ni la couleur des choses
C'est tout c'que j'sais ! Mais ça, j'le SAIS... !

Je sais; Jean Gabin.

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março 17, 2008

in diz cursos

"Duvidamos suficientemente do passado
para imaginarmos o futuro,
mas vivemos demasiado o presente
para podermos realizar nele o futuro.
"

in "Um Discurso Sobre as Ciências".

Boaventura Sousa Santos.

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março 13, 2008

pérolas - in fidel

"[...] o meu amigo, só porque almoça fora, deixa de jantar em casa?!?"

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março 05, 2008

nada é mais (bis)

"nada é mais exactamente terrível do que
estar sozinho em casa,com alguém e
com alguma coisa)
Partiste. há risos
e o desespero imita uma rua
eu inclino-me à janela,contemplando espectros,
um homem
estreitando uma mulher num parque. Perfeito.
"


xix poemas
e.e.cummings

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março 01, 2008

toc ante

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fevereiro 24, 2008

cantatas

Perdi-me do nome,
Hoje podes chamar-me de tua,
Dancei em palácios,
Hoje danço na rua.
Vesti-me de sonhos,
Hoje visto as bermas da estrada,
De que serve voltar
Quando se volta p’ró nada.

Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
E o fim vem-me buscar.

Sambei na avenida,
No escuro fui porta-estandarte,
Apagaram-se as luzes,
É o futuro que parte.
Escrevi o desejo,
Corações que já esqueci,
Com sedas matei
E com ferros morri.

Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
E o fim vem-me buscar.

Trouxe pouco,
Levo menos,
E a distância até ao fundo é tão pequena,
No fundo, é tão pequena,
A queda.

E o amor é tão longe,
O amor é tão longe… (…)

E a dor é tão perto.


Abrunhosa.

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fevereiro 13, 2008

apre n disagem

"[...] porque todos nós, aprendemos uns dos outros."


ou não; às vezes, uns não querem aprender; por vezes, não se sabe ensinar.

Publicado por MatosB às 09:35 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 10, 2008

I see who you are

I see who you are
Behind the skin
And the muscles

I see who you are, now
And when you get older later

I will see the same girl
The same soul
Lioness, fireheart
Passionate lover

And afterwards
Later this century
When you and I have become corpses

Let's celebrate now all this flesh on our bones
Let me push you up against me tightly
And enjoy every bit of you


Björk - "I See Who You Are"


(obrigado Spirit)

Publicado por MatosB às 05:22 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 09, 2008

cada lugar

Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou

Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só

Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Mafalda Veiga.
Alentejo.
Terra.
Montemor.

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fevereiro 08, 2008

cantiga de amor

Preferias que cantasse noutro tom
Que te pintasse o mundo de outra cor
Que te pusesse aos pés um mundo bom
Que te jurasse amor, o eterno amor

Querias que roubasse ao sete estrelo
A luz que te iluminasse o olhar
Embalar-te nas ondas com desvelo
Levar-te até à lua para dançar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Talvez até pudesse dar-te mais
Que tudo o que tu possas desejar
Não te debruces tanto que ainda cais
Não sei se me estás a acompanhar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Podia, se quisesses, explicar-te
Sem pressa, tranquila, devagar
E pondo, claro está, modéstia à parte
Uma ou duas coisas, se calhar

Que a lua está longe e mesmo assim
Dançar podemos sempre, se quiseres
Ou então, se preferires, fica aí
Que ninguém há-de saber o que disseres

Rádio Macau

Publicado por MatosB às 01:27 AM | Comentários (4) | TrackBack

fevereiro 01, 2008

mentes avançadas

"[...] we believe that serious crime investigations requires the collaboration of highly able personnel from a range of investigative backgrounds, who are both police and non-police specialists."


Laurence Alison (2005-2007).

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janeiro 30, 2008

words

If I could find words
To tell you I'm sorry
Make you understand
I mean just what I say

After all that I've heard
Why should I worry?
When we ride the fine line
Between love and hate

If I had been wise
Well, how could I doubt you?
Now I'm all alone
My life in disarray

But try as I might
I can't live without you
So I cling to the hope
Of a bright brighter day

Oh, I know we've been through this all before
How can I prove my love for you is real?
No, I can't do anymore
If I could only find words

And still he has dreams
And still I must learn to cope
Absurd as it seems
I still have hope

If I had good sense
And heed all the warnings
I would let it be
And leave all well alone

But there's no recompense
For waking up mornings
Feeling sure it's myself
Who's the foolish one?

Yes, I know we've been through this all before
How can I prove my love for you is real?
No, I can't do anymore

If I could only find
If only I can find
If I could only find words


(Christians; 1990).

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janeiro 28, 2008

"you's"

I pictured a rainbow
You held in your hands
I had flashes
But you saw then plan
I wondered out in the world for years
While you just stayed in your room
I saw the crescent
You saw the whole of the moon!
The whole of the moon!

You were there at the turnstiles
With the wind at your heels
You stretched for the stars
And you know how it feels
To reach too high
Too far
Too soon
You saw the whole of the moon!

I was grounded
While you filled the skies
I was dumbfounded by truths
You cut through lies
I saw the rain-dirty valley
You saw brigadoon
I saw the crescent
You saw the whole of the moon!

I spoke about wings
You just flew
I wondered, I guessed, and I tried
You just knew
I sighed
But you swooned
I saw the crescent
You saw the whole of the moon!
The whole of the moon!

With a torch in your pocket
And the wind at your heels
You climbed on the ladder
And you know how it feels
To reach too high
Too far
Too soon
You saw the whole of the moon!
The whole of the moon!

Unicorns and cannonballs,
Palaces and piers,
Trumpets, towers, and tenemets,
Wide oceans full of tears,
Flag, rags, ferry boats,
Scimitars and scarves,
Every precious dream and vision
Underneath the stars

Waterboys.
The whole of the moon.

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janeiro 25, 2008

destinaction

I left my job my boss my car and my home, I'm leaving for a destination i still don't know ,
somewhere nobody must have duties at all, and if you like this you can follow me so lets go,
follow me and lets go, to the place where we belong and leave our troubles at home,
come with me, we can go to a paradise of love and joy at
Destination
destination unkown

now i won't feel those heavy shoulders no more, my life got better now I finally enjoy, yes all the people want to come here and so? Come on and join us you can do that now, lets go, follow me, and lets go, to the place where we belong and leave our troubles at home, come with me, we can go to a paradise of love and joy, a destination unknown, known...

We left the city the pollution the crowd, the air is clean, the ocean's blue, I love that sound, We're happy for this destination we've found, and if you want this you can follow me, lets go, follow me, and lets go, to the place where we belong and leave our troubles at home, come with me, we can go, to a paradise of love and joy, a destination unknown, known, ...unknown


Gaudino.

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janeiro 22, 2008

iHumor

Quando a criatividade é humor e a fonte está na "apple"...


daqui...

(obrigado Paulo).

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bold & underline

serviu de inspiração para outro que há-de seguir.

Veio daqui.

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janeiro 21, 2008

magistral

"[...] desconheciam o significado da palavra. não sabiam que a morte podia ser entregue assim a alguém, de um só golpe, de forma limpa, num combate com um só fim possível.

era para eles novidade: o perfeito, em qualquer matéria relacionada com a vida, era coisa de mestres.

perceberam, finalmente, que não sou um. aliviado, senti que a era da desmistificação chegara."


Generais Bárbaros.
Sessões de leitura no "Clube".

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janeiro 16, 2008

pois não são

And the days are not full enough
And the nights are not full enough
And life slips by like a field mouse
Not shaking the grass


Ezra Pound

a grande escrita tem disto: simplicidade.

Daqui.

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janeiro 12, 2008

máscaras

Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender

Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor

Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira

Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso

Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira


JPalma

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janeiro 08, 2008

"i" - rima com Inês

O meu aniversário


Do meu aniversário eu gosto
divertir-me a valer
brincar com amigos
para depois comer


Comemos gomas,
rebuçados
brincamos muito
ficamos cansados

A minha mãe dá em doida
com tanta coisa para arrumar
a minha mãe fica maluca
com tudo para lavar

Á hora de ir embora
fica toda a gente a resmungar
as mães dizem que é hora
e os filhos põem-se a chorar

Uma forte candidata ao prémio
"tas aki tás como a avó".

Parabéns "pela invenção"!

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dezembro 28, 2007

nas ruas

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco


Mário Cesariny

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dezembro 23, 2007

who

Whos gonna tell you when,
Its too late,
Whos gonna tell you things,
Arent so great.

You cant go on, thinking,
Nothings wrong, but bye,
Whos gonna drive you home,
Tonight.?

Whos gonna pick you up,
When you fall?
Whos gonna hang it up,
When you call?

Whos gonna pay attention,
To your dreams?
And whos gonna plug their ears,
When you scream?

You cant go on, thinkin
Nothings wrong, but bye,
(whos gonna drive you)
(whos gonna drive you)
Whos gonna drive you home, tonight?
(whos gonna drive you home)

Whos gonna hold you down,
When you shake?
Whos gonna come around,
When you break?

You cant go on, thinkin,
Nothins wrong, but bye,

Oh, you know you cant go on, thinking,
Nothins wrong,
Whos gonna drive you home, tonight?


The Cars

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dezembro 22, 2007

fathers son's decisions

Its not time to make a change,
Just relax, take it easy.
Youre still young, thats your fault,
Theres so much you have to know.
Find a someone, settle down,
If you want you can marry.
Look at me, I am old, but Im happy.

I was once like you are now, and I know that its not easy,
To be calm when youve found something going on.
But take your time, think a lot,
Why, think of everything youve got.
For you will still be here tomorrow, but your dreams may not.

All the times that I cried, keeping all the things I knew inside,
Its hard, but its harder to ignore it.
If they were right, Id agree, but its them you know not me.
Now theres a way and I know that I have to go away.
I know I have to go.


Cat Stevens
about we and others.

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dezembro 19, 2007

juristas

"Dizer que a lei desempenha um papel, não significa que o faça sempre de forma positiva."


L. Lessig.

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dezembro 18, 2007

dentro de ti

in my mind,
I still need a place to go:
All my changes were there.
Blue. Blue windows behind the stars;
Yellow moon on the rise.
The big birds flying across the sky:
they were throwing shadows on our yes.
Leave us: helpless!

...

Neil Young

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dezembro 17, 2007

re age

Dry your eyes, and take your song out,
it's a newborn afternoon.
If you can't recall the singer,
you can still recall the tune.
Dry your eyes and play it slowly,
like you're marching off to war;
Sing it like you know he'd want it,
like we sang it once before.

If it ever be forgotten, sing it long and sing it loud.

And come, dry your eyes.


Neil Diamond

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dezembro 15, 2007

à letra

"[…] a sense of calm trust in Fate, a quiet submission to the inevitable, that stoic composure in sight of danger or calamity, that disdain of life and friendliness with death."


Bushido.

Publicado por MatosB às 09:08 PM | Comentários (0) | TrackBack

actualidades políticas

“E digo que este mundo é um covil de ladrões, porque, se bem o considerarmos, não há nele coisa viva que não viva de rapinas: os animais, aves e peixes, comendo-se uns aos outros se sustentam; e se alguns há que não se mantenham de outros viventes, tomam seu pasto dos frutos alheios que não cultivaram, com que vem a ser tudo uma pura ladroeira.[...]
Assim se portam as criaturas irracionais e insensí­veis e as racionais ainda pior que todas, porque lhes sobeja a malí­cia, que nas outras falta, e com ela trata cada qual de se acrescentar a si."

in “A Arte de Furtar
Manuel da Costa (1743).

Publicado por MatosB às 12:01 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 14, 2007

Nada é impossível de mudar

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.

Bertold Brecht
(obrigado Spirit)

Publicado por MatosB às 11:05 AM | Comentários (0) | TrackBack

ser estúpido

"(...) os seres humanos incluem(-se) numa de quatro categorias fundamentais: os crédulos, os inteligentes, os bandidos e os estúpidos."

redutor?

"(...) estúpida é uma pessoa que causa um dano a outra pessoa ou grupo de pessoas, sem que disso resulte alguma vantagem para si, ou podendo até vir a sofrer um prejuí­zo."

acertado...

in "leis fundamentais da estupidez humana";
Cipolla - "Allegro ma non troppo".

Ora, vamos lá a fazer uma lista de conhecidos:
1- ...

Publicado por MatosB às 09:50 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 02, 2007

enjoy

Publicado por MatosB às 10:14 PM | Comentários (0) | TrackBack

tudo

Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Cant you understand
Oh my little girl

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm

Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm

"Enjoy the Silence" - Depeche Mode.
Por Tori Amos - é simplesmente poderoso (obrigado Spirit).

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novembro 30, 2007

turn

Like a flower
Waiting to bloom
Like a lightbulb
In a dark room
I'm just sitting here waiting for you
To come on home and turn me on

Like the desert waiting for the rain
Like a school kid waiting for the spring
I'm just sitting here waiting for you
To come on home and turn me on

My poor heart
It's been so dark
Since you've been gone
After all you're the one who turns me off
You're the only one who can turn me back on

My hi-fi is waiting for a new tune
My glass is waiting for some fresh ice cubes
I'm just sitting here waiting for you
To come on home and turn me on


"Turn Me On".
Na voz de Norah Jones, fica ainda com mais peso.

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novembro 29, 2007

a despachar...

[...]Se pensas que te podes sentar num restaurante a comer uma sopa, um croquete e uma maçã assada, acompanhada de um livro ou de uma revista, esquece!

“Tem que se despachar, não pode ficar aqui a ler e a comer!”

Brutal…
Se quisesse estar mais tempo sentada à mesa, teria de ter a cadeira da frente ocupada, provavelmente por alguém que não me deixaria estar solitariamente acompanhada de um montão de letras. Mas como estou sozinha, não posso demorar.

“Então e se estivesse aqui alguém sentado, já poderia ler e comer?”
(as coisas que as mulheres conseguem fazer ao mesmo tempo)

“Claro! O lugar estaria ocupado por alguém que quisesse almoçar e pagar.”

Pois é, se queres ler e comer sozinha, paga o teu almoço (neste lugar especial que tem um ruído de fundo tal, que te obriga a agarrar cada vez mais aquelas letras para fugir ao som dos talheres, pratos e bocas abertas a mastigar) e arranja alguém que também queira só ler e comer para partilhar a mesma mesa. E pagar claro!
É a lógica da economia capitalista? Não creio.
É só a ignorância e a ausência do saber estar bem acompanhado. Como tudo na vida, tudo se paga.
Apresso-me a escrever, não vá eu levar outra “rebocada” da empregada de mesa com a difícil missão de expulsar clientes, depois de terem engolido a primeira azeitona, porque estão agarrados a um livro ou a uma revista.

A moeda tem três faces
Desafio? Almoçar sozinha
Saldo? € 5.50
Intenção? Voltar a repetir

Vai-se lá saber porquê…


By Nita!

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novembro 26, 2007

declarações

"[...] só os pássaros e as bestas selvagens, vivem na solidão!"

RAN

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novembro 24, 2007

djouks

Esta, chegou por mão amiga...


"A nice, calm and respectable lady went into the pharmacy, walked up to the pharmacist, looked straight into his eyes, and said, "I would like to buy some cyanide."
The pharmacist asked, "Why in the world do you need Cyanide?" The lady replied, "I need it to poison my husband."
The pharmacist's eyes got big and he exclaimed, "Lord have Mercy! I can't give you cyanide to kill your husband. That's against the law! I'll lose my license! They'll throw both of us in jail! All kinds of bad things will happen. Absolutely Not! You cannot have any cyanide!"
The lady reached into her purse and pulled out a picture of her husband in bed with the pharmacist's wife.
The pharmacist looked at the picture and replied, "Well Now, that's different. You didn't tell me you had a prescription.
"

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novembro 23, 2007

aceita-se pois!


O desafio consta aqui.


O resultado é este:

"Agradeci ao senhor Remigio a informação e dispus-me a descer a avenida de volta a San Gervasio."


"A Sombra do Vento".
Carlos Ruiz Zafón.

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novembro 21, 2007

sobre a inteligência


Todas as pessoas inteligentes têm dúvidas... acho eu...

Publicado por MatosB às 12:55 PM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 10, 2007

"pergunta-me como"

how can I go on this way?
When all the salt is taken from the sea
I stand dethroned, I'm naked and I bleed
But when your finger points so savagely
Is anybody there to believe in me
To hear my plea and take care of me?

How can I go on, from day to day
Who can make me strong in every way
Where can I be safe, where can I belong
In this great big world of sadness
How can I forget those beautiful dreams that we shared
They're lost and they're nowhere to be found
How can I go on?

Sometimes I seem to tremble in the dark, I cannot see
When people frighten me
I try to hide myself so far from the crowd
Is anybody there to comfort me
Lord, take care of me

Freddy Mercury.
Para a versão cantada com Montserrat Caballe, o volume deve estar bem pertinho do máximo...

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novembro 09, 2007

Ensueno

En mi sueno te vi
Tu luz llegaba de tan lejos

Tu voz penetra en mi
Vibra en ti
Vibra en mi

Suavemente me llevaba a ti
Oi el sonido

Tu voz dulcemente
Me decia "Ven"
"Ven junto a mi"

Volver a vivir
Saber que mi sueno no esta solo
Alienta en ti
Tu y yo cantados los dos

Yo sonaba en ser tu mismo mar, tu mar,
Es puente de union
De nuestras almas

Vuelan, nos llaman
Al son de la eternidad

Moran.

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novembro 06, 2007

if you were a sailboat

f you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a river I would swim you,
If you're a house I would live in you all my days.
If you're a preacher I'd begin to change my ways.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was in jail I know you'd spring me
If I was a telephone you'd ring me all day long
If was in pain I know you'd sing me soothing songs.

If I was hungry you would feed me
If I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you'd read me every night


Melua.
"Pictures".

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novembro 02, 2007

Deitar a perder

Ninguém te amou como eu
Ninguém te quis como eu
Ninguém te viu feliz como eu
Ninguém te magoou como eu, como eu

Como eu, ninguém esperou
Como eu, e acreditou
Que tudo se pode perdoar
Só à forca de te amar

Sentado à beira-rio
Eu vejo-o correr
Ter a vida por um fio
Deita-la a perder
Como eu

Como eu, ninguém esperou
Como eu, e acreditou
Que tudo se pode perdoar
Só à forca de te amar
Sentir o amor escapar
Por entre os beijos fugir
Por entre as maos escaputir
Como eu
Como eu


Xutos.

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novembro 01, 2007

a-meias

são trocadilhos da vida: leio o "castelos" e comento-o mentalmente, de forma indirecta, enquanto andava por aqui, sem querer, distraído com as lides da casa e com o audio-book passado alto (em fundo, sob as ideias que passam "mil-à-hora" na minha frente) recebido à pouco de mãos repletas de significantes e de significado; era o primeiro que "lia", vindo precisa e directamentemente dessas mãos que queria poder ter sempre ao alcance da página; vinha das mãos de que deveria vir.

adorei a escrita daquela fonte sonora - o livro; obra bruta no conteúdo e doce na forma; directa. contudo, a voz da autora, não era a ideal para transmitir o que já tinha lido. demasiado aguda para o que imaginara. conheço a pessoa ideal para o dizer: mulher, voz grave, dicção pura num tom levemente anasalado, espírito aberto, decisão pronta e dita no momento, a viver a inconstância do que não quer, à flor da pele.
o livro (que pode perfeitamente ser reescrito no masculino, porque diz a vida como sempre foi, antes da grande interferência da Santa Madre Igreja) é um hino ao desgosto do homem e da mulher modernos; um livro cada vez mais actual por retractar a vida como ela é hoje, cada vez menos "uma queda de valores" e cada vez mais o falso triunfo do individualismo (nada tem a ver com o egoísmo) na sociedade da informação onde se desvaloriza a micro-comunicação ou comunicação intra-familiar, em que por motivos profissionais se corre de um lado para o outro. sei. se o livro fosse para ser dito no masculino, conheço o intérprete ideal: Zudan.

ás tantas, desagua na cozinha o som ditado, sem convite ou aviso prévio, em que o texto aparece verbalizado com alguma intensidade:

"[...] o amor é isto, dar espaço e tempo a quem se ama, saber esperar, saber estar quieto, saber abrir os braços sem pedir nada em troca, como as mães fazem com os filhos e os animais com as crias."

"apropriadamente, apropriadamente", repeti em voz baixa, como que o comentando, em volta de uma ameijoa teimosa que se recusava abrir no fogo médio-lento, enquanto me vejo algures, num Norte lento-médio cheio de um Sul parado-lento, vazio.

revejo o meu passado sem me rever mal e apercebo-me do erro magistral da autora do texto agora dito:
as definições que ela própria dava, eram todas de provas de amor e não de amor.
e não assumiu mas (a)percebeu(-se) que o amor é bidireccional, com exigências e com cedências simultâneas - não uma lei de trocas.
Caso contrário, há um que ama e outro que se deixa amar - ela própria o reconhece de alguma forma, citando terceiros.
e contudo, passando o tempo não vou dormir (não consigo) e ouço três vezes o mesmo livro, saltando entre capítulos, espantado com o que transparece daquelas palavras, enquanto vou tolerando em cada passagem repetida a voz, que se torna mais e mais familiar. não há uma mensagem de fundo naquela obra - "há só" um relato, um conto de infelicidades repetidas em vida de esperança contida.

ás vezes, não é possível, por influência de factores externos, manter essa bidireccionalidade na relação amorosa, acabando "o que se tem". mas até a escritora deu conta, não do erro em que navegou, mas que qualquer outra coisa havia de errado na sua própria escrita, quando confessa que não é não dona da verdade.

No entanto, ainda hoje continuo a ver este texto como a melhor obra intimista da actualidade, que qualquer um de nós pode ler, segundo uma de várias formas:
- ficção, se não tiver coragem para ver a Vida;
- biografia, se estiver apto a Viver;
- mera obra literária, se anda a leste do paraíso.

reconheço que é preciso ler o livro antes de o comentar desta forma, mas você leitor (acidental, ou não) comente-o também, para ser verdadeiro.
É por isso que não é amor e sim prova de amor, quem se vê na contingência de ter de perguntar: afinal, quanto tempo se consegue viver dando espaço, tempo, ficando quieto e sem pedir nada em troca?

O tempo necessário para que se apercebam das provas de amor dadas - digo eu.


o livro: Diário da Tua Ausência. Margarida Rebelo Pinto.

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outubro 22, 2007

I cried for you

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outubro 17, 2007

campanha "stop the gun"

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outubro 16, 2007

O que foi que aconteceu

Aconteceu
Eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas
Nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas que chegar
Olhei para ti
O mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida
A minha vida mudou
[...]
O que foi que aconteceu?

Aconteceu
Chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera
E tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração
Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca
Essa loucura
Essa loucura foi paz
[...]


Ana Moura.

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outubro 14, 2007

Secretamente

Passo por ti
tu nem me vês
Só mais um dia
amanhã talvez...
E fico à espera
de ver em ti
O sentimento que trago
dentro de mim
Mas eu só posso imaginar
o que podia ser
Se eu te pudesse abraçar
se eu te pudesse ter

Secretamente, à espera de um gesto
de um sinal
Secretamente, tentando saber
se dás por mim afinal
Secretamente, à procura de um toque
de um olhar
Secretamente, tentando saber
se algum dia os nossos
mundos se irão cruzar

Qual o caminho que irá dar
A esse teu mundo
onde eu queria entrar
E tantas vezes eu já sorri
Só por lembrar-me
só por pensar em ti
E eu só posso imaginar
o que podia ser
Se eu te pudesse abraçar
se eu te pudesse ter

Rita Guerra.

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outubro 12, 2007

apropriadamente - bis


A noite vem às vezes tão perdida
E quase nada parece bater certo
Ha qualquer coisa em nós inquieta e ferida
E tudo o que era fundo fica perto
Nem sempre o chao da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tanta vezes o que resta, do calor

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Trocamos as palvras mais escondidas
Que só a noite arranca sem doer
Seremos cumplices o resto da vida
Ou talvez só ate amanhecer
Fica tão facil entregar a alma
A quem nos traga um sopro do deserto
Olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho


Mafalda Veiga

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setembro 30, 2007

versos

"asas no cavalo
corpo de camaleão
assim brinco
com o meu dragão
"

Tico.

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setembro 26, 2007

Lisboa dos poetas

o lançamento do livro Versos Nus de Tiago Nené vai ter lugar no próximo dia 29 de Setembro - 16.00 - Magnolia Caffé (Praça de Londres - Lisboa)
(www.ondajazz.com).

capa%20alvaro.jpg

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setembro 17, 2007

Haka e Lobos

Publicado por MatosB às 12:25 AM | Comentários (0) | TrackBack

setembro 16, 2007

"And Justice for all"

Halls of Justice Painted Green
Money Talking
Power Wolves Beset Your Door
Hear Them Stalking
Soon You'll Please Their Appetite
They Devour
Hammer of Justice Crushes You
Overpower
[...]
Justice Is Lost
Justice Is Raped
Justice Is Gone
Pulling Your Strings
Justice Is Done
Seeking No Truth
Winning Is All
Find it So Grim
So True
So Real


Metallica.
Chegou pela mão do "Spirit".

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agosto 24, 2007

oldies

Il faut savoir encore sourire
Quand le meilleur s'est retiré
Et qu'il ne reste que le pire
Dans une vie bête à pleurer

Il faut savoir, coûte que coûte,
Garder toute sa dignité
Et, malgré ce qu'il nous en coûte,
S'en aller sans se retourner

Face au destin, qui nous désarme,
Et devant le bonher perdu,
Il faut savoir cacher ses larmes
Mais moi, mon coeur,je n'ai pas su

Il faut savoir quitter la table
Lorsque l'amour est desservi
Sans s'accrocher, l'air pitoyable,
Mais partir sans faire de bruit

Il faut savoir cacher sa peine
Sous le masque de tous les jours
Et retenir les cris de haine
Qui sont les derniers mots d'amour

Il faut savoir rester de glace
Et taire un coeur qui meurt déja
Il faut savoir garder la face
Mais moi je t'aime trop
Mais moi je ne peux pas
Il faut savoir
Mais moi je ne sais pas


Aznavour.

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agosto 22, 2007

guerra do milho

"existem três tipos de objectivos que devem ser definidos [...]
Os objectivos de impacto são referentes ao modo como o activismo irá mudar as atitudes ou os comportamentos dos agentes-chave.
[...] o estabelecimento destes [...] permite que os activistas sejam capazes de identificar a eficiência e a eficácia [da intervenção]
".

"Manual do Activista."

Afinal, "todos diferentes, todos iguais".

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agosto 21, 2007

Salgueiro

quatro vidas do salgueiro

"[...] sou um pobre letrado - respondeu Chong Yang. A minha casa está tão vazia que o vento, lá, circula livremente. Não tenho mais nada além do meu saber. Que posso eu oferecer a uma mulher? Quem se dignaria a partilhar comigo uma cabana de paredes nuas, mais as minhas medíocres refeições?"

Shan Sa.
"As quatro vidas do salgueiro."

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agosto 19, 2007

face

face mulher

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face

olhos de crianca

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face

crianca e a mascote.jpg

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agosto 17, 2007

sounds

Your call is coming
I'm dreaming away
For what lies hidden
It needs to be found

Sounds of freedom make me wanna try

When the ghosts are found
They will lead us to tomorrow
Sounds of freedom make me wanna try

Voices forgotten
I hear them close by
Ghosts from the past i can see through their eyes
Are these the ancestors leaving me signs?

Sounds of freedom make me wanna try

When the ghosts are found
They will lead us to tomorrow
Sounds of freedom make me wanna try

The sounds, they are all around
Forces start moving out
Taking sides, though there's so much
That i need to know
And soon it will be shown

Sounds of freedom make me wanna try

When the ghosts are found
They will lead us to tomorrow
Sounds of freedom make me wanna try

When the ghosts are found, they will lead us to tomorrow
When the ghosts are found, they will lead us to tomorrow

If we could restart how it was before tomorrow


sounds of freedom.

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agosto 14, 2007

apropriadamente

"Do not worry if you have built your castles in the air. They are where they should be. Now put the foundations under them."

Thoreau, Henry David.

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agosto 12, 2007

passado

"[...] que colecção de cicatrizes tens agora! nunca te esqueças de quem te fez a melhor, e agradece... as nossas cicatrizes têm o poder de nos recordar de que o nosso passado foi real..."


(Diálogo de um filme qualquer. qualquer dia, revejo-o.)

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agosto 04, 2007

amor e luxúria

- [...] como é que se chama?
- o Nome da Rosa;
- esse título é um bocadinho...
- é um bom título; é um código.
- um código? o que é que quer dizer?
- que a palavra é mais forte do que a força.
- mas responde lá: como é que se sabe que se está apaixonado?
- olha lá este bocadinho:

- Mestre, alguma vez estiveste apaixonado?
- apaixonado? sim... muitas vezes.
- a sério?
- claro que sim! Aristóteles, Ovídeo, Virgílio...
- não, não... refíro-me a uma... mulher...
- não estarás a confundir luxúria com amor?
- estarei? não sei! só quero o bem dela; quero que ela seja feliz...
- oh valha-me Deus!
- porquê "oh valha-me Deus"?
- estás apaixonado...

- e isso é mau?
- para um monge, isso levanta alguns problemas...
- mas, S. Tomás de Aquino não louva o amor acima das outras virtudes?
- sim, o amor a Deus...
- e... o amor de uma mulher?
- uma mulher?!? sobre as mulheres, S. Tomás de Aquino sabia muito pouco. Mas as Escrituras são muito claras. Os Provérbios avisam-nos: "a mulher apoderea-se da alma do homem." e Eclesiastes dizia: "mais amarga que a morte, é a mulher".
- sim, mas... e vós Mestre? o que achais?
- bem, não tenho o benefício da tua experiência, mas tenho dificuldade em convencer-me de que Deus tenha criado um ser ignorante e sem o dotar de algumas virtudes. Não te parece?
- [...]
- quão pacífica seria a vida sem o amor. Quão segura. Quão tranquila. E quão monótona.

- g'anda resposta!
- pois foi... estás esclarecido?
- acho que sim... o que é luxúria? tens aí nalgum livro?
- [...]

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diariamente

f u g a s d i á r i a s ...

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agosto 02, 2007

pinguins à solta na Foz

e enquanto pedalavam, havia quem cantasse:


Bicycle bicycle bicycle
I want to ride my bicycle bicycle bicycle
I want to ride my bicycle
I want to ride my bike
I want to ride my bicycle
I want to ride it where I like

You say black I say white
You say bark I say bite
You say shark I say hey man
Jaws was never my scene
And I don't like Star Wars
You say Rolls I say Royce
You say God give me a choice
You say Lord I say Christ
I don't believe in Peter Pan
Frankenstein or Superman
All I wanna do is

[...]
I want to ride it where I like

Queen.

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agosto 01, 2007

raízes

"- Nós, italianos, temos as nossas famílias e temos a igreja; os irlandeses têm a pátria deles; os judeus, a tradição deles; até os negros têm a música deles. Vocês [americanos] têm o quê?
- temos os EUA; e vocês, estão só de passagem.
"

diálogo em "O Bom Pastor."

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julho 31, 2007

p'ra relembrar

Sei de uma camponesa
Sem campo, sem quintal,
Que canta debruçada ao sol da seara,
Trigo da cara, de suor tão debulhada...
Sei de uma camponesa,
Dança à noite na eira,
Perfumada de avenca e feno, enfeitada de tomilho,
Canta com a expressão de quem vai ter um filho,
Mesmo pelo coração ...
Sei de uma camponesa,
Nunca enche esta cidade,
Nunca se senta à minha mesa, nunca me leva à sua herdade
Pr'ouvir um trocadilho, pr'a tornar realidade
Um sonho que perfilho.

Rui Veloso

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jura(s)

Jura que não vais ter uma aventura
Dessas que acontecem numa altura
E depois se desvanecem
Sem lembrança boa ou má
E por isso mesmo se esquecem
Jura que se tiveres uma aventura
Vais contar uma mentira
Com cuidado e com ternura
Vais fazer uma pintura
Com uma tinta qualquer
Que o ciúme é queimadura
Que faz o coração sofrer
Jura que não vais ter uma aventura
Porque eu hei-de estar sempre à altura
De saber
Que a solidão é dura
E o amor é uma fervura
Que a saudade não segura
E a razão não serena
Mas jura que se tiver de ser
Ao menos que valha a pena

T.

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julho 30, 2007

um grande texto

De Miguel Carvalho.

Aqui

(chegou-me por mão amiga).

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Bar notice

bar-notice

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julho 28, 2007

encruzilhadas legais

"[...]um Direito Processual Penal da presunção da inocência absoluto ou ilimitado, em que a protecção da privacidade é o valor supremo, ou, numa lógica inversa, um pensamento da supremacia da verdade e simultaneamente, da segurança preventiva."

Maria Fernanda Palma.

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julho 27, 2007

estórias

Now she's walking through the clouds
With a circus mind
That's running wild
Butterflies and zebras
And moonbeams and fairytales
All she ever thinks about is riding with the wind...

When I'm sad she comes to me
With a thousand smiles
She gives to me, free
It's alright, it's alright' she says
Take anything you want from me
Anything

Now she's walking through the clouds
With a circus mind
That's running wild
Butterflies and zebras
And moonbeams and fairytales
All she ever thinks about is riding with the wind...

When I'm sad she comes to me
With a thousand smiles
She gives to me free
It's alright, it's alright' she says
Take anything you want from me
Anything

Fly Little Wing... Yeah, Yeah...

[Guitar solo]

Fly Little Wing...
I want her to fly

Hendrix.
"Little Wing"

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julho 26, 2007

lugares

When the daylight's gone and you're on your own
And you need a friend just to be around
I will comfort you, I will take your hand
And I'll pull you through, I will understand

And you know that

I'll be at your side, there's no need to worry
Together we'll survive through the haste and hurry
I'll be at your side
If you feel like you're alone, and you've nowhere to turn
I'll be at your side

If life's standing still and your soul's confused
And you cannot find what road to choose
If you make mistakes (make mistakes)
You can't let me down (let me down)
I will still believe (still believe)
I will turn around

And you know that

I'll be at your side, there's no need to worry
Together we'll survive through the haste and hurry
I'll be at your side
If you feel like you're alone, and you've nowhere to turn
I'll be at your side

I'll be at your side
I'll be at your side
You know that

I'll be at your side, there's no need to worry
Together we'll survive through the haste and hurry
I'll be at your side
If you feel like you're alone, you've got somewhere to go,
'Cos I'm right there
I'll be at your side, I'll be right there for you
(Together we'll survive) through the haste and hurry
I'll be at your side
If you feel like you're alone, you've got somewhere to go,
'Cos I'm at your side

I'll be right there for you
I'll be right there for you, yeah
I'm right at your side.

At your side.
The Corrs.

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julho 25, 2007

Hurts

When your day is long
And the night
The night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life
Well hang on

Don't let yourself go
Cause everybody cries
And everybody hurts
Sometimes

Sometimes everything is wrong
Now it's time to sing along
(When your day is night alone)
Hold on, hold on
(If you feel like letting go)
Hold on
If you think you've had too much of this life
Well hang on

Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts

Don't throw your hand
Oh, no
Don't throw your hand
When you feel like you're alone
No, no, no, you're not alone

If you're on your own
In this life
The days and nights are long
When you think you've had too much
Of this life
To hang on

Well, everybody hurts
Sometimes, everybody cries
And everybody hurts
Sometimes

And everybody hurts
Sometimes

So, hold on

Everybody hurts.

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julho 24, 2007

O clima e a guerra

Não é possível perceber nada desta terra se nos esquecermos do clima e da guerra com a UNITA.

Durante 9 meses por ano o céu está permanentemente coberto de nuvens, o ar tem uma humidade relativa a rondar os 100%, e a temperatura ronda os 30 graus – vive-se no ar condicionado. Quando chove... quer dizer, está sempre a chover. Quando chove mesmo muito, há áreas da cidade que ficam alagadas, mercê do incipiente ou destruído sistema de esgotos. Estamos a falar de cerca de um metro de água em frente à entrada do meu hotel, estamos a falar de Angola ficar sem internet.

A guerra durou cerca de 25 anos e acabou há 5 anos. Os angolanos falam da 1ª e da 2ª guerra. O que separa as duas guerras são os acordos de Bicesse, as eleições que o Savimbi perdeu e se recusou a aceitar.

A guerra absorvia os recursos humanos e financeiros do país, absorvia as atenções, as preocupações e as energias dos governantes. As condutas de águas partiam-se e a água não era potável. As condutas de esgotos abateram, partiram-se, entupiram. Há prédios com os esgotos a correr a céu aberto. Fora da estação das chuvas, quando há água a escorrer nas ruas de Luanda, não é água, é esgoto.

A estradas foram-se esburacando. Quando chove, um buraco aberto no asfalto transforma-se num buracão. Com o passar dos anos, os buracões transformam-se em valas, e as valas cobrem toda a estrada.

O kota [em kimbundo quer dizer “mais velho”, expressão respeitosa conforme à tradição social africana.] fez (quase) todas as estradas de Angola, no tempo em que se podia andar por estrada. Estamos a falar dos anos 70, até cerca de 1977. Há cerca de 30 anos que o principal meio de transporte de pessoas é o avião. Os luandenses deixaram de ir passar o fim de semana a Benguela.

Lentamento, o país começa a reorganizar-se e a fazer a “reabilitação”. Há duas categorias de infraestruturas: as que já estão reabilitadas e as que ainda não estão reabilitadas. O GRN é o Gabinete para a Reconstrução Nacional e trata de aspectos tão diversos como esgotos, rede eléctrica, abastecimento de água, estradas, portos, aeroportos, caminhos de ferro, mas também da formação profissional.

No centro de Luanda e numa extensa área à volta do centro, as ruas não têm buracos (ou têm poucos buracos). Em Benguela, há muito poucas ruas asfaltadas. No Lubango, estão quase todas asfaltadas e há poucos buracos, ao passo que o Huambo está numa situação intermédia. Cabinda parece uma enorme aldeia, com ruas sem asfalto ou com o asfalto ratado nas bermas.

Durante anos o lixo foi um problema gravíssimo em Luanda. Ainda há 3 anos, as ruas estavam cheias de lixo. Actualmente, o problema é a fila que se forma atrás do camião do lixo. Há contentores grandes e contentores individuais para todo o prédio, tal como em Lisboa. Mas a administração municipal não se preocupa só com a recolha do lixo. Todas as manhãs há um regimento de varredores com máscaras – por causa da poeira – que varre as ruas e avenidas. Além disso, há um batalhão de jardineiros que rega os canteiros da cidade e planta relva ou arbustos. Os angolanos decidiram saltar uma etapa. Em vez de construirem um sistema municipal que não iria funcionar, contrataram várias empresas privadas a quem atribuíram diferentes áreas da cidade. Num bairro, os varredores têm fatos de macaco amarelos e usam máscaras sobre a boca e o nariz (por causa da poeira), ao passo que no bairro ao lado já usam uniforme verde ou vermelho e não têm máscaras.

Também o estacionamento é um problema no centro da cidade. Parte-se o passeio e criam-se lugares para estacionar em espinha. De caminho, reabilita-se o passeio. As obras são mais lentas que seriam em Lisboa: em vez de uma semana, demoram duas ou três. Mas houve uma máquina que avariou. Uma mini retro-escavadora de lagartas, partiu uma lagarta de borracha. Só pode ser usada a outra máquina. Retirar a máquina avariada é um problema. Encomendaram a largarta nova e estão à espera que chegue para a montarem e pôr a máquina a trabalhar. Porque não levam a máquina avariada para o estaleiro é para mim um mistério. Sobretudo porque atrapalha a obra e entope o trânsito.

Outro problema gritante é a falta de equipamentos em Angola. Por um lado as necessidades de máquinas para a construção civil e obras públicas são imensas, devido ao enorme esforço de reabilitação. Por outro lado, o transporte dos equipamentos é caro e demorado. Ter um equipamento parado dentro do navio, à espera de vez para desembarcar é caro. Por isso, as empresas do sector só trazem os equipamentos estritamente indispensáveis. Além do mais, a fé na estabilidade do país é ainda reduzida. Em caso de confrontos, é fácil evacuar pessoas; mas o equipamento tem que ficar para trás.

A rede elétrica é débil, muito débil. Outro dia vi a luz a faltar 5 vezes em três horas. Numa das vezes, eu estava dentro do elevador. O gerador do hotel demora 30 segundos a entrar em funcionamento. É uma sensação engraçada: primeiro fiquei sózinho às escuras no elevador, depois voltou a luz e senti o elevador a escorregar suavemente. Ao fim de uma ou duas eternidades, recomeçou a subir e deixou-me no piso certo.


Um texto de "Zé do Teclado".

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julho 23, 2007

omni-poderes

"Consegues imaginar isto!?! Eles ["civis"] pensam que podem meter aqui o bedelho! Como se nós deixassemos!!!
[...]
Um senador uma vez disse-me: porque é que quando dizemos CIA não pomos um "a" antes das siglas?
E eu respondi-lhe: o senhor põe um "o" antes de Deus?"


diálogo em "O Bom Pastor".

Publicado por MatosB às 01:49 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 22, 2007

Luanda, day one

Chegámos. O meu colega trazia um tapete, um favor prestado a um angolano desenrascado. À passagem pela Alfândega, foi desviado do verde “Nada a declarar” para o vermelho. Eu segui em frente. Esperei um pouco no hall de saída, mas apesar de ainda não serem 6 horas, estava demasiado calor e demasiada humidade. Saí para o ar livre. Livre é força de expressão, pois apesar de estarmos na estação seca, o ar estava húmido. E o céu coberto de nuvens. Um cigarro e uma mirada de reconhecimento. Daí nada uma oferta de taxi. Mas nada insistente, bem diferente dos habituais modos árabes. Mais adiante, quatro chineses confraternizavam. Um deles falava frequentemente ao telemóvel. Cantonês. E fumavam. Soube depois que a China emprestou uma pipa de massa a Angola, a troco de encomendas de trabalhos de construção e obras públicas.
Vários cigarros depois, o meu colega emergiu da sala da alfândega, com o tapete e sem ter pago direitos de importação. Depois começou a rábula da carrinha que me vinha buscar: onde está, por onde anda: mais de meia hora até se acertar tudo. Contou-me depois o motorista que, quando encostou para me recolher, veio logo um polícia ter com ele, que ali era proibido estacionar, que queria 1000 kuanzas, mas que tinha ficado satisfeito com 500 kuanzas (1 kuanza é cerca de um cêntimo).

Luanda, por fim.
Primeira observação – poeira. Faz-me lembrar Casablanca.
Segunda observação – prédios degradados.
Terceira observação – a arquitectura é indubitavelmente portuguesa.

Uma nota de rodapé: em Luanda a poeira é vermelha. Ao longo dos dias, acentua-se a impressão da arquitectura portuguesa (anos 60 e 70), mas vou reparando que afinal há muitas casas e prédios recuperados; nem todos têm os estores a cair.

Traffic Jam

O puto tem medo dos polícias. Se vêem que somos brancos, inventam um traço contínuo só para pedir 1000 kuanzas. O puto tem medo dos carros grandes. Aqui é a lei do mais forte; se um jipe é maior que o teu carro não te deixa entrar. O puto tem medo dos angolanos. Eles aqui não respeitam as regras. Quem tem medo compra um cão. Nada disto é verdade, claro.

Se ele tem um carro alugado parado, então fico eu com o carro. E fiquei. Arranjei uma planta da cidade e decorei um ou dois caminhos; é quanto basta. Com um carro só para mim, escuso de andar sempre com ar condicionado ligado. Entro no carro e abro o vidro. O pior é fechá-lo. Dormiu no parque de estacionamento do hotel, com o vidro em baixo. No dia seguinte, o rent-a-car trocou o Toyota City por um Susuki Jimmy. Um jipe pequeno, cujo único defeito é o ponto de embraiagem – para o encontrar, é preciso recuar o pé até o calcanhar ficar no ar. Faz-me lembrar o meu velho Fiat 124, o carro em que aprendi a conduzir. Como costumava dizer, depois de conduzir aquele carro, conduzo qualquer um. E é verdade.

Como o puto informou, chegam a Angola – ou seja, a Luanda – 11.000 carros todos os meses. Há uma enorme quantidade de jipes e carrinhas tipo Toyota Hiace. As carrinhas são o substituto das carreiras de autocarro – que não há. São conhecidos por cadongueiros. Os cadongueiros são azuis (entre o azul marinho e o azul celeste), com o tejadilho branco. A candonga está no número de passageiros que levam – já foram contados 20 passageiros num carro só. Os motoristas aprenderem a conduzir comos taxistas de Lisboa. O sonho de todos os angolanos é ter um jipe, não só por causa das ruas sem pavimento, como também por causa dos encostos dos candongueiros.

Há muito poucos acidentes em Luanda. Ainda bem porque eles não têm seguro. Quando peguei no carro, deram-me uma recomendação: não atropelar peões. A esta recoemdnação, juntei duas outras: se bater, telefonar logo para alguém da organização e se estiver perdido também.

Há poucos acidentes porque a velocidade média do trânsito é cerca de 5 Kms por hora, ou menos quando está mesmo mau. Onde há um buraco, mete o carro. se pode dar um golpe na bicha, dá o golpe. Mas não abusa. Evita bloquear os cruzamentos, e muito cuidado nas rotundas. De resto, ultrapassa pela esquerda, pela direita, por cima ou por baixo. Geralmente é mais rápido ir a pé. Mas o calor húmido e o peso do portátil desaconselham.

Onde é que há acidentes? Na marginal e na Ilha de Luanda. A Ilha de Luanda é uma restinga que se estende ao longo da cidade. Do lado direito da estrada (do lado do mar) há discotecas. Estou a falar de estabelecimentos grandes, com parte interior (para ter ar condicionado) e esplanada coberta. São restaurantes que depois da hora do jantar têm um DJ a animar. Na marginal e na ilha o pavimento é bom, a estrada é a direito e há pouco trânsito; daí a velocidade, daí os acidentes.


Um texto de "Zé do Teclado".

(um abraço daki)

Publicado por MatosB às 08:17 PM | Comentários (0) | TrackBack

julho 17, 2007

R evolução

"[...]Esta tarefa de desintegração tem de ser levada a fundo, pois nela está a base inicial, primária, da conquista das populações.
Realiza-a a intimidação, procurada por todos os meios pacíficos [...] e sobretudo violentos - execução da guerrilha, nas suas modalidades de terrorismo selectivo e sitemático, sabotagem e combate - para convencer o governo, as forças da ordem e a população do triunfo inelutável da Revolução.
"

Em 1960, Hermes Oliveira, acerca das "técnicas destrutivas".
in "Grandes Estrategistas Portugueses".

Publicado por MatosB às 01:32 AM | Comentários (0) | TrackBack

julho 16, 2007

in zendo

"[...] tinha a convicção de qua a maioria dos homens não vive. Movimenta-se apenas."

"A triste realidade é que poucos sentem o Absoluto, Deus, ou o nome que lhe queiram dar A existência humana transformou-se numa simples rotina na qual os acontecimentos nos impelem a pensar e a agir mecanicamente."

Zen e as aves de rapina.
Merton.

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julho 11, 2007

descendência

"Assim, cálculos [...] mostram que a probabilidade de um qualquer europeu não descender por via directa de Carlos Magno é da ordem de 10-15000. [...]seria mais fácil ganhar o Totoloto todas as semanas durante 320 anos do que evitar encontrar Carlos Magno na sua linha de ascendência directa."

Buesco.

in "O fim do Mundo está próximo?".

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julho 09, 2007

utilitarismus

"[...]challanges to civil liberties arise as democracies optimize intelligence in the name of security."
Jenny Sims.


Donde, neste modelo ocidentalizado de ideias feito, a (eventual) contracção de direitos civis, a existir, é uma externalidade da segurança democrática.

Falta perceber se há equilíbrio ou se já se abriu porta para outra forma de totalitarismo.

Publicado por MatosB às 08:56 AM | Comentários (0) | TrackBack

junho 27, 2007

urge

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.


Eugénio de Andrade

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junho 26, 2007

exemplos eternos - II

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner.

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junho 25, 2007

exemplos eternos

- são tantas as setas que vos serão arremessadas, que taparão o sol!
- então, teremos de combater à sombra...


in 300.

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junho 24, 2007

imagens fixadas

Cada vez que yo me voy llevo a un lado de mi piel
Tus fotografias para verlas cada vez
Que tu ausencia me devora entero el corazon
Y yo no tengo remedio mas que amarte

Y en la distancia te puedo ver
Cuando tus fotos me siento a ver
Y en las estrellas tus ojos ver
Cuando tus fotos me siento a ver

Cada vez que te busco te vas
Y cada vez que te llamo no estas
Es por eso que debo decir que tus solo en mis fotos estas

Cuando hay un abismo desnudo
Que se opone entre los dos
Yo me valgo del recuerdo taciturno de tu voz
Y de nuevo siento enfermo este corazon
Que no le queda remedio mas que amarte


Juanes; Nelly Furtado.
Photografia.

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junho 18, 2007

pérolas

- comprei casa!
- boa! hipoteca?
- sim! sou um proprietário!

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junho 17, 2007

pares

"Nos serviços de informações, os homens da espionagem são o equivalente aos homens que investigam a corrupção nas polícias.
O tempo ensina-os que à partida terão poucos resultados para apresentar, e que sempre que fecham um caso, acabam com mais perguntas do que respostas.
"

José Vegar.
"Serviços Secretos Portugueses".

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maio 12, 2007

faz assim:

'Be tactful and you remain whole;
bend and you remain straight.
The hollow is filled,
the old is renewed.'

Lao-tzu

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maio 11, 2007

tao

'To speak rarely is natural.
That is why a gusty wind doesn't last the morning,
a downpour of rain doesn't last the day.'

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maio 06, 2007

wrongness

"Everything has its own place and function.
That applies to people, although many don't seem to realize it, stuck as they are in the wrong job, the wrong marriage, or the wrong house. When you know and respect your Inner Nature, you know where you belong. You also know where you don't belong.
"


Tao.

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maio 04, 2007

sensatez

"Aqueles que não sentem compaixão, não têm sabedoria.
O conhecimento, tem; esperteza, talvez; sabedoria, não.
Um mente brilhante, não é um coração.
O conhecimento não se importa. A sensatez, sim.
"


Lao Tse (?)
The Tao of Pooh.


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maio 03, 2007

uma questão de Ser

"eu sou livre [...];
a liberdade exerce-se, não é um valor!
"


e dizes tu, amigo e Taoista, que não gostas dos gajos de Direito!

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abril 23, 2007

gnosticismo

"[...] Demiurgo, depois de expulso do reino da luz, teria sido lançado num abismo, onde acabou por criar o nosso universo, dando forma à matéria e criando o homem, uma matéria onde existiria um grão de luz, alma."

Fundamentalismo Islâmico.
Eugénio Almeida.

A Luz, é mesmo muito importante.

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março 27, 2007

felicidades

A felicidade não tem segredos. Os homens infelizes parecem-se todos. Algum desgosto há muito sofrido, um desejo negado, um golpe no orgulho, uma reluzente centelha de amor extinta pelo desprezo, ou pior, pela indiferença, agarram-se a eles ou o inverso, e com isso, esses homens vivem num manto dos dias passados.
O homem feliz não olha para trás.
Não olha para a frente.
Vive o presente.

A interpretação de um crime.
Jed Rubenfeld.

Obrigado João, pelo trabalho de me enviares o significativo excerto.

Publicado por MatosB às 07:22 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 10, 2007

Farewell

"Amo el amor que se reparte
em besos, lecho y pan.
Ampr que puede ser eterno
y puede ser fugaz.
Amor que quire libertarse
para volver a amar.
Amor divizinado que se acerca.
Amor divizinado que se va.
Fui tuyo, fuiste mía. Qué más? Juntos hicimos
un recodo en la ruta donde el amor pasó."


Neruda

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março 08, 2007

gemas

"mentes complexas, não apreciam piadas simples..."

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março 05, 2007

all good things come to an end

Honestly what will become of me
don't like reality
It's way too clear to me
But really life is daily
We are what we don't see
Missed everything daydreaming

Traveling I only stop at exits
Wondering if I'll stay
Young and restless
Living this way I stress less
I want to pull away when the dream dies
The pain sets in and I don't cry
I only feel gravity and I wonder why

Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end
Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end
come to an end come to an
Why do all good things come to end?
come to an end come to an
Why do all good things come to an end?

Well the dogs were whistling a new tune
Barking at the new moon
Hoping it would come soon so that they could
Dogs were whistling a new tune
Barking at the new moon
Hoping it would come soon so that they could
Die die die die die

Well the dogs were barking at a new moon
Whistling a new tune
Hoping it would come soon
And the sun was wondering if it should stay away for a day til the feeling went away
And the sky was falling on the clouds were dropping and
the rain forgot how to bring salvation
the dogs were barking at the new moon
Whistling a new tune
Hoping it would come soon so that they could die.

Nelly Furtado.

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março 03, 2007

vox

"[...] tens o direito de querer tudo e de fazer tudo o que queres e eu tenho o direito de gritar ao mundo a minha tristeza, de escrever o quanto te amo e o quanto me dói a forma como me fechaste a porta."


Margarida Rebelo Pinto.

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fevereiro 28, 2007

太陽

息子

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fevereiro 17, 2007

om mani padme hum

om mani padme hum

om mani em tibetano

om mani em ranjana

seis sílabas.
um modo de vida.
melhorar pela compaixão.

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fevereiro 15, 2007

men

"Men are born soft and supple;
dead, they are stiff and hard.
Plants are born tender and pliant;
dead, they are brittle and dry.

Thus whoever is stiff and inflexible
is a disciple of death.
Whoever is soft and yielding
is a disciple of life.

The hard and stiff will be broken.
The soft and supple will prevail.
"

Tao Te Ching

pela mão de um perseguidor de espíritos...

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fevereiro 14, 2007

anel

anel do sol

"Dá-me um anel; mas que seja
Como o anel em que cingida
Tem gemido toda a minha vida.
Dá-me um anel; mas de ferro,
Negro, bem negro, da cor
Desta minha acerba dor,
Deste meu negro desterro!

Dá-me um anel; mas de ferro...
Sempre comigo hei-de tê-lo;
Há-de ser o negro elo,
Que me prenda à sepultura.
Quero-o negro...seja o estigma,
que decifre o escuro enigma,
Duma grande desventura.

Dá-me um anel; mas de ferro,
Que resista mais que os ossos
Dum cadáver aos destroços
Do roaz verme do pó.
Entre as cinzas alvacentas,
como espólio das tormentas
Apareça o ferro só.

E o teu nome impresso nele,
Falará dum grande amor,
Nutrido em ânsias de dor,
Pelo fel da sociedade...
Que teu nome nele escrito,
Nesse padrão infinito,
Vá comigo à Eternidade.
"


Camilo.

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fevereiro 03, 2007

escritas cruas

De uma à outra ponta, o autor escreve criticamente, como se fala à mesa de um café, entre amigos; o tema, é também o título do livro: "O Desejo" (Notícias Editorial).
O desejo é confrontado com facetas da vida humana: o tempo, a falta, o amor, a morte, o impossível, o destino e a ética.

Um excerto, este, sobre o desejo e o sexo:

"[...] Quando duas palavras se matam uma à outra, onde está o sentido?
Entre o desejo e a Lei, onde está o acaso?
Ceder no que respeita ao desejo, abafar a pulsão, fazer uma cruz sobre os colhões em nome de uma moral, ou correr o risco de gozar, mas gozar fora da lei, do lado da morte?
Ou fazer como a maioria, fazer de conta.
Fazer amor legal, salvar as aparências, monogâmicos de corpo, ferozmente, mesmo se fingimos ignorar a corte das personagens fantasmáticas, indesejáveis por causa de serem demasiado desejadas, que se introduziram no leito em que se representa a cena do imaginário. Elas estão lá, portanto, ali onde aquilo se passa, repondo em questão as noções tão ambíguas como o prazer, o des-ser, a fidelidade. Quando se sabe que o fantasma é rei e que nos arrasta, à nossa revelia, para onde quer, a fidelidade é o quê? O corpo, o coração, o desejo, a palavra? A obrigação de sacrificar o Outro, todos os outros, sobre o altar do Um? E qual? Em virtude de que fantasma?
[…]
Mais alto, escrevi a palavra "colhões".
Não foi por acaso. "

"Não foi por acaso. Nenhum eufemismo, naquele lugar, teria restituído o que a crueza agressiva da palavra podia fazer passar, a saber, a brutalidade cega da pulsão, a sua trivialidade - por oposição ao desejo, já mais policiado, quase um anjo.
É um facto, a partir do momento em que se trata de exprimir o sexual, a língua, muitas vezes, furta-se-Ihe. A língua nobre, no que ela tem de convencionado, de castigado - soberba definição, «castigar severamente» como se a língua fosse punida por aflorar alguns assuntos com palavras-chave que favorecessem o acesso (como se diria um caso de cu, em língua nobre?).
Tal é o lugar do recalcamento: ali onde se castiga, recalca-se.
[...]
Depois de Adão e Eva, ficou tudo lixado - a serpente, a maçã, a expulsão do paraíso, etc .. E portanto eles não pediam nada de extraordinário, Adão e Eva, queriam com toda a justiça urna boa queca sem pensarem no mal - naquela época, e no paraíso, o mal ainda não tinha sido inventado[...]"


Pierre Rey.

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fevereiro 01, 2007

eire again

"não sejas, mulher, os tormentos meus
e seja um só meu desejo e o teu.
Tu hás-de ser o meu amor na terra
e o nosso abraço um ao outro há-de estreitar.

pousa nos meus teus lábios vermelhos,
mulher com a pele da cor de espuma.
Com os teus alvos braços o meu corpo enlaça
e sejam esquecidas disputas antigas.

Moça bonita, de mil e uma graças,
não sejas volúvel; olha meus olhos,
recebe-me no leito onde te deitas
e sejam um só o teu corpo e o meu.

por ti eu esquci as outras mulheres,
só a ti eu quero bem junto ao peito.
Peço-te que faças o voto que eu fiz:
não queiras os outros, escolhe-me a mim.

Eu sei que tu sabes que sinto por ti
amor sem medida, desejo infinito.
Eu apenas quero que sintas por mim
o mesmo desejo, um amor igual.
"

Autor desconhecido, Sec. XV
O imenso adeus
Poemas celtas do amor

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janeiro 26, 2007

amor

Acredito piamente no amor aos filhos. De resto, acredito ser este o único tipo de amor incondicional.
Amamos os nossos filhos na medida em que seremos sempre uns dos outros.

in Cenas de gaja,
“Prime Books”.

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janeiro 09, 2007

espelhos

“[…] há vários homens dentro de ti: há o que sonha em abraçar o mundo e há o que quer um lar e precisa de colo. Há o […] pragmático e ambicioso que desliza à superfície das coisas e o romântico que sabe tocar a minha alma com enorme cuidado e sensibilidade. Há o cerebral que adora a cidade em que vive, onde todos pensam que o trabalho está acima de tudo, e o emotivo que namora com Lisboa e gosta de se perder nas suas vielas estreitas, respirando o ar do sul, sob o sol que quase nunca nos abandona. Há o apaixonado que me agarra, me devora e me prende, e o racional que gosta de pensar que somos apenas amigos.
Tantos homens num só! E tu sem saber qual queres ser, sem poder ainda escolher… deve ser difícil viver assim, sobretudo com a lucidez que sempre te acompanhou, sabendo que todos são verdade, que todos vivem dentro de ti.”

Margarida Rebelo Pinto.
Diário da tua ausência.

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dezembro 14, 2006

mentes

"mentes complexas, não apreciam piadas simples..."


dito por Alex, o pensador.

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novembro 22, 2006

vozes de ontem


ouvir aquela voz dizer "o mostrengo", é sempre um espanto.

João Villaret - no S. Luís.

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novembro 21, 2006

Desencontro

Sabem aquela expressão com conotação futebolística: “passei ao lado de uma grande carreira”, usada normalmente por homens de meia idade em ambiente suburbano-depressivo. No meu caso acontece que passei ao lado de uma grande relação, e quanto mais penso nisso, mais certeza tenho.
O nome dela é Patrícia e conhecia-a no esplendor dos seus 18 anos, em circunstâncias que ainda hoje recordo com carinho melancólico.
Naqueles tempos, e como forma de separar o trigo do joio, abordava sempre as miúdas com uma frase-teste. A maioria claudicava rotundamente quando confrontada com uma aproximação tão fora dos trâmites adolescentes. Ela não! Passou com distinção no meu teste caseiro. Nem sequer interessa qual foi a frase, mas repito: ela passou, entrou e pegou de estaca. Não estava nada à espera que ela passasse no teste de admissão, muito menos com distinção.
A beleza da Patrícia era incontornável, o cabelo encaracolado, a pele morena, os olhos pretos, densíssimos. Infelizmente a relação nunca chegou a arrancar, numa situação que fazia já adivinhar um padrão, mais tarde confirmado.
O sentimento tinha tudo para explodir, éramos novos, desimpedidos, mas, mesmo assim, diversos factores, daqueles que pensámos só acontecerem nas novelas da TVI, por volta do 345º episódio, impediram que tal sucedesse.
Nesta altura, entraram em cena personagens, até então meros figurantes, que tudo fizeram, consciente ou inconscientemente, para que a coisa corresse mal. Desde uma prima apaixonada a um suposto amigo meu em despique hormonal, tudo concorreu para o insucesso.
Por vezes, o “timing” é tudo e naquele caso foi. Algum tempo depois iniciei uma nova relação, com uma conjuntura mais simpática, num ambiente mais controlado e o resultado foram 6 anos de compromisso. A Patrícia nunca desapareceu, esteve sempre ali, perto, à distância de um telefonema ou de uma viagem no 58. Mas eu nunca peguei no telefone ou apanhei esse autocarro. Preferi ficar quieto, sentado na poltrona confortável que tinha tão cuidadosamente escolhido.
Pensava muitas vezes nela, no que poderia acontecer, se poderia resultar, mas fiquei-me por aí…
Nos poucos contactos que mantínhamos, castigava-a diversas vezes, com o seu quê de injusto, dizendo que a culpa tinha sido dela, que a corda que tinha dado ao meu suposto amigo tinha sido a causa do nosso falhanço enquanto casal.
Mas confesso que o fazia sem grande convicção, no fundo não tinha grande certeza, nem da sua culpa, nem da própria existência de culpa por parte de qualquer um de nós.
Um dia, a janela fechou-se, o cordão partiu-se, ou se quiserem, ela abriu os olhos, aqueles olhos grandes que, em teoria, tudo deveriam ter visto bem mais cedo.
Afastou-se e, ironia suprema, aconteceu sensivelmente na mesma altura em que a minha poltrona ganhou vida e decidiu abandonar definitivamente a minha sala de estar.
Tenho enormes reservas relativamente às diversas teorias que preconizam a retribuição – em vida ou post mortem - por uma entidade superior, de algum mal ou erro que tenhamos cometido.
Seria o meu Karma tão negativo que tudo tinha que desabar ao mesmo tempo, sem prazos dilatórios, recursos, adiamentos.
Senti bastante o desaparecimento da Patrícia, se calhar tanto ou mais que o fim da minha longa relação, até porque, na meu egoísmo serôdio, nunca acreditei que ela se afastasse.
De repente, já não havia telefone para ligar ou autocarro para apanhar. Estava só. Senti-me como o capitão de um navio que no meio de um naufrágio se apercebeu que não havia salva-vidas, nem sequer coletes ou bóias.
O silêncio foi prolongado, 5 ou 6 anos, se não estou em erro. Daqueles silêncios angustiantes, em que acabamos a fazer risquinhos na parede, um por cada dia de saudade.
Nunca lhe contei isto que senti, e ainda hoje não tenho a certeza se o deveria ter feito.
Um dia, o silêncio foi quebrado, uma sms furtiva, inocente, em quadra natalícia foi mais que suficiente.
Nem queria acreditar, a Patrícia parecia disposta a reentrar na minha vida. Não cabia em mim de entusiasmo. Estava feliz, aquela sms deixou-me verdadeiramente feliz.
De imediato, configurei mentalmente dezenas de estratégias para apurar as intenções dela. Cada uma pior que a outra. A minha vontade era ligar-lhe e dizer-lhe que tinha sentido terrivelmente a falta dela, que ainda gostava dela….Não! Já não és um adolescente, Zé! Recompõem-te, controla a respiração, vai ver o “A Alma e a Gente” do Professor Hermano, qualquer coisa para não te deixares levar pelo momento. Consegui, ou pelo menos penso que sim.
Desde então, tenho tentado uma aproximação cautelosa, tanto quanto a minha natureza impulsiva o permite. Não tem sido fácil. A Patrícia ingressou numa instituição repressiva, onde vigora o recolher obrigatório e uma forte cadeia hierárquica…sim! já adivinharam! casou!
O que mais dói nem é vê-la casada, a partilhar os dias com outro homem, mas sim saber que entre nós a magia perdura, que ainda jogamos de olhos fechados, como o meio campo do Porto, na era Mourinho.
E para piorar, numa atitude mista de medo e cobardia, não tenho coragem de lhe fazer a pergunta fulcral, provavelmente com medo da resposta: és feliz Patrícia?!
Uma resposta positiva seria certamente o fim de um sonho, numa época pouco propícia a sonhos, cada vez mais enclausurados em sonos, na fase R.E.M..
Não sei se terei coragem de algum dia lhe fazer a pergunta… provavelmente não, não sei bem…
Enquanto isso navego em cenários mais ou menos verosímeis e desaguo na cómoda proposição que talvez o tempo e o casamento a tenham desvirtuado, mas não!! Continua linda como sempre foi …por dentro e por fora.

por "boy next door".

Publicado por MatosB às 04:15 PM | Comentários (3)

novembro 12, 2006

os bófias

encontrei isto e achei engraçado:



Policias são pessoas como todos nós. Eles são de ambos os géneros, mas são, na maioria, homens. Eles também são de vários tamanhos. Na realidade, depende de você estar à procura de um deles ou a tentar esconder alguma coisa. Quase sempre, no entanto, eles são grandes.
Encontram-se polícias em todos os lugares: na terra, no mar, no ar, a cavalo, em viaturas, motocicletas e até na sua cabeça. Independente do facto de "nunca aparecer nenhum quando se procura um", eles estão geralmente por perto quando mais se precisa deles. A melhor maneira de conseguir um é, quase sempre, pelo telefone.
Polícias dão palestras, fazem partos, e dão más notícias. Exige-se que eles tenham a sabedoria de Salomão, a disposição de um cavalo corredor e músculos de aço – muitas vezes são até acusados de terem o coração de ferro. O polícia é aquele que engole em seco perante grandes sofrimentos, anuncia o falecimento de um ente querido e passa o resto do dia a perguntar-se porque escolheu esta porcaria de trabalho. E não pestaneja quando lhe falam em balcanização da Polícia, em combate à corrupção ou no engano da imediata dotação em meios especializados. Ou em reestruturações, fusões, extinções, na invenção da roda ou em recursos suficientes, em orçamentos q.b..
Na TV, o polícia é um idiota que não conseguiria encontrar um elefante num frigorífico. Na vida real, espera-se que ele encontre o menino loiro "mais ou menos desta altura" numa multidão de quinhentas mil pessoas. Na ficção ele recebe ajuda de detectives particulares, repórteres e de testemunhas "eu sei quem foi". Na vida real, quase tudo o que o povo lhe dá é "eu não vi absolutamente nada".
Quando ele dá uma ordem dura, ele é bruto. Se for gentil, é um maricas. Para as crianças, ele é, as vezes, um amigo, outras, um monstro, dependendo da opinião que têm os pais a respeito da Polícia. Ele "vira a noite", dobra escalas, e trabalha aos sábados, domingos e feriados.

O policia é como aquela menina, que, quando é boa, é muito, muito boa, mas quando é má, é abominável. Quando um policia é bom, ele "é pago para isso". Quando comete um erro, "ele é um corrupto e isso vale para todos os outros da raça dele". Quando ele atinge um assaltante, ele é um herói, excepto quando o assaltante é "apenas um garoto e qualquer um podia ver".
Muitos têm casas, algumas cobertas de plantas e quase todas cobertas de dívidas. Se ele conduzir um carro de luxo, ele é um ladrão. Se for um carro popular, "quem ele pensa que está enganando?" O crédito dele é bom, o que ajuda bastante porque o salário não é. Polícias educam muitos filhos, muitas vezes os filhos dos outros.
Um polícia vê mais sofrimento, sangue, problemas e alvoradas que uma pessoa comum. Como os carteiros, os polícias têm que estar a trabalhar independente das condições do tempo. O uniforme muda de acordo com o clima, mas sua maneira de ver a vida permanece a mesma; na maioria das vezes, é triste, mas, no fundo, esperando um mundo melhor.
Polícias gostam de folgas, férias e café. Eles não gostam de buzinas, brigas familiares e. principalmente, de autores de cartas anónimas. Eles têm sindicatos e federações mas não gostam de fazer greve. Têm que ser imparciais, educados, e sempre se devem lembrar do slogan “pela lei, pela grei".
Às vezes é difícil, especialmente quando um indivíduo lhe lembra, " eu pago impostos, portanto pago o teu salário".
Polícias recebem elogios por salvar vidas, evitar distúrbios, e trocar tiros com bandidos (de vez em quando, são as suas viúvas que recebem o elogio!). Mas, algumas vezes, o momento mais recompensador é quando, após fazer alguma gentileza a um cidadão, ele sente o caloroso aperto de mão, olha os olhos cheios de gratidão e ouve, "obrigado e Deus te abençoe".
Um fraterno abraço a todos os colegas polícias.
Anónimo

Publicado por MatosB às 11:32 AM | Comentários (0)

novembro 09, 2006

"all together now"

I feel unhappy
I feel so sad
I lost the best friend
That I ever had

She was my woman
I loved her so
But it's too late now
I've let her go

I'm going through changes
I'm going through changes

We shared the eve's
We shared each day
In love together
We found a way
But soon the world
Had its evil way
My heart was blinded
Love went astray

I'm going through changes
I'm going through changes

It took so long
To realize
That I can still hear
Her last goodbyes
Now all my days
Are filled with tears
Wish I could go back
And change these years

I'm going through changes
I'm going through changes

Publicado por MatosB às 01:12 AM | Comentários (0)

novembro 06, 2006

franquezas

"Encontrar afinidades entre mim e George Bush é como descobrir uma ligação entre mim e um Óscar. É ridículo."

Arnold Schwarzenegger.

Publicado por MatosB às 07:20 PM | Comentários (1)

outubro 25, 2006

broncas...

Que no mínimo, as coincidências são grandes... isso são... há que ler ambas as obras e depois decidir.

Publicado por MatosB às 09:51 PM | Comentários (1)

setembro 29, 2006

in

“Aí estávamos nós, dois escravos do tempo, a labutar no [...] quarto andar de um monólito de aço e vidro, enquanto a maior parte das pessoas sãs deste mundo estava em casa com a família, ambos [...] ofuscados por uma ilusória versão de sucesso.

Quanto mais tempo passava [...] mais eu percebia que ele se estava a enterrar. Era como se ele tivesse um qualquer desejo subconsciente de morte. [...] nada o satisfazia. Por fim, o seu casamento fracassou, [...] e embora tivesse todos os bens materiais que qualquer pessoa deseja, continuava sem encontrar aquilo que buscava. E isto reflectia-se a nível emocional, físico... e espiritual.”

O Monge que vendeu o seu Ferrari

Robin Sharma.

Publicado por MatosB às 09:51 AM | Comentários (0)

setembro 25, 2006

janus - relações internacionais

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Publicado por MatosB às 03:12 PM | Comentários (0)

contra a tortura

Um blog invulgar.

Como o autor e alguns dos seus frequentadores - Steven Levitt, por exemplo.

Publicado por MatosB às 11:32 AM | Comentários (0)

setembro 19, 2006

mais vale tarde que nunca...

Em regra, deste blog não se costumam citar outros. Não é uma regra. Mas este "post" é uma excepção.

Não é uma questão de política; é de falta dela.

Vale a pena ler.

Publicado por MatosB às 08:41 AM | Comentários (0)

setembro 18, 2006

filosofias

Um Juiz não pode ser tecnocrata, mas sim alguém com conhecimentos de filosofia e História e que também faça reflexões sobre a vida.


Helena Susano.
Juíz de Direito.

Visão (n.º 691)

Publicado por MatosB às 04:25 PM | Comentários (0)

setembro 13, 2006

sonhar

Dói-me quem sou. E em meio da emoção
Ergue a fronte de torre um pensamento.
É como se na imensa solidão
De uma alma a sós consigo, o coração
Tivesse cérebro e conhecimento.

Numa amargura artificial consisto,
Fiel a qualquer ideia que não sei,
Como um fingido cortesão me visto
Dos trajes majestosos em que existo
Para a presença artificial do rei.

Sim, tudo é sonhar quanto sou e quero.
Tudo das mãos caídas se deixou.
Braços dispersos, desolado espero.
Mendigo pelo fim do desespero,
Que quis pedir esmola e não ousou.

Pessoa.
Poesias Inéditas.

Publicado por MatosB às 12:45 PM | Comentários (0)

setembro 09, 2006

coincidências

"[...]Existem coincidências? As coincidências são, suspeito, o nosso medo de que algo nos aconteça sem nós.[...] é um fracasso na nossa escolha - o acaso invade a nossa ermida [...] As coincidências são inventadas por nós e como todos os deuses e todas as bruxas, ficam a falar em nós."

O Evangelho Segundo a Serpente.
Hayat, Faíza.

Publicado por MatosB às 06:23 PM | Comentários (0)

setembro 08, 2006

despair

nothing is more exactly terrible than
to be alone in the house,with somebody and
with something)
You are gone. there is laughter
and despair impersonates a street
i lean from the window,behold ghosts,
a man
hugging a woman in a park. Complete.

e.e. Cummings

Publicado por MatosB às 01:31 AM | Comentários (0)

setembro 06, 2006

canción

"emerge tu recuerdo de la noche en que estoy
el río anuda al mar su lamento obstinado.

sobre mi corazón llueven frías corolas.
Oh sentina de escombros, feroz cueva de náufragos!

en ti se acumularon las guerras y los vuelos.
de ti alzaron las alas los pájaros del canto.

todo te lo tragaste, com la lejanía.
como el mar, como el tiempo. Todo en ti fue naufragio!
"

Pablo Neruda.

Publicado por MatosB às 12:38 PM | Comentários (0)

agosto 24, 2006

tombos

É dificil ser bom monge
num mundo de encher a vista
como é dificil fazer surf
num mar de ondas sem crista
e quando se cai muitas vezes
o mal está no surfista
[...]


parcial de "O Hábito do Monge".
(Carlos Tê / Hélder Gonçalves)

Publicado por MatosB às 11:02 AM | Comentários (2)

agosto 09, 2006

Pérolas

Boxe.jpg

Boxe?!? Detesto Boxe!!!
Como é que são capazes de bater em pessoas que não lhes fizeram mal nenhum!?!?!

Publicado por sutenorio às 09:26 AM | Comentários (5)

agosto 04, 2006

simetria de forças

"Num mundo de jogadores de força operacional mais ou menos igual, há só dois caminhos para a estabilidade. Um é a hegemonia e o outro é o equilíbrio."

Henry Kissinger.

Publicado por MatosB às 11:50 AM | Comentários (0)

agosto 01, 2006

geminadas

"Preciso de me sentar todos os dias ao computador e escrever [...] mesmo que não tenha um livro entre mãos. Habituei-me à companhia das palavras [...] aos meus discos [...] únicos intrusos admitidos nos momentos de peregrinação interior, que é afinal o que tento fazer quando estou a trabalhar. Não é vontade, é necessidade."

Diário da tua ausência.
Margarida Rebelo Pinto.

Publicado por MatosB às 03:00 PM | Comentários (0)

julho 30, 2006

direitos de autor da vida

"Todos nascemos originais e morremos cópias";

Carl Jung.

Todos nascemos cópia e morremos plagiados.

Publicado por MatosB às 11:17 AM | Comentários (0)

julho 17, 2006

premissas

"Viver é a arte de chegar a conclusões suficientes, a partir de premissas insuficientes."


Samuel Butler

Publicado por MatosB às 08:17 AM | Comentários (0)

julho 13, 2006

desejos

"oh! possamos nós todos ter sempre em vida a religião do sol, da beleza e da harmonia: movermo-nos na atmosfera serena do bem e da liberdade; ter a alma limpa e transparente, sem sombras de deuses e de reis; sentir [...] e depois, ó santa Natureza, toma os nossos corpos para fazeres deles árvores cheias de sombra e ramos resplandecentes."


Prosas Bárbaras.
Eça e Queirós.

Publicado por MatosB às 02:40 PM | Comentários (1)

julho 09, 2006

planitudes

"A pessoa do software livre que existe em nós dispensa as leis de patentes. Mas o inovador que existe em nós quer um regime global que o proteja contra a pirataria da propriedade intelectual."


O Mundo é Plano.
Thomas Friedman

Publicado por MatosB às 08:15 AM | Comentários (0)

julho 06, 2006

multiplicidades

"Se o amasse, nunca me teria apaixonado por ti, pois não?
Ou será que uma mulher pode amar profundamente dois homens?
Se pode amar dois, três ou quatro filhos, porque não pode sentir o mesmo por diferentes homens?"

Diário da tua ausência.
Margarida Rebelo Pinto.

Publicado por MatosB às 07:35 AM | Comentários (4)

julho 03, 2006

conteúdos

"O texto é, enfim, a alma de um livro. Da mesma forma há homens que seduzem pelo esplendor da capa, a elegância da tipografia - e depois o texto não corresponde.
São maus romances bem encardenados.
Outros, pelo contrário, tiveram pouca sorte com a editora, quase não reparamos neles, e depois surpreendem-nos com a qualidade do texto, a originalidade do enredo, o vigor das metáforas.
"


O Envangelho Segundo a Serpente.

Da ex-desconhecida Faíza Hayat.

Publicado por MatosB às 12:13 AM | Comentários (2)

julho 01, 2006

Do mês: prazer e tripalium


o prazer no trabalho aperfeiçoa a obra.

Aristoteles.

Publicado por MatosB às 02:02 PM | Comentários (0)

junho 28, 2006

stand still

"Seguramente que não há mais nada do que o propósito único do momento presente.
A vida inteira de um homem consiste na sucessão de um após outro momento.
Se se entende plenamente o momento presente, não haverá mais nada a realizar ou a perseguir.
"

Tradução livre
Yamamoto Tsunetomo ( Jocho Kyokuzan) no Hagakure.

Publicado por MatosB às 10:32 AM | Comentários (1)

filosofia pura

"[...]ocorreu-me agora:

O crime, não compensa.
Combatê-lo, também não.
"

Obrigado por pensares, Alex!

Publicado por MatosB às 01:41 AM | Comentários (0)

junho 21, 2006

Pérolas - excertos de egos

acusa um:
"o teu imenso e incansável ego..."
responde o outro, mais adiante na conversa:
"Para presidente, não digo; mas para vice-presidente..."

remata um terceiro:
"estou muito cansado... até estou dormente..."

Retorquiu um quarto:
"não bebesses tanta stout..."

Publicado por MatosB às 08:33 AM |